O ESPÍRITO SANTO HABITA EM MIM?

 

"Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e domínio próprio” (Gálatas 5:22-23).

 

No mundo em que vivemos, muitas vezes precisamos provar quem somos. Afinal, como costuma dizer minha filha: “Falar, até um papagaio fala”. Se eu for abordado por um policial, de pouco adianta apenas dizer quem sou. Ao conduzir um veículo, preciso apresentar minha CNH válida para comprovar que tenho o direito de dirigir.

 

Mas e no mundo espiritual? Como ter certeza de que o Espírito Santo está em mim? Basta afirmar com os lábios que Ele habita em meu coração? Certamente não. Assim como existem órgãos competentes que nos habilitam para dirigir, na vida espiritual temos a Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus, que nos ensina a andar em retidão e nos mostra as evidências da presença do Espírito Santo em nossas vidas. Embora existam muitos sinais, destacarei apenas três deles e te convido a buscar na Bíblia os demais:

 

Primeiro: o Espírito Santo convence o homem do pecado. Davi, mesmo sendo um homem segundo o coração de Deus, pecou. Porém, ao reconhecer seu erro, foi profundamente incomodado e arrependido diante de Deus (Salmo 51:3-4). Quem tem o Espírito Santo não vive em paz com o pecado. Pois não há qualquer comunhão entre um e outro.

 

Segundo: há um anseio crescente de buscar, ler, estudar a Bíblia. O apóstolo Pedro escreveu: “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo” (1 Pedro 2:2). Não se trata de uma obrigação religiosa, mas de uma fome espiritual que nasce dentro de nós e nos leva a buscar o alimento certo que fortalece a alma. ¹² Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hebreus 4:12).

 

Terceiro: a oração. Quando oramos, podemos dizer com confiança: “Espírito Santo, eu sei que o Senhor está aqui”. Não é necessário falar em línguas, ter sonhos extraordinários ou grandes revelações para ter a certeza de Sua presença. O Espírito Santo compreende todos os idiomas, mas parece ter preferência por uma linguagem universal: a sinceridade. Quando falamos com um coração sincero, Ele se agrada de nos ouvir e apresenta nossas orações diante de Deus.

 

Plínio Cavalheiro 

 ABRA A PORTA PARA JESUS!

 

“Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hebreus 3:15).

 

Em termos comparativos, podemos dizer que cada um de nós é como uma casa. E, como toda casa, temos uma porta principal de entrada, equipada com fechadura e, de preferência, bem segura. É por essa porta que entramos e saímos, e permitimos a entrada de pessoas que fazem parte da nossa vida. Quando recebemos alguém querido, costumamos dizer: “Sinta-se à vontade, a casa é sua.”

 

Na esfera espiritual acontece algo semelhante. Cada pessoa possui sua própria “casa” e tem autoridade para decidir quem pode entrar nela. Assim como ocorre no mundo natural, também acontece no espiritual. Deus nos fez uma casa e colocou em nossas mãos as chaves dela. Na porta de entrada, instalou uma fechadura que só pode ser aberta pelo lado de dentro.

 

É exatamente por isso que Jesus declara: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa...” (Apocalipse 3:20). Ao bater à porta do coração, Jesus não está tentando vender algo passageiro ou sem valor. Seu propósito é muito maior: entrar, transformar e restaurar completamente essa casa. Ele deseja remover tudo aquilo que não serve, substituir o que está deteriorado, preencher cada ambiente com Seus ensinamentos e princípios, e dar uma nova identidade ao lugar onde passa a habitar.

 

Mais do que uma simples visita, Jesus deseja deixar a marca de Sua presença. Ele sela essa casa com o Espírito Santo, para que ela não seja mais uma moradia sem direção ou aberta a qualquer influência, mas um lugar consagrado e pertencente exclusivamente a Cristo.

 

Se você ainda não entregou sua casa ao Senhor, faça isso hoje, de preferência agora mesmo. Abra a porta para Jesus entrar. Permita que Ele não seja apenas um visitante ocasional, mas o Senhor do lar, aquele que possui as chaves e exerce plena autoridade sobre sua vida e sua família. Abra a porta para Jesus. Ele continua batendo.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

A UNIDADE E A HUMILDADE NO CORPO DE CRISTO

 

“Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos” (Romanos 12:16).

 

O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, já percebia em sua época os ventos contrários que sopravam no meio do povo de Deus, aquilo que hoje chamamos de Igreja. No original grego, a palavra igreja é ekklēsía, que significa “assembleia dos convocados” ou “os chamados para fora”. Os escritores do Novo Testamento adotaram esse termo para se referir ao povo reunido por Cristo.

 

Não devemos confundir, como fazem as crianças, a Igreja com um prédio. A Igreja é a comunidade dos salvos, chamada por Deus para viver de modo santo e pertencer a Jesus Cristo. Ela é um só corpo, composto por muitos membros com funções diferentes, mas igualmente importantes para o seu perfeito funcionamento, todos sob o comando da Cabeça, que é Cristo.

