ENQUANTO HÁ VIDA, HÁ PROPÓSITO

 

“Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai para a terra que eu te mostrarei. Farei de ti uma grande nação, abençoar-te-ei, engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção.” (Gênesis 12:1,2).

 

No Brasil, atualmente, as regras da aposentadoria pelo INSS estabelecem, de modo geral, a idade mínima de 65 anos para os homens e 62 anos para as mulheres, observados também os demais requisitos previstos em lei.

 

Depois de décadas de trabalho, esse momento deveria ser marcado por tranquilidade e satisfação. Entretanto, para muitas pessoas, a aposentadoria acaba sendo motivo de preocupação e frustração. Ao tomar conhecimento do valor do benefício que receberão, muitos aposentados percebem que sua renda sofrerá uma redução significativa, o que exige mudanças no padrão de vida e provoca impactos financeiros, emocionais e até psicológicos.

 

Na tentativa de complementar a renda, muitos atualizam seu currículo e saem, incansavelmente, em busca de uma nova oportunidade de trabalho. Em diversos casos, acabam aceitando funções bem diferentes daquelas para as quais foram preparados ou nas quais adquiriram experiência ao longo da vida.

 

Essa é a realidade do sistema humano. No Reino de Deus, porém, a lógica é completamente diferente. O Senhor não estabelece idade para chamar, usar ou capacitar alguém. Ele não aposenta seus servos nem mede a utilidade de uma pessoa pela quantidade de anos que ela possui, mas pela disposição do seu coração. Enquanto houver vida, haverá propósito.

 

As Escrituras apresentam inúmeros exemplos dessa verdade. Abraão foi chamado aos 75 anos e tornou-se pai da nação escolhida por Deus. Moisés tinha 80 anos quando recebeu a missão de libertar Israel do Egito. Calebe, aos 85 anos, ainda pedia novos desafios e conquistava montanhas. Ana, aos 84 anos, servia fielmente no templo e foi uma das primeiras pessoas a reconhecer o Messias. O apóstolo João, já em idade avançada, recebeu a extraordinária revelação do Apocalipse.

 

No Reino de Deus, ninguém é descartado por causa da idade. Para o Senhor, o que realmente importa não é a juventude do corpo, mas a fidelidade do coração. Deus continua chamando homens e mulheres para a sua obra, independentemente da fase da vida em que se encontram.

 

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Qual destas afirmações é verdadeira?

A) Deus usa apenas pessoas jovens.
B) Depois de certa idade Deus deixa de chamar pessoas.
C) Deus chama pessoas de todas as idades.
D) A idade determina o ministério.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

A CARTA QUE A MODERNIDADE NUNCA CONSEGUIU SUBSTITUIR

 

“Mas, como está escrito nas Sagradas Escrituras: "Ninguém jamais conseguiu ver, ouvir e até mesmo imaginar o que Deus preparou para aqueles que o amam. Mas, Deus revelou isso para nós, por meio do Espírito, pois o Espírito mergulha nas profundezas de Deus”. (1 Coríntios 2:9,10).

 

Durante muito tempo, as cartas foram o principal meio de comunicação entre as pessoas. Quem tinha acesso a uma máquina de escrever precisava aprender datilografia para produzir textos bem apresentados e sem erros. A maioria da população, porém, escrevia à mão, procurando manter uma caligrafia bonita e legível para que o destinatário compreendesse facilmente a mensagem.

 

Quem nunca viveu a expectativa de receber uma carta? Era difícil conter a ansiedade enquanto se aguardava a chegada do carteiro, principalmente quando a correspondência vinha de alguém especial: um familiar distante, um grande amigo ou um namorado(a). Cada envelope carregava a emoção da espera, a alegria da notícia e o carinho de quem dedicou tempo para colocar seus sentimentos no papel. Muitas dessas cartas eram lidas e relidas inúmeras vezes.

 

O tempo passou. O avanço da tecnologia transformou profundamente a forma como nos comunicamos. E-mails, aplicativos de mensagens e redes sociais praticamente substituíram as cartas, fazendo com que esse antigo hábito fosse atropelado pela modernidade como um rolo compressor. Hoje, a velha e saudosa carta tornou-se uma lembrança de outros tempos, preservada mais na memória das pessoas e nos museus do que no cotidiano.

 

Entretanto, há uma mensagem que jamais se tornou ultrapassada: a Bíblia Sagrada. Embora tenha sido escrita há séculos, ela continua viva, atual e poderosa, porque é a Palavra de Deus inspirada pelo Espírito Santo. Entre suas preciosas declarações está esta promessa extraordinária: "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus preparou para aqueles que o amam."

