UM AJUSTE DE DIREÇÃO PODE MUDAR TUDO!

 


“E ele lhes disse: Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela multidão dos peixes” (João 21:6).

 

Alguns estudiosos da Bíblia, ao examinarem com atenção determinados textos, procuram encontrar uma razão lógica ou geográfica para o fato de Jesus ter mandado os discípulos lançarem a rede do lado direito do barco. No entanto, ao investigarmos as Escrituras, não encontramos nada que indique que aquele lado específico do barco ou aquelas águas tivessem maior concentração de peixes.

 

A explicação, portanto, não é geográfica, mas espiritual. O milagre não aconteceu porque o lado direito fosse melhor para a pesca, mas porque Jesus deu a direção certa. O foco do texto não está no lado do barco, mas na obediência à Palavra de Cristo. Os discípulos haviam pescado a noite inteira, com experiência, esforço e técnica, e não apanharam nada. Bastou obedecerem à voz de Jesus para que a rede se enchesse de forma sobrenatural.

 

Esse princípio se repete em toda a Bíblia. Vemos isso claramente na história de Naamã, o comandante sírio leproso. Deus lhe deu uma instrução simples: mergulhar sete vezes no rio Jordão. Naamã obedeceu, e foi curado. Isso significa que o rio Jordão é milagroso? Claro que não. O milagre não estava nas águas, mas na obediência à ordem de Deus. Se Naamã estivesse hoje no Brasil, o rio poderia ser outro. Talvez o Rio Amazonas, o maior do mundo em volume de água, ou algum rio do estado de São Paulo, como o Tietê, o Paraná, o Paranapanema, entre tantos outros. O local nunca foi o agente do milagre.

 

Da mesma forma, os milagres de Jesus não transformaram os lugares em santuários permanentes. O crédito nunca foi do ambiente, do rio, do barco ou do lado escolhido.
O crédito sempre foi daquele que estava no local: Jesus. Essa verdade nos ensina algo poderoso: muitas vezes estamos no lugar certo, com os recursos certos, fazendo as coisas do jeito que sabemos, mas sem ouvir a direção de Deus. Um simples ajuste de obediência pode liberar resultados extraordinários. Onde Jesus dá a direção, há provisão, há restauração e há milagre. Não é o “lado”, não é o “rio” e não é o “lugar”. É a voz do Senhor sendo obedecida. Faça isso e encha sua rede de grandes peixes!

 

Plínio Cavalheiro - capelão

 O CONVETE QUE DECIDE A ETERNIDADE!

 


“Mas ele responderá: Não sei de onde sois; apartai-vos de mim, todos vós que praticais a iniquidade” (Lucas 13:27).

 

Não sei se você já passou pelo constrangimento de chegar a um lugar cheio de expectativas e ser barrado logo na porta. O responsável, firme e impessoal, declara: “Sem convite, não é permitida a entrada nesta programação.”

 

Inutilmente, você insiste. Afirma que conhece o dono do evento, que há um engano, que aquilo será facilmente resolvido. O porteiro, então, dirige-se ao anfitrião, inclina-se, sussurra algo ao seu ouvido e aponta discretamente em sua direção. Por alguns segundos, nasce a esperança. Mas ela se desfaz rapidamente. De forma categórica e irrefutável, o dono do evento responde: “Não conheço essa pessoa que está à porta querendo entrar.”

 

Bem, se por acaso isso já aconteceu, ou ainda venha a acontecer, com você ao longo da vida, apesar de ser uma situação constrangedora, tudo termina ali. Você volta para casa, entra no seu carro, segue seu caminho… e a vida continua. Ninguém morre por causa disso.

O verdadeiro problema é que chegará um dia em que haverá uma grande e gloriosa programação no céu, e todos deverão comparecer. Porém, há um detalhe inegociável: para participar, será necessário estar com o Convite em mãos.

 

Esse Convite não se adquire depois, nem se improvisa na última hora. Ele só pode ser recebido em vida, por meio de Jesus Cristo, o Dono da festa. Pense nisso com seriedade e receba hoje o seu Convite. Não deixe para amanhã, pois para cada um de nós existe um tempo determinado, e chegará o momento em que será declarada a senha final:
“Para você, já não há mais possibilidade, sessou sua oportunidade”.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 GRATIDÃO: A PONTE ENTRE UM ANO E OUTRO!

 


“Lembra-te de todo o caminho pelo qual o Senhor teu Deus te guiou…”, (Deuteronômio 8:2).

 

Há coisas em nossa vida que, com o tempo, tornam-se corriqueiras, quase automáticas, verdadeiros chavões que repetimos conforme a época que atravessamos. No fim de ano, isso fica ainda mais evidente. Dizemos, quase por reflexo: “Muita saúde, paz e prosperidade”, “Que não falte saúde”, “Um ano de muita paz”, “Que a prosperidade acompanhe você”, “Que seja um ano abençoado”.

