ENTRE O VAPOR E A ETERNIDADE!

Faze-me conhecer, Senhor, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil” (Salmos 39:4).


O ser humano, quanto mais jovem é, menos consciência tem da brevidade da vida. Ela se assemelha ao vapor que sai de uma chaleira: permanece por pouco tempo enquanto há fogo aceso, mas logo se dissipa ao encontrar o frio do ar. Assim é a existência, efêmera, sem exceções, desaparecendo diante dos olhos que a contemplam. O que resta é a saudade, que, mesmo ela, com o tempo, também se desfaz.


Davi, por ter um coração segundo o de Deus, tinha alguma compreensão dessa verdade. Ainda assim, ele ora ao Senhor pedindo que sua visão e entendimento se ampliem, para que possa reconhecer plenamente sua fragilidade e limitação. Ele desejava viver com sabedoria, remindo o tempo, consciente de que os dias do homem são breves. Assim também devemos nós proceder: buscar discernimento e nos preparar para a nova vida, aquela em que não haverá calendário, nem aniversários, nem sofrimento, uma vida eterna ao lado do Criador.


"Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece” (Tiago (4:14).


Plínio Cavalheiro – capelão.🙏✝


 FILHOS DE BELIAL E O ERRO DE ELI!


Em 1 Samuel 2:12, lemos: “Eram, porém, os filhos de Eli, filhos de Belial; não conheciam ao Senhor.”


A expressão “filhos de Belial” não indica que esses jovens tivessem o mesmo sangue de uma pessoa chamada Belial, pois Belial não é um nome próprio. É uma palavra hebraica que significa “sem valor”, “perverso”, “iníquo” ou “sem proveito”. Portanto, ao chamá-los de “filhos de Belial”, a Escritura revela que eles eram homens corrompidos, dominados pelo pecado e afastados de Deus.


Eli, de fato, era pai biológico dos dois moços mencionados, Hofni e Fineias. No entanto, a Bíblia mostra com clareza a falha de Eli como pai: ele sabia da conduta errada de seus filhos, mas não os repreendia com firmeza, permitindo que continuassem a agir de forma profana, até mesmo dentro da casa de Deus.


Eli era um homem piedoso, dedicado ao serviço do Senhor, mas negligenciou sua família, priorizando o ministério acima do lar. Isso nos ensina uma lição profunda: Deus não deseja que o zelo ministerial apague a responsabilidade familiar. O chamado de um servo do Senhor começa dentro de casa.


A história segue com um desfecho trágico. Certo dia, durante uma batalha, os dois filhos de Eli foram mortos. Ao receber a notícia, Eli, já idoso e debilitado, caiu da cadeira e morreu. Assim se cumpre a palavra de Deus sobre a casa de Eli, lembrando-nos de que a desobediência tem consequências, mesmo quando parte de quem serve no altar.


Como pais e servos de Deus, precisamos compreender que a educação espiritual dos filhos é parte essencial do ministério. Devemos ensinar-lhes o caminho em que devem andar, porque, como diz Provérbios 22:6, “Quando envelhecer, não se desviará dele.” Portanto, sejamos fiéis não apenas no serviço ao Senhor, mas também no cuidado com aqueles que Ele nos confiou dentro do lar.


Plínio Cavalheiro – capelão.

 

A RAIZ DO MAL E O FRUTO DO ORGULHO!

 

Naquela mesma hora chegaram os discípulos a Jesus, dizendo: Quem é o maior no reino dos céus? Jesus respondeu: ⁴ Aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus” (Mateus 18:1,4).

 

A Bíblia nos revela que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. É dessa raiz que brota uma árvore sombria, cujos frutos são amargos e letais, entre eles está o fruto do poder. Quem se alimenta desse fruto corre o risco de se afastar de Deus, pois o poder, quando mal desejado, embriaga o coração e corrompe a alma. O poder terreno tem o terrível poder de inverter valores: transforma servos em senhores, humildes em soberbos, e justos em opressores. Aqueles que deveriam servir acabam por dominar, pisando os simples e os pobres, esquecendo-se de que diante de Deus somos todos pós.

 

Foi assim desde o Éden. O primeiro homem e sua esposa foram seduzidos pela mesma promessa: “Sereis como Deus.” A sede por poder abriu as portas da rebelião e trouxe a ruína sobre toda a humanidade. Desde então, cada vez que o homem escolhe o poder em vez da obediência, ele repete o mesmo erro, e colhe os mesmos frutos da queda. Somente os que se tornam humildes como uma criança herdarão o Reino. Pois, no Reino dos Céus, o maior é aquele que se ajoelha, não o que se exalta.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

VOLTE ENQUANTO HÁ TEMPO!   "Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai" (Lucas 15:18).   A frase "Sempre há um caminho de v...