VIVENDO EM FÉ QUE INSPIRA OUTROS!

 

 “Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” Romanos 14:12).


Presenciamos muitos casos em que alguém, especialmente pais que perdem um filho prematuramente em um acidente, diz, em meio à dor: “Ah, se eu pudesse, morreria no lugar dele, para que ele pudesse desfrutar da vida que teria pela frente”. O mesmo sentimento surge em tempos de sofrimento e angústia.

 

Entretanto, por mais que haja amor sincero e boa vontade, não é possível ocupar o lugar do outro. Cada pessoa carrega sua própria história, suas lutas e seus processos. Assim também acontece com a fé. Absolutamente ninguém pode entregar a sua fé a outra pessoa. A fé que habita em cada um de nós é pessoal, intransferível e única. Não pode ser dividida como se fosse algo material. Afinal, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.

 

Todavia, há algo que podemos, e devemos, fazer: viver pela fé de maneira tão genuína que ela desperte nos outros o desejo de buscá-la. Quando caminhamos confiando em Deus, mesmo em meio às adversidades, transmitimos esperança. Nossa postura diante das lutas se torna um testemunho vivo de que é possível enfrentar o amanhã com confiança, certos de que Deus cuida de nós em todo tempo.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 

 QUE HOMEM É ESTE?

 


“E os seus discípulos, aproximando-se, o despertaram, dizendo: Senhor, salva-nos! Que perecemos. E ele disse-lhes: Por que temeis, homens de pequena fé? Então, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se uma grande bonança. E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?” (Mateus 8:25-27).

 

Existe um cântico que diz: “Com Cristo no barco tudo vai muito bem...”. Entretanto, por que o texto bíblico narra uma situação em que Jesus estava no barco com Seus discípulos e, ainda assim, as coisas não iam tão bem?

 

Precisamos refletir e crer na Palavra de Deus quando afirma que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”. Aquela tempestade específica nos mostra que, embora os discípulos andassem com Jesus, ainda não O conheciam de fato. Tanto que chegaram a perguntar: “Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”

 

Essa experiência revelou que estar ao lado de Jesus não significa ausência de tempestades, mas a certeza de que Ele tem autoridade sobre todas elas. Nós também precisamos aprender a caminhar com Jesus, conhecê-Lo verdadeiramente e confiar que Ele é Aquele que pode todas as coisas.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 NADA FICA ESCONDIDO AOS OLHOS DE DEUS!

 


“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Provérbios 28:13). 

 

A maldade do homem quase sempre procura agir nas sombras. Busca esconder-se, evitar testemunhas e camuflar suas intenções, acreditando que o segredo garantirá impunidade. Contudo, aquilo que é praticado às escondidas frequentemente produz consequências amargas e resultados insatisfatórios para quem o comete.

Encobrir transgressões não anula a culpa; apenas a adia. Pode até haver crimes considerados “perfeitos” por nunca serem descobertos pela justiça dos homens, mas ninguém consegue escapar da própria consciência, essa prisão silenciosa da alma. E, acima de tudo, nada passa despercebido aos olhos de Deus.

A verdadeira libertação não está na ocultação do erro, mas na confissão sincera e no arrependimento genuíno. Somente por meio do reconhecimento da falha e do pedido de perdão ao Senhor é que o homem encontra paz, restauração e a oportunidade de recomeçar.

 Plínio Cavalheiro - capelão.

 QUANDO O AMANHÃ ROUBA O HOJE!

 


“Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Ao invés, disso diga: “O pão nosso de cada dia nos dá hoje” Mateus 6:11,34)”.

 

A ansiedade está entre as doenças mais comuns do mundo. Os transtornos de ansiedade figuram entre os distúrbios mentais mais predominantes em toda a terra. Ansiedade e depressão caminham quase lado a lado, atingindo milhões de pessoas e comprometendo profundamente a qualidade de vida.

 

É importante destacar: a ansiedade ocasional é algo natural. Todos nós, em algum momento, nos preocupamos com situações da vida. O problema surge quando ela se torna constante, intensa, desproporcional e incapacitante, caracterizando, então, um transtorno de ansiedade.

 

Jesus nos alertou acerca dessa realidade ao ensinar: “Não andeis ansiosos...” (Mateus 6). Ele nos orienta a olhar para as aves do céu e para os lírios do campo, mostrando que, se Deus cuida deles, quanto mais cuidará de nós. A recomendação é clara: não permitir que a ansiedade governe o coração.

 

Biblicamente falando, a ansiedade revela uma dificuldade de confiar plenamente na providência divina. É um conflito entre a fé e o medo do amanhã. Para compreender isso, basta observar uma criança. Ela não pergunta aos pais se haverá recursos para comprar o pão de amanhã. Não perde o chão ao ver boletos sobre a mesa. Simplesmente confia. Vive o hoje com alegria, energia e segurança, porque sabe que está sob cuidado.

 

Jesus, inclusive, nos ensinou: “Se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças...” (Mateus 18:3). A confiança infantil é um retrato da fé que descansa. Viver pela fé não significa ignorar responsabilidades, mas descansar na certeza de que o amanhã está nas mãos de Deus. Quem aprende a confiar, aprende também a viver o presente com mais leveza, esperança e paz.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 QUANDO FALTA DIREÇÃO, A REDE VOLTA VAZIA!

 


“E ele lhes disse: Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela multidão dos peixes.” (João 21:6).

 

Quantas vezes ouvimos murmurações, suspiros cansados e palavras carregadas de frustração? Pessoas que se sentem esquecidas, preteridas, como se o mundo inteiro conspirasse contra elas. Trabalham, se esforçam, insistem… mas a rede volta vazia.

 

Assim também aconteceu com Simão Pedro, Tomé e Natanael. Homens experientes, acostumados ao mar, conhecedores das águas e dos ventos. Passaram a noite inteira lançando redes, movidos por boa intenção e disposição para trabalhar. Fizeram tudo o que sabiam fazer. Usaram sua técnica, sua força, sua perseverança. Mas o resultado? Frustração. Silêncio. Redes vazias.

 

Quantas noites também já passamos assim? Fazendo o nosso melhor, insistindo nos mesmos métodos, confiando apenas na nossa experiência, e, ainda assim, nada acontece.

Ao amanhecer, quando o cansaço já pesava e a esperança parecia escorrer pelos dedos, Jesus aparece na praia. Ele não trouxe um barco novo. Não lhes deu redes diferentes. Não mudou o mar. Apenas deu uma ordem simples e precisa: “Lançai a rede para o lado direito do barco.”

 

O que faltava não era esforço. Não era competência. Não era dedicação. Faltava direção.

E quando obedeceram à voz de Cristo, o impossível aconteceu. A rede que antes voltava vazia agora quase se rompia pela abundância de peixes. O mesmo mar. O mesmo barco. A mesma rede. Mas uma nova direção.

 

Quantas vezes pensamos que temos tudo, recursos, talento, experiência, mas desprezamos o direcionamento do Senhor? Queremos resultados extraordinários insistindo nas mesmas atitudes, sem ouvir a voz daquele que conhece as profundezas.

 

Talvez hoje a sua rede esteja vazia. Talvez o cansaço tenha tomado conta da sua alma. Mas se Cristo apontar um novo lado, ainda que pareça simples, ainda que pareça tarde demais, obedeça. A obediência à direção certa transforma frustração em milagre. Vamos continuar lançando redes do nosso jeito ou vamos ouvir a voz do Mestre?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

  TUDO VAI BEM!   "Vai tudo bem contigo?... Ela respondeu: 'Tudo vai bem” (2 Reis 4:26).   Você gosta de ouvir histórias? Eu,...