DECIDIR, IR E SEGUIR

 

Em nosso cotidiano, tomamos decisões que exigem ação. De que adianta fazer uma lista dos mantimentos que faltam em sua despensa, ir ao supermercado, encontrar tudo o que precisa e não colocar nada no carrinho? Você voltará para casa com a despensa vazia.

 

O mesmo acontece na vida espiritual. De nada adianta reconhecer que sua alma está vazia, decidir ir até Jesus, o alimento para a alma, e não segui-Lo. Jesus não apenas disse: “Vem”, mas também: “Segue-me” (Mateus 9:9).

 

Muitas pessoas procuram Jesus nos momentos de dor e adversidade, mas não desejam caminhar com Ele. Foi o caso do jovem rico. Quando perguntou o que deveria fazer para herdar a vida eterna, Jesus revelou o que ocupava o lugar de Deus em seu coração e lhe disse: “Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me” (Lucas 18:22).

 

O problema não era a riqueza, mas a prioridade que ela tinha em sua vida. A salvação é recebida pela graça, mediante a fé em Cristo (Efésios 2:8-9), mas a fé verdadeira nos conduz a segui-Lo. Por isso, a caminhada cristã envolve três atitudes: decidir, ir e seguir.

 

Jesus declarou: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede” (João 6:35). Examine a despensa da sua alma. Se ela estiver vazia, vá a Jesus. Mas não apenas vá; siga-O. Somente Cristo pode saciar a fome espiritual e conceder a vida abundante que prometeu. “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10:10).

 

<><><><><> 

O que Jesus espera de quem vai até Ele?

A) Buscar ajuda apenas nos momentos de dificuldade.
B) Frequentar uma igreja quando tiver tempo.
C) Ir até Ele e segui-Lo em obediência.
D) Resolver primeiro todos os seus problemas para depois segui-Lo.

 

Plínio Cavalheiro – capelão. 

 O SEMÁFORO DE DEUS!

 

"Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos" (Salmo 32:8).

 

Se fizéssemos uma pesquisa para saber quem é contra o semáforo, acredito que a maioria esmagadora das pessoas diria que é favorável a ele, apesar do incômodo de sermos obrigados a parar quando a luz vermelha se acende, especialmente quando estamos com pressa para chegar ao nosso destino.

 

Os semáforos foram criados, entre outros benefícios, para evitar colisões, preservar vidas e organizar o trânsito. Eles garantem que motoristas e pedestres possam se deslocar com mais segurança. Por isso, somos gratos por esse importante sistema de sinalização.

 

De certa forma, Deus também utiliza algo semelhante em nossa vida espiritual, especialmente em relação às orações que fazemos. Quando apresentamos um pedido a Ele, seja qual for, é como se estivéssemos diante de um “semáforo espiritual”. Após orarmos, precisamos observar, com os olhos da fé, qual resposta Deus nos dará.

 

Assim como os motoristas preferem encontrar a luz verde acesa, nós também desejamos receber o “sim” de Deus para nossos pedidos. O verde representa a aprovação divina e a abertura do caminho.

 

Entretanto, precisamos aprender a lidar também com o amarelo e o vermelho de Deus. O amarelo nos convida à cautela, à reflexão e à paciência. Nem sempre a resposta virá no tempo que esperamos. Já o vermelho representa o “não” de Deus ou a ordem para esperar. Ele pode estar nos impedindo de seguir por um caminho, desenvolver um projeto ou tomar uma decisão que não está de acordo com Sua vontade.

 

Por isso, durante sua caminhada, esteja atento ao “semáforo” de Deus. Quando ignoramos Suas orientações, frequentemente enfrentamos consequências que poderiam ter sido evitadas. Mas quando respeitamos Sua direção, seguimos com mais segurança, sabedoria e paz.

 

<><><><><> 

O que a luz vermelha representa no texto?

A) A necessidade de parar ou esperar a direção de Deus.

B) Uma bênção imediata.

C) Um caminho sem obstáculos.

D) Uma promessa já cumprida.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

O PERIGO DO ENGANO!

 

Quanto mais conhecemos a verdade, menos espaço damos ao engano!

 

É triste imaginar alguém completamente só. Desde o princípio, Deus mostrou que o ser humano não foi criado para viver em isolamento. Ao olhar para Adão, declarou: “Não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2:18). Criado do pó da terra e vivificado pelo sopro de Deus (Gênesis 2:7), Adão desfrutava de comunhão com o Criador e contemplava toda a Sua obra. Ainda assim, faltava-lhe uma companheira. Então Deus criou Eva, e tudo o que havia feito era “muito bom” (Gênesis 1:31).

 

O primeiro casal vivia no Jardim do Éden cercado por abundância, beleza e perfeita comunhão com Deus. Tinham tudo o que precisavam. Porém, apesar de tantos privilégios, não permaneceram obedientes à Palavra do Senhor.

 

A queda começou antes da desobediência: começou com o engano. A serpente distorceu a Palavra de Deus e misturou mentira com verdade, semeando dúvida no coração de Eva. Satanás não precisou negar totalmente o que Deus disse; bastou alterar parte da verdade.

É assim que o engano costuma agir. Muitas vezes ele se apresenta em forma de meias-verdades, que podem ser tão perigosas quanto uma mentira declarada.

