O QUE DEFINE QUEM SOMOS DIANTE DE DEUS!

 


“Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Romanos 8:8,9).

 

Segundo estimativas atuais, a população mundial gira em torno de 8,27 bilhões de pessoas. Cada indivíduo possui seu próprio DNA, características físicas e particularidades que o tornam único. Contudo, há uma verdade espiritual que se sobrepõe a todas as diferenças humanas: diante de Deus, que não faz acepção de pessoas, existem apenas dois tipos de pessoas, aquelas que estão na carne e aquelas que estão no Espírito de Cristo.

 

Não importa a nacionalidade, a cultura, a posição social ou a raça. O que realmente define quem é genuinamente filho de Deus não são aspectos externos, mas a presença do Espírito de Cristo habitando no coração.

 

As obras da carne jamais se harmonizam com a perfeita vontade de Deus, assim como a água não se mistura com o óleo. São naturezas opostas, princípios incompatíveis. Por isso, viver segundo o Espírito não é apenas uma escolha religiosa, mas uma transformação essencial que evidencia a quem pertencemos. De que lado você está?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 A VERDADE NÃO DEPENDE DA MAIORIA!

 


“Acabe convocou todos os filhos de Israel; e reuniu os profetas no monte Carmelo. Então Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu. Então disse Elias ao povo: Só eu fiquei por profeta do Senhor, e os profetas de Baal são quatrocentos e cinquenta homens” (1 Reis 18:20-22).

 

Buscar a aprovação da maioria pode impressionar, mas jamais deve ser confundido com verdade. O fato de muitos pensarem da mesma forma não transforma o erro em acerto. A história nos mostra que a multidão nem sempre está do lado certo.

 

No Calvário, no dia em que Jesus foi crucificado, uma grande quantidade de pessoas se aglomerava aos pés e ao redor da cruz. Ali estava o Filho de Deus, levantado sobre o madeiro, sofrendo injustamente, enquanto olhares curiosos e incrédulos assistiam à cena como se ocupassem lugares em um espetáculo. A maioria estava presente, mas não estava com a razão. A voz mais alta não era a voz da verdade.

 

Séculos antes, o profeta Elias também viveu algo semelhante. Sozinho, enfrentou quatrocentos profetas que o desafiavam, convencidos de que venceriam simplesmente por serem maioria. Confiavam na força do número, mas ignoravam o poder da verdade. No desfecho daquela história, ficou evidente que quantidade não é sinônimo de autoridade espiritual.

 

Toda boa história tem começo, meio e fim. A de Elias terminou de forma gloriosa e extraordinária, não porque ele fosse numericamente superior, mas porque não estava sozinho. Deus era com ele. E quando Deus está ao lado de alguém, a vitória não depende de maioria, mas de fidelidade. Assim, aprendemos que estar com Deus é mais decisivo do que estar com a multidão. A verdade não se mede por aplausos, mas pela presença do Senhor.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 BRILHE ONDE DEUS O COLOCAR!

 


“E disse-lhes: Vem porventura a candeia para se meter debaixo do alqueire, ou debaixo da cama? Não vem antes para se colocar no velador? Porque nada há encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto. Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça” (Marcos 4:21-23).

 

Não vivemos mais na época em que a iluminação dependia exclusivamente de lamparinas a óleo. Hoje, com um simples toque no interruptor, a energia elétrica inunda toda a casa de claridade, dissipando instantaneamente a escuridão. Porém, nos tempos bíblicos, a lamparina era essencial, e jamais era colocada debaixo de um cesto ou escondida sob a cama. Ela era posicionada em lugar alto, para que sua luz alcançasse todos ao redor.

 

A lição permanece atual. Independentemente do método, lamparina ou lâmpada elétrica, a luz sempre cumpre melhor seu propósito quando está em posição elevada. Assim também somos nós. Representamos essas lâmpadas espirituais, alimentadas pela mais poderosa fonte de energia do universo: Deus.

 

Nossa missão não é nos ocultar, nem permitir que o medo, a omissão ou a indiferença apaguem o brilho que recebemos. Vivemos em um mundo marcado por densas trevas, onde muitos caminham sem direção, tropeçam e caem. Justamente por isso, nossa luz precisa estar acesa e visível.

