NÃO HAVIA NELE BOA APARÊNCIA!
“Porque
Jesus foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não
tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência
nele, para que o desejássemos” (Isaías 53:2).
Lamentavelmente,
em muitas igrejas, o espaço que deveria ser santificado tem sido transformado
em palco. Em certos contextos, o altar, lugar destinado à adoração, passa a ser
tratado como uma vitrine. Tudo parece cuidadosamente planejado para destacar o “artista”:
luzes, efeitos e figurinos chamativos conduzem o olhar do público e evidenciam
quem está em destaque. Trajes brilhantes, adornados com lantejoulas, capturam a
atenção e encantam a plateia, que, no entanto, deveria ter seus olhos e ouvidos
voltados para a Palavra de Deus.
Mas
esse contraste nos leva a refletir sobre a vida de Jesus Cristo. Embora fosse
Rei, não encontramos nos relatos bíblicos qualquer preocupação com vestes
luxuosas ou aparência que o diferenciasse externamente das pessoas comuns. O
mundo foi o Seu “palco”, mas Sua grandeza não estava no que vestia, e sim no
que era.
Um
exemplo marcante disso aparece na traição de Judas Iscariotes. Ao combinar com
os soldados, ele disse: “Aquele que eu beijar é o Mestre.” E por que um beijo?
Justamente porque Jesus se parecia com os demais discípulos em sua forma de
vestir e se portar. Não havia sinais exteriores de distinção que o colocassem
em evidência. Sua identidade não dependia de aparência, mas de essência.
Assim,
enquanto muitos buscam destaque pelo exterior, a vida de Jesus nos aponta para
uma verdade mais profunda: o que realmente diferencia alguém não é o que se vê
por fora, mas o que se carrega por dentro. “Mas esvaziou-se a si mesmo,
assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens” (Filipenses 2:7)
– Jesus.
Plínio
Cavalheiro – capelão.

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