SINTONIZE A “CÉU TV”

 

“Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra” (Colossenses 3:2).

 

Imagine que existam centenas de emissoras transmitindo simultaneamente. Cada uma utiliza uma frequência diferente. Quando você gira o botão do rádio ou faz uma busca automática na TV, está ajustando o aparelho para captar apenas a frequência desejada. De certa forma, o livre-arbítrio funciona de maneira semelhante. Movidos por nossas preferências, escolhemos aquilo que consideramos mais conveniente, instrutivo, útil e agradável ao coração, ainda que nem sempre seja o melhor para nós ou para aqueles que estão ao nosso redor.

 

Poderíamos dizer, em termos comparativos, que o mundo é uma gigantesca emissora de rádio e televisão ao mesmo tempo, onde milhões de pessoas estão sintonizadas em canais diferentes, tudo acontecendo simultaneamente.

 

Pois bem, gostaria de convidá-lo a viajar comigo. Compre sua passagem, de preferência na primeira classe, embarque e sente-se junto à janela, para que sua visão seja mais ampla daquilo que desejo lhe oferecer como cortesia desta companhia aérea. Ao olhar pela janela, você se surpreende com algo extraordinário: uma imensa tela de LED, tão vasta que parece ocupar toda a extensão do universo. Nela são transmitidos, ao mesmo tempo, milhares de canais, programas, mensagens, valores e estilos de vida. Cada pessoa possui um controle em mãos e pode escolher o que deseja assistir e ouvir. Afinal, Deus nos concedeu o livre-arbítrio.

 

Entre todos os canais disponíveis, existe uma frequência especial. Ela transmite diretamente do Céu e tem como apresentador e locutor Jesus Cristo. Qual seria a sua preferência? Talvez você responda: “Que pergunta absurda! Eu escolheria a Céu TV.” mas será que isso é verdade?

 

Na prática, a maioria das pessoas sintoniza programações que pouco ou nada acrescentam à vida. Disparates, piadas ofensivas, conteúdos centrados na imoralidade sexual, homens e mulheres com roupas que estimulam a sensualidade, músicas com letras que desagradam a Deus, notícias sangrentas que prendem a atenção do público e tantas outras banalidades acabam ocupando espaço em nossa mente e coração.

 

Enquanto isso, o canal que transmite a Palavra de Deus e a presença de Jesus permanece, muitas vezes, ignorado ou com o volume reduzido. Já é hora de despertarmos para essa realidade e mudarmos a sintonia. Precisamos voltar nossa atenção para aquilo que realmente edifica, transforma e conduz à vida eterna. Somente assim aprenderemos com Jesus aquilo que fará toda a diferença para esta vida e para a eternidade.

 

Sintonize hoje a “Céu TV”. Ela é gratuita, está disponível a todos e sua qualidade supera infinitamente a mais avançada fibra óptica deste mundo.

 

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O que frequentemente impede as pessoas de sintonizarem a “Céu TV”?

A) A falta de acesso ao sinal.

B) A ausência de conhecimento tecnológico.

C) A atenção voltada para conteúdo que não edificam.

D) A dificuldade de encontrar a frequência correta.

 

Plínio Cavalheiro – capelão 

FORA OS 7 ANOS!

 

“E disse-lhe: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho.” (João 2:10).

 

Existe um conceito bastante difundido, mas que considero equivocado, chamado “crise dos sete anos”. Segundo essa ideia, ao chegar ao sétimo ano, o casamento estaria naturalmente sujeito a conflitos, desentendimentos e desgastes que poderiam levar o casal à separação, fazendo com que cada um procure a tão desejada “paz” em outro relacionamento.

 

É importante dizer que não existe uma regra segundo a qual todo casamento enfrentará uma crise exatamente no sétimo ano. O desgaste conjugal pode acontecer em diferentes fases da vida e, muitas vezes, está relacionado não ao tempo de casamento, mas à maneira como o relacionamento vem sendo conduzido.

 

Para mim, uma das palavras-chave é desgaste. Pensemos em qualquer objeto que adquirimos. Dependendo da maneira como é utilizado, da falta de cuidado, de ajustes e de manutenção, seu tempo útil de funcionamento poderá ser reduzido consideravelmente. Um equipamento bem cuidado pode durar muitos anos; outro, utilizado de maneira inadequada e sem manutenção, poderá apresentar problemas em pouco tempo.

