QUANDO ESCONDEMOS NOSSO CRACHÁ DE CRISTÃO

 


“E lembrou-se Pedro das palavras de Jesus, que lhe dissera: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo dali, chorou amargamente” (Mateus 26:75).

 

Podemos imaginar a cena como uma verdadeira peça ao ar livre. Era noite, fazia frio, havia um pátio, um átrio, algumas criadas, guardas e uma fogueira acesa para aquecer os que ali estavam. Tudo parecia transcorrer normalmente, até que Pedro, tomado pelo medo e pelo instinto de preservar a própria vida, negou conhecer Jesus. Não apenas uma vez, mas três vezes.

 

Essa atitude nos causa espanto, mas também nos leva a uma importante reflexão: omitir nossa identidade espiritual é, de certa forma, negar a Cristo. Quantas pessoas que se dizem discípulas de Jesus guardam o seu “crachá de cristão” no bolso quando estão fora da igreja? Trabalham anos em uma empresa, convivem diariamente com dezenas de pessoas e ninguém sequer sabe que são cristãs. Muitas vezes isso acontece por vergonha, receio de críticas ou medo de serem ridicularizadas.

 

Entretanto, a história de Pedro não termina na negação. Quando o galo cantou e o dia começou a amanhecer, ele se lembrou das palavras do Mestre. A consciência foi despertada, o arrependimento tomou conta do seu coração e ele chorou amargamente. Aquele choro não era apenas de tristeza, mas de profunda contrição diante de Deus. Pedro caiu, mas reconheceu seu erro. Seu arrependimento sincero abriu caminho para sua restauração.

 

Que possamos aprender com essa experiência. Não tenhamos vergonha de dizer quem somos e de testemunhar quem Jesus é para nós. O mundo precisa conhecer a esperança que encontramos em Cristo. E você? Hoje já falou de Jesus para alguém que está ao seu redor?

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Qual personagem da cena mais representa um perigo para a fé cristã hoje?

A.      Pedro (medo).

B.      As criadas (pressão social).

C.      Os guardas (oposição).

D.      A fogueira (comodismo e conforto).

 

Plínio.

 DEMÔNIOS PRECISAM DE UM CORPO PARA AGIR?

 

“Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?” (Gênesis 3:1).

 

Entre os estudiosos da Bíblia existe uma corrente de pensamento que defende que Satanás e seus demônios só conseguem agir na Terra por meio de um ser vivente. Embora seja verdade que grande parte de suas investidas ocorra através de pessoas que se deixam influenciar por ele, as Escrituras apresentam evidências de que sua atuação não está necessariamente limitada a isso.

 

Um exemplo é a tentação de Jesus no deserto. O texto bíblico relata que Satanás se apresentou diretamente a Jesus e dialogou com Ele, procurando desviá-lo de sua missão (Mateus 4:1-11). Em nenhum momento a narrativa sugere que ele estivesse utilizando outra pessoa para realizar essa tentação.

 

Outro caso marcante é o de Jó. Satanás comparece diante de Deus, acusa o servo fiel e recebe permissão para prová-lo (Jó 1–2). Em seguida, desencadeia uma série de tragédias que resultam na perda dos bens, dos filhos e da saúde de Jó. O relato não menciona que Satanás tenha precisado possuir alguém para executar seus intentos.

 

Esses exemplos nos mostram que devemos permanecer vigilantes não apenas contra as influências malignas que chegam por meio de outras pessoas, mas também contra as ciladas espirituais que podem ser armadas diretamente pelo inimigo. Como escreveu o apóstolo Paulo: "Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo" (Efésios 6:11).

 

Concluo com uma pergunta para reflexão: A serpente do Éden era apenas um animal utilizado por Satanás, ou Satanás se manifestou nela de forma sobrenatural para enganar Eva?

 

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Se Satanás precisasse obrigatoriamente de um corpo para agir, como explicar a tentação de Jesus no deserto?

🔘 Ele não precisa de um corpo para agir.

🔘 Estava usando algum meio invisível não revelado.

🔘 O relato é simbólico.

🔘 Preciso estudar mais o assunto.

 

Plínio.

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