 

Mas por que as pessoas são enganadas? Porque nem sempre conhecem suficientemente a verdade. Quanto menos conhecemos a Palavra de Deus, mais vulneráveis nos tornamos às distorções do inimigo. Por isso, precisamos conhecer a Verdade, que não é apenas um conjunto de ensinamentos, mas uma Pessoa. Jesus declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (João 14:6).

 

Quanto mais conhecemos a Palavra de Deus e permanecemos em Cristo, menos espaço damos ao engano. Conhecer a Verdade protege o coração; permanecer em Cristo nos mantém perto de Deus.

 

<><><><><><> 

De acordo com o texto, o que tornou Eva vulnerável ao engano da serpente?

A) A falta de alimento no Jardim do Éden.
B) O desejo de abandonar Deus.
C) A distorção da Palavra de Deus, que gerou dúvida em seu coração.
D) A ausência de Adão no Jardim.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

NA PRESENÇA DE DEUS, CLAME; NÃO RECLAME!

 


“Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.” (Jeremias 33:3).

 

Alguém poderia perguntar: qual é a diferença entre orar e clamar?

 

Uma das diferenças, ainda que possa parecer pequena, está na intensidade. Enquanto a oração pode ser um diálogo contínuo, reverente e íntimo com Deus, o clamor é uma súplica fervorosa, um pedido de socorro que brota do coração, especialmente em momentos de grande necessidade, angústia ou aflição.

 

Mas há algo que precisamos aprender: não devemos substituir o clamor pela reclamação quando estamos na presença de Deus. As duas palavras possuem significados muito diferentes. Reclamar traz a ideia de protestar, queixar-se ou manifestar insatisfação. No contexto espiritual, pode aproximar-se da murmuração, quando passamos a questionar os caminhos, os propósitos ou a maneira como Deus está conduzindo nossa vida.

 

Foi isso que aconteceu com o povo de Israel durante a caminhada pelo deserto: “E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão no deserto.” (Êxodo 16:2). O povo estava diante de dificuldades, mas, em vez de buscar a Deus em confiança, passou a murmurar.

 

Nós também podemos enfrentar momentos em que não entendemos o que Deus está fazendo. Nessas horas, precisamos discernir entre clamar e reclamar. O clamor nos aproxima de Deus; a reclamação pode nos afastar da confiança em Seus caminhos. Quando clamamos, dizemos: “Senhor, eu preciso de Ti. Socorre-me! Mostra-me o caminho!” Quando reclamamos, muitas vezes estamos dizendo: “Senhor, eu não aceito o caminho que escolheste.”

 

Em assuntos terrenos, podemos reivindicar direitos diante de autoridades e tribunais quando estes nos forem negados. Diante de Deus, porém, nossa postura deve ser de confiança, humildade e submissão, reconhecendo que Ele é justo em todos os Seus caminhos.

 

Portanto, quando a aflição chegar, não transforme sua oração em murmuração. Transforme sua angústia em clamor. Quanto mais clamamos, menos inclinados estaremos a reclamar.

Na presença de Deus, CLAME; NÃO RECLAME!

 

<><><><><> 

 

De acordo com o texto, qual atitude deve caracterizar nosso relacionamento com Deus?

A.      Murmuração e descontentamento.

B.      Exigência e cobrança.

C.     Indiferença diante das dificuldades.

D.     Confiança, humildade e clamor.

 

Plínio Cavalheiro – capelão. 

SAIA DO BARCO!

 

“E Pedro respondeu-lhe: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por sobre as águas. E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus” (Mateus 14:28-29).

 

De nada serve uma boa ideia se ela permanecer apenas na mente. Todas as invenções que trouxeram benefícios ao mundo nasceram primeiro como um pensamento. Depois, ganharam forma em pranchetas, laboratórios e oficinas, até deixarem o papel e se tornarem algo real. Uma ideia só se torna útil quando é transformada em ação.

 

O mesmo acontece com a fé. Ela nasce no coração e, pelo agir do Espírito Santo, cresce e se manifesta de forma visível. A fé verdadeira não permanece escondida; ela produz atitudes que podem ser vistas pelas pessoas.

 

Pedro é um bom exemplo disso. Ao ver Jesus andando sobre as águas, ele não se limitou a admirar o milagre à distância. Pela fé, pediu para ir ao encontro do Mestre e saiu do barco. Sua convicção transformou-se em ação, permitindo-lhe experimentar algo que jamais havia acontecido.

 

Diante disso, pergunto: quais são suas boas ideias e intenções? Não as deixe presas dentro do barco por medo ou insegurança. Se estiverem de acordo com a vontade de Deus, dê o passo necessário. Saia do barco, enfrente os desafios e permita que aqueles ao seu redor vejam a fé que há em você. Afinal, a fé que não sai do barco jamais experimentará o milagre de andar sobre as águas.

 

“A fé que move montanhas é a mesma que primeiro nos faz sair do barco.”

 

<><><><><> 

Qual atitude demonstra uma fé que sai do barco?

A) Esperar que tudo esteja seguro e sem riscos antes de obedecer a Deus.

B) Confiar em Jesus a ponto de agir segundo Sua palavra, mesmo diante dos desafios.

C) Permanecer apenas admirando o milagre realizado por outras pessoas.

D) Acreditar em Deus, mas evitar qualquer atitude que exija confiança prática.

 

Plínio Cavalheiro – capelão. 

DECIDIR, IR E SEGUIR   Em nosso cotidiano, tomamos decisões que exigem ação. De que adianta fazer uma lista dos mantimentos que faltam em ...