O QUE MOVE SUA FÉ?

 

“Ora, a fé é o firme funda mento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem.” [Hebreus 11:1].

 

O que move um moinho? Basicamente, três fontes de energia podem fazê-lo funcionar: o vento, a água e a eletricidade. Cada uma delas, ao fornecer a força necessária, permite que o moinho cumpra seu propósito, transformando energia em trabalho e produzindo resultados que beneficiam o ser humano.

 

Mas, afinal, o que move a nossa fé? A verdadeira fé não é vazia nem se sustenta em uma simples afirmação religiosa. Nenhum cristão deveria dizer que tem fé apenas porque a igreja ensina que é necessário tê-la. A fé genuína possui um fundamento: Deus, Sua Palavra, Seu caráter e Suas promessas. Afinal, de que adianta professar uma fé que não se manifesta em confiança e obediência?

 

Imaginemos um exemplo: um casal decide enviar seu filho para estudar em um país distante. Embora não possa vê-lo pessoalmente todos os dias, sabe que ele existe e alimenta a esperança de seu retorno. A distância não significa inexistência, assim como a ausência da visão não significa ausência da realidade.

 

Com a fé acontece algo semelhante. Não vemos Deus com nossos olhos físicos, mas podemos conhecê-Lo por meio de Sua Palavra e reconhecer Sua ação em nossa vida. A fé não depende daquilo que os olhos conseguem enxergar, mas da confiança naquele que é fiel para cumprir Suas promessas.

 

A fé verdadeira nos impulsiona a enfrentar desafios, perseverar nas adversidades e esperar com confiança, mesmo quando as circunstâncias parecem contrárias. Ela não é a garantia de que tudo acontecerá conforme nossos desejos, mas a certeza de que Deus permanece fiel, independentemente dos resultados.

 

Afinal, a Bíblia declara: “Porque andamos por fé, e não por vista.” [2 Coríntios 5:7]. O moinho não precisa enxergar o vento para ser movido por ele. Da mesma forma, o cristão não precisa enxergar Deus para confiar em Seu poder. O vento move o moinho; a Palavra de Deus alimenta a fé, e a confiança em Suas promessas nos impulsiona a continuar caminhando, mesmo sem enxergar o que está adiante.

 

E você, o que tem movido a sua fé: aquilo que seus olhos veem ou aquilo que Deus prometeu?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 QUANDO O POVO SABE ESCOLHER, A NAÇÃO PODE COLHER BONS FRUTOS!

 

“Quando os justos governam, o povo se alegra; quando o ímpio domina, o povo geme.” [Provérbios 29:2].

 

Existem sofrimentos que fazem parte da própria condição humana e que nem sempre são consequências de nossas escolhas. Vivemos em um mundo marcado por enfermidades, tragédias e adversidades. O próprio Jesus nos advertiu: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (João 16:33).

 

Entretanto, existem sofrimentos que são frutos de nossas próprias decisões, da desobediência e da insensatez. A Bíblia nos ensina: “Porque semeiam ventos e colherão tempestades.” (Oséias 8:7). E ainda: “Porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.” (Gálatas 6:7).

 

Hoje é um dia especial! O povo é chamado a exercer um dos mais importantes direitos da cidadania: o voto! É tempo de reflexão, discernimento e responsabilidade. Cada voto representa uma semente lançada no solo da nossa nação, e as escolhas de hoje poderão produzir frutos que serão colhidos pelas próximas gerações.

 

Temos diante de nós o privilégio de escolher. Portanto, não vá às urnas apenas por obrigação ou por receio das consequências legais da ausência. Vá com consciência, convicção e amor à pátria! Não permita que interesses passageiros, emoções ou conveniências pessoais se sobreponham ao compromisso com a justiça, a verdade e o bem coletivo.

 

Antes de votar, peça a Deus sabedoria e discernimento. Ore para que Ele tenha misericórdia do nosso país e nos conceda a graça de fazer escolhas responsáveis. Quando um povo sabe escolher com sabedoria, não pensa apenas no presente, mas também no futuro das próximas gerações. Afinal, as escolhas de hoje ajudam a determinar os caminhos de amanhã.

 

Que Deus abençoe o Brasil! Que nossas escolhas sejam sementes de justiça, paz e esperança, e que nossa nação possa colher bons frutos!

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 O EQUILÍBRIO DA VIDA CRISTÃ

 

“Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam bem ordenados!” [Provérbios 4:26].

