QUANDO FALTA DIREÇÃO, A REDE VOLTA VAZIA!
“E ele lhes disse: Lançai a
rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a
podiam tirar, pela multidão dos peixes.” (João 21:6).
Quantas vezes ouvimos
murmurações, suspiros cansados e palavras carregadas de frustração? Pessoas que
se sentem esquecidas, preteridas, como se o mundo inteiro conspirasse contra
elas. Trabalham, se esforçam, insistem… mas a rede volta vazia.
Assim também aconteceu com
Simão Pedro, Tomé e Natanael. Homens experientes, acostumados ao mar,
conhecedores das águas e dos ventos. Passaram a noite inteira lançando redes,
movidos por boa intenção e disposição para trabalhar. Fizeram tudo o que sabiam
fazer. Usaram sua técnica, sua força, sua perseverança. Mas o resultado?
Frustração. Silêncio. Redes vazias.
Quantas noites também já
passamos assim? Fazendo o nosso melhor, insistindo nos mesmos métodos,
confiando apenas na nossa experiência, e, ainda assim, nada acontece.
Ao amanhecer, quando o cansaço
já pesava e a esperança parecia escorrer pelos dedos, Jesus aparece na praia.
Ele não trouxe um barco novo. Não lhes deu redes diferentes. Não mudou o mar.
Apenas deu uma ordem simples e precisa: “Lançai a rede para o lado direito do
barco.”
O que faltava não era esforço.
Não era competência. Não era dedicação. Faltava direção.
E quando obedeceram à voz de
Cristo, o impossível aconteceu. A rede que antes voltava vazia agora quase se
rompia pela abundância de peixes. O mesmo mar. O mesmo barco. A mesma rede. Mas
uma nova direção.
Quantas vezes pensamos que
temos tudo, recursos, talento, experiência, mas desprezamos o direcionamento do
Senhor? Queremos resultados extraordinários insistindo nas mesmas atitudes, sem
ouvir a voz daquele que conhece as profundezas.
Talvez hoje a sua rede esteja
vazia. Talvez o cansaço tenha tomado conta da sua alma. Mas se Cristo apontar
um novo lado, ainda que pareça simples, ainda que pareça tarde demais, obedeça.
A obediência à direção certa transforma frustração em milagre. Vamos continuar
lançando redes do nosso jeito ou vamos ouvir a voz do Mestre?
Plínio Cavalheiro – capelão.

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