 

Gosto muito de ferramentas. Quando saímos para passear, enquanto minha esposa observa as vitrines, encantando-se com vestidos, sapatos e bolsas, muitas vezes meus olhos procuram uma loja de ferramentas. E, quando encontro uma, confesso que também fico encantado diante de tantas variedades!

 

Tenho, entre tantas ferramentas guardadas em casa, um alicate que tem mais de 50 anos e continua em perfeitas condições. Talvez alguém me perguntasse: “Como isso é possível?” A resposta é simples: eu cuidei dele. Nunca usei o alicate para substituir um martelo. Ele sempre foi utilizado de acordo com a finalidade para a qual foi criado. Além disso, recebeu os cuidados necessários para continuar funcionando.

 

Com o casamento deveria acontecer algo semelhante. No início, tudo é novidade. A noiva chega vestida de branco, com o melhor vestido, maquiagem impecável, sapatos escolhidos com cuidado e acessórios combinando. O noivo também se veste elegantemente, procurando impressionar primeiro a noiva e depois os convidados.

 

Mas o tempo passa. As coisas produzidas pelas mãos humanas envelhecem. Muitas precisam ser substituídas ou descartadas. No casamento, porém, deveria acontecer justamente o contrário: quanto mais tempo passa, mais profundo, sólido, maduro e bonito o relacionamento pode se tornar.

 

O problema não é o casamento estar ficando velho. O problema é deixar de cuidar dele. Assim como não devemos usar um alicate para aquilo que não foi criado para fazer, também não podemos desvirtuar a finalidade do casamento. É preciso respeitar seus princípios, compreender as responsabilidades de cada um, cultivar o diálogo, preservar o carinho, exercitar o perdão e manter vivo o compromisso assumido.

 

Um casamento não se conserva apenas porque um dia houve uma cerimônia bonita. Ele precisa de manutenção diária. E aqui podemos voltar às bodas de Caná. Quando o mestre-sala provou a água transformada em vinho, ficou admirado porque o que havia sido servido depois era melhor do que aquilo que normalmente se oferecia primeiro. O texto diz: “Mas tu guardaste até agora o bom vinho.” Que bela figura para o casamento! Não precisamos acreditar que os melhores dias do casamento ficaram para trás. Com cuidado, compromisso e a presença de Deus, os anos podem não diminuir o valor da relação, mas aumentar sua qualidade.

 

O primeiro dia pode ter sido marcado pela beleza da juventude, pela emoção e pelas novidades. Depois vêm os anos compartilhados, as experiências, as lutas vencidas, os filhos, as conquistas, as lágrimas, os recomeços e tantas histórias vividas juntos. Tudo isso pode produzir algo que o tempo não destrói, mas aperfeiçoa: maturidade, cumplicidade e um amor mais profundo.

 

Portanto, não precisamos ficar presos à ideia de uma inevitável “crise dos sete anos”. Fora os sete anos! Que o casamento não tenha como melhor fase apenas o começo, mas que possa, com o passar do tempo, tornar-se cada vez melhor. Porque, quando há cuidado, manutenção, propósito, compromisso e Deus no centro, o melhor vinho ainda pode estar por vir!

 

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Qual é a principal lição da comparação com o alicate?

A) Toda ferramenta antiga funciona melhor que uma nova.
B) Aquilo que é bem cuidado pode durar e continuar cumprindo sua finalidade por muitos anos.
C) Ferramentas devem ser substituídas depois de sete anos.
D) O casamento deve funcionar como uma ferramenta.

 

Plínio Cavalheiro – capelão. 

O CHECK-UP MAIS IMPORTANTE DA VIDA!

 

"Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos." (Salmos 139:23).

 

Deus me concedeu um ministério voltado para a área da saúde, principalmente em um grande celeiro de vidas chamado hospital. Digo principalmente, mas não exclusivamente, pois a atuação de um capelão não se limita a uma única instituição.

 

O trabalhador que carrega seu crachá de capelão deve estar sempre disponível para alcançar vidas, sejam elas quais forem, onde quer que esteja e sempre que surgir a oportunidade de apresentar o Médico dos médicos, o Libertador, Perdoador e único Salvador das pessoas que estão se afogando no grande mar deste mundo, que cobre toda a terra.

