PRIORIZANDO SENTIMENTOS!

PRIORIZANDO SENTIMENTOS!

[Texto: Mateus 10:1-20]

Jesus após ter dito, deixa aos mortos sepultar os seus próprios mortos e ter usado o arado como referência para explicar a postura do cristão em relação ao caminhar diário, designa setenta discípulos, de dois em dois a todas as cidades e lugares para uma missão estratégica.

Recordo-me quando fiz meu curso visando conseguir habilitação de licença de Piloto Privado de Avião (brevet), foi algo maravilhoso. Contudo, indescritível mesmo, foi quando fui liberado para o primeiro vôo solo.

Os setenta participaram do curso palestra por palestra e ansiosos esperavam pelo momento de “solar”, sair “sem” o acompanhamento do Grande Instrutor Jesus Cristo. Contudo, o Mestre ainda passa a eles as últimas recomendações. Vejamos alguns destaques:

A seara é grande (v.2). Comparando este texto com as escritas de João 4:34,35, é praticamente certo que Jesus, quando fala de seara, se refere ao plantio de algodão. “Ora, eu vos digo: levantai os vossos olhos, e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa”. O cultivo de algodão necessita de cuidados especiais, entre eles, o momento certo para se colher, para que não haja prejuízo da qualidade e quantidade.

Jesus faz uma analogia da lavoura de algodão com seres humanos prontos para serem alcançados com urgência pelos poucos trabalhadores que são identificados como discípulos de Jesus. Abrindo um parêntese sobre este assunto que mereceria um texto só para ele: “Creio que o número de trabalhadores poderá crescer a medida que o povo de Deus se conscientize que a função de evangelizar não é privilégio somente dos pastores e líderes”.

Cordeiro para o meio de lobos (v.3). Não se trata de uma missão impossível. Ao contrário, Jesus garante a vitória sobre os lobos em conformidade com suas promessas de pisar serpentes e escorpiões. O que o Mestre passa aos discípulos é a necessidade de se deixar pastorear permanentemente nEle e depender dEle, mesmo quando após sua ascensão aos céus.

Paz seja nesta casa (v.5). No original o termo usado seria “Shalom”. Este era um hábito que as pessoas tinham para saudação, que ainda hoje se usa em Israel e em várias localidades, inclusive dentro de muitas igrejas evangélicas no Brasil. Entretanto, pelos discípulos, a palavra teria um sentido de reconciliação do homem pecador com Deus Santo, de acordo com as palavras de Paulo: “Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” – (Romanos 5:1).

É óbvio que o texto mostra outras instruções que Jesus passou aos setenta, por exemplo, como seriam sustentados, cura dos enfermos, anúncio da vinda o reino de Deus, procedimento quanto a resistência da pregação, juízo final, etc. Nada ficou no esquecimento e desta forma eles foram enviados para executar o missão designada por Jesus.

Após algum tempo, não sabemos precisar exatamente quanto, os setenta regressaram aos pés de Jesus e não esconderam a alegria que sentiam . Não houve nenhum relatório negativo, ninguém disse que estava exausto, desanimado, somente disseram a Jesus: “Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo teu nome!”- (v.17). Isto (submissão dos demônios), foi a causa da alegria maior daqueles que saíram para fazer evangelismo.

Jesus neste contexto aproveita o testemunho prático e ensina a eles sobre a priorização dos sentimentos. Não há nada de errado em se alegrar por presenciar os demônios se submetendo ao comando do cristão. Todavia, Jesus mostra que antes disso, o cristão necessita se alegrar pela salvação e que por Jesus seu nome está registrado no livro da vida, entendendo que este comportamento é um princípio que deve ser utilizado por todos os cristãos nos dias de hoje.

Expulsar demônios faz parte do ministério do cristão? Sim é bíblico, não temos como discordar disto. Porém, a prioridade, segundo o próprio Jesus deve ser a obra de evangelização, levando ao homem a oportunidade de ter seu nome escrito no Livro da vida do Cordeiro. Lamentavelmente muitos ficarão de fora no dia do juízo, mesmo alegando que expulsaram demônios em nome de Jesus (Mateus 7:22). Estes não souberam priorizar as coisas que permanecem eternamente.