Quem entende um pouco de automóveis sabe da importância do alinhamento e do balanceamento das rodas. Esses procedimentos contribuem para a estabilidade do veículo, ajudam a evitar vibrações indesejadas, reduzem o desgaste irregular dos pneus e proporcionam mais segurança e conforto ao dirigir. Quando negligenciamos esses cuidados, os prejuízos podem aparecer tanto no funcionamento do veículo quanto em nosso bolso.

 

Assim também acontece com a nossa vida. Desde o início de nossa caminhada, precisamos aprender a viver de maneira equilibrada, administrando com sabedoria as responsabilidades, os relacionamentos, as emoções e as diversas situações que enfrentamos no dia a dia.

 

Assim como um automóvel necessita de manutenção periódica para continuar funcionando adequadamente, nós também precisamos avaliar constantemente nossa maneira de viver, corrigindo atitudes, revendo prioridades e buscando alinhar nosso comportamento à vontade de Deus.

 

Na vida cristã, porém, não dependemos apenas de nossos próprios esforços para alcançar esse equilíbrio. Precisamos da direção e da ação do Espírito Santo, que nos ajuda a discernir o que é correto, fortalece nossa fé e nos capacita a desenvolver um caráter cada vez mais semelhante ao de Cristo. É por meio da comunhão com Deus e da obediência à sua Palavra que aprendemos a caminhar com sabedoria.

 

A Bíblia nos orienta: “Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne.” (Gálatas 5:16). Assim como o motorista precisa estar atento às condições do veículo, devemos estar vigilantes quanto à nossa vida espiritual. Não podemos permitir que as preocupações, os excessos, o orgulho ou os desejos desordenados nos afastem dos propósitos de Deus. Precisamos cuidar de nosso interior, reconhecendo nossas falhas e permitindo que o Senhor transforme nossas atitudes.

 

Alguém já disse que nem sempre encontramos as respostas nos extremos, mas muitas vezes no equilíbrio. Essa afirmação nos convida à reflexão, pois a sabedoria cristã exige discernimento, prudência e domínio próprio.

 

Entretanto, é importante compreender que equilíbrio não significa permanecer em cima do muro, evitando decisões ou aceitando indistintamente todas as opiniões. Tampouco significa buscar uma posição intermediária entre o certo e o errado. Há momentos em que precisamos tomar uma posição firme, mesmo que isso contrarie a opinião da maioria.

 

O verdadeiro equilíbrio cristão consiste em pensar e agir com sabedoria, discernindo cada situação à luz da Palavra de Deus. Significa saber quando falar e quando silenciar, quando agir e quando esperar, quando ser firme e quando demonstrar misericórdia. É buscar coerência entre aquilo que cremos, aquilo que ensinamos e a maneira como vivemos.

Nesse sentido, a Palavra de Deus nos aconselha: “Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.” (Tiago 3:17).

 

Esse ensinamento nos mostra que a verdadeira sabedoria não se manifesta em atitudes precipitadas, extremistas ou dominadas pelo orgulho, mas em uma conduta marcada pela pureza, pela moderação, pela misericórdia e pela fidelidade à verdade.

Também precisamos lembrar que equilíbrio não significa ausência de dificuldades, conflitos ou momentos de sofrimento. Significa aprender a enfrentá-los com fé, maturidade e dependência de Deus, sem perder de vista os princípios que devem orientar nossa vida.

 

Portanto, assim como cuidamos de um automóvel para que ele cumpra com segurança a finalidade para a qual foi projetado, devemos cuidar de nossa vida espiritual, emocional e relacional, procurando viver de acordo com os propósitos para os quais fomos criados por Deus.

 

Que o Senhor nos conceda sabedoria para corrigir nossos caminhos, discernimento para tomar decisões e domínio próprio para manter nossas atitudes em harmonia com a sua vontade.

 

Afinal, uma vida equilibrada não é aquela que nunca enfrenta trepidações, mas aquela que, mesmo em meio às dificuldades, permanece firmada em Deus e orientada pela sua Palavra


Plínio Cavalheiro - capelão.



 O COMODISMO ESPIRITUAL E A OMISSÃO DO TESTEMUNHO


 

“Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido” [Atos 4:20].

 

O diabo sempre tentará convencer os cristãos de que nem todos são chamados a testemunhar o que Deus fez em suas vidas. Essa mentira pode gerar um sentimento de inferioridade e, ao mesmo tempo, alimentar o comodismo espiritual.