 

Muitas delas, descuidadamente, navegam em seus "iates", desfrutando de um vasto cardápio aparentemente bonito e atraente, mas alimentando-se de conteúdos e valores contaminados que, se não forem percebidos a tempo, poderão levá-las a sérias consequências, muitas delas irreversíveis.

 

Em minha caminhada pelos corredores do hospital e em minhas visitas aos quartos, é impossível não perceber o sofrimento e a dor estampados no semblante de muitos pacientes. E o que fazer para amenizar essa situação, se não sou médico e não carrego no bolso um remédio específico para cada enfermidade? Cada capelão possui sua maneira de atuar, seu jeito de abordar, sua argumentação e sua sensibilidade para oferecer ao paciente palavras de consolo, conforto, esperança e salvação.

 

Não creio que todas as enfermidades sejam causadas por problemas da alma. Como seres humanos, estamos sujeitos a vírus, bactérias, inflamações, infecções e diversas outras enfermidades que trazem sofrimento e dor. Contudo, costumo lembrar às pessoas que todo ser humano possui uma alma, e ela também pode adoecer de males que, muitas vezes, passam despercebidos.

 

Entre esses males estão o ressentimento, a mágoa, o ódio, o desejo de vingança e a falta de perdão. Esses sentimentos podem produzir consequências devastadoras. Quando não são tratados adequadamente, tendem a crescer e ganhar grandes proporções, afetando relacionamentos, roubando a paz, comprometendo a saúde emocional e, principalmente, afastando a pessoa de Deus.

 

Por isso, incentivo cada paciente a fazer um "check-up da alma", examinando seu coração e identificando se existe alguma área contaminada por esses sentimentos. Se houver, procure a cura que vem de Jesus Cristo, aquele que perdoou os nossos pecados na cruz e continua oferecendo perdão, restauração e vida eterna a todos os que nele confiam.

 

Portanto, examine hoje mesmo o seu coração. Verifique se há mágoas, ressentimentos ou falta de perdão que precisam ser tratados. Libere perdão a quem o feriu e receba a cura espiritual que somente Jesus Cristo pode oferecer. Ele é o Médico dos médicos e continua transformando vidas.

 

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Segundo a reflexão apresentada no texto, qual é o principal remédio para curar uma alma enferma por mágoa, ressentimento e ódio?

1️ O passar do tempo.

2️ Ignorar os sentimentos.

3️ Liberar perdão e buscar a cura em Jesus Cristo.

4️ Evitar contato com as pessoas.

 

Plínio Cavalheiro – capelão. 

FALSOS CRISTOS E FALSOS PROFETAS!

 

“Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fosse, enganariam até os escolhidos” (Mateus 24:23,24).

 

O ser humano, desde o nascimento, enfrenta lutas e desafios. Está constantemente cercado por escolhas: ir para a direita ou para a esquerda, comprar ou não comprar, usar ou não usar, falar ou permanecer em silêncio. Essas decisões podem gerar tensão, expectativa e, muitas vezes, o temor de seguir por caminhos equivocados.

 

Para evitar erros e suas consequências, é necessário buscar discernimento, conhecimento e sabedoria. Devemos examinar cuidadosamente aquilo que é correto, saudável e justo. Ainda assim, enfrentaremos ataques e dificuldades ao longo da vida. Por isso, a Palavra de Deus nos orienta a usar “o capacete da salvação” (Efésios 6:17), que protege nossa mente contra as investidas do inimigo.

 

Jesus nos alerta sobre a necessidade de vigilância constante. Os perigos mencionados por Ele não são acontecimentos raros ou restritos a determinadas regiões do mundo. Eles se manifestam continuamente onde houver pessoas suscetíveis ao engano. O Senhor advertiu que surgiriam indivíduos que se apresentariam falsamente como representantes de Deus, ou até mesmo como o próprio Cristo, com o objetivo de enganar a muitos.

 

Esses falsos cristos e falsos profetas procuram aparentar aquilo que não são. Escondem-se atrás da mentira, assumindo uma identidade espiritual que não lhes pertence. Utilizam discursos persuasivos, sinais impressionantes e falsas promessas para conquistar a confiança dos desavisados e daqueles que desconhecem a verdade revelada nas Escrituras.

 

De forma ilustrativa, poderíamos dizer que eles se formaram na “UMS”, a “Universidade Mundial Satânica”, onde o engano, a mentira e a manipulação são ensinadas e aperfeiçoadas. Em contraste, os servos de Deus devem permanecer matriculados na “FES”, a “Faculdade das Escrituras Sagradas”, aprendendo continuamente a verdade da Palavra de Deus.

