O CUIDADO COM APROXIMAÇÃO INTERESSADA!


 

Jesus respondeu-lhes, e disse: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes” (João 6:26).


Você já enfrentou uma situação em que alguém se aproxima com simpatia, elogios e sorrisos, mas, no fundo, o interesse real não é por você, e sim pelo que você pode oferecer? Pessoas que não se aproximam por afeto genuíno, mas porque esperam algum benefício, alguma vantagem, algum retorno?


É assim que agem muitos homens em época de busca por votos: abraçam, sorriem, batem no seu ombro, fazem questão de estar por perto, não por consideração verdadeira, mas pelo interesse no que você pode proporcionar. Uma aproximação calculada, não sincera.


Em João 6:26, Jesus toca exatamente nessa ferida humana. Ele diz: “Vocês estão me procurando não porque viram os sinais, mas porque comeram dos pães e se saciaram.” Em outras palavras: muitos o buscavam não por quem Ele é, mas pelo que Ele podia dar. Essa reflexão nos chama a examinar não apenas as intenções dos outros, mas também as nossas. Aproximamo-nos de Deus pelo milagre, ou pelo Deus do milagre? Buscamos o pão que sustenta hoje, ou o Senhor que sustenta para sempre?


Plínio Cavalheiro – capelão ✍🙏✝.


A SEMENTE DA DESOBEDIÊNCIA DÁ FRUTO AMARGO!

 


“Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também colherá” (Gálatas 6:7).

 

Quando recebemos uma incumbência de alguém a quem somos subordinados, como um patrão ou chefe, buscamos executá-la com a máxima agilidade e responsabilidade. Caso isso não ocorra, corremos o risco de enfrentar consequências desagradáveis, como advertências, suspensões ou, em situações extremas, até a dispensa por justa causa. Tais desdobramentos são lamentáveis, tanto para nós, que somos provedores do lar, quanto para toda a nossa família, que também acaba sendo impactada.

 

Da mesma forma acontece em nossa relação com Deus. Quando Ele nos dá uma ordem, não o faz como um chefe distante, mas como Pai soberano, que tem autoridade absoluta sobre seus filhos, filhos que nos tornamos por meio de Jesus Cristo. Contudo, quando tratamos Seus mandamentos com negligência, as consequências inevitavelmente chegam. A própria Palavra de Deus afirma: “Tudo o que o homem semear, isso também colherá.”

E o fruto da desobediência é amargo como fel. Desobedecer a Deus nunca vale a pena. Cada passo fora da vontade Dele nos afasta da graça, da paz e das bênçãos que Ele preparou para nós. Obedecer não é peso; é proteção. É caminho seguro. É vida.

 

Um exemplo marcante dessa verdade está na vida de Jonas. Deus lhe deu uma ordem clara: ir a Nínive e anunciar Sua mensagem. Porém, Jonas escolheu desobedecer e seguir na direção oposta. O resultado? Uma tempestade que quase destruiu o navio, homens desesperados clamando, e Jonas lançado ao mar, onde foi engolido por um grande peixe.

A desobediência de Jonas não trouxe apenas sofrimento para ele, mas também para todos ao seu redor. Só quando Jonas se rendeu à vontade de Deus é que a paz voltou, e o propósito divino foi cumprido. Essa história nos lembra que fugir de Deus nunca termina bem. A obediência pode exigir coragem, renúncia e fé, mas a desobediência sempre cobra um preço alto. Deus nos chama não para nos limitar, mas para nos conduzir ao melhor caminho.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

NÃO DÁ PARA SE ESCONDER DE DEUS!



E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?” (Gênesis 3:8,9).


Quem de nós, como pais, nunca brincou de esconde-esconde? Nossos filhos, com seus olhos pequenos e cheios de imaginação, procuram um canto “perfeito” para se esconder, acreditando que o pai levará muito tempo para encontrá-los. Mas, na maioria das vezes, nós já os vimos ali, encolhidos atrás de uma porta, sob a mesa ou naquele cantinho escuro da casa. Mesmo assim, fingimos não ter percebido, apenas para prolongar a alegria deles. Entramos no jogo, e eles ficam radiantes por acreditarem que seu esconderijo foi realmente secreto.


Mas há outro tipo de esconderijo. Quando a criança faz algo errado e desonra o seu pai, ela também se esconde, não por diversão, mas por medo. Agora não é brincadeira: ela sabe que haverá um confronto, sabe que a obediência foi quebrada e teme a correção que virá. O esconderijo, então, deixa de ser um lugar de riso e passa a ser um refúgio inseguro para fugir das consequências.


