QUANDO A VIDA CHAMA PELO NOME!

 


 “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, nunca irá morrer. Crês tu isto? “E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora” (João 11:25,26,43).

 

Há uma grande diferença entre possuir conhecimento e ser a própria essência daquilo que se conhece. Uma coisa é ter conhecimentos na área da medicina; outra, muito diferente, é ser um médico renomado. Uma coisa é colocar açúcar no café; outra é ser o próprio açúcar.

 

Assim também, Jesus não declarou que apenas conhecia a ressurreição ou que poderia ensiná-la como um conceito. Ele afirmou: “Eu sou a ressurreição e a vida.” Ele não disse que tinha vida, Ele é a própria Vida. Não falou apenas sobre poder sobre a morte, Ele demonstrou esse poder ao chamar Lázaro para fora do sepulcro, e a morte lhe obedeceu.

 

Enquanto nós tivemos um começo e caminhamos limitados pelo tempo, Ele é eterno. Enquanto nossa vida é frágil e passageira, Ele é a fonte inesgotável de vida. Ele é a água viva que não seca com as estações, nem se esgota diante das circunstâncias.

 

Ao perguntar: “Crês tu isto?”, Jesus não buscava apenas uma resposta intelectual, mas uma entrega de fé. Crer n’Ele é participar dessa vida que vence a morte. É permitir que Suas virtudes se reflitam em nós, transformando-nos e conduzindo-nos à eternidade. A mesma voz que chamou Lázaro continua chamando corações hoje. E você, crê nisso?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 QUANDO O ALERTA É VIDA!

 


“Filho do homem: Eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; e tu da minha boca ouvirás a palavra e avisá-los-ás da minha parte. Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei” (Ezequiel 3:17,18).

 

Na antiguidade, o atalaia ficava sobre os muros da cidade. Sua missão era vigiar, identificar o perigo que se aproximava e soar o alerta. Se ele se calasse diante da ameaça, vidas seriam perdidas, e ele seria responsabilizado por isso.

 

Hoje, a tecnologia nos permite receber alertas no celular sobre tempestades, enchentes ou outros perigos iminentes. Esses avisos não existem para causar pânico, mas para preservar vidas, evitar prejuízos e conduzir as pessoas a um lugar seguro. Um simples toque na tela pode significar proteção e livramento.

 

Da mesma forma, o cristão é chamado a ser esse “atalaia espiritual”. Vivemos em um tempo em que muitos caminham em zonas de iniquidade sem perceber o risco eterno que correm. O alerta não é para condenar, mas para salvar. Não é para apontar o erro com dureza, mas para anunciar, com amor e responsabilidade, que há um abrigo seguro. Esse abrigo é Jesus Cristo.

 

Ser atalaia é ouvir a voz de Deus e ter coragem de falar. É amar o suficiente para advertir. É compreender que o silêncio pode custar vidas, mas a palavra certa, dita no tempo certo, pode conduzir alguém ao arrependimento e à salvação.

 

Assim como confiamos nos alertas que nos livram de tempestades naturais, precisamos também valorizar, e exercer o chamado de alertar sobre as tempestades espirituais. Porque avisar é um ato de amor, e anunciar Cristo é oferecer vida.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 RAMOS QUE FRUTIFICAM!



“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto” (João 15:1,2).

 

A videira exige manejo técnico cuidadoso e, entre tantos cuidados indispensáveis, destaca-se a atenção minuciosa aos seus ramos. Esse zelo jamais pode ser negligenciado em uma plantação que se deseja produtiva e saudável. A poda é prática essencial, especialmente nos primeiros anos de cultivo, e deve ser realizada anualmente para estimular a frutificação. Sem a poda correta, a produção diminui, a qualidade dos frutos cai drasticamente e o prejuízo ao agricultor torna-se inevitável.

 

De maneira coerente, quando Jesus revela quem Ele é, quem é o Pai e quem somos nós, utiliza a parábola da videira para nos ensinar uma verdade espiritual profunda. Em Evangelho de João 15, Ele se apresenta como a Videira, o Pai como o Lavrador, e nós como os ramos.