 

Se alguém ler apenas esse versículo, poderá concluir que os planos de Deus são completamente inacessíveis ao ser humano. No entanto, o versículo seguinte completa o pensamento de Paulo e muda completamente a perspectiva: "Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito, porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus."

 

A mensagem é clara: as verdades de Deus não são descobertas apenas pela inteligência humana; elas são reveladas pelo Espírito Santo àqueles que se aproximam de Deus com humildade e disposição para aprender. Por isso, ao abrir sua Bíblia, de preferência a tradicional edição impressa, longe das distrações das telas, não se limite a ler um versículo isolado nem tire conclusões precipitadas. Leia o contexto, compreenda o propósito do autor e permita que o Espírito Santo ilumine seu entendimento. Somente assim a mensagem será compreendida em sua plenitude, exatamente como Deus deseja que ela seja.

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Qual é a melhor forma de interpretar corretamente um texto bíblico?

A) Ler apenas o versículo mais conhecido.

B) Ouvir apenas a opinião de outras pessoas.

C) Ler o texto dentro do seu contexto.

D) Escolher versículos ao acaso.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 ENTRE O MILAGRE E A MURMURAÇÃO!

 

“Então chegaram a Mara; mas não puderam beber das águas de Mara, porque eram amargas; por isso chamou-se o lugar Mara. E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber?” (Êxodo 15:23,24).

 

Se eu fosse escrever um livro, além da Bíblia Sagrada, que narra com perfeição a extraordinária jornada dos israelitas desde a saída do Egito até a entrada em Canaã, eu o classificaria como uma narrativa histórica permeada por profundas reflexões espirituais e lhe daria o título “Entre o Egito e Canaã”.

 

Meu propósito seria conduzir o leitor a uma verdadeira viagem no tempo, convidando-o a mergulhar nas páginas dessa história e a sentir-se parte de uma das mais fascinantes narrativas das Escrituras. Mais do que acompanhar os acontecimentos, o leitor seria levado a experimentar as emoções daquele povo: a alegria da libertação, o medo diante das dificuldades, a tristeza, a rebeldia, a esperança e a expectativa de alcançar a promessa de Deus.

 

Um dos aspectos mais marcantes dessa caminhada foi a constante murmuração do povo. Ela não surgiu por acaso. A murmuração nasce quando o coração permite que o descontentamento, a incredulidade, a impaciência ou a rebeldia ocupem o lugar da confiança. O mais grave é que, muitas vezes, o ser humano atribui a Deus a culpa pelas circunstâncias que enfrenta, esquecendo-se de tudo o que Ele já realizou.

 

Apenas três dias antes, os israelitas haviam testemunhado um dos maiores milagres da história: o Mar Vermelho se abrira diante deles, proporcionando-lhes livramento, enquanto o exército egípcio era destruído. Entretanto, bastou encontrarem uma fonte de águas amargas para que a gratidão desse lugar à reclamação. A dificuldade momentânea foi suficiente para obscurecer a memória dos grandes feitos de Deus, e, em vez de recorrerem a Ele em oração, procuraram alguém para responsabilizar por sua frustração.

 

Essa narrativa nos convida a uma sincera reflexão. Quantas vezes também nos parecemos com os israelitas? Depois de experimentarmos inúmeras bênçãos, permitimos que uma única adversidade domine nossos pensamentos e nos faça esquecer da fidelidade de Deus. Com facilidade nos lembramos das águas amargas de Mara, mas nos esquecemos do Mar Vermelho que Deus já abriu em nosso favor.

 

Que o Senhor nos conceda um coração grato, capaz de recordar diariamente os milagres que Ele já realizou, reconhecer aqueles que continua realizando e confiar, com esperança, nos que ainda realizará. Afinal, quem transformou as águas amargas de Mara em águas doces continua sendo o mesmo Deus que transforma a amargura das nossas circunstâncias em testemunhos de Sua doce graça.

 

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Se você estivesse entre os israelitas em Mara, qual acha que seria sua primeira reação?

A.      Confiaria que Deus faria outro milagre.

B.      Ficaria preocupado, mas oraria.

C.      Murmuraria como a maioria.

D.      Não sei como reagiria.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 QUE CARTA JESUS ESCREVERIA A VOCÊ?

 

Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos” (Apocalipse 2:2).

 

Em nome da ética, do bom senso e da delicadeza, muitas vezes vemos pessoas percorrerem longos caminhos para chegar a um ponto que, na realidade, estava a poucos metros de distância. Dão voltas e mais voltas, fazem verdadeiros zigue-zagues e preenchem páginas e páginas para comunicar algo que poderia ser dito com uma frase curta, direta e objetiva.

