A LUZ QUE NÃO SE APAGA

 

“Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. [...] Assim também a luz de vocês deve brilhar diante dos homens, para que vejam as boas obras de vocês e glorifiquem o Pai de vocês, que está nos céus.” – [Mateus 5:14,16].

 

Todos nós já enfrentamos situações de blecaute. Ninguém em sã consciência aprecia um apagão, quando somos obrigados a recorrer a recursos paliativos para obter o mínimo de claridade e evitar tropeços e quedas no tapete da escuridão, que nem sempre é macio ou inofensivo.

 

A luz, sem sombra de dúvida, foi uma das grandes conquistas da humanidade, pois veio para vencer a escuridão e permitir que nossos olhos continuassem enxergando mesmo depois do pôr do sol. Viajamos à noite graças aos faróis dos veículos; estudamos, trabalhamos, festejamos e participamos de cultos noturnos graças à iluminação das lâmpadas, às quais temos acesso por meio de um simples interruptor.

 

Entretanto, muito mais valiosos do que as lâmpadas são os ensinamentos de Jesus, que declarou que nós somos a luz do mundo. Ele não disse que somos apenas a luz capaz de iluminar nossa sala de TV, nosso quarto ou a cozinha onde preparamos nossas refeições. Jesus nos atribuiu uma missão muito maior: sermos luz em um mundo que tanto necessita de claridade.

 

Isso significa que, onde quer que estejamos, nossa presença deve refletir a luz de Cristo, fazendo com que as trevas espirituais percam espaço. A luz que deve brilhar no cristão não pode ser intermitente, tampouco depender de um interruptor que acionamos somente quando nos convém. Trata-se de um testemunho permanente, que não deve se apagar diante das circunstâncias, das dificuldades ou das conveniências pessoais.

 

Afinal, o mundo vive mergulhado em trevas espirituais, e nós, como seguidores de Cristo, temos a responsabilidade de levar a essas pessoas, que tantas vezes caminham às cegas, a claridade que vem de Jesus.

 

Quando permitimos que a luz de Cristo brilhe por nosso intermédio, aqueles que ainda não conseguem enxergar espiritualmente podem ter seus olhos abertos para reconhecer a beleza, a graça e a transformação que somente Jesus pode proporcionar.

 

Que nossa luz jamais se apague! E que, por meio de nossas atitudes, palavras e testemunho, as pessoas não apenas percebam nossa presença, mas reconheçam e glorifiquem aquele que é a verdadeira fonte de toda luz: Jesus Cristo.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 QUE FAREMOS, IRMÃOS?

 


“Quando ouviram isso, ficaram muito comovidos e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Pedro respondeu: Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos seus pecados, e vocês receberão o dom do Espírito Santo” (Atos 2:37-38).

 

Diante da mensagem de Pedro, a multidão, compungida em seu coração, perguntou: “Que faremos, irmãos?” A resposta foi clara: arrependimento, batismo em nome de Jesus Cristo e a promessa do dom do Espírito Santo. Esses três aspectos são fundamentais na experiência do novo convertido: arrependimento dos pecados, batismo como ato de obediência e recebimento do dom do Espírito Santo, conforme a promessa de Deus.

 

Embora a palavra “irmão” seja banalizada hoje, em meio a uma sociedade que desconhece seu verdadeiro significado bíblico, o termo, nas Escrituras, é utilizado para designar aqueles que professam a mesma fé em Jesus Cristo. No entanto, seu uso indiscriminado tem difundido a ideia de que absolutamente todos somos irmãos em Cristo Jesus e, portanto, temos o direito de chamar Deus de Pai. Contudo, o apóstolo João declara que todos os que recebem Jesus e creem em seu nome recebem o direito de se tornarem filhos de Deus (João 1:12-13).

 

O episódio de Atos 2 nos ensina que não basta conviver com pessoas que professam a fé cristã; é necessário responder pessoalmente à mensagem do Evangelho, arrependendo-se dos pecados e recebendo Jesus Cristo pela fé.

 

Naquele dia, cerca de três mil pessoas acolheram a mensagem e foram batizadas (Atos 2:41). Hoje, também somos chamados a anunciar o Evangelho, seguindo o exemplo dos apóstolos.

 

E você, está disposto a seguir o exemplo de Pedro e anunciar a mensagem de salvação em Cristo?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 AUTOESCOLA X IGREJA

 

Um paralelo que nos faz refletir!

 

Antes de completar dezoito anos, meu grande anseio era tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Afinal, eu já dirigia desde os quatorze anos, embora sem autorização legal.

 

Assim que completei a idade esperada, procurei uma autoescola. Todo empolgado, disse que não precisava de aulas práticas, pois já sabia dirigir. Acreditava também que não teria dificuldades na prova teórica, uma vez que conhecia até mesmo a mecânica dos veículos.

Chegou o dia do exame prático, e passei sem dificuldades. Porém, na prova teórica, deparei-me com uma pergunta inesperada: “O que é motor?” Apesar de conhecer e até consertar motores, não soube responder. Resultado: fui reprovado!

 

A reprovação levou-me a estudar mais, até encontrar a definição que ficou gravada em minha mente e que nunca mais esqueci: “Motor é um conjunto de peças elétricas e mecânicas que, em funcionamento, produz a força motriz.” Essa experiência me ensinou que conhecer algo na prática não significa necessariamente saber defini-lo.

