O COMODISMO ESPIRITUAL E A OMISSÃO DO TESTEMUNHO
“Porque não podemos deixar de
falar do que temos visto e ouvido” [Atos 4:20].
O diabo sempre tentará
convencer os cristãos de que nem todos são chamados a testemunhar o que Deus
fez em suas vidas. Essa mentira pode gerar um sentimento de inferioridade e, ao
mesmo tempo, alimentar o comodismo espiritual.
O comodismo espiritual, quando
nos leva a negligenciar o próximo, pode tornar-se uma forma de omissão de
socorro: cruzar os braços diante de alguém que necessita de ajuda.
Todo cristão salvo e
regenerado por Cristo Jesus é chamado a testemunhar do evangelho, segundo a
capacitação e a direção do Espírito Santo [Atos 1:8]. Nem todos exercem os
mesmos dons ou ministérios, mas todos podem anunciar, por palavras e atitudes,
as maravilhas que Deus realizou em suas vidas.
Somos chamados a estender a
mão àqueles que estão naufragando no mar agitado deste mundo. Assim como Jesus
estendeu a mão a Pedro quando ele começou a afundar [Mateus 14:30-31], também
devemos socorrer os que precisam de ajuda, confiando no poder e na graça de
Deus.
Temos uma mensagem de
esperança a compartilhar: Jesus Cristo é o Salvador que resgata o pecador e lhe
oferece vida nova. Nossa pregação não precisa ser repleta de explicações
teológicas complexas, acompanhada de músicas emocionantes ou sustentada por argumentos
científicos elaborados. Esses recursos podem ter sua utilidade, mas não
substituem a centralidade do evangelho nem o poder de Deus para salvar.
Um testemunho sincero, por
mais simples que seja, pode tocar um coração. Podemos dizer: “Um dia, eu também
estava perdido, afundando no mar do pecado, mas Jesus me alcançou, transformou
minha vida e me conduziu à segurança que somente Ele pode oferecer.”
Não nos calemos diante
daqueles que precisam conhecer essa esperança. Que o nosso testemunho seja uma
mão estendida, apontando sempre para Cristo, pois não fomos chamados para
cruzar os braços, mas para anunciar Aquele que nos resgatou das trevas para a
sua maravilhosa luz (1 Pedro 2:9). “Livra os que estão destinados à morte e
salva os que são levados para a matança, se é que podes fazê-lo” [Provérbios
24:11].
Plínio Cavalheiro – capelão.

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