CRESCER TAMBÉM DÓI: O CAMINHO DA MATURIDADE ESPIRITUAL

 


“Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, abandonei as coisas de menino” (1 Coríntios 13:11).

 

O crescimento da criança é um processo longo, complexo e repleto de transformações físicas e emocionais. A conhecida expressão “crescer dói” não é apenas uma metáfora, ela tem um fundo de verdade. Durante a infância, especialmente entre os 3 e 12 anos, muitas crianças sentem dores nas pernas, como nas coxas e panturrilhas, geralmente no período da noite.

 

Apesar desse desconforto, o desejo de crescer fala mais alto. A maioria das crianças sonha em se tornar como seus pais ou adultos que admiram, enxergando no crescimento um caminho para independência, força e identidade. Assim, mesmo que o processo envolva momentos de dor, ele também carrega significado, esperança e descoberta.

 

Crescer, portanto, não é apenas um desenvolvimento do corpo, mas também da alma, e cada etapa, com seus desafios, contribui para a formação de quem a criança se tornará.

 

O apóstolo Paulo de Tarso escreve, em 1 Coríntios 13:11, sobre o crescimento espiritual. Assim como o ser humano passa por diferentes estágios de desenvolvimento desde a gestação no ventre materno, também a vida espiritual segue um processo semelhante.

Ao se encontrar com Cristo, o homem nasce de novo e inicia uma jornada de crescimento que exige tempo, amadurecimento e transformação. Esse caminho envolve abandonar atitudes infantis e avançar rumo à maturidade, adquirindo discernimento para reconhecer o que é próprio da imaturidade e o que revela um espírito amadurecido, mesmo que esse processo doa.

 

Crescer espiritualmente é um processo contínuo, que requer disposição para aprender, mudar e evoluir. Diante disso, fica a reflexão: em qual estágio de crescimento você se encontra hoje?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

Comentários