VOCÊ O RECONHECERIA?

 

“E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles” (Lucas 24:15).

 

Não sei se isso acontece apenas comigo ou se também acontece com outras pessoas. Na semana passada, fui convidado para participar de uma reunião que reuniu representantes de várias igrejas da cidade. A sala estava lotada. Na fileira à minha frente, havia um casal sentado. Em determinado momento, depois que fiz uma breve participação, a esposa olhou para trás, sorriu e disse: Irmão Plínio, o irmão continua realizando esse trabalho? Sim! respondi.

 

No entanto, por mais que me esforçasse, não consegui me lembrar de quem ela era nem de onde a conhecia. Embora eu não tenha deixado transparecer meu esquecimento, saí daquela conversa preocupado, curioso e até um pouco descontente comigo mesmo por não a ter reconhecido.

 

Situações como essa são compreensíveis. Ao longo da vida, conhecemos inúmeras pessoas. Muitas delas se tornam amigas, sabemos seus nomes, conhecemos suas histórias e até onde moram. Com o passar do tempo, porém, é natural que nossa memória falhe.

 

Entretanto, existe um reconhecimento que jamais pode nos faltar: reconhecer a presença de Jesus em nossa caminhada. No caminho de Emaús, dois discípulos caminharam lado a lado com o próprio Cristo ressuscitado, mas não O reconheceram de imediato, porque seus olhos estavam impedidos de percebê-Lo. Somente mais tarde, quando Jesus partiu o pão, seus olhos foram abertos e eles compreenderam quem estava com eles o tempo todo (Lucas 24:13-31).

 

Hoje, o Senhor continua caminhando ao lado daqueles que O buscam. Ele fala conosco por meio de Sua Palavra, dirige nossos passos pelo Espírito Santo e revela Sua vontade diariamente. Sua voz é reconhecida por aqueles que vivem em íntima comunhão com Ele, pois, como o próprio Jesus afirmou: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem." (João 10:27).

 

Enquanto ainda estamos em nossa "caminhada para Emaús", isto é, enquanto Deus nos concede o privilégio da vida, cultivemos um relacionamento profundo com Cristo. Que nossos olhos espirituais estejam sempre abertos para reconhecer Sua presença, ouvir Sua voz e segui-Lo fielmente. Que jamais deixemos de reconhecer Aquele que entregou Sua vida para que pudéssemos receber a vida eterna. Você o reconheceria?

 

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Como podemos reconhecer a presença de Jesus em nossa caminhada?

1)       Pela comunhão com Sua Palavra.

2)       Pela oração e direção do Espírito Santo.

3)        Pela obediência à Sua vontade.

4)       Todas as alternativas.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

MEIA VERDADE, GRANDE MENTIRA!

 

“Para um bom entendedor, meia palavra basta”. No contexto da comunicação cotidiana, esse ditado popular pode até fazer sentido. Entretanto, quando o assunto é transmitir uma mensagem importante, e, principalmente, quando se trata da Palavra de Deus, meia palavra nunca basta.

 

Todos sabemos que as palavras são formadas por sílabas. Quando uma palavra é interrompida ou "cortada" ao meio, ela pode perder completamente seu sentido ou até dar origem a outra palavra. Por exemplo, a palavra "marido", dividida ao meio, resulta em "mar" e "ido", duas palavras totalmente distintas entre si. Isso ilustra que uma mensagem incompleta pode ser facilmente mal compreendida. O correto é comunicar a palavra ou a frase por inteiro, evitando dúvidas ou interpretações equivocadas.

 

Por incrível que pareça, vivemos em uma época de intensa comunicação, mas também de uma verdadeira economia de palavras. As pessoas abreviam quase tudo. José vira Zé; João, Jô; Antônio, Tonho; Francisco, Chico. Nas conversas do dia a dia, um jovem encontra o outro e diz apenas: "E aí... belê?", em vez de "beleza?".

 

Embora esse hábito pertença à linguagem informal e, em muitos casos, não cause grandes problemas, no âmbito espiritual a situação é completamente diferente. Ali, uma palavra omitida, um versículo incompleto ou uma mensagem parcialmente transmitida pode produzir sérios prejuízos. Uma verdade apresentada pela metade pode conduzir ao erro.