 

Isso me leva a perguntar: O QUE É IGREJA? Alguém poderia responder: “Igreja é igreja”. Mas essa resposta seria suficiente? Claro que não! A Igreja não é simplesmente um edifício, mas o povo redimido pelo sangue de Jesus Cristo, unido a ele como membros de um só Corpo, no qual cada um possui sua função e responsabilidade.

 

Paulo declara: “Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros.” (Romanos 12:5). Assim como as peças de um motor trabalham em conjunto para produzir a força motriz, os membros da Igreja devem cooperar para a edificação do Corpo de Cristo e para que o Evangelho alcance aqueles que ainda não conhecem a salvação.

 

Entretanto, há uma diferença fundamental: a Igreja não depende de sua própria capacidade, mas de Cristo, seu Cabeça, e da ação do Espírito Santo. Jesus declarou: “Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer.” (João 15:5).

 

Portanto, não basta fazer parte de uma igreja; precisamos compreender nossa função e cumprir a missão que Cristo nos confiou. E você, sabe qual é a sua função no Corpo de Cristo? Está cooperando para a edificação da Igreja e para que outras pessoas sejam alcançadas pelo Evangelho?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 OS INVASORES DA MENTE

 

Protegendo a porta dos nossos pensamentos.

 

Vivemos em uma era em que utilizamos senhas para proteger contas bancárias, celulares, computadores, cofres e tantos outros bens contra invasores que procuram nos prejudicar. Por isso, somos orientados a criar senhas fortes, difíceis de descobrir, para aumentar nossa segurança.

 

Se temos tanto cuidado em proteger nossos bens materiais, quanto mais deveríamos nos preocupar em proteger a porta da nossa mente! Deus nos concedeu inteligência e discernimento para cuidarmos da nossa vida interior.

 

A Bíblia nos adverte: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” (Provérbios 4:23) Na linguagem bíblica, o coração representa o centro dos nossos pensamentos, desejos, intenções e decisões. Por isso, precisamos vigiar aquilo que permitimos entrar em nossa vida interior.

 

Paulo também escreve: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento.” (Romanos 12:2). Nossa maneira de pensar precisa ser transformada pela Palavra de Deus, para que tenhamos discernimento e não sejamos dominados por influências que nos afastam do Senhor. A Bíblia nos alerta sobre o nosso adversário: “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar.” (1 Pedro 5:8).

 

Diante disso, surge uma pergunta: como podemos proteger a porta da nossa mente? Assim como utilizamos senhas fortes para proteger nossos bens, precisamos permanecer firmes em Jesus Cristo, fundamentando nossa vida na Palavra de Deus, na oração e na ação do Espírito Santo. Cristo não é literalmente uma senha, mas é o nosso Salvador, Senhor e fundamento da nossa fé.

 

Paulo nos apresenta uma promessa maravilhosa: “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:7).

 

Portanto, não deixemos nossa mente vulnerável a influências nocivas. Vigiemos nossos pensamentos, fortaleçamos nossa fé e permitamos que Cristo transforme nosso interior. A melhor proteção para nossa mente é permanecer firmes em Cristo, guiados pela Palavra de Deus e atentos àquilo que alimentamos em nosso coração.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 JESUS NOS CURA PARA SERVIRMOS

 

“Tendo Jesus chegado à casa de Pedro, viu a sogra deste acamada e ardendo em febre. Mas Jesus tomou-a pela mão, e a febre a deixou. Ela se levantou e passou a servi-lo.” — [Mateus 8:14-15].

 

Esses dois versículos nos ensinam algumas lições importantes. A primeira é que Jesus não estabeleceu um ministério restrito a um endereço fixo, para onde as pessoas precisassem peregrinar em busca de sinais, prodígios e maravilhas. Seu ministério era dinâmico, e Ele ia ao encontro das pessoas em diferentes lugares, conforme nos mostram os Evangelhos.

 

Não era necessário que os enfermos aguardassem uma oportunidade previamente agendada para que Jesus pudesse alcançá-los. Ele se aproximava das pessoas com autoridade, compaixão e misericórdia, demonstrando, por meio de suas palavras e ações, o amor de Deus.

 

A segunda lição está na maneira como Jesus agiu ao chegar à casa de Pedro. Ele viu a sogra de Pedro acamada e ardendo em febre. Jesus não ignorou sua condição: aproximou-se, tomou-a pela mão, e a febre a deixou. A mulher foi curada e se levantou. Esse gesto nos revela a compaixão de Cristo diante do sofrimento humano e sua autoridade sobre as enfermidades.

 

Por fim, aprendemos que a mulher, depois de ser curada, imediatamente se levantou e passou a servir a Jesus. A Bíblia não especifica em que consistiu esse serviço, mas o mais importante, nessa passagem, é perceber que sua reação à cura foi colocar-se à disposição para servir.

 

Diante disso, cabe uma reflexão: será que também temos demonstrado gratidão a Deus por meio de nossas atitudes? Mais do que perguntar o que aquela mulher fez, devemos refletir sobre nossa própria disposição para servir Àquele que nos alcança com sua graça e misericórdia.

 

Que Jesus também nos cure de nossa acomodação espiritual, de nossa ociosidade e da procrastinação que tantas vezes nos impede de cumprir aquilo que Deus espera de nós. Que nos levantemos não apenas para celebrar as bênçãos recebidas, mas também para servir Àquele que nos amou primeiro.

 

Afinal, Jesus não nos chama apenas para receber suas bênçãos, mas também para viver uma vida de gratidão, dedicação e serviço ao seu Reino.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

  A LUZ QUE NÃO SE APAGA   “Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. [...] Assim também a luz ...