Priorize seus sentimentos e atitudes. Busque em Deus orientação para seu ministério. Use seus dons para alcançar as pessoas que ainda não têm seus nomes escritos no Livro da Vida. Sabe por que? A Bíblia diz: “Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende,” – (Lucas 15:7a). Alegremo-nos também por saber que os nossos nomes estão escritos no céu e pelo privilégio de sermos instrumentos nas mãos de Deus para abençoarmos muitos outros com a - SALVAÇÃO! Amém?

_______________________________Capelão - Plínio Cavalheiro.

PROSSIGO PARA O ALVO!


PROSSIGO PARA O ALVO!            

         [Texto Filipenses 3:12-14]

Classificar nosso pensamento, adquirir subsídios e procurar a Deus para alcançar sabedoria podem nos proporcionar ferramentas precisas para solucionar os problemas complexos dentro do cristianismo, em nós e nossa família que por vezes enfrentamos no cotidiano.

Cristianismo ao contrário de muitas interpretações não é um fim onde o homem opta pela conversão e se encontra com o Senhor Jesus Cristo, abraça-O, beija-O, abre seu coração a Ele e se senta confortavelmente em uma cadeira de balanço ao seu lado contemplando as maravilhas do mundo criado por Deus, fazendo “verdadeiro” o ditado popular: “Sombra e água fresca”.

Se chegarmos à conclusão que cristianismo é estático estamos predestinados a contrariar drasticamente a vontade de Deus e contemplar passivamente multidões de pessoas caminhando sem rumo em direção a um fim inevitável onde sofrerão as consequências de seus pecados (Romanos 3:23) não alertados pelos que têm consciência dos efeitos colaterais de uma vida fora de Cristo.

Cristianismo é dinamismo e por conta disso não se pode determinar uma estatura máxima onde se encontra um ponto de “conforto”. Esta afirmação (dinamismo) é um princípio que deve ser aplicado ao ministério operacional, à santidade, como também para o conhecimento da Palavra de Deus. Plagiar Paulo é sinal de maturidade a ponto de se sentir incompleto pequeno, porém, inconformado de se acomodar á estatura atual. Desta forma, ele diz: “Prossigo (andando sempre) para o alvo, pelo prêmio (galardões por cumprir a vontade do Senhor) da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”

Às vezes, (pensa o cristão omisso) é preferível criar uma doutrina nova sem sustentação bíblica (herética) em detrimento da antiga e verdadeira onde a evangelização é constante e o estudo da Palavra de Deus é contínuo (II Timóteo 2:15), havendo sempre espaço para crescer e melhorar.

Em seu estado natural, o apóstolo Paulo foi uma pessoa extremamente inteligente, capaz, cheio de sabedoria e muito racional. Nunca fugiu ou se intimidou diante de situações difíceis. Servia a Deus com um entusiasmo extravagante. Cheio de sabedoria e ousadia enfrentou o inferno sem se intimidar. Entretanto, ele disse e deixou registrado nas Escrituras: “Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” – (Filipenses 3:12,14).

A humildade de Paulo nos constrange para não dizer, nos deixam envergonhados. Digo eu, não a Bíblia: Acredito que Paulo dormia poucas horas por dia e que não tinha o privilégio de se alimentar como nós, três ou quatro vezes ao dia. Viajava longas distâncias sem o conforto que temos hoje. Contudo, nada era transformado em pretexto para que ele se desviasse da rota proposta por Cristo. Ele afirmou: “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” – (Romanos 8:38,39).

Existe um pregador que está na mídia e tem o hábito de usar esta frase no término de cada mensagem: “Recuar jamais, parar nunca, avançar sempre”. Paulo nos ensina que o projeto que Deus tem para o cristão é avançar sempre para o alvo proposto por Cristo e que em momento algum o crente deve rejubilar-se crendo que já alcançou e que é detentor de todo conhecimento teológico.

