ENTRE O VAPOR E A ETERNIDADE! “ F aze-me conhecer, Senhor, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil” (Salmos 39:4). O ser humano, quanto mais jovem é, menos consciência tem da brevidade da vida. Ela se assemelha ao vapor que sai de uma chaleira: permanece por pouco tempo enquanto há fogo aceso, mas logo se dissipa ao encontrar o frio do ar. Assim é a existência, efêmera, sem exceções, desaparecendo diante dos olhos que a contemplam. O que resta é a saudade, que, mesmo ela, com o tempo, também se desfaz. Davi, por ter um coração segundo o de Deus, tinha alguma compreensão dessa verdade. Ainda assim, ele ora ao Senhor pedindo que sua visão e entendimento se ampliem, para que possa reconhecer plenamente sua fragilidade e limitação. Ele desejava viver com sabedoria, remindo o tempo, consciente de que os dias do homem são breves. Assim também devemos nós proceder: buscar discernimento e nos preparar para a nova vida, aquela em que não haverá cale...