QUANDO O ALERTA É VIDA!

 


“Filho do homem: Eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; e tu da minha boca ouvirás a palavra e avisá-los-ás da minha parte. Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei” (Ezequiel 3:17,18).

 

Na antiguidade, o atalaia ficava sobre os muros da cidade. Sua missão era vigiar, identificar o perigo que se aproximava e soar o alerta. Se ele se calasse diante da ameaça, vidas seriam perdidas, e ele seria responsabilizado por isso.

 

Hoje, a tecnologia nos permite receber alertas no celular sobre tempestades, enchentes ou outros perigos iminentes. Esses avisos não existem para causar pânico, mas para preservar vidas, evitar prejuízos e conduzir as pessoas a um lugar seguro. Um simples toque na tela pode significar proteção e livramento.

 

Da mesma forma, o cristão é chamado a ser esse “atalaia espiritual”. Vivemos em um tempo em que muitos caminham em zonas de iniquidade sem perceber o risco eterno que correm. O alerta não é para condenar, mas para salvar. Não é para apontar o erro com dureza, mas para anunciar, com amor e responsabilidade, que há um abrigo seguro. Esse abrigo é Jesus Cristo.

 

Ser atalaia é ouvir a voz de Deus e ter coragem de falar. É amar o suficiente para advertir. É compreender que o silêncio pode custar vidas, mas a palavra certa, dita no tempo certo, pode conduzir alguém ao arrependimento e à salvação.

 

Assim como confiamos nos alertas que nos livram de tempestades naturais, precisamos também valorizar, e exercer o chamado de alertar sobre as tempestades espirituais. Porque avisar é um ato de amor, e anunciar Cristo é oferecer vida.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

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