Foi exatamente essa estratégia que Satanás utilizou ao tentar Jesus no deserto. Em Mateus 4:6, ele citou parte do Salmo 91, mas omitiu uma expressão essencial: "...para te guardarem em todos os teus caminhos." (Salmo 91:11).

 

Ao retirar essa parte do texto, Satanás deu ao versículo um sentido que Deus nunca pretendeu. A promessa de proteção divina não era uma autorização para colocar Deus à prova, mas uma garantia para aqueles que andam nos caminhos estabelecidos por Ele. Jesus respondeu imediatamente com outra passagem das Escrituras: "Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus." (Mateus 4:7).

 

Essa experiência nos ensina uma importante lição: o maior perigo não está apenas em negar a Palavra de Deus, mas também em citá-la pela metade. Uma meia verdade continua sendo um caminho para o erro. Por isso, não basta saber o que está escrito; é preciso conhecer todo o ensino das Escrituras e respeitar o contexto em que cada passagem foi revelada.

 

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Ao estudar a Bíblia, o que é mais importante?

A.      Ler o contexto completo.

B.      Comparar textos bíblicos.

C.      Pedir orientação ao Espírito Santo.

D.      Fazer tudo isso.

 

Plínio Cavalheiro – capelão. 

 EIS-ME AQUI, ENVIA-ME A MIM!

 

“Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então, disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.” (Isaías 6:8).

 

Por vezes, devido à pressa e à ansiedade para cumprir nossos compromissos diários, abrimos a Bíblia aleatoriamente, escolhemos um único versículo e o lemos rapidamente. Agindo assim, corremos o risco de não extrair toda a riqueza da mensagem que Deus deseja nos transmitir.

 

Tomemos como exemplo a segunda parte de Isaías 6:8: “Então, disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.” À primeira vista, essa declaração parece expressar apenas a disposição de Isaías em servir ao Senhor. No entanto, quando observamos o contexto, percebemos um detalhe muito importante logo no início do versículo: “Depois disto...” Surge, então, uma pergunta inevitável: Depois de quê? Essa expressão indica que algo significativo aconteceu antes da resposta do profeta.

 

Nos versículos anteriores (Isaías 6:1-7), Isaías teve uma extraordinária visão da santidade de Deus no templo. Diante da majestade do Senhor, reconheceu sua própria impureza e confessou seu pecado: “Ai de mim! Estou perdido, porque sou um homem de lábios impuros...” Em seguida, um serafim tocou seus lábios com uma brasa viva retirada do altar, simbolizando sua purificação e o perdão concedido por Deus.

 

Somente depois de reconhecer sua condição pecaminosa, ser purificado e receber o perdão divino, Isaías ouviu o chamado do Senhor: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” Foi então que respondeu prontamente: “Eis-me aqui, envia-me a mim.”

 

Esse relato nos ensina que Deus não procura apenas pessoas dispostas, mas pessoas que reconhecem sua necessidade da graça divina e se deixam transformar por Ele. O chamado para servir é precedido pelo arrependimento, pelo perdão e pela santificação.

 

Portanto, ao lermos as Escrituras, devemos evitar interpretações isoladas de um versículo. Precisamos considerar seu contexto para compreender plenamente a mensagem de Deus. Assim como Isaías, somos chamados a reconhecer nossos pecados, receber o perdão do Senhor e estar prontos para obedecer ao Seu chamado, cumprindo a ordem de Cristo: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15).

 

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Antes de dizer "Eis-me aqui", o que aconteceu com Isaías?

A.      Foi purificado por Deus.

B.      Foi coroado rei.

C.      Venceu uma batalha.

D.      Escreveu um livro.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

DEUS NÃO DIVIDE SUA GLÓRIA!

 

“Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; depois vem e segue-me” (Mateus 19:21).

 

Normalmente, o ser humano se apega excessivamente a alguma coisa. Pode ser ao carro, à casa, à chácara, ao sítio, à fazenda, ao emprego ou a qualquer outro bem que possua. Entretanto, aquilo que frequentemente ocupa o primeiro lugar no coração de muitos é o dinheiro, transformando-se, não raras vezes, em objeto de adoração.

