PROTEGENDO O CORPO, RESTAURANDO O IRMÃO!
“Para que não haja divisão no
corpo, mas que os membros tenham igual cuidado uns dos outros” (1 Coríntios
12:25).
Somos guardiões, e não vilões,
dentro e fora da igreja. Quando apontamos o erro de nosso irmão, na realidade,
estamos falando mal de nós mesmos.
Ninguém em sã consciência fala
mal de sua própria mão, mesmo que ela esteja debilitada de alguma forma. Quando
isso acontece, procuramos, o mais rápido possível, ajudá-la, utilizando,
primeiramente, os recursos que temos nos outros membros do corpo. Se isso não
for possível, buscamos a ajuda de pessoas que tenham habilidade para lidar com
aquele problema. E fazemos isso naturalmente.
A mão esquerda não reclama por
auxiliar a direita quando esta precisa de ajuda. Ela o faz prazerosamente e se
alegra ao ver sua parceira restaurada, saudável e pronta para desempenhar
novamente suas funções.
Assim também deve acontecer
com a Igreja do Senhor Jesus Cristo. A empatia e a solidariedade devem
acompanhar todos os seus membros, para que ninguém se considere superior ou
inferior aos demais. Todos são igualmente importantes, cada um de acordo com sua
função e seu propósito.
Tudo aquilo que prejudica o
corpo de Cristo precisa ser tratado e, quando necessário, removido, não importa
onde esteja ou em que parte do corpo se encontre. O importante é compreender
que, quando uma parte do corpo sofre, todo o corpo sente as consequências.
Uma simples farpa, ainda que
minúscula, quando penetra em um dedo, faz com que todo o corpo reaja.
Procuramos imediatamente removê-la, e só sentimos alívio quando ela é retirada
com a ajuda do restante do corpo.
Assim deve ser a Igreja: um
corpo unido, em que cada membro cuida do outro, não para condená-lo, expô-lo ou
destruí-lo, mas para restaurá-lo, fortalecê-lo e ajudá-lo a cumprir sua função.
Afinal, quando um membro sofre, todo o corpo sofre; quando um membro é
restaurado, todo o corpo se alegra.
Plínio Cavalheiro – capelão.