 

Um dia, o Senhor Jesus voltará para buscar a Sua Igreja, sua Noiva amada, para estar com Ele eternamente. Por isso, cada cristão deve desempenhar com fidelidade a função que recebeu no Corpo de Cristo, sem ambicionar posições de destaque, títulos ou honrarias.

 

Ninguém deve desejar ocupar um lugar de superioridade sobre os demais, como se alguns membros fossem mais importantes do que outros. Pelo contrário, a humildade deve caracterizar todos aqueles que servem ao Senhor, reconhecendo que cada membro possui valor e utilidade indispensáveis no propósito de Deus.

 

Seja sábio e fuja do engano da autossuficiência e do sentimento de superioridade. Trabalhe em harmonia com os demais irmãos para que o Corpo de Cristo seja saudável, bem ajustado e eficaz no cumprimento da vontade de Jesus Cristo, sua Cabeça. Somente quando cada membro exerce sua função com humildade, amor e submissão ao Senhor, a Igreja manifesta a beleza, a unidade e a maturidade que glorificam a Deus.

 

Plínio Cavalheiro. 

DECIDIR, IR E SEGUIR

 

Em nosso cotidiano, tomamos decisões que exigem ação. De que adianta fazer uma lista dos mantimentos que faltam em sua despensa, ir ao supermercado, encontrar tudo o que precisa e não colocar nada no carrinho? Você voltará para casa com a despensa vazia.

 

O mesmo acontece na vida espiritual. De nada adianta reconhecer que sua alma está vazia, decidir ir até Jesus, o alimento para a alma, e não segui-Lo. Jesus não apenas disse: “Vem”, mas também: “Segue-me” (Mateus 9:9).

 

Muitas pessoas procuram Jesus nos momentos de dor e adversidade, mas não desejam caminhar com Ele. Foi o caso do jovem rico. Quando perguntou o que deveria fazer para herdar a vida eterna, Jesus revelou o que ocupava o lugar de Deus em seu coração e lhe disse: “Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me” (Lucas 18:22).

 

O problema não era a riqueza, mas a prioridade que ela tinha em sua vida. A salvação é recebida pela graça, mediante a fé em Cristo (Efésios 2:8-9), mas a fé verdadeira nos conduz a segui-Lo. Por isso, a caminhada cristã envolve três atitudes: decidir, ir e seguir.

 

Jesus declarou: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede” (João 6:35). Examine a despensa da sua alma. Se ela estiver vazia, vá a Jesus. Mas não apenas vá; siga-O. Somente Cristo pode saciar a fome espiritual e conceder a vida abundante que prometeu. “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10:10).

 

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O que Jesus espera de quem vai até Ele?

A) Buscar ajuda apenas nos momentos de dificuldade.
B) Frequentar uma igreja quando tiver tempo.
C) Ir até Ele e segui-Lo em obediência.
D) Resolver primeiro todos os seus problemas para depois segui-Lo.

 

Plínio Cavalheiro – capelão. 

 O SEMÁFORO DE DEUS!

 

"Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos" (Salmo 32:8).

 

Se fizéssemos uma pesquisa para saber quem é contra o semáforo, acredito que a maioria esmagadora das pessoas diria que é favorável a ele, apesar do incômodo de sermos obrigados a parar quando a luz vermelha se acende, especialmente quando estamos com pressa para chegar ao nosso destino.

 

Os semáforos foram criados, entre outros benefícios, para evitar colisões, preservar vidas e organizar o trânsito. Eles garantem que motoristas e pedestres possam se deslocar com mais segurança. Por isso, somos gratos por esse importante sistema de sinalização.

 

De certa forma, Deus também utiliza algo semelhante em nossa vida espiritual, especialmente em relação às orações que fazemos. Quando apresentamos um pedido a Ele, seja qual for, é como se estivéssemos diante de um “semáforo espiritual”. Após orarmos, precisamos observar, com os olhos da fé, qual resposta Deus nos dará.

 

Assim como os motoristas preferem encontrar a luz verde acesa, nós também desejamos receber o “sim” de Deus para nossos pedidos. O verde representa a aprovação divina e a abertura do caminho.

 

Entretanto, precisamos aprender a lidar também com o amarelo e o vermelho de Deus. O amarelo nos convida à cautela, à reflexão e à paciência. Nem sempre a resposta virá no tempo que esperamos. Já o vermelho representa o “não” de Deus ou a ordem para esperar. Ele pode estar nos impedindo de seguir por um caminho, desenvolver um projeto ou tomar uma decisão que não está de acordo com Sua vontade.

 

Por isso, durante sua caminhada, esteja atento ao “semáforo” de Deus. Quando ignoramos Suas orientações, frequentemente enfrentamos consequências que poderiam ter sido evitadas. Mas quando respeitamos Sua direção, seguimos com mais segurança, sabedoria e paz.

 

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O que a luz vermelha representa no texto?

A) A necessidade de parar ou esperar a direção de Deus.

B) Uma bênção imediata.

C) Um caminho sem obstáculos.

D) Uma promessa já cumprida.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

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