A DIFERENÇA ENTRE SER CRIADO E SER FILHO DE DEUS!

 


“E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Efésios 1:5).

 

Alguém seria capaz de dizer quantas estratégias o inferno possui em seu arsenal para tentar conquistar vidas e territórios? Provavelmente ninguém, pois são inúmeras. No entanto, quero destacar uma delas, extremamente poderosa: convencer o mundo de que todos são automaticamente filhos de Deus, independentemente de qualquer condição.

 

Esse pensamento carrega uma meia verdade. De fato, todos nós somos criaturas de Deus, pois fomos criados por Ele. Porém, tornar-se filho de Deus envolve um processo espiritual. A Bíblia nos ensina que essa filiação vem por meio de Jesus Cristo, através do novo nascimento, que nos concede uma nova identidade, na qual Deus passa a ser nosso Pai. Como está escrito: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome” (João 1:12).

 

Reconhecer a existência de Deus e admitir que Ele é o Criador de todas as coisas, por si só, não é suficiente. O essencial é desenvolver um relacionamento verdadeiro com Ele, a ponto de chamá-lo de “Aba, Pai”, como Jesus fez, expressando intimidade, confiança e submissão à sua vontade. Como está escrito: “E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres” (Marcos 14:36).

Mais do que saber quem Deus é, o que realmente importa é pertencer a Ele como filho e viver essa relação de amor, entrega e dependência.

 

O versículo de Efésios que fala sobre sermos predestinados para filhos revela, em seu contexto, a existência de um processo: a adoção. Assim como no mundo natural, onde a adoção envolve autorização e reconhecimento legal, no Reino espiritual também há um processo pelo qual precisamos passar. Essa adoção só é possível por meio de Jesus Cristo.

 

Diante disso, surge uma pergunta essencial: você é apenas criatura ou já se tornou filho de Deus?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 NÃO HAVIA NELE BOA APARÊNCIA!

 


“Porque Jesus foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos” (Isaías 53:2).

 

Lamentavelmente, em muitas igrejas, o espaço que deveria ser santificado tem sido transformado em palco. Em certos contextos, o altar, lugar destinado à adoração, passa a ser tratado como uma vitrine. Tudo parece cuidadosamente planejado para destacar o “artista”: luzes, efeitos e figurinos chamativos conduzem o olhar do público e evidenciam quem está em destaque. Trajes brilhantes, adornados com lantejoulas, capturam a atenção e encantam a plateia, que, no entanto, deveria ter seus olhos e ouvidos voltados para a Palavra de Deus.

 

Mas esse contraste nos leva a refletir sobre a vida de Jesus Cristo. Embora fosse Rei, não encontramos nos relatos bíblicos qualquer preocupação com vestes luxuosas ou aparência que o diferenciasse externamente das pessoas comuns. O mundo foi o Seu “palco”, mas Sua grandeza não estava no que vestia, e sim no que era.

 

Um exemplo marcante disso aparece na traição de Judas Iscariotes. Ao combinar com os soldados, ele disse: “Aquele que eu beijar é o Mestre.” E por que um beijo? Justamente porque Jesus se parecia com os demais discípulos em sua forma de vestir e se portar. Não havia sinais exteriores de distinção que o colocassem em evidência. Sua identidade não dependia de aparência, mas de essência.

 

Assim, enquanto muitos buscam destaque pelo exterior, a vida de Jesus nos aponta para uma verdade mais profunda: o que realmente diferencia alguém não é o que se vê por fora, mas o que se carrega por dentro. “Mas esvaziou-se a si mesmo, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens” (Filipenses 2:7) – Jesus.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 DESVIADO OU MORTO?

 


“E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas; mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi achado” (Lucas 15:31-32).

 

Costumamos ensinar que a parábola do filho pródigo retrata um crente que decide se afastar do Pai, e, por isso, o chamamos de “desviado”. Mas o próprio texto nos conduz a uma reflexão mais profunda: a Palavra afirma que ele estava morto. Longe da casa do Pai, não há vida; há apenas ausência dela.

 

O Pai o aguardava com amor, mas é importante entender: esperar não é o que salva. A restauração não acontece pela distância, nem pelo tempo, ela acontece pelo arrependimento verdadeiro, seguido de uma decisão prática.

