CLAMAR: QUANDO A ALMA FALA COM DEUS!

 


“Clame a mim e eu responderei e direi a você coisas grandiosas e insondáveis que você não conhece” (Jeremias 33:3).

 

Qual é, afinal, a diferença entre “pedir” e “clamar”?

Embora possamos até substituir um verbo pelo outro em algumas situações, o ato de pedir costuma ser algo comum no nosso dia a dia. Pedimos com a mesma naturalidade com que dizemos “bom dia”, “boa tarde” ou “até logo”. Dizemos: “por favor, abra a porta”, “você pode me dar uma carona?”, “me dê um copo de água”. São expressões simples, rotineiras, quase automáticas.

 

No entanto, clamar é completamente diferente.

Clamar não é apenas falar, é envolver a alma. Não é um gesto superficial, mas um movimento profundo do coração. É quando a necessidade ultrapassa as palavras e alcança o interior do ser. Clamar é se colocar diante de Deus com intensidade, sinceridade e total dependência.

 

Quando clamamos, não usamos apenas a boca, usamos o espírito, a fé e a entrega. E é exatamente nesse lugar de profundidade que Deus responde. Ele revela coisas grandiosas, verdades ocultas e direções que, por nós mesmos, jamais alcançaríamos.

 

Diante disso, o convite é claro: curve-se diante de Deus e permita que a sua alma fale, não apenas as palavras habituais que estão em seus lábios.

 O DEUS QUE FAZ O IMPOSSÍVEL ACONTECER!

 


“E Jesus, olhando para eles, disse-lhes: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível” (Mateus 19:26).

 

Vivemos em um mundo onde cada pessoa carrega habilidades diferentes: alguns cantam com facilidade, outros tocam instrumentos, outros ensinam com clareza. Assim também é na igreja, dons diversos que, juntos, fortalecem o corpo, cuja cabeça é Cristo.

 

Mas há momentos em que nos deparamos com situações que parecem gigantes, inalcançáveis, completamente fora do nosso alcance. Nessas horas, a limitação humana grita alto, e somos tentados a pensar: “não sou capaz”, “não tem solução”, “é impossível”.

E, de fato, é mesmo, aos homens é impossível.

 

Mas é exatamente nesse ponto que o poder de Deus se revela com maior intensidade. Onde termina a força humana, começa a ação sobrenatural do Senhor. O que nossas mãos não conseguem realizar, Deus faz com perfeição.

 

Por isso, não carregue sozinho aquilo que está além de você. Entregue. Confie. Coloque diante de Deus até mesmo aquilo que parece bom, mas inalcançável. Aquilo que hoje te parece impossível, nas mãos de Deus se torna testemunho. Porque quando Deus entra na história, o impossível deixa de ser limite e passa a ser milagre.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 ESTATUTOS QUE TRAZEM VIDA E PAZ!

 


“Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos. Melhor é para mim a lei da tua boca do que milhares de ouro ou prata. As tuas mãos me fizeram e me formaram; dá-me inteligência para entender os teus mandamentos” (Salmos 119:71-73).

 

Em todas as nações existe uma Constituição, um conjunto de leis criado para orientar e disciplinar o povo. Essas leis têm como propósito promover a paz e a harmonia social, estabelecendo limites para que o ser humano não viva como se estivesse em uma terra sem ordem ou governo. Ainda que algumas dessas normas, impostas por autoridades, nem sempre sejam agradáveis, muitas vezes precisamos aceitá-las como um remédio amargo, necessário, porém benéfico para a saúde da sociedade.

 

Da mesma forma, o salmista declara que Deus estabeleceu estatutos para guiar o homem. Ao obedecê-los, o ser humano experimenta paz e refrigério para a alma. Em sua oração, ele vai além ao pedir entendimento, reconhecendo sua dependência divina: “Dá-me inteligência para compreender os teus mandamentos.”

 

Por fim, ele faz uma afirmação poderosa sobre valores: “Melhor é para mim a lei da tua boca do que milhares de ouro ou prata.” Ou seja, a Palavra de Deus é mais preciosa do que qualquer riqueza material. Que possamos também valorizar as leis de Deus, acolhendo-as com humildade e permitindo que elas transformem a nossa vida.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 O ENGANO SOBRE A HUMILDADE

 


“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo” (Filipenses 2:3).

 

Há, por parte de algumas pessoas, uma compreensão equivocada do conceito de “humildade”. Muitas vezes, acredita-se que ser humilde está relacionado à pobreza, à falta de recursos financeiros, a morar de forma simples ou a não possuir bens materiais, como um carro. No entanto, essa visão é distorcida e não reflete o verdadeiro significado da palavra.

 

Humildade não está ligada ao que alguém possui ou deixa de possuir, mas à sua postura e ao seu caráter. Ela se revela, sobretudo, na ausência de atitudes como arrogância, altivez, egocentrismo e vaidade. Ser humilde é reconhecer os próprios limites, valorizar o próximo e agir com simplicidade e respeito, independentemente da condição social ou econômica.

 

Diante disso, convido você a fazer uma reflexão sincera: examine a si mesmo e identifique se há, em seu coração, sinais da soberba, uma inclinação silenciosa que afasta o ser humano da verdadeira essência da humildade.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 A HISTÓRIA DE QUEM TENTAVA SE ESCONDER!

 


“E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta. Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber” (João 4:6,7).

 

O texto bíblico que narra o encontro de Jesus com a mulher samaritana, em Evangelho de João, nos mostra que ela foi ao poço por volta da hora sexta, ou seja, aproximadamente ao meio-dia em nosso horário atual.

 

Isso nos leva a uma reflexão interessante: quem, em condições normais, escolheria buscar água justamente no momento mais quente do dia, sob um sol escaldante? O mais comum seria ir pela manhã cedo ou no fim da tarde, quando o calor é mais ameno.

 

Uma possível explicação, ainda que não esteja explicitamente registrada no texto bíblico, é que aquela mulher vivia à margem da sociedade. Sua história, marcada por relacionamentos fracassados (já tivera cinco maridos e vivia com um homem que não era seu marido), talvez a levasse a evitar o convívio com outras pessoas. Ir ao poço ao meio-dia poderia ser uma forma de se esconder, de fugir de olhares, julgamentos e constrangimentos.

 

No entanto, há uma verdade profunda nessa narrativa: ninguém consegue se esconder de Jesus. Ele estava ali, exatamente naquele lugar e naquele momento, esperando por ela. O encontro não foi acaso, foi propósito.

 

E o mais bonito dessa história está no que acontece depois. Por isso, vale a pena ler todo o capítulo 4 do Evangelho de João e descobrir como um encontro inesperado pode transformar completamente uma vida, inclusive a sua, se por acaso você também estiver tentando se esconder.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

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