Não importa em que trecho (KM) da estrada você se encontra nesta jornada ministerial, o importante é não se deixar contaminar pelo desânimo a ponto de desejar parar e nem permitir que o orgulho ocupe espaço em teu coração fazendo-o pensar que você já está vivendo a plenitude do conhecimento de Deus e é merecedor de aposentadoria espiritual. O alvo nunca vai estar debaixo de seus pés, ele certamente estará diante de seus olhos à frente como desafio a ser cumprido. Debaixo de seus pés, somente o diabo e seus agentes malignos. A Bíblia cita: “E o Deus de paz em breve esmagará a Satanás debaixo dos vossos pés. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco” – (Romanos 16:20).

Assuma esta postura e esteja pronto para declarar a todos no dia que certamente chegará, cedo ou tarde caso Cristo não volte antes: “Tu, porém, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério. Quanto a mim, já estou sendo derramado como libação, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” – ( II Timóteo 4:5-8). Amém?

_______________ Capelão - Plínio Cavalheiro.

DEUS É REAL, VOCÊ CRÊ?


DEUS É REAL, VOCÊ CRÊ?



Digamos apenas por hipótese. Se alguém decidisse ignorar a constituição de seu país alegando a sua inexistência e por conta disse saísse cometendo crimes, qual seria o destino deste transgressor incrédulo? Nem precisaria responder. Qualquer um sabe que ele sofreria as penalidades da lei, crendo ou não nela.

Na questão espiritual funciona da mesma forma. Quer queira ou não, Deus existe e criou as leis para reger o universo juntamente com o homem que nele habita. Deus é real, podemos observar na criação, na natureza o toque especial do Deus criador Onipotente.

Entretanto, o salmista Davi escreveu: “Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, e cometido abominável iniqüidade; não há ninguém que faça o bem” – (Salmo 53:1). Se não há Deus, não existe juízo, pensa o irresponsável que se deixa convencer pelo maior inimigo do homem que se identifica como diabo.

Diz o néscio no seu coração: Se não há Deus, para que ir à Igreja?
Por outro lado, a Bíblia diz que a igreja é uma organização criada por Deus e onde as pessoas conseguem glorificá-lo coletivamente além de individualmente. Veja algumas citações: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” – (Mateus 18:20). O livro de Atos dos apóstolos cita: “Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar. E houve um grande temor em toda a igreja, e em todos os que ouviram estas coisas. E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos. E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão. Assim, pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galiléia e Samaria tinham paz, e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo” - (Atos 2:47; 5:11; 8:1,3; 9:31).

Diz o néscio no seu coração. Se não há Deus, por que pensar em inferno?
Em contrapartida, a Bíblia diz: “Portanto o inferno se alargou, e se abriu a sua boca grandemente; e para lá descerão o seu esplendor, e a sua multidão, e a sua pompa, e os que entre eles se alegram” – (Isaías 5:14). “E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio” – (Lucas 16:23). “Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo” – (II Pedro 2:4). “E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras” – (Apocalipse 20:13).

Diz o néscio no seu coração: Se não há Deus, por que tenho que orar?
Em compensação, Jesus disse: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” – (Mateus 26:41). O salmista escreveu: “Ele atenderá à oração do desamparado, e não desprezará a sua oração” – (Salmo 102:17). O evangelista Mateus colocou no papel as palavras de Jesus: “E, tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis” – (Mateus 21:22). Paulo escrevendo aos romanos citou: “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração” – (Romanos 12:12). E Tiago menciona a eficácia da oração de alguém justificado através de Jesus Cristo: “Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” – (Tiago 5:16).

Diz o néscio no seu coração. Se não há Deus, por que tenho que ler e estudar a Bíblia?
A própria Bíblia responde: “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hebreus 4:12). “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” – (II Pedro 1:21). Porque Deus disse: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos” – (Oséias 4:6).

Uma coisa é a palavra inconseqüente de um insensato que julga possuir em sua mente a revelação da pseudoverdade. Outra é a verdade absoluta comprovada por meios de estudos bíblicos, infinidades de testemunhos, sinais, maravilhas, milagres e a própria natureza que testificam a existência de Deus.

Não sei qual é sua opinião sobre Deus. Para mim Ele é: Onipotente, Onisciente, Onipresente, soberano, Altíssimo, Grandioso, Provedor, Infinito, Imutável, Sábio, Amor, Compaixão, Misericórdia, Justo, Fiel, Verdadeiro, Louvável, Excelso, Absoluto, e muitos outros atributos.

