ALTO REFÚGIO

ALTO REFÚGIO


“O Senhor será também um alto refúgio para o oprimido; um alto refúgio em tempos de angústia” – (Salmo 9:9).

Um dos assuntos que não podemos deixar de considerar é o papel do diabo dentro da sociedade e porque não dizer, dentro da própria igreja.

É importante notar que o primeiro Adão juntamente com sua mulher Eva não experimentaram opressões antes do pecado. Contudo, após cair na armadilha do diabo suas vidas ficaram vulneráveis para o aviltamento do diabo e seus demônios.

Apesar de o dicionário oferecer várias definições para o termo “opressão”, eu particularmente entendo que “humilhação” se destaca entre todas. Contudo, se faz necessário avaliar o contexto desta palavra quando em uso, sabendo que ela oferece dois significados conflitantes.

Primeiramente, convém ser dito que a humilhação é ensinamento bíblico. Jesus ensinou esta doutrina quando exerceu seu ministério. Em seu sermão do Monte Ele disse: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” – (Mateus 5:3).

Vamos tentar entender um pouco sobre este ensinamento. Jesus está falando sobre a postura necessária na vida do cristão para que ele seja reconhecido no mundo espiritual (diante de Deus e do diabo), e, por conseguinte perante o mundo físico.

É necessário ponderar nossos sentimentos e ações como formas de ajuizamentos de nosso espírito e ter o discernimento para entender que Jesus está mostrando para seus discípulos sobre a importância de reconhecimento de suas limitações diante da grandeza e poder de Deus.

Esta característica – humildade - é tão importante nos cristãos, que Jesus diz: “porque deles é o reino dos céus”. “O Senhor eleva os humildes, e abate os ímpios até à terra” – (Salmo 147:6). Paulo ensinou aos seus discípulos: ”Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos” – (Romanos 12:16). E como última referência, a palavra de Tiago: “Antes, ele dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” – (Tiago 4:6).

Consideremos agora o outro lado da moeda, ou seja, a diferente versão do termo “humilhação = opressão”:

Humilhação pode ser considerada uma das ferramentas que o diabo usa para afrontar Deus através do homem. Negar a existência do diabo em nada contribui na sua realidade. O diabo existe, quer você aceite ou não! Todos os meios mecânicos de comunicação proclamam sua existência e sua maldade imperante no mundo. Só não enxerga quem não quer ver. Caso contrário, como entender os crimes hediondos, os homicídios, os latrocínios, o banditismo, o aborto provocado e tantas outras aberrações, sem a presença do diabo? Quem inspiraria tanto ódio? Quem sugeriria tanta ganância? Quem colocaria num coração materno, feito para amar, o intento de assassinar o seu próprio filho antes de nascer?

Se pesquisarmos atenciosamente a Bíblia chegaremos a uma terminação óbvia sobre a origem da opressão na vida do homem. A raça humana, nas pessoas criadas por Deus, Adão e na seqüência sua mulher Eva, viveram um tempo, não sabemos quanto, sem experimentar a opressão maligna como já foi dito neste texto.

Entretanto, após cometer o primeiro pecado, eles puderam sentir na pele os efeitos da opressão. Perceberam que estavam nus e por conta da vergonha cozeram folhas de figueira para cobrir a nudez. Sentiram medo esconderam-se da presença de Deus, por causa da vergonha da nudez – (Gênesis 3:8-11).

É evidente que existe uma vasta lista de características de opressão, pelas quais o ser humano poderá (se não tomar os devidos cuidados), ser contaminado e sofrer efeitos devastadores. Apesar disso, o salmista diz: “O Senhor será também um alto refúgio para o oprimido; um alto refúgio em tempos de angústia” – (Salmo 9:9).

É evidente que Deus está se disponibilizando para tratar das causas de cada opressão e, por conseguinte, eliminar os efeitos que têm maltratado e impelido tantas pessoas ao desespero, miséria, sofrimento e morte. Não obstante, se o oprimido não reconhecer a causa (pecado), e não se arrepender e não buscar o perdão através do sacrifício remidor de Jesus Cristo no calvário, nem Deus pode impedir o opressor de agir. Pense nisto e não admita em sua vida nenhum tipo de opressão. Procure hoje mesmo o alto refúgio que Deus oferece!

__________________________Capelão - Plínio Cavalheiro.

RECORDAR É VIVER

RECORDAR É VIVER


A mente humana, mais especificamente a área da memória permite ao homem guardar dentro dela bilhões de informações durante o trajeto que se chama período de vida. Por conta deste maravilhoso recurso somos capacitados para tomar decisões rápidas e elaborar projetos que visam o bem estar próprio, familiar e da sociedade em geral.

