NEUTRALIDADE É NEGAÇÃO!
“Ora,
Pedro estava assentado fora, no pátio; e, aproximando-se dele uma criada,
disse: Tu também estavas com Jesus, o galileu. Mas ele negou diante de todos,
dizendo: Não sei o que dizes. E ele negou outra vez com juramento: Não conheço
tal homem.” (Mateus 26:69,70,72).
Muitas
vezes criticamos a atitude de Pedro. Parece inconcebível que um apóstolo que
caminhou ao lado de Jesus Cristo, que compartilhou refeições com Ele,
presenciou milagres, sinais e maravilhas, pudesse, por medo, negar justamente
Aquele que o tirou das trevas e o conduziu à luz.
No
entanto, esse episódio não é apenas um fato ocorrido há mais de dois mil anos;
ele continua ecoando nos dias de hoje. Quantos que se dizem “convertidos” negam
a Jesus de forma sutil? Fora do ambiente de fé, onde os testemunhos exaltam Seu
nome, muitos se calam. Diante de pessoas que não vivem um compromisso com
Cristo, preferem o silêncio, ou adotam a aparente neutralidade ao dizer: “Não
falo sobre política e religião.”
Quando
se trata de fé, neutralidade não é sinônimo de isenção, é omissão. E a omissão,
muitas vezes, se aproxima perigosamente da negação. A atitude de Pedro não deve
apenas nos levar à crítica, mas sobretudo à reflexão. Em quais momentos temos
permanecido firmes? E em quais situações permitimos que o medo, a conveniência
ou o desejo de aceitação falem mais alto do que a nossa convicção em Jesus
Cristo?
Todos
nós enfrentamos pressões, no trabalho, na família, nos círculos sociais,
ambientes onde declarar nossa fé pode parecer desconfortável. Mas o silêncio
constante pode se tornar um eco de negação. Hoje, e em todos os dias que ainda
virão, não deixe de testemunhar que você conhece Cristo de fato, não apenas com
palavras, mas com atitudes, escolhas e posicionamentos. Desperte do sono
espiritual, fortaleça sua fé e vigie, antes que o galo cante.
Plínio
Cavalheiro – capelão.

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