 

Não há nada de pejorativo nessas palavras. Pelo contrário, elas sempre carregam o sincero desejo de que o outro seja alcançado por bênçãos, de uma forma ou de outra. Ainda assim, chama atenção o fato de que raramente ouvimos alguém dizer: “Que o ano novo que se aproxima seja igual ao ano que se findou.”

 

Talvez isso revele mais sobre nós do que imaginamos. Falta-nos, muitas vezes, o exercício de contabilizar as bênçãos já recebidas. Esquecemos o quanto fomos sustentados, guardados e abençoados ao longo do ano que passou. E, ao negligenciar essa memória, quase forçamos a ideia de que o próximo ano precisa ser completamente diferente, como se o anterior tivesse sido apenas um capítulo a ser apagado, e não uma história repleta de aprendizados, cuidados e graças que ficaram no esquecimento.

 

Felizes sequências de bênçãos no próximo ano de 2026!

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

DERRUBADO PARA SER TRANSFORMADO!

 


“E caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?” (Atos 9:4).

Pior do que não seguir é perseguir. Ninguém persegue alguém com bons desígnios. A perseguição sempre carrega a intenção de ferir, destruir ou silenciar. Na natureza, um animal predador persegue sua presa com um único objetivo: matá-la e, depois, fazer dela alimento para sustentar o próprio corpo. Isso acontece por causa da hierarquia existente na floresta, onde, em regra, prevalece o mais forte, que se aproveita da vulnerabilidade daquele que é menor e mais fraco. Da mesma forma, a perseguição humana nasce do desejo de domínio, da rejeição e da incapacidade de conviver com aquilo que não se controla ou não se aceita.

 

O texto registrado em Atos 9:4 nos apresenta algo verdadeiramente surpreendente. Um homem chamado Saulo havia desenvolvido dentro de si uma atitude absurda e espiritualmente cega. Suas ações se assemelhavam a uma formiga tentando perseguir um elefante. Até uma criança sabe que a chance de vitória nessa disputa é inexistente e, ainda assim, Saulo se colocava diante do povo ostentando autoridade para eliminar os cristãos aqueles que seguiam a Jesus.

 

Convencido de que estava certo, Saulo caminhava com determinação, mas em completo desequilíbrio espiritual. Foi então que Jesus, do céu, interferiu em seu trajeto. Cristo poderia tê-lo destruído com um simples sopro, mas não o fez. Em vez disso, com mansidão e amor, revelou a Saulo o terrível engano que ele estava cometendo.

 

Jesus o lançou por terra e o deixou cego por três dias, não como punição definitiva, mas como um processo de quebrantamento e revelação. Ao final desse encontro, Saulo não foi apenas curado, ele foi transformado. Levantou-se como outro homem, com outro nome: Paulo, agora cheio de graça, misericórdia e compaixão por aqueles que, assim como ele antes, caminhavam na contramão de Cristo.

 

Essa história nos confronta e nos convida à reflexão: Como está a sua vida hoje?
Você se considera um verdadeiro seguidor de Cristo ou, por atitudes, palavras e escolhas, tem se tornado um perseguidor de Jesus, mesmo dizendo crer n’Ele?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 DEUS NÃO É PAPAI NOEL!




“Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados; dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando...” (Lucas 6:37,38ª...).
O evangelho de Jesus Cristo jamais pode ser comparado à figura do “Papai Noel”, um personagem fictício que, ainda hoje, engana crianças com a conivência de pais e adultos. Desde cedo, muitos pequenos são induzidos a acreditar em uma fantasia que cria falsas expectativas, enquanto a Palavra de Deus nos adverte que “o diabo é o pai da mentira”. Ainda assim, muitos que foram enganados na infância acabam perpetuando o mesmo processo.
Em contraste com isso, a Bíblia nos revela que existe, sim, um Deus verdadeiro, que deseja ser Pai de toda criatura, inclusive das crianças. Contudo, esse relacionamento não se estabelece por meio de rituais simbólicos ou gestos mágicos, como pendurar meias na janela esperando desejos atendidos. O evangelho não se baseia em fantasia, mas em verdade e responsabilidade.
O princípio bíblico é claro: há uma relação entre atitude e consequência. Como ensina Jesus em Lucas 6:37–38: “Perdoai, e sereis perdoados; dai, e ser-vos-á dado.” A Palavra de Deus nos mostra que existe sempre uma ação consciente da parte do ser humano antes da concretização de seus pedidos. O Reino de Deus não opera por magia, mas por princípios espirituais.
Deus não é um “Papai Noel” de barbas brancas e barriga avantajada. Ele é o que é: santo, justo, verdadeiro e amoroso. Seu amor não se expressa em ilusões, mas em um convite à fé, à obediência e à transformação de vida.
Plínio Cavalheiro – capelão.✍️🙏

 É DE GRAÇA...OU É PELA GRAÇA?   “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé...” (Efésios 2:8).   É importante distinguir as express...