 

Um exemplo simples é o de um patrão que decide dispensar um funcionário por causa de um erro cometido. Ao chamá-lo para uma conversa, começa destacando suas qualidades: sua lealdade, pontualidade, dedicação e competência. Chega até mesmo a elogiar sua família. No entanto, o verdadeiro objetivo daquela conversa não é enaltecer suas virtudes, mas comunicar sua demissão. Depois de tantos elogios, vem a frase que muda completamente o rumo da conversa: “Você é tudo isso, mas...”.

 

Diante disso, podemos perguntar: de que adiantaram tantos elogios se o desfecho foi triste e constrangedor? Ao escrever à igreja de Éfeso por meio do apóstolo João, no livro do Apocalipse, Jesus apresenta uma situação semelhante. Primeiro, Ele reconhece e elogia as virtudes daquela igreja: seu trabalho, perseverança, fidelidade doutrinária e resistência diante das dificuldades. Contudo, após os elogios, vem a solene advertência: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor.” (Apocalipse 2:4).

 

Os elogios eram verdadeiros, mas não anulavam o problema que precisava ser corrigido. A igreja realizava muitas coisas certas, porém havia se afastado da paixão, da devoção e do amor que caracterizavam seus primeiros dias com Cristo.

 

Essa mensagem também serve para nós. Como servos de Deus, devemos viver de maneira que o Senhor não precise nos dizer: “Mas tenho contra você...”, “Porém há algo que precisa ser corrigido...”. É maravilhoso receber o reconhecimento do Senhor, mas é ainda melhor viver de modo que não haja necessidade de uma advertência.

 

Assim como as sete igrejas da Ásia receberam cartas do Senhor, que eu e você também possamos receber uma carta dEle sem o triste “porém”. Que nela encontremos palavras de aprovação, encorajamento e alegria por tudo aquilo que realizamos para Sua glória e por amor ao Seu nome. Que o Senhor se agrade de nossa fé, de nossa perseverança e de nossa dedicação, e que nossa vida reflita um relacionamento vivo e sincero com Ele.

 

Plínio.

 

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Qual destas frases você menos gostaria de ouvir de Jesus?

🔘 “Tenho, porém, contra ti...”
🔘 “Abandonaste o teu primeiro amor.”
🔘 “Arrepende-te.”
🔘 “Não te conheço.”

 

Plínio Cavalheiro - capelão.

VOCÊ SERÁ LEVADO OU DEIXADO?

 

“Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro; estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra. Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.” (Mateus 24:40-42).

 

Vivemos como se estivéssemos presos a uma gigantesca agenda repleta de datas, horários, semanas, meses e anos, acreditando que podemos controlar os acontecimentos da vida. Fazemos planos, estabelecemos metas e organizamos o futuro. No entanto, a realidade nos lembra diariamente que apenas o presente está ao nosso alcance. O futuro permanece envolto em incertezas, pois ninguém conhece plenamente o amanhã.

 

O amanhã pertence a Deus. Nós sonhamos, trabalhamos e planejamos, mas somente o Senhor conhece cada detalhe do que está por vir. Por isso, mais importante do que tentar desvendar o futuro é estar preparado para aquilo que Jesus afirmou que certamente acontecerá, embora em dia e hora desconhecidos: Ele voltará.

 

Ao registrar as palavras de Cristo, Mateus nos confronta com a seriedade desse acontecimento. Quando Jesus declara que “estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro”, Ele nos alerta para uma realidade inevitável: haverá uma separação definitiva entre aqueles que pertencem a Deus e aqueles que rejeitaram Sua graça. Na perspectiva do arrebatamento da Igreja, os salvos serão reunidos com Cristo, enquanto os demais permanecerão.

 

Essa verdade não foi revelada para alimentar especulações sobre datas, mas para despertar vigilância, fé e santidade. Por isso, viva cada dia como quem aguarda a volta do Senhor. Entregue o amanhã nas mãos de Deus, seja fiel no presente e descanse na certeza de que Ele continua soberano sobre todas as coisas.

 

Se Cristo voltasse hoje, você estaria entre aqueles que seriam recebidos por Ele? Que essa pergunta encontre uma resposta segura em sua fé, em sua comunhão com Deus e em sua esperança na promessa da Sua volta.

 

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Se Jesus voltasse hoje, como você se sentiria?

🔘 Alegre e preparado para encontrá-Lo.
🔘 Em paz, mas consciente de que preciso crescer espiritualmente.
🔘 Preocupado, pois há áreas da minha vida que preciso entregar a Deus.
🔘 Não sei como responder.

 

Plínio Cavalheiro – capelão. 

  A DIFERENÇA ENTRE O DITADO E A ESCRITURA   Você provavelmente já ouviu inúmeras vezes o ditado: "Deus escreve certo por linhas tort...