O PODER QUE SE ALINHA À VONTADE DE DEUS!

 


"Tudo posso naquele que me fortalece" (Filipenses 4:13).

 

É errado abrir a Bíblia e ler apenas um versículo? Claro que não. Entretanto, o mais recomendável é ler o texto dentro do seu devido contexto, para que compreendamos plenamente a mensagem que Deus deseja nos transmitir.

 

De que adiantaria, se eu estivesse com muita fome, entrar em um belo restaurante, contemplar uma mesa farta e repleta de pratos saborosos, e escolher apenas um pequeno pedaço de carne antes de ir embora? Seria um desperdício, pois um simples fragmento não satisfaz a fome de ninguém.

 

Assim também acontece com a Bíblia, a Palavra de Deus. Ela é alimento sólido, rico e abundante. Não foi escrita para que desfrutemos apenas de versículos isolados, mas para que nos nutramos de toda a sua revelação.

 

O que o apóstolo Paulo declarou em Filipenses 4:13 não nos dá licença para satisfazer indiscriminadamente todos os desejos e ambições humanas. No contexto, ele afirma que aprendeu a contentar-se em toda e qualquer situação, porque Deus o fortalecia para enfrentar e vencer as adversidades do dia a dia (vs. 11,12).

 

“Tudo posso” não significa que o cristão pode realizar qualquer coisa que imagine ou deseje, mas que pode enfrentar e vencer todas as circunstâncias que estejam alinhadas à perfeita vontade de Deus.

 

O homem comprometido com o Evangelho não pode tudo o que quer, pode, sim, tudo aquilo que Deus quer. A força que vem de Cristo não nos autoriza a satisfazer caprichos pessoais, mas nos capacita a permanecer firmes, fiéis e vitoriosos nas batalhas que o próprio Senhor nos permite enfrentar. Ele nos concede vitória nas guerras que são autorizadas por Ele e nos sustenta em cada desafio que faz parte de Seus propósitos para nossa vida.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 ORANDO COM PROPÓSITO E DEPENDÊNCIA!

 


“Porque Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Se me abençoares muitíssimo, e meus termos ampliares, e a tua mão for comigo, e fizeres que do mal não seja afligido! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido” (1 Crônicas 4:10).

 

Assim como seguimos naturalmente uma ordem ao desfrutar de uma refeição, entrada, prato principal, sobremesa e, por fim, o tradicional cafezinho, também podemos estabelecer uma sequência edificante para nossa vida de oração.

 

Diante de Deus, é sábio começar pelo louvor, reconhecendo quem Ele é; avançar para a adoração, exaltando Sua majestade; prosseguir com o agradecimento, lembrando-nos de Seus incontáveis benefícios; e incluir a intercessão, apresentando as necessidades de outros. Somente depois disso devemos colocar diante do Senhor os pedidos que dizem respeito a nós mesmos.

 

Essa “receita espiritual” para concluir a oração encontra um belo e inspirador exemplo na oração de Jabes: “Se me abençoares muitíssimo, e meus termos ampliares, e a tua mão for comigo, e fizeres que do mal não seja afligido!” Nessa breve súplica, Jabes expressa sua total dependência de Deus: ele pede bênção, crescimento, presença constante e livramento do mal. Não há arrogância, mas confiança; não há egoísmo, mas reconhecimento de que toda expansão verdadeira vem das mãos do Senhor.

 

E a Escritura declara algo extraordinário: Deus lhe concedeu o que lhe havia pedido. Assim, aprendemos que, quando colocamos nossos pedidos pessoais no lugar certo, após o louvor, a adoração, o agradecimento e a intercessão, e os apresentamos com fé sincera, o Senhor, em Sua soberania e bondade, responde segundo a Sua perfeita vontade.

 

Quando aprendemos a organizar nossa oração dessa maneira, nosso coração é alinhado à vontade divina, e nossos pedidos passam a refletir mais confiança do que ansiedade.

E você, consegue identificar ao menos uma bênção concreta de Deus em sua vida hoje?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 VIDA: O ESPAÇO ENTRE DOIS EXTREMOS.

 


“Há tempo de nascer, e tempo de morrer...” (Eclesiastes 3:2a).