 

Na verdade, gostar e cuidar das coisas que Deus nos concede não é errado. O problema surge quando esses bens passam a ocupar o lugar que pertence exclusivamente a Deus. Então, entre outros males, ocorre o distanciamento espiritual. A insensatez humana pode atingir proporções tão grandes que a pessoa passa a amar mais a criação do que o Criador.

 

No caso do jovem rico que se aproximou de Jesus, observe um detalhe importante. O Senhor lhe disse: “Vai, vende tudo o que tens”. Jesus não ordenou apenas que ele repartisse dinheiro aos pobres. Conhecendo profundamente o seu coração, mostrou que o problema não era simplesmente a posse de riquezas, mas o apego a elas. Sua confiança e segurança estavam depositadas em seus bens materiais.

 

Por isso, Jesus o convidou a renunciar àquilo que ocupava o lugar de Deus em sua vida. Embora seus bens tivessem grande valor terreno, não podiam ser comparados ao tesouro eterno prometido por Deus. Após esse confronto amoroso e direto, Mateus registra: “Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades” (Mateus 19:22).

 

Quero convidá-lo a fazer um exame sincero de sua vida. Avalie se existe algum “deus” ocupando espaço em seu coração. Talvez não seja dinheiro, mas algo que tenha se tornado mais importante do que sua comunhão com Deus. Se identificar algo assim, entregue-o ao Senhor e permita que Ele ocupe plenamente o primeiro lugar em sua vida.

 

Somente o Deus verdadeiro, Criador dos céus e da terra, é digno de toda honra, glória e adoração. Quando Ele ocupa o centro do coração, descobrimos que o tesouro do céu vale infinitamente mais do que qualquer riqueza deste mundo.

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Se Jesus examinasse seu coração hoje, o que Ele encontraria?

1)      Deus ocupando o primeiro lugar.

2)      Algumas áreas que ainda precisam ser entregues.

3)      Muitas distrações competindo com Deus.

4)      Preciso refletir mais sobre isso.

 

Plínio Cavalheiro – capelão. 

O MAIOR NASCIMENTO DA VIDA!

 

"Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus." (João 3:3).

 

Não sou médico e, portanto, não tenho formação em Ginecologia ou Obstetrícia. No entanto, tive a oportunidade de concluir um curso de Obstetrícia Prática, que me habilitou a atuar como parteiro auxiliar, prestando assistência às parturientes durante o trabalho de parto e o nascimento de seus bebês.

 

Por mais capacitado que seja, o obstetra não é quem dá a vida ao bebê formado no ventre materno. Sua função é apenas auxiliar para que ele deixe o ambiente escuro, embora seguro e confortável, onde permaneceu por cerca de nove meses, e venha à luz deste mundo.

 

Além disso, esse profissional da área da saúde não pode determinar as características da criança. A formação de seu corpo, seus sentidos e, acima de tudo, sua vida procede do Deus Criador. Por isso, somos chamados de criaturas de Deus.

 

Traçando um paralelo com a vida espiritual, encontramos algumas semelhanças, embora as duas experiências não sejam idênticas. O nascimento físico introduz o ser humano na vida terrena e temporária; o novo nascimento o introduz na vida espiritual e eterna.

 

A Bíblia ensina que todos nascemos com uma natureza pecaminosa. Davi reconheceu essa realidade ao declarar: "Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe" (Salmo 51:5). Por isso, Jesus afirmou a Nicodemos: "Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus." (João 3:3).

 

O novo nascimento é uma obra sobrenatural do Espírito Santo, pela qual Deus concede nova vida àquele que crê em Jesus Cristo. Assim como o nascimento físico marca o início da existência neste mundo, o novo nascimento marca o início de uma vida de comunhão com Deus. A pessoa regenerada recebe uma nova natureza e passa a viver sob a direção do Espírito Santo.

 

Isso não significa que ela se torne incapaz de pecar, mas que deixa de ser escrava do pecado. O Espírito Santo passa a habitar nela, capacitando-a a vencer o pecado e a crescer em santidade até o dia em que será plenamente glorificada na presença do Senhor.

 

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Segundo Jesus, o que é indispensável para ver o Reino de Deus?

1.       Ser uma boa pessoa.

2.       Frequentar uma igreja.

3.       Nascer de novo.

4.       Praticar boas obras.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

  VOCÊ O RECONHECERIA?   “E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia c...