HOJE É MEU ANIVERSÁRIO: 

AOS 81 ANOS, DESCUBRO QUE A FÉ NÃO ENVELHECE!

 

“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2 Timóteo 4:7).

 

Paulo escreve ao seu verdadeiro filho na fé, Timóteo, fazendo um balanço de seu ministério terreno. E não foi pouca coisa. Paulo de Tarso é reconhecido como autor de 13 livros do Novo Testamento e, segundo uma antiga tradição cristã, pode também ter escrito a Carta aos Hebreus, embora sua autoria permaneça incerta.

 

Paulo provavelmente nasceu entre os anos 5 e 10 d.C. e escreveu sua segunda carta a Timóteo por volta dos anos 66 ou 67 d.C. Assim, tinha aproximadamente entre 60 e 65 anos de idade quando declarou: "Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé." Podemos dizer que, para os padrões daquela época, Paulo já era considerado um idoso. Abro aqui um parêntese: [protesto, bem-humoradamente, contra aquelas placas de estacionamento que representam o idoso como uma pessoa corcunda, apoiada em uma bengala. Essa imagem não retrata a realidade de todos].

 

Para nós, que vivemos muitos séculos depois, pode parecer que Paulo ainda era relativamente jovem, especialmente porque a expectativa de vida aumentou significativamente. Aliás, permitam-me uma observação pessoal: hoje, 28/06/2026, completo 81 anos. Confesso que tenho dificuldade em convencer minha mente de que não tenho mais 30. A mente continua cheia de planos, sonhos e disposição; o corpo, porém, nem sempre acompanha o mesmo ritmo.

 

Entretanto, a experiência tem me ensinado uma verdade: jamais devemos usar a palavra "idoso" como sinônimo de "inútil". Enquanto Deus nos conceder vida, sempre haverá uma obra a realizar. É claro que algumas atividades exigem vigor físico e, com o passar dos anos, nossas limitações aumentam. Mas a obra do Espírito não envelhece. A oração não envelhece. A fé não envelhece. O testemunho não envelhece. A sabedoria adquirida ao longo da caminhada pode ser um dos maiores instrumentos nas mãos de Deus.

 

Quando Deus nos chama para uma missão, Ele também concede a graça necessária para cumpri-la, ainda que nossas forças sejam limitadas. Afinal, Seu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Que possamos seguir o exemplo de Paulo, combatendo o bom combate, completando a carreira e guardando a fé até o último dia da vida que Deus nos conceder.

 

Bem... mas esse já é assunto para outro texto: a morte.

 

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Na sua opinião, qual foi a maior vitória de Paulo?

1.       Escrever cartas inspiradas por Deus.

2.       Permanecer fiel em meio às perseguições.

3.       Levar o Evangelho a muitos povos.

4.       Poder dizer: "Guardei a fé".

 

Plínio Cavalheiro – capelão hospitalar. 

 NÃO BASTA TER A LAMPARINA; É PRECISO TER AZEITE!

 

“Então, o Reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do noivo. Cinco delas eram prudentes, e cinco, insensatas.” (Mateus 25:1-2).

 

A prudência prepara hoje aquilo que a necessidade exigirá amanhã. Imagine um jovem profundamente apaixonado por sua noiva, que mora em uma cidade distante. Certo dia, ele recebe a notícia de que ela chegará naquela data, mas sem a informação exata do horário em que o ônibus desembarcará na rodoviária. O que você acha que ele faria?

 

Tenho convicção de que ele chegaria muito antes do horário previsto e, com o coração acelerado pela emoção, aguardaria pacientemente a chegada de sua amada. O tempo de espera não seria um problema, pois o amor sempre transforma a espera em expectativa.

 

Na esfera espiritual, encontramos uma bela semelhança entre Cristo, o Noivo, e a Igreja, a Sua Noiva. O Noivo já enviou Sua mensagem, assegurando que voltará para buscar aqueles que lhe pertencem. Contudo, deliberadamente, não revelou o dia nem a hora de Sua vinda. Ele deseja encontrar uma Igreja vigilante, fiel e preparada.

 

Por isso, nós, que somos a Igreja, devemos viver em constante expectativa, revestidos de santidade, alegria e fidelidade ao Senhor. Nossas lâmpadas não podem permanecer acesas apenas por algum tempo; elas precisam continuar brilhando continuamente, alimentadas pelo azeite da comunhão com Deus, da Palavra e da perseverança na fé.

 

Quando o Noivo chegar, entrará para a festa com aqueles que estiverem preparados. Então, a porta será fechada definitivamente, e os que permanecerem do lado de fora não poderão mais entrar. Que sejamos encontrados entre as virgens prudentes, aguardando o retorno do nosso Senhor com as lâmpadas acesas e o coração cheio de esperança.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

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Na parábola das dez virgens, qual foi a principal diferença entre as prudentes e as loucas?

A) As prudentes tinham lâmpadas melhores.
B) As prudentes levaram azeite de reserva e estavam preparadas.
C) As prudentes chegaram mais cedo.
D) As prudentes cantavam melhor.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

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