 

O rei Salomão, no livro de Eclesiastes, nos apresenta duas realidades inevitáveis da existência humana: o nascimento e a morte. São extremos pelos quais todos nós, querendo ou não, teremos de passar. Nenhum de nós pediu para nascer; tampouco sabemos com exatidão o momento em que a vida começou, a hora e o minuto em que fomos gerados. Da mesma forma, também não sabemos o dia nem a hora em que nossa jornada aqui terminará.

 

Entretanto, entre esses dois polos existe um intervalo precioso chamada “vida”. E é justamente nesse espaço que reside nossa responsabilidade. Se não temos controle sobre o nascer e o morrer, temos, sim, sobre como escolhemos viver. Podemos permitir que a vida seja marcada pela amargura, pela depressão, pelo rancor e pela prática da iniquidade. Ou podemos abraçar a vida que Cristo oferece, uma vida plena, significativa, transformada; como Ele mesmo declarou, vida em abundância.

 

A grande questão não está nos extremos que não controlamos, mas nas escolhas que fazemos todos os dias. Que tipo de vida você tem decidido viver?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 QUANDO A VIDA CHAMA PELO NOME!

 


 “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, nunca irá morrer. Crês tu isto? “E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora” (João 11:25,26,43).

 

Há uma grande diferença entre possuir conhecimento e ser a própria essência daquilo que se conhece. Uma coisa é ter conhecimentos na área da medicina; outra, muito diferente, é ser um médico renomado. Uma coisa é colocar açúcar no café; outra é ser o próprio açúcar.

 

Assim também, Jesus não declarou que apenas conhecia a ressurreição ou que poderia ensiná-la como um conceito. Ele afirmou: “Eu sou a ressurreição e a vida.” Ele não disse que tinha vida, Ele é a própria Vida. Não falou apenas sobre poder sobre a morte, Ele demonstrou esse poder ao chamar Lázaro para fora do sepulcro, e a morte lhe obedeceu.

 

Enquanto nós tivemos um começo e caminhamos limitados pelo tempo, Ele é eterno. Enquanto nossa vida é frágil e passageira, Ele é a fonte inesgotável de vida. Ele é a água viva que não seca com as estações, nem se esgota diante das circunstâncias.

 

Ao perguntar: “Crês tu isto?”, Jesus não buscava apenas uma resposta intelectual, mas uma entrega de fé. Crer n’Ele é participar dessa vida que vence a morte. É permitir que Suas virtudes se reflitam em nós, transformando-nos e conduzindo-nos à eternidade. A mesma voz que chamou Lázaro continua chamando corações hoje. E você, crê nisso?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 QUANDO O ALERTA É VIDA!

 


“Filho do homem: Eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; e tu da minha boca ouvirás a palavra e avisá-los-ás da minha parte. Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei” (Ezequiel 3:17,18).

 

Na antiguidade, o atalaia ficava sobre os muros da cidade. Sua missão era vigiar, identificar o perigo que se aproximava e soar o alerta. Se ele se calasse diante da ameaça, vidas seriam perdidas, e ele seria responsabilizado por isso.

 

Hoje, a tecnologia nos permite receber alertas no celular sobre tempestades, enchentes ou outros perigos iminentes. Esses avisos não existem para causar pânico, mas para preservar vidas, evitar prejuízos e conduzir as pessoas a um lugar seguro. Um simples toque na tela pode significar proteção e livramento.

 

Da mesma forma, o cristão é chamado a ser esse “atalaia espiritual”. Vivemos em um tempo em que muitos caminham em zonas de iniquidade sem perceber o risco eterno que correm. O alerta não é para condenar, mas para salvar. Não é para apontar o erro com dureza, mas para anunciar, com amor e responsabilidade, que há um abrigo seguro. Esse abrigo é Jesus Cristo.

 

Ser atalaia é ouvir a voz de Deus e ter coragem de falar. É amar o suficiente para advertir. É compreender que o silêncio pode custar vidas, mas a palavra certa, dita no tempo certo, pode conduzir alguém ao arrependimento e à salvação.

 

Assim como confiamos nos alertas que nos livram de tempestades naturais, precisamos também valorizar, e exercer o chamado de alertar sobre as tempestades espirituais. Porque avisar é um ato de amor, e anunciar Cristo é oferecer vida.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 É DE GRAÇA...OU É PELA GRAÇA?   “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé...” (Efésios 2:8).   É importante distinguir as express...