Desta forma, rejeite a idéia de que Deus é utopia. Exercite sua fé para espantar tal patrocínio. O escritor aos Hebreus escreveu: “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” – (Hebreus 11:6). Amém?

_________________________Capelão - Plínio Cavalheiro.

AUXÍLIO DIVINO!

AUXÍLIO DIVINO!

               [Texto: Salmo 25.]

Dois fatores básicos se colocam diante do cristão, entre tantos outros, visando abatê-lo. Um é o próprio ser humano caracterizado como inimigo e o segundo fator não é outro senão, a própria consciência (quando mal administrada), que atua no sentido de desestruturar o cristão e levá-lo ao fracasso físico e ou doenças psicológicas. Obviamente, tanto o primeiro como o segundo recebem o patrocínio do reino das trevas.

O salmista Davi solicita a Deus orientação e ajuda para lidar com as duas situações que ameaçavam sua integridade física e emocional. O verso 19 cita: “Olha para os meus inimigos, pois se vão multiplicando e me aborrecem com ódio cruel”.

Não há como exercer a função de cristão autêntico, andando em santidade, sem, contudo, afrontar e incomodar as trevas que se posicionam como pano de fundo no grande “palco” do mundo totalmente incrédulo.

Quanto mais santo for o cristão, mais ele vai experimentar na pele os aborrecimentos, os ódios e as crueldades dos inimigos que se agigantam contra ele no dia-a-dia.

O apóstolo Paulo, escrevendo aos cristãos de Roma Disse: “Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” – (Romanos 12:1,12).

A preocupação e orientação de Paulo aos seus discípulos estão voltadas a uma postura definida de santidade espiritual e preservação do corpo físico, não admitindo as influências negativas que o mundo (no sentido maligno), possa sugerir na tentativa de destruí-los. A Bíblia diz: “Sujeitai-vos pois a Deus, resisti ao Diabo e ele fugirá de vós” - (Tiago 4:7).

O segundo inimigo se caracteriza como “consciência”. A confusão mental impede a tomada de decisão correta, desta forma o salmista pede ao Senhor a lucidez necessária para usá-la como ferramenta eficaz de defesa e ataque contra as freqüentes investidas do mal.

No verso 7, Davi faz uma confissão: “Não te lembres dos pecados da minha mocidade, nem das minhas transgressões: mas. Segundo a tua misericórdia, lembra-te de mim, por tua bondade”.

Não se pode afirmar com exatidão em que contexto Davi faz esta oração. Não sabemos ao certo se ele, repentinamente enfrenta uma crise de consciência por conta de algo já tratado e perdoado por Deus, assim sendo, entra pela rota da desconfiança e incerteza do perdão definitivo ou se ele abre seu coração diante de Deus pela primeira vez, reconhecendo seus pecados da juventude e busca o perdão.

De qualquer forma, este texto é um alerta para os cristãos que já experimentaram uma vida de pecado e passaram pelo perdão e purificação através de Jesus Cristo. A Bíblia diz: “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro” – (Isaías 43:25).

A eficácia do sacrifício de Cristo consiste nos seus dois efeitos: por obter perdão total e absoluto do pecado e por rasgar o véu que impedia o acesso livre ao Pai.

Satanás sabe que a sua atuação está chegando ao fim e, então, concentra todos os esforços no afã de manter os perdidos aprisionados ao seu império e concomitantemente atua na consciência do salvo lembrando-o dos pecados praticados no passado, principalmente aqueles que já foram confessados e perdoados.

Diante disto, tome uma decisão enérgica quando você for afrontado pelo acusador. Diga a ele que não há condenação para os que estão em Cristo Jesus, conforme cita Paulo aos cristãos de Roma –(Rm 8:1). Amém?


_____________________________________ Capelão - Plínio Cavalheiro.


EU PLANTEI, APOLO REGOU!

EU PLANTEI, APOLO REGOU! 


