PERDÃO: QUANDO A ALMA PARA DE SANGUAR! 🩸

 


“Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Efésios 4:32).

 

Perdoar não significa ausência de dor. A dor pode permanecer, mas já não governa mais o coração. O maior exemplo disso está na cruz: mesmo em meio ao sofrimento mais intenso, Jesus declarou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. Não foi uma fala de quem não sentia dor, mas de quem escolheu amar acima dela.

 

Quando perdoamos, Deus não apaga a nossa memória, como se tudo nunca tivesse acontecido. Ele faz algo mais profundo: cura. Toca nas lembranças feridas, visita os lugares da alma que ainda doem e transforma aquilo que antes sangrava em cicatriz restaurada.

 

Na área da saúde, a hemorragia é a perda de sangue, algo urgente, que precisa ser tratado imediatamente, pois coloca a vida em risco. Pode ser visível ou interna, silenciosa, mas igualmente perigosa. E ninguém em sã consciência ignora uma hemorragia sem buscar socorro.

 

Assim também é a falta de perdão. Ela é uma hemorragia da alma. Às vezes invisível aos olhos, mas devastadora por dentro. Vai drenando a paz, enfraquecendo o espírito, roubando a alegria pouco a pouco. E, assim como no corpo, não pode ser ignorada. O perdão é o que estanca esse sangramento interior. É o início da cura. Não porque muda o passado, mas porque liberta o coração do peso que ele não foi feito para carregar. Perdoar não é esquecer. É deixar de sangrar.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 

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