O ENGANO SOBRE A HUMILDADE

 


“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo” (Filipenses 2:3).

 

Há, por parte de algumas pessoas, uma compreensão equivocada do conceito de “humildade”. Muitas vezes, acredita-se que ser humilde está relacionado à pobreza, à falta de recursos financeiros, a morar de forma simples ou a não possuir bens materiais, como um carro. No entanto, essa visão é distorcida e não reflete o verdadeiro significado da palavra.

 

Humildade não está ligada ao que alguém possui ou deixa de possuir, mas à sua postura e ao seu caráter. Ela se revela, sobretudo, na ausência de atitudes como arrogância, altivez, egocentrismo e vaidade. Ser humilde é reconhecer os próprios limites, valorizar o próximo e agir com simplicidade e respeito, independentemente da condição social ou econômica.

 

Diante disso, convido você a fazer uma reflexão sincera: examine a si mesmo e identifique se há, em seu coração, sinais da soberba, uma inclinação silenciosa que afasta o ser humano da verdadeira essência da humildade.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 A HISTÓRIA DE QUEM TENTAVA SE ESCONDER!

 


“E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta. Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber” (João 4:6,7).

 

O texto bíblico que narra o encontro de Jesus com a mulher samaritana, em Evangelho de João, nos mostra que ela foi ao poço por volta da hora sexta, ou seja, aproximadamente ao meio-dia em nosso horário atual.

 

Isso nos leva a uma reflexão interessante: quem, em condições normais, escolheria buscar água justamente no momento mais quente do dia, sob um sol escaldante? O mais comum seria ir pela manhã cedo ou no fim da tarde, quando o calor é mais ameno.

 

Uma possível explicação, ainda que não esteja explicitamente registrada no texto bíblico, é que aquela mulher vivia à margem da sociedade. Sua história, marcada por relacionamentos fracassados (já tivera cinco maridos e vivia com um homem que não era seu marido), talvez a levasse a evitar o convívio com outras pessoas. Ir ao poço ao meio-dia poderia ser uma forma de se esconder, de fugir de olhares, julgamentos e constrangimentos.

 

No entanto, há uma verdade profunda nessa narrativa: ninguém consegue se esconder de Jesus. Ele estava ali, exatamente naquele lugar e naquele momento, esperando por ela. O encontro não foi acaso, foi propósito.

 

E o mais bonito dessa história está no que acontece depois. Por isso, vale a pena ler todo o capítulo 4 do Evangelho de João e descobrir como um encontro inesperado pode transformar completamente uma vida, inclusive a sua, se por acaso você também estiver tentando se esconder.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 O PODER DOS PENSAMENTOS!

 


“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Filipenses 4:8).

 

Enquanto estamos acordados, nossos pensamentos permanecem em constante atividade. Não deixamos de pensar, e isso é uma bênção de Deus. Nenhum projeto se concretiza sem antes nascer na mente; tudo começa no ato de pensar, que, por vezes, amadurece ali por longos períodos.

 

O pensamento é determinante tanto para o sucesso quanto para o fracasso. No entanto, há um perigo real em se deixar conduzir por ideias de terceiros mal-intencionados, que invadem a mente para corrompê-la, oferecendo “produtos” falsificados e nocivos à saúde do ser humano, especialmente daquele que se entrega à preguiça de pensar e de cultivar pensamentos bons.

 

O problema se torna ainda mais sério quando nossos pensamentos são influenciados por aquele que veio para matar, roubar e destruir. Esse mesmo agente já atuou na mente de Eva, induzindo-a a aceitar uma lógica distorcida, cujas consequências recaem sobre a humanidade até hoje.

 

Diante disso, o apóstolo Paulo nos orienta: “direcionar a mente para aquilo que edifica”. Em Filipenses 4:8, ele nos chama a exercer um pensamento intencional, criterioso e alinhado com a verdade, um antídoto contra tudo o que tenta capturar e corromper nossa mente.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 CRESCER TAMBÉM DÓI: O CAMINHO DA MATURIDADE ESPIRITUAL

 


“Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, abandonei as coisas de menino” (1 Coríntios 13:11).

 

O crescimento da criança é um processo longo, complexo e repleto de transformações físicas e emocionais. A conhecida expressão “crescer dói” não é apenas uma metáfora, ela tem um fundo de verdade. Durante a infância, especialmente entre os 3 e 12 anos, muitas crianças sentem dores nas pernas, como nas coxas e panturrilhas, geralmente no período da noite.

 

Apesar desse desconforto, o desejo de crescer fala mais alto. A maioria das crianças sonha em se tornar como seus pais ou adultos que admiram, enxergando no crescimento um caminho para independência, força e identidade. Assim, mesmo que o processo envolva momentos de dor, ele também carrega significado, esperança e descoberta.

 

Crescer, portanto, não é apenas um desenvolvimento do corpo, mas também da alma, e cada etapa, com seus desafios, contribui para a formação de quem a criança se tornará.

 

O apóstolo Paulo de Tarso escreve, em 1 Coríntios 13:11, sobre o crescimento espiritual. Assim como o ser humano passa por diferentes estágios de desenvolvimento desde a gestação no ventre materno, também a vida espiritual segue um processo semelhante.

Ao se encontrar com Cristo, o homem nasce de novo e inicia uma jornada de crescimento que exige tempo, amadurecimento e transformação. Esse caminho envolve abandonar atitudes infantis e avançar rumo à maturidade, adquirindo discernimento para reconhecer o que é próprio da imaturidade e o que revela um espírito amadurecido, mesmo que esse processo doa.

 

Crescer espiritualmente é um processo contínuo, que requer disposição para aprender, mudar e evoluir. Diante disso, fica a reflexão: em qual estágio de crescimento você se encontra hoje?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 JESUS: A RESPOSTA PARA A FOME DA ALMA

 


“Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão. E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede” (João 6:33-35).

 

Estudos mostram que o tempo que o ser humano consegue sobreviver sem comida ou água varia conforme fatores como idade, saúde, clima e nível de atividade. Ainda assim, existem médias geralmente aceitas: sem água, cerca de 2 a 4 dias; sem comida, de 30 a 40 dias. Após esse período, o corpo entra em colapso e não resiste.

 

Por mais avançada que seja, a ciência não pode impedir esse limite natural da vida. Entretanto, Jesus apresenta uma realidade superior. Ele declara ser o pão da vida e oferece uma solução que vai além do físico. Não está falando do corpo, mas do espírito. O espírito humano também precisa de alimento e de água para viver, porém, diferente do corpo, esse sustento é eterno.

 

Quando vamos a Jesus e nos alimentamos dEle, recebemos uma satisfação que não se esgota. Ele sacia a fome e a sede mais profundas da alma, de forma completa e definitiva. Não se trata de algo temporário ou repetitivo como no mundo natural, mas de uma plenitude espiritual que transforma o interior do homem.

 

Isso não significa que deixamos de buscá-lo, mas que passamos a viver continuamente dessa fonte. É como participar de uma mesa celestial, onde o pão e a água da vida não apenas sustentam, mas renovam e fortalecem a cada dia.

 

Portanto, mais do que apenas experimentar, somos chamados a viver essa realidade, desfrutando da vida que há em Cristo e caminhando segundo a Sua vontade.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

  LUZ DIANTE DOS HOMENS!   “Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e s...