A VERDADE NÃO DEPENDE DA MAIORIA!
“Acabe convocou todos os
filhos de Israel; e reuniu os profetas no monte Carmelo. Então Elias se chegou
a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o
Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu. Então
disse Elias ao povo: Só eu fiquei por profeta do Senhor, e os profetas de Baal
são quatrocentos e cinquenta homens” (1 Reis 18:20-22).
Buscar a aprovação da maioria
pode impressionar, mas jamais deve ser confundido com verdade. O fato de muitos
pensarem da mesma forma não transforma o erro em acerto. A história nos mostra
que a multidão nem sempre está do lado certo.
No Calvário, no dia em que
Jesus foi crucificado, uma grande quantidade de pessoas se aglomerava aos pés e
ao redor da cruz. Ali estava o Filho de Deus, levantado sobre o madeiro,
sofrendo injustamente, enquanto olhares curiosos e incrédulos assistiam à cena
como se ocupassem lugares em um espetáculo. A maioria estava presente, mas não
estava com a razão. A voz mais alta não era a voz da verdade.
Séculos antes, o profeta Elias
também viveu algo semelhante. Sozinho, enfrentou quatrocentos profetas que o
desafiavam, convencidos de que venceriam simplesmente por serem maioria.
Confiavam na força do número, mas ignoravam o poder da verdade. No desfecho
daquela história, ficou evidente que quantidade não é sinônimo de autoridade
espiritual.
Toda boa história tem começo,
meio e fim. A de Elias terminou de forma gloriosa e extraordinária, não porque
ele fosse numericamente superior, mas porque não estava sozinho. Deus era com
ele. E quando Deus está ao lado de alguém, a vitória não depende de maioria,
mas de fidelidade. Assim, aprendemos que estar com Deus é mais decisivo do que
estar com a multidão. A verdade não se mede por aplausos, mas pela presença do
Senhor.
Plínio Cavalheiro – capelão.

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