QUANDO O AMANHÃ ROUBA O HOJE!

 


“Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Ao invés, disso diga: “O pão nosso de cada dia nos dá hoje” Mateus 6:11,34)”.

 

A ansiedade está entre as doenças mais comuns do mundo. Os transtornos de ansiedade figuram entre os distúrbios mentais mais predominantes em toda a terra. Ansiedade e depressão caminham quase lado a lado, atingindo milhões de pessoas e comprometendo profundamente a qualidade de vida.

 

É importante destacar: a ansiedade ocasional é algo natural. Todos nós, em algum momento, nos preocupamos com situações da vida. O problema surge quando ela se torna constante, intensa, desproporcional e incapacitante, caracterizando, então, um transtorno de ansiedade.

 

Jesus nos alertou acerca dessa realidade ao ensinar: “Não andeis ansiosos...” (Mateus 6). Ele nos orienta a olhar para as aves do céu e para os lírios do campo, mostrando que, se Deus cuida deles, quanto mais cuidará de nós. A recomendação é clara: não permitir que a ansiedade governe o coração.

 

Biblicamente falando, a ansiedade revela uma dificuldade de confiar plenamente na providência divina. É um conflito entre a fé e o medo do amanhã. Para compreender isso, basta observar uma criança. Ela não pergunta aos pais se haverá recursos para comprar o pão de amanhã. Não perde o chão ao ver boletos sobre a mesa. Simplesmente confia. Vive o hoje com alegria, energia e segurança, porque sabe que está sob cuidado.

 

Jesus, inclusive, nos ensinou: “Se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças...” (Mateus 18:3). A confiança infantil é um retrato da fé que descansa. Viver pela fé não significa ignorar responsabilidades, mas descansar na certeza de que o amanhã está nas mãos de Deus. Quem aprende a confiar, aprende também a viver o presente com mais leveza, esperança e paz.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

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