 

A pergunta que ecoa do texto é inevitável e pessoal: Sua lâmpada está acesa ou apagada? E, se está brilhando, em que lugar você a tem colocado?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 NEUTRALIDADE É NEGAÇÃO!

 


“Ora, Pedro estava assentado fora, no pátio; e, aproximando-se dele uma criada, disse: Tu também estavas com Jesus, o galileu. Mas ele negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes. E ele negou outra vez com juramento: Não conheço tal homem.” (Mateus 26:69,70,72).

 

Muitas vezes criticamos a atitude de Pedro. Parece inconcebível que um apóstolo que caminhou ao lado de Jesus Cristo, que compartilhou refeições com Ele, presenciou milagres, sinais e maravilhas, pudesse, por medo, negar justamente Aquele que o tirou das trevas e o conduziu à luz.

 

No entanto, esse episódio não é apenas um fato ocorrido há mais de dois mil anos; ele continua ecoando nos dias de hoje. Quantos que se dizem “convertidos” negam a Jesus de forma sutil? Fora do ambiente de fé, onde os testemunhos exaltam Seu nome, muitos se calam. Diante de pessoas que não vivem um compromisso com Cristo, preferem o silêncio, ou adotam a aparente neutralidade ao dizer: “Não falo sobre política e religião.”

 

Quando se trata de fé, neutralidade não é sinônimo de isenção, é omissão. E a omissão, muitas vezes, se aproxima perigosamente da negação. A atitude de Pedro não deve apenas nos levar à crítica, mas sobretudo à reflexão. Em quais momentos temos permanecido firmes? E em quais situações permitimos que o medo, a conveniência ou o desejo de aceitação falem mais alto do que a nossa convicção em Jesus Cristo?

 

Todos nós enfrentamos pressões, no trabalho, na família, nos círculos sociais, ambientes onde declarar nossa fé pode parecer desconfortável. Mas o silêncio constante pode se tornar um eco de negação. Hoje, e em todos os dias que ainda virão, não deixe de testemunhar que você conhece Cristo de fato, não apenas com palavras, mas com atitudes, escolhas e posicionamentos. Desperte do sono espiritual, fortaleça sua fé e vigie, antes que o galo cante.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 

 SÁBADO DE LIBERTAÇÃO!

 


“E desceu Jesus a Cafarnaum, cidade da Galileia, e os ensinava nos sábados. E estava na sinagoga um homem que tinha o espírito de um demônio imundo, e exclamou em alta voz, Dizendo: Ah! Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste a destruir-nos? Bem sei quem és: O Santo de Deus. E Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te, e sai dele. E o demônio, lançando-o por terra no meio do povo, saiu dele sem lhe fazer mal” (Lucas 4:31,33,34,35).

  

Hoje é sábado, como naquele dia em que Jesus se deparou com uma situação que, aos nossos olhos, parece complexa e assustadora. Diante d’Ele estava um homem possuído por um espírito imundo. O espírito, usando a voz daquele homem, gritou de forma petulante: “Ah! Que temos nós contigo, Jesus Nazareno?”

 

A fala no plural parecia uma tentativa de intimidação, talvez para confundir os presentes. Mas não havia engano possível diante do Filho de Deus. Os demônios reconheceram quem Ele era: o Santo de Deus. Bastou uma palavra de autoridade. Sem rituais, sem espetáculo. Apenas uma ordem: “Cala-te, e sai dele.”

 

E o espírito teve que sair. Quantas pessoas, ainda hoje, vivem atormentadas, presas a opressões espirituais, emocionais ou mentais, sem perceber a origem de seus sofrimentos? Se fizéssemos uma estatística, certamente nos surpreenderíamos. A atuação desses espíritos é sutil: confundem, cegam o entendimento, geram dúvidas e aprisionam silenciosamente.

 

Mas há uma boa notícia: Jesus continua o mesmo. A autoridade que libertou aquele homem em Cafarnaum permanece ativa hoje. Ele continua libertando, restaurando e trazendo paz àqueles que decidem colocar sua vida e suas causas em Suas mãos. O sábado daquele tempo foi marcado por libertação. Que este sábado também seja marcado pela ação poderosa de Cristo em nossas vidas.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 É DE GRAÇA...OU É PELA GRAÇA?   “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé...” (Efésios 2:8).   É importante distinguir as express...