Da mesma forma, em Gênesis 3:8–9 vemos Deus passeando pelo jardim do Éden e chamando o casal, Adão e Eva: “Onde estás?” Não porque Ele desconhecesse o paradeiro deles, mas porque desejava um encontro, uma conversa sincera e um caminho de restauração. Assim como um pai amoroso, Deus vê mesmo quando tentamos nos esconder, e ainda assim nos chama com graça, oferecendo-nos nova oportunidade de reconciliação.


Sim, houve disciplina para o casal que vivia no Éden, mas também houve misericórdia. Eles foram confrontados, porém não abandonados. E essa mesma oportunidade se estende até nós hoje: sermos encontrados por Deus e salvos por meio de Jesus Cristo. Por isso, não tente se esconder de Deus, o ser humano não consegue. Ele vê, Ele chama e Ele deseja restaurar. Basta responder ao Seu chamado.


Plínio Cavalheiro – capelão.✍🙏




NÃO ENTRE EM GUERRAS SEM DEUS!

 

“O Senhor é homem de guerra; o Senhor é o seu nome. Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército; e os seus escolhidos príncipes afogaram-se no Mar Vermelho” (Êxodo 15:3,4).

 

Desde os tempos mais antigos, ainda nos dias em que Moisés enfrentou o poderoso Faraó, os conflitos entre pessoas e nações nunca cessaram. A humanidade continua a guerrear por quase qualquer motivo, muitas vezes movida por uma fome insaciável de ter mais e uma fome ardente de poder.

 

A guerra travada entre Moisés e Faraó não foi apenas um embate político, mas um confronto espiritual. No pano de fundo daquela história está a ganância do rei do Egito, que se recusou a libertar o povo de Israel porque desejava manter seus escravos, explorando sua força de trabalho e sustentando sua glória às custas do sofrimento alheio. Era a expressão máxima da ambição desmedida e da dominação cruel.

 

É nesse contexto que Êxodo 15:3–4 se torna tão poderoso: Esse cântico declara que, acima da ganância humana e das guerras injustas, está o Deus que toma partido dos oprimidos, que derruba o orgulho dos poderosos e que faz justiça em favor daqueles que clamam por libertação. Por isso, não entre em batalhas que Deus não autorizou. Toda guerra que nasce apenas da vontade humana traz desgaste, perda e frustração. Mas quando é Deus quem nos conduz ao combate, o resultado é certo: vitória. Porque o Senhor nunca perdeu uma batalha, e jamais perderá.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 QUANDO O PEDIDO SE TORNA PROPÓSITO!


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E fez um voto, dizendo: Senhor dos Exércitos! Se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, mas à tua serva deres um filho homem, ao Senhor o darei todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha” (1 Samuel 1:11).


Muitas vezes deixamos de orar porque temos receio da resposta. Teme-se ouvir de Deus um “não” ou um “espere”, como se apenas o “sim” fosse prova de que Ele continua cuidando. Estamos, de certa forma, condicionados a desejar respostas imediatas, e quando o fruto da nossa oração não aparece na “árvore dos pedidos”, acabamos desanimando. Aos poucos, evitamos até mesmo nos aproximar daquele pomar onde há abundância de frutos, esquecendo que cada árvore frutifica no tempo certo.


O que fazemos com o fruto da oração? Já pensamos nisso de verdade? Ana orou insistentemente por um filho durante cerca de dez anos. Sua oração era simples, sincera, como qualquer uma que fazemos quando desejamos algo do fundo da alma. No entanto, a resposta só veio quando sua oração se tornou objetiva, alinhada ao propósito de Deus. Não porque Deus precisasse de tempo, nem porque existe uma suposta “fila celestial” em que cada pedido recebe uma senha. A demora não é falha; é o tempo de Deus, o Kairós, o tempo perfeito.


Deus observa o nosso coração quando pedimos algo. É como se colocasse a mão debaixo do queixo e perguntasse: “O que será que ele fará com o fruto que eu lhe der?” Quando Ana finalmente orou dizendo: “Se me deres um filho homem, eu o entregarei ao Senhor por todos os dias da sua vida”, sua oração deixou de ser apenas um pedido e se tornou um propósito. E foi então que Deus respondeu. Assim deve ser conosco. Que nossos pedidos não sejam apenas para satisfazer nossos desejos, mas para engrandecê-lo, para revelar Sua glória e cumprir Seu plano. Porque, no final, os frutos não são nossos, são de Deus.


Plínio Cavalheiro – capelão.✍🙏✝


VOLTE ENQUANTO HÁ TEMPO!   "Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai" (Lucas 15:18).   A frase "Sempre há um caminho de v...