(Pai Nosso)
O Senhor Jesus subiu ao monte quando cumpria parte de seu ministério, aproveitando esta oportunidade para pregar aos seus discípulos que estavam aos seus pés. O sermão inteiro de Jesus ocupa os capítulos 5, 6, e 7, registrado no livro de Mateus.
Jesus, em seu sermão não deixou de valorizar e ensinar os ouvintes sobre a importância da oração, como forma de se manter um relacionamento íntimo com o Pai, e também como ferramenta indispensável para o crescimento e fortalecimento da fé cristã.
O Senhor em momento algum teve a intenção de apresentar algo que viesse a ser decorado e se tornasse em um simples discurso repetitivo ou reza popularmente conhecido por todos. Ele apresentou aos discípulos a oração dominical, (diálogo com Deus) para que os cristãos, filhos de Deus pudessem absorver os princípios contidos na oração. Jesus estabelece um entrosamento íntimo e perfeito entre o Pai e o filho. Todas as barreiras são eliminadas, quando se trata de comunicação entre um e outro.
O primeiro princípio que notamos na oração envolve algo que é considerado prioridade na vida de todas as pessoas, ou seja: A necessidade de um encontro com Jesus Cristo. Por que o homem não pode usufruir das bênçãos da oração dominical, sem antes passar por Jesus Cristo? A razão é simples e muito fácil de se entender, veja: Para que o homem possa chamar Deus de Pai, ele necessita passar por uma transformação, conforme declaração no livro de João: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome” – (João 1:11,12).
Pai nosso, assim começa a oração. Ninguém em perfeito juízo chama ou trata um estranho de pai. Tanto um como outro desfrutam de um relacionamento desta natureza por direito adquirido, ainda que seja através da adoção. Ninguém nasce filho de Deus. Deste modo, todos necessitam passar pelo processo de adoção.
O cristão, antigamente chamado de criatura de Deus, por ter conhecido o Salvador Jesus Cristo e aceitado seu sacrifício remidor na cruz do calvário, passa gozar do privilégio de chamar Deus de Pai pela adoção realizada através de Seu Filho Jesus Cristo, conforme afirma a palavra de Deus em Romanos: “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai” – (Romanos 8:15).
Diante disto, qual tem sido seu comportamento? Você é como muitos que estão sendo enganados a respeito da paternidade? Você tem chamado Deus de Pai, por convicção, ou este tratamento é feito aleatoriamente, sem mesmo conhecer o assunto? Lembre-se de uma coisa: Deus é o maior interessado em querer chamá-lo de filho. Prova desta verdade está no fato de Ele ter oferecido Seu Filho Unigênito, em sacrifício, para poder legalizar todo processo de adoção aos interessados, e que nenhum ficasse sem ter o direito de chamá-lO de Pai, e, por conseguinte gozar da maior bênção, que se chama salvação. Afinal, é isto que está declarado no Evangelho segundo João: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” – (João 3:16).
A declaração de Jesus é algo que não se deve desprezar. Por Ele, você experimentará algo precioso, maravilhoso, e imprescindível para garantir uma vida agora em abundância e um futuro eterno na presença Gloriosa de Deus. Veja o que Ele diz: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” – (João 14:6). Abra seu coração para Jesus sem mais demora. Confesse-O como seu Salvador e seu único Senhor, e experimente e goze do privilégio de poder orar assim: “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome”!
_________________Capelão PLínio.