[Texto: I Coríntios 3:5-9]
Bom seria se em todos nossos projetos conseguíssemos desfrutar na íntegra dos benefícios almejados. Preparar a terra, colocar a semente no solo, regar, acompanhar o crescimento e por fim colher e desfrutar do fruto esperado.

Colher frutos é admissível, é mandamento de Jesus e deve fazer parte do ministério de cada cristão, no entanto, não se pode transformar este princípio em regra geral, entendendo que as mesmas mãos que semeiam irão necessariamente colher todos os frutos produzidos pela semente.

Quando o cristão entra por esta rota, crendo que ele e somente ele pode deter nas mãos a capacitação para plantar, regar e colher 100% dos frutos, resultado de seu trabalho autônomo, ele certamente correrá alguns riscos inevitáveis. Vejamos dois:

1) - Espírito de individualismo. É o tipo de cristão que diz: “Posso todas as coisas em meus braços que me fortalecem” – (“I Egocêntrico 1:1”). Faz tudo sozinho. Toca, dança, prega, tira oferta, faz apelo, ora com o convertido e não deixa ninguém se aproximar dele. Seu cuidado é extremamente excessivo que só falta grampear o telefone do novo convertido para ter certeza que ele não está sendo influenciado por outra pessoa dentro da própria entidade.

Recomendação bíblica: Jesus se quisesse, poderia fazer o trabalho de evangelização em sua plenitude sem necessitar do auxílio do ser humano. Contudo, não o fez! Optou por chamar doze discípulos, ensiná-los e enviá-los para anunciar a chegada do reino de Deus. Desta forma, na seqüência, eles foram enviados, preferencialmente de dois em dois para suas missões. “E Depois disto designou o Senhor ainda outros setenta, e mandou-os adiante da sua face, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir” – (Lucas 10:1).

2) - Espírito de competição. Coloca os números acima de tudo e de todos e alimenta seu status através da matemática. Anda com a calculadora no bolso para elaborar balanços constantes, com receio de perder o pódio da classificação. Neste caso, a quantidade sobrepõe a qualidade.

Recomendação bíblica: A parábola dos trabalhadores da última hora (Mateus 20:1-16), é um bom referencial para este caso. “Quantos denários recebeu o trabalhador que foi contratado na hora undécima, ou seja, última hora?” A Bíblia diz que ele recebeu exatamente o mesmo daquele que foi contratado de madrugada. Inevitavelmente surge a segunda pergunta: “Quanto produziu o primeiro e quanto produziu o último?”. É óbvio que o primeiro colheu muito mais frutos, contudo, o dono da casa não levou em contas a quantidade para recompensar os trabalhadores da vinha.

A matemática de Deus, em certos aspectos é antagônica de tudo aquilo que o homem usa para calcular. Exemplo 1) - Um mais um é igual a um – “E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” – (Mateus 19:5,6). Exemplo 2) – Cinco mais dois é igual a mais de cinco mil - “E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a erva, tomou os cinco pães e os dois peixes, e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidão. E comeram todos, e saciaram-se; e levantaram dos pedaços, que sobejaram, doze alcofas cheias” – (Mateus 14:191,20). Exemplo 3) – duas pequenas moedas valem mais que grandes ofertas - “E, estando Jesus assentado defronte da arca do tesouro, observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro; e muitos ricos deitavam muito. Vindo, porém, uma pobre viúva, deitou duas pequenas moedas, que valiam meio centavo. E, chamando oos seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro” – ( Marcos 12:41-43). Exemplo 4) – Um é igual a mil e mil é igual a um - “Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia” – (II Pedro 3:8).

Paulo exorta a igreja de Corintos nesta particularidade. Dizendo: “Pois, quem é Paulo, e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e conforme o que o SENHOR deu a cada um? Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho. Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus” – (I Coríntios 3:5-9).

O texto cita que cada um receberá o prêmio levando em contas o trabalho em equipe, independentemente de ter sido o plantador, regador ou colhedor. Quando o cristão está ajustado ao corpo de Cristo, ele direciona o mérito à Cristo e não a ele próprio ou a outro membro do corpo, sabendo que sem Deus não há crescimento e muito menos fruto. Tudo é para Cristo e por Cristo, porque nós somos cooperadores de Deus. Amém?

