DESVIADO OU MORTO?

 


“E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas; mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi achado” (Lucas 15:31-32).

 

Costumamos ensinar que a parábola do filho pródigo retrata um crente que decide se afastar do Pai, e, por isso, o chamamos de “desviado”. Mas o próprio texto nos conduz a uma reflexão mais profunda: a Palavra afirma que ele estava morto. Longe da casa do Pai, não há vida; há apenas ausência dela.

 

O Pai o aguardava com amor, mas é importante entender: esperar não é o que salva. A restauração não acontece pela distância, nem pelo tempo, ela acontece pelo arrependimento verdadeiro, seguido de uma decisão prática.

 

O ponto de virada da história não está na fome, na dor ou na solidão, mas na atitude do filho: “Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti” (v.18). É esse movimento, reconhecer, levantar e voltar, que transforma morte em vida, perda em reencontro.

 

A grande questão não é apenas se alguém está desviado… mas algo muito mais profundo: está realmente vivendo, ou apenas existindo, morto espiritualmente, longe da casa do Pai?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

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