A FÁBULA DO SAPO E O PERIGO DO PECADO
Você conhece a história do
sapo? Coloca-se um sapo em uma panela com água fria. Inicialmente, ele se sente
confortável e permanece ali tranquilamente. Aos poucos, a temperatura da água
começa a subir. Como o aquecimento acontece de maneira gradual, o sapo,
supostamente, não percebe o perigo e não reage a tempo. Quando finalmente se dá
conta de que a situação se tornou insuportável, já seria tarde demais para
escapar.
Essa fábula é utilizada para
ilustrar como uma pessoa, por descuido, pode se acomodar a situações
prejudiciais que, gradativamente, a conduzem a um estado insustentável. Em
muitos casos, a pessoa só percebe a gravidade da situação quando as
consequências já são difíceis de reverter. Ela não teve o discernimento
necessário para avaliar que aquilo que parecia inofensivo no início, como um
pequeno pecado, poderia crescer e causar danos a curto, médio e longo prazo.
O pecado, ainda que
aparentemente pareça frio e inofensivo em seu início, jamais deve ser tratado
como algo estático ou inofensivo. Quando tolerado, pode ganhar espaço na vida
de uma pessoa e comprometer sua comunhão com Deus, seu caráter e seus relacionamentos.
Na ilustração, o diabo é como
aquele que controla o botão que aumenta a temperatura. Ele não se contenta em
apenas chamuscar a pele; sua intenção é conduzir a pessoa a consequências cada
vez mais destrutivas. Aquilo que parecia frio ou morno pode se transformar,
metaforicamente, em água fervente, prejudicando a vida física, moral, social e
espiritual.
Por isso, a Bíblia nos
adverte: “Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”
(Tiago 4:7). Diante dessa advertência, precisamos tomar três atitudes:
Primeira: não nos deixarmos
enganar pelo diabo, que é mentiroso e procura fazer com que o pecado pareça
agradável, inofensivo e incapaz de produzir consequências.
Segunda: não permitir que
pequenas concessões ao pecado se tornem hábitos que comprometam nossa vida
espiritual. Precisamos vigiar, discernir o perigo e rejeitar aquilo que nos
afasta da vontade de Deus.
Terceira: se percebermos que
estamos nessa situação, devemos tomar a decisão de sair dela o quanto antes,
buscando o auxílio de Jesus Cristo. Ele não deseja que sejamos dominados pelo
pecado, mas que encontremos nele perdão, libertação e restauração.
Não espere que a água ferva
para perceber o perigo! Vigie, resista ao pecado e permaneça firme na presença
de Deus, pois aquilo que hoje parece insignificante pode produzir consequências
dolorosas amanhã.
Plínio Cavalheiro – capelão.