___________________________Capelão - Plínio Cavalheiro.

Ouvindo a voz de Deus!


DEUS FALA HOJE! 




Existe a comunicação para facilitar e dar condição ao ser humano de conhecer aquilo que está oculto. A conversação tem dois lados ou duas vias necessárias para poder cumprir seu propósito. Em um dos lados se posiciona o comunicador àquele que tem conhecimento de determinado assunto, e no outro aquele que recebe a notícia, ensinos ou conceitos que podem ou não contribuir para o seu bem estar.

A comunicação tem três características básicas, autenticidade, falsidade e miscigenação, sendo a última aquela onde o comunicador lança mão das duas primeiras com objetivo de atingir sua meta.

Um exemplo bíblico da terceira característica encontramos em Gênesis 3:4,5: A serpente (diabo), quando se comunicou com a mulher (Eva) no Éden achou por bem usar do recurso do chamado “meia verdade”, ou seja, comunicação mesclado com falso e verdadeiro.

Você pode estar pensando: Se satanás é pai da mentira (e é), como pode um inventor contrariar seu próprio invento? Para compreender esta aparente incoerência, temos que entender outros “dons” que o diabo possui em seu arsenal pernicioso. O diabo, apesar de saber que é um derrotado e que seus dias estão contados, mesmo assim não desiste de suas maquinações para atingir o cristão. E se necessário for, ele não se intimida diante da verdade, desde que ela contribua para prejudicar o ser humano.

Contudo Deus também tem todo interesse de se comunicar com o homem, e isto se comprova pelas inúmeras histórias narradas na Bíblia. O Senhor Deus achou por bem mudar os métodos para se comunicar com o homem, considerando Antigo testamento, Novo Testamento, chegando até os dias de hoje, entretanto, nunca mudou sua Palavra pelo fato de autenticidade absoluta que há nela. Quando Deus fala, o próprio diabo e seus agentes, inimigos de Deus e da criatura humana, não têm outra opção, senão, crer. A Bíblia diz: “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?” – (Números 23:19).

O texto diz: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho” – (Hebreu 1:1). Por que Deus afirma que neste tempo Ele fala pelo seu Filho? Então seria justo eu afirmar que Deus se comunica indiretamente com o homem? Teríamos que pedir a Jesus que entregasse os nossos recados ao Pai? Nada disso! Necessitamos entender o significado da frase – “a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”.

Quando Jesus Cristo foi crucificado, assumindo os pecados da raça humana, naquele exato momento criou-se uma ponte de Salvação e comunicação entre o homem pecador e Deus Santo. Vamos recapitular um fato espantoso que aconteceu quando Cristo estava na cruz. Veja: “E rasgou-se ao meio o véu do templo” – (Lucas 23:45). Para que servia este véu? Servia para separar o homem de Deus. Contudo, Jesus veio para proporcionar ao homem o privilégio de conversar diretamente com Deus por meio dEle mesmo. Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” – (João 14:6). Este princípio é válido para salvação e comunicação. Muitas pessoas estão totalmente enganadas, pensando que estão conversando com Deus sem passar por Jesus Cristo ou estão usando substitutos falsos.

Deus quer falar com você ainda hoje. Ele tem a solução para todos os seus problemas, porém, antes disso você precisa ouvir e tomar uma decisão diante deste convite de Jesus: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” – (Apocalipse 3:20). Fale e ouça a voz de Deus através de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Amém?

Se você já tem uma vida de intimidade com Deus pelo Filho Jesus Cristo, então repasse esta mensagem para alguém que ainda não desfruta deste maravilhoso gozo. Deus te abençoe!

______________________________ Capelão - Plínio Cavalheiro.



ENSINAR A CRIANÇA NO CAMINHO

 
 



“Ensina a Criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele”- (Provérbios 22: 6)

A educação acompanha o ser humano a partir de seu nascimento e tem sua sequência ao longo de sua existência. A primeira etapa da educação, por sinal importantíssimo, acontece até aos seis anos de idade, identificada como “educação infantil”, tem como objetivo o desenvolvimento da criança em suas necessidades físicas, psicológicas, intelectuais e sociais.