A grandeza de informações alojadas dentro do cérebro, segundo os estudiosos, equivale a um número imensurável de livros acomodados em seus devidos lugares (arquivos), prontos para serem usados no momento imediato de cada situação vivida pelo ser pensante. Não é sem sentido que a Palavra de Deus nos exorta a ensinar a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele (P. 22:6). O princípio deste ensinamento é preencher o número máximo possível de arquivos na mente da criança com ensinos hábeis, principalmente os bíblicos, dando a elas condições para manuseá-los enquanto viver. A ênfase “não se desviará dele” não significa necessariamente que ela nunca fará o contrário daquilo que aprendeu e sim que “nunca vai se esquecer do que aprendeu”. Entre outras coisas, o livre-arbítrio oferece “direito” ao homem de ignorar o arquivo bom e lançar mão do arquivo corrompido para tomar certas decisões na vida.

Hipoteticamente, vamos imaginar o homem tendo que ir à escola de primeiro grau cada vez que alguém pedisse a ele para falar ou mais difícil ainda, escrever seu nome. No entanto, aprendemos falar, andar e tomar decisões na infância que servirão para nos nortear enquanto vivermos.

Afinal, onde quero chegar com esta introdução? Seria eu um defensor do apego ao passado, ou seja, um saudosista nato? Não, claro que não. Pretendo meditar nas palavras do apóstolo Paulo. Ele escreveu: “Não julgo que tenha alcançado a perfeição, mas uma coisa faço, esquecendo-me daquilo que fica para trás e avançando para as coisas que estão adiante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação celestial – (Fp 3:13,14).

Paulo assegura: “esquecendo-me daquilo que fica para trás”. O que na verdade Paulo quis passar quando fez tal afirmação? Muitos pensam, aceitam e praticam que o homem, principalmente o cristão deve assumir uma postura radical de viver de tal forma que o passado seja literalmente “apagado da memória”, incluindo no exercício de amnésia as coisas boas e as coisas desagradáveis. Contudo, Paulo não teve a intenção de indicar esta atitude. Paulo foi o que foi por causa dos ensinamentos que recebera no passado de um excelente mestre. Ele escreveu com muita autoridade e cheio do Espírito Santo: “Irmãos e pais, ouvi a minha defesa, que agora faço perante vós. (...) Eu sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade, instruído aos pés de Gamaliel, conforme a precisão da lei de nossos pais, sendo zeloso para com Deus, assim como o sois todos vós no dia de hoje. E persegui este Caminho até a morte...” (Atos 22:1-4).

“Esquecendo-me daquilo que fica para trás”! Se fosse possível cumprir literalmente esta recomendação, teríamos que nos submeter a um transplante de cérebro, recebendo outro onde não houvesse espaço algum para armazenar lembranças. No entanto, não foi assim que Deus criou o homem.

Com toda certeza, Paulo ao afirmar que se esquecia do passado e avançava para as coisas que estavam diante dele, sua intenção era testemunhar de sua capacidade de filtrar os pensamentos. Uma coisa é se esquecer e outra é habilitação para filtrar determinados registros e não permitir que eles aflorem para produzir frutos envenenados que venham provocar morte e destruição. O próprio Paulo escreveu: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” – (Fp 4:8).

Recordar é viver? Sim e não. Como já foi dito, vai depender daquilo que se recorda. É esta a lição que extraímos das palavras de Paulo. No texto acima ele termina enfatizando – “nisso praticai”. Com certeza Paulo procurava se “esquecer” do tempo de Saulo (velho homem) por conta das atitudes desvairadas que tomara contra os cristãos. No período de Saulo suas atitudes redundavam em morte e isto certamente não trazia a ele nenhum benefício ou prazer dos velhos tempos. Paulo avançava para as necessidades que estavam diante dele. Ele tinha uma meta. Seus olhos estavam fixados em um alvo. Paulo buscava a vitória que resultaria em prêmio e é por causa disso que ele não se permitia perder tempo com acontecimentos do passado que não contribuíam para sua vocação ministerial e vitória em Cristo.

Recordar é viver? Sim, vamos nos lembrar de detalhes bons e passá-los adiante, sobretudo do extraordinário acontecimento na cruz do calvário envolvendo a morte e ressurreição de Jesus Cristo para salvar o pecador da condenação eterna.


_____________Capelão – Plínio Cavalheiro.



  EXALANDO A FRAGRÂNCIA DE CRISTO!   “E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a...