 

Entretanto, é importante lembrar que essa comparação é apenas uma figura de linguagem. Na realidade, ninguém se torna imune ao engano apenas pelo conhecimento intelectual. A verdadeira proteção está em conhecer as Escrituras, permanecer em comunhão com Deus e ser guiado pelo Espírito Santo. Foi assim que Jesus venceu as tentações no deserto: respondendo com a Palavra de Deus.

 

Por isso, a melhor defesa contra os falsos ensinos é examinar tudo à luz das Escrituras. Quanto mais conhecemos a verdade de Cristo, mais facilmente identificamos o erro. Afinal, a luz dissipa as trevas, e a verdade desmascara a mentira.

 

Diante disso, permanece atual a advertência do Senhor: “Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito.”

 

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Segundo o ensinamento de Jesus em Mateus 24:23-24, qual é a principal defesa contra os falsos cristos e falsos profetas?

1️ Presenciar sinais e prodígios extraordinários.

2️ Seguir a opinião da maioria das pessoas.

3️ Conhecer e permanecer firme na Palavra de Deus.

4️ Confiar apenas em experiências e sentimentos pessoais.

 

 Plínio Cavalheiro – capelão. 

 QUANDO O “AI” SIGNIFICA COMPAIXÃO!

 

“Mas ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias!” (Mateus 24:19).

 

Quando isolamos Mateus 24:19, podemos interpretar de maneira equivocada as palavras de Jesus: “Mas ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias!” Afinal, o que Ele quis dizer com esse “ai”?

 

Nesse contexto, o “ai” não expressa condenação, mas lamento, preocupação e compaixão diante do sofrimento que aquelas mulheres enfrentariam. Jesus sabia que as gestantes teriam maiores dificuldades para fugir rapidamente em uma situação de grande aflição. Da mesma forma, as mães que estivessem amamentando precisariam cuidar de seus bebês, que dependiam delas para alimentação e proteção. Em uma circunstância que exigisse uma fuga imediata, a situação seria ainda mais difícil para elas.

 

É importante observar que a palavra “ai” pode assumir sentidos diferentes dependendo do contexto. Em Mateus 23:13, Jesus declarou: “Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar os que estão entrando.” Nesse caso, o “ai” é uma forte advertência e expressão de juízo diante da hipocrisia e da conduta daqueles líderes religiosos.

 

Já em Mateus 24:19, o sentido é diferente. Jesus não está condenando as grávidas nem as mães que amamentavam. Ele está lamentando a difícil situação que elas enfrentariam. Para compreender isso, precisamos considerar o contexto. Jesus havia alertado seus discípulos sobre acontecimentos que precederiam um período de grande aflição. Ao mencionar a “abominação da desolação”, profetizada por Daniel, Ele orientou aqueles que estivessem na Judeia a fugirem para os montes (Mateus 24:15-16).

 

Nesse cenário, uma fuga rápida e inesperada seria particularmente difícil para as gestantes e para as mães que estivessem amamentando. Por isso, as palavras de Jesus revelam algo muito bonito: mesmo ao falar sobre tempos de grande sofrimento, Cristo demonstrou sensibilidade para com aqueles que estariam em situação de maior vulnerabilidade.

 

Portanto, Mateus 24:19 não é uma crítica à gravidez nem à maternidade. É, antes, uma expressão do cuidado e da compaixão de Cristo diante do sofrimento humano. Às vezes, uma mesma palavra pode carregar significados diferentes dependendo do contexto. Por isso, não devemos interpretar um versículo isoladamente, mas procurar compreender o que Jesus realmente quis comunicar. O “ai” de Jesus nem sempre é condenação. Em Mateus 24:19, é compaixão.

 

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Na sua opinião, o que Jesus quis transmitir ao dizer: “Ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias” (Mateus 24:19)?

A) Um lamento compassivo diante das dificuldades que elas enfrentariam.

B) Um alerta sobre os desafios de uma fuga rápida em tempos de grande aflição.

C) Uma demonstração do cuidado de Jesus pelos mais vulneráveis.

D) Todas as alternativas estão corretas.

 

Plínio Cavalheiro – Capelão. 

SINTONIZE A “CÉU TV”   “Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra” (Colossenses 3:2).   Imagine que existam centenas...