Ao contrário de muitos conceitos, a responsabilidade pela educação da criança não está sobre os ombros do governo e nem na igreja onde normalmente a família frequenta. Estes complementam a ação da família que tem o dever e mais que isto, o privilégio de ensinar a criança no caminho por onde está andando.

O título deste texto diz: “Três passos para ensinar a criança no caminho”. É óbvio que não tenho a pretensão de afirmar que o assunto se esgota com estas colocações. Entretanto, entendo que estes passos poderão servir para despertar de tal forma que nossa mente possa se abrir para outros passos importantes tanto quanto.

1) Compromisso. O provérbio de Salomão tem como alvo primeiramente alcançar os pais que conjuntamente exerce autoridade máxima sobre o filho neste período de vida. Um dos graves problemas que presenciamos na família e, por conseguinte na sociedade se identifica como “omissão”. Pais omissos, filhos problemáticos. A semente da omissão resulta em frutos funestos a curto, médio e longo prazo.

2) Local. Primeiro, o provérbio não oferece margem a discussões para se escolher um caminho alternativo de educação. Ele diz: “Ensina a criança no caminho”. Ainda que, eventualmente possa existir flexibilidade no método de ensino, contudo, o caminho não se altera. Isto nos faz lembrar-se das palavras de Jesus quando disse: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” – (João 14:6). Salomão está dizendo: Ensina a criança em Jesus. Quantos pais, por comodidade ou por “falta de tempo” estão ensinando a criança no vídeo Game, na Televisão, na creche e outros recursos convenientes. E segundo, o sábio Salomão está mostrando talvez o ápice da questão – “ensinar no caminho”. Ensinar “no” caminho é totalmente diferente de ensinar “o” caminho. Orientar a criança no caminho é se colocar ao lado dela durante a trajetória. É viver aquilo que está ensinando de tal forma que os atos se tornem por si em ensinamentos persuasivos. Lamentavelmente muitos
p ais estão falhando neste ponto. Prefere ensinar o caminho, assim mesmo esporadicamente e sem muita responsabilidade. Aponta a Igreja como solução para seu filho, contudo, ele mesmo se mantém distante dela. Faz longos discursos sobre o mal que o cigarro faz a saúde, entretanto, ele é consumidor da nicotina. Repreende e muitas vezes até espanca o filho por faltar com a verdade, todavia, a mentira caminho junto de seu caráter.

3) Durabilidade. O consumidor cada vez mais se depara com o problema de resistência dos produtos fabricados pelas indústrias. Existe uma necessidade por partes dos empresários de empurrar seus produtos para dentro das casas dos consumidores. Não importa como, o que está em jogo é o chamado giro rápido da mercadoria. Consumismo é a música afinada pelo grande coral que canta noite e dia para atrair os ouvidos dos compradores. Entretanto, para girar rápido é preciso que o produto se deteriorize. Porém, o rei Salomão conclama os pais a ensinar a criança de tal forma que os ensinamentos permaneçam para sempre. Ele diz: “E ainda quando for velho, não se desviará dele”. Por que razão não se desviará? Porque foi colocada base de sustentação no alicerce de sua existência. Nasci em Campinas, fui criado nesta cidade e estou nela a décadas. Tenho o privilégio de morar próximo da casa que meu pai construiu a 60 anos atrás. Passo por ela e não tem como não bater uma saudade no peito do
te mpo de criança. Porém, o que mais chama minha atenção é notar que não tem nenhuma rachadura nas paredes e permanece intacta deste sua origem. Sabe por quê? Pelo fato de ter sido elaborado um bom alicerce de sustentação. Este é o segredo para permanecer e este é o princípio que deve ser usado na educação da criança.

Assuma o compromisso de ensinar a criança, andando com ela no caminho em que deve andar, na certeza de vê-la caminhando por ele enquanto viver sem se desviar dele – adaptado - (Provérbios 22: 6).


______________ Capelão - Plínio Cavalheiro.

VOLTE ENQUANTO HÁ TEMPO!   "Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai" (Lucas 15:18).   A frase "Sempre há um caminho de v...