 

O ponto de virada da história não está na fome, na dor ou na solidão, mas na atitude do filho: “Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti” (v.18). É esse movimento, reconhecer, levantar e voltar, que transforma morte em vida, perda em reencontro.

 

A grande questão não é apenas se alguém está desviado… mas algo muito mais profundo: está realmente vivendo, ou apenas existindo, morto espiritualmente, longe da casa do Pai?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

PERDÃO: QUANDO A ALMA PARA DE SANGUAR! 🩸

 


“Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Efésios 4:32).

 

Perdoar não significa ausência de dor. A dor pode permanecer, mas já não governa mais o coração. O maior exemplo disso está na cruz: mesmo em meio ao sofrimento mais intenso, Jesus declarou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. Não foi uma fala de quem não sentia dor, mas de quem escolheu amar acima dela.

 

Quando perdoamos, Deus não apaga a nossa memória, como se tudo nunca tivesse acontecido. Ele faz algo mais profundo: cura. Toca nas lembranças feridas, visita os lugares da alma que ainda doem e transforma aquilo que antes sangrava em cicatriz restaurada.

 

Na área da saúde, a hemorragia é a perda de sangue, algo urgente, que precisa ser tratado imediatamente, pois coloca a vida em risco. Pode ser visível ou interna, silenciosa, mas igualmente perigosa. E ninguém em sã consciência ignora uma hemorragia sem buscar socorro.

 

Assim também é a falta de perdão. Ela é uma hemorragia da alma. Às vezes invisível aos olhos, mas devastadora por dentro. Vai drenando a paz, enfraquecendo o espírito, roubando a alegria pouco a pouco. E, assim como no corpo, não pode ser ignorada. O perdão é o que estanca esse sangramento interior. É o início da cura. Não porque muda o passado, mas porque liberta o coração do peso que ele não foi feito para carregar. Perdoar não é esquecer. É deixar de sangrar.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 

 ENVOLVER-SE OU COMPROMETER-SE?

 


“Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é agradar aquele que o alistou” (II Timóteo 2:4).

 

Quero compartilhar uma ilustração interessante que ouvi de uma pregadora e que traz uma reflexão profunda para nossa vida espiritual. Ela contou que, ao mostrar um bife a cavalo para seu irmão, disse: “Existem dois tipos de crentes.” O primeiro é representado pelo ovo. O ovo vem da galinha. Mas ninguém sabe ao certo onde está essa galinha: pode estar no pasto, ciscando no lixo ou escondida no galinheiro. A galinha apenas participou, apenas se envolveu. Ela contribuiu, mas não precisou se entregar.

 

O segundo é representado pelo bife. Nesse caso, não há dúvida: o boi foi sacrificado. Ele não apenas participou, ele deu a própria vida para que aquele alimento estivesse sobre a mesa. Essa ilustração revela uma verdade espiritual muito forte: há cristãos que apenas se envolvem, e há cristãos que realmente se comprometem.

 

O crente que apenas se envolve está por perto das coisas de Deus, participa de cultos, ouve a Palavra, mas não se entrega totalmente. Vive dividido entre Deus e o mundo. Mas o crente comprometido é diferente. Ele entende que seguir a Cristo exige renúncia, entrega e transformação. Ele decide morrer para o pecado, morrer para o ego, morrer para as paixões do mundo, para viver uma vida totalmente dedicada ao Reino de Deus.

 

Deus não nos chamou para sermos crentes galinha, que apenas passam perto das coisas espirituais. Deus nos chamou para sermos crentes boi, pessoas que se comprometem de verdade, que colocam sua vida no altar e dizem:
“Senhor, tudo o que tenho e tudo o que sou pertence a Ti.” O Reino de Deus precisa de cristãos comprometidos, que vivam de maneira tão intensa com Cristo que provoquem fome espiritual nas pessoas ao redor. Pessoas que olhem para nossa vida e sintam “água na boca”, desejando também provar do alimento sólido da Palavra de Deus.

 

Portanto, a pergunta que fica para cada um de nós é: Estamos apenas envolvidos com o Reino de Deus… ou realmente comprometidos com Ele? Que nossa decisão hoje seja clara: não apenas nos envolver, mas nos entregar completamente ao Senhor, vivendo para Sua glória e para o avanço do Seu Reino.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 QUE CARTA JESUS ESCREVERIA A VOCÊ?   Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e pusest...