 

Assim como na agricultura, também em nossa vida espiritual é necessário cuidado constante. Somos chamados a frutificar no cotidiano, por meio de nossas atitudes, escolhas e testemunho. Permanecer ligados à Videira, que é Cristo, é condição indispensável para produzir frutos bons e duradouros.

 

Devemos confiar no Lavrador, que é Deus, esperando que Ele não precise realizar o corte definitivo, mas que, em Seu amor, opere apenas a poda necessária. A poda dói, mas purifica; corrige, mas fortalece; remove impurezas para que possamos crescer com mais vigor. É por meio desse processo que nos tornamos ramos mais limpos, preparados para gerar frutos belos e doces. Que permaneçamos sempre unidos à Videira, permitindo que o divino Lavrador nos molde, para que nossa vida seja abundante e frutífera.

 

Plínio Cavalheiro - capelão

 

 

 


 O QUE DEFINE QUEM SOMOS DIANTE DE DEUS!

 


“Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Romanos 8:8,9).

 

Segundo estimativas atuais, a população mundial gira em torno de 8,27 bilhões de pessoas. Cada indivíduo possui seu próprio DNA, características físicas e particularidades que o tornam único. Contudo, há uma verdade espiritual que se sobrepõe a todas as diferenças humanas: diante de Deus, que não faz acepção de pessoas, existem apenas dois tipos de pessoas, aquelas que estão na carne e aquelas que estão no Espírito de Cristo.

 

Não importa a nacionalidade, a cultura, a posição social ou a raça. O que realmente define quem é genuinamente filho de Deus não são aspectos externos, mas a presença do Espírito de Cristo habitando no coração.

 

As obras da carne jamais se harmonizam com a perfeita vontade de Deus, assim como a água não se mistura com o óleo. São naturezas opostas, princípios incompatíveis. Por isso, viver segundo o Espírito não é apenas uma escolha religiosa, mas uma transformação essencial que evidencia a quem pertencemos. De que lado você está?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 A VERDADE NÃO DEPENDE DA MAIORIA!

 


“Acabe convocou todos os filhos de Israel; e reuniu os profetas no monte Carmelo. Então Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu. Então disse Elias ao povo: Só eu fiquei por profeta do Senhor, e os profetas de Baal são quatrocentos e cinquenta homens” (1 Reis 18:20-22).

 

Buscar a aprovação da maioria pode impressionar, mas jamais deve ser confundido com verdade. O fato de muitos pensarem da mesma forma não transforma o erro em acerto. A história nos mostra que a multidão nem sempre está do lado certo.

 

No Calvário, no dia em que Jesus foi crucificado, uma grande quantidade de pessoas se aglomerava aos pés e ao redor da cruz. Ali estava o Filho de Deus, levantado sobre o madeiro, sofrendo injustamente, enquanto olhares curiosos e incrédulos assistiam à cena como se ocupassem lugares em um espetáculo. A maioria estava presente, mas não estava com a razão. A voz mais alta não era a voz da verdade.

 

Séculos antes, o profeta Elias também viveu algo semelhante. Sozinho, enfrentou quatrocentos profetas que o desafiavam, convencidos de que venceriam simplesmente por serem maioria. Confiavam na força do número, mas ignoravam o poder da verdade. No desfecho daquela história, ficou evidente que quantidade não é sinônimo de autoridade espiritual.

 

Toda boa história tem começo, meio e fim. A de Elias terminou de forma gloriosa e extraordinária, não porque ele fosse numericamente superior, mas porque não estava sozinho. Deus era com ele. E quando Deus está ao lado de alguém, a vitória não depende de maioria, mas de fidelidade. Assim, aprendemos que estar com Deus é mais decisivo do que estar com a multidão. A verdade não se mede por aplausos, mas pela presença do Senhor.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 É DE GRAÇA...OU É PELA GRAÇA?   “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé...” (Efésios 2:8).   É importante distinguir as express...