 

O comodismo espiritual, quando nos leva a negligenciar o próximo, pode tornar-se uma forma de omissão de socorro: cruzar os braços diante de alguém que necessita de ajuda.

Todo cristão salvo e regenerado por Cristo Jesus é chamado a testemunhar do evangelho, segundo a capacitação e a direção do Espírito Santo [Atos 1:8]. Nem todos exercem os mesmos dons ou ministérios, mas todos podem anunciar, por palavras e atitudes, as maravilhas que Deus realizou em suas vidas.

 

Somos chamados a estender a mão àqueles que estão naufragando no mar agitado deste mundo. Assim como Jesus estendeu a mão a Pedro quando ele começou a afundar [Mateus 14:30-31], também devemos socorrer os que precisam de ajuda, confiando no poder e na graça de Deus.

 

Temos uma mensagem de esperança a compartilhar: Jesus Cristo é o Salvador que resgata o pecador e lhe oferece vida nova. Nossa pregação não precisa ser repleta de explicações teológicas complexas, acompanhada de músicas emocionantes ou sustentada por argumentos científicos elaborados. Esses recursos podem ter sua utilidade, mas não substituem a centralidade do evangelho nem o poder de Deus para salvar.

 

Um testemunho sincero, por mais simples que seja, pode tocar um coração. Podemos dizer: “Um dia, eu também estava perdido, afundando no mar do pecado, mas Jesus me alcançou, transformou minha vida e me conduziu à segurança que somente Ele pode oferecer.”

 

Não nos calemos diante daqueles que precisam conhecer essa esperança. Que o nosso testemunho seja uma mão estendida, apontando sempre para Cristo, pois não fomos chamados para cruzar os braços, mas para anunciar Aquele que nos resgatou das trevas para a sua maravilhosa luz (1 Pedro 2:9). “Livra os que estão destinados à morte e salva os que são levados para a matança, se é que podes fazê-lo” [Provérbios 24:11].

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 A SOBERBA ENFRAQUECE, A GRAÇA SUSTENTA!

 


“Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça” [1 Pedro 5:5].

 

Quando Jesus escolheu os doze apóstolos, não buscou homens reconhecidos por sua força, ousadia ou posição de destaque. Chamou homens comuns, com limitações e falhas, para prepará-los para um novo propósito: anunciar o Reino de Deus e testemunhar o Evangelho.

 

Durante essa formação, Jesus ensinou-lhes que a verdadeira grandeza não está na busca por superioridade, mas no serviço humilde ao próximo. Afinal, declarou: “Quem quiser tornar-se grande entre vós será esse o que vos sirva” (Mateus 20:26).

 

Deus continua nos ensinando a cultivar a humildade e a reconhecer nossa dependência dEle. Jesus afirmou: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mateus 5:3). Ser humilde não significa desprezar nossas capacidades, mas reconhecer nossas limitações e depender da graça divina.

 

A soberba, por outro lado, leva-nos a confiar excessivamente em nossa própria força e conhecimento, como se não precisássemos de Deus. Por isso, as Escrituras nos alertam: “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1 Coríntios 10:12).

 

Quando reconhecemos nossas fraquezas e abandonamos a autossuficiência, aprendemos a depender do Senhor, encontrando nEle força para perseverar diante das adversidades. Paulo compreendeu essa verdade ao ouvir do Senhor: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12:9). Por isso, declarou: “De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo” (2 Coríntios 12:9). E acrescentou: “Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2 Coríntios 12:10).

 

Paulo não ensinou que a fraqueza, por si só, produz força, mas que o poder de Cristo nos sustenta em meio às nossas limitações. Portanto, não permitamos que nossas fraquezas nos afastem de Deus. Abandonemos a falsa valentia, a soberba e a autossuficiência, buscando a força que vem do Senhor. Afinal, “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (Tiago 4:6). O missionário Hudson Taylor, citado no livro Uma Vida com Propósito, de Rick Warren, afirmou: “Todos os grandes gigantes de Deus são pessoas fracas.”

 

A verdadeira força espiritual não está em negar nossas fraquezas, mas em reconhecer nossa dependência de Deus, permitindo que o poder de Cristo se manifeste por meio delas.

 

Plínio Cavalheiro – capelania.

 

  JESUS NOS CURA PARA SERVIRMOS   “Tendo Jesus chegado à casa de Pedro, viu a sogra deste acamada e ardendo em febre. Mas Jesus tomou-a pe...