BRILHE ONDE DEUS O COLOCAR!

 


“E disse-lhes: Vem porventura a candeia para se meter debaixo do alqueire, ou debaixo da cama? Não vem antes para se colocar no velador? Porque nada há encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto. Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça” (Marcos 4:21-23).

 

Não vivemos mais na época em que a iluminação dependia exclusivamente de lamparinas a óleo. Hoje, com um simples toque no interruptor, a energia elétrica inunda toda a casa de claridade, dissipando instantaneamente a escuridão. Porém, nos tempos bíblicos, a lamparina era essencial, e jamais era colocada debaixo de um cesto ou escondida sob a cama. Ela era posicionada em lugar alto, para que sua luz alcançasse todos ao redor.

 

A lição permanece atual. Independentemente do método, lamparina ou lâmpada elétrica, a luz sempre cumpre melhor seu propósito quando está em posição elevada. Assim também somos nós. Representamos essas lâmpadas espirituais, alimentadas pela mais poderosa fonte de energia do universo: Deus.

 

Nossa missão não é nos ocultar, nem permitir que o medo, a omissão ou a indiferença apaguem o brilho que recebemos. Vivemos em um mundo marcado por densas trevas, onde muitos caminham sem direção, tropeçam e caem. Justamente por isso, nossa luz precisa estar acesa e visível.

 

A pergunta que ecoa do texto é inevitável e pessoal: Sua lâmpada está acesa ou apagada? E, se está brilhando, em que lugar você a tem colocado?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 NEUTRALIDADE É NEGAÇÃO!

 


“Ora, Pedro estava assentado fora, no pátio; e, aproximando-se dele uma criada, disse: Tu também estavas com Jesus, o galileu. Mas ele negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes. E ele negou outra vez com juramento: Não conheço tal homem.” (Mateus 26:69,70,72).

 

Muitas vezes criticamos a atitude de Pedro. Parece inconcebível que um apóstolo que caminhou ao lado de Jesus Cristo, que compartilhou refeições com Ele, presenciou milagres, sinais e maravilhas, pudesse, por medo, negar justamente Aquele que o tirou das trevas e o conduziu à luz.

 

No entanto, esse episódio não é apenas um fato ocorrido há mais de dois mil anos; ele continua ecoando nos dias de hoje. Quantos que se dizem “convertidos” negam a Jesus de forma sutil? Fora do ambiente de fé, onde os testemunhos exaltam Seu nome, muitos se calam. Diante de pessoas que não vivem um compromisso com Cristo, preferem o silêncio, ou adotam a aparente neutralidade ao dizer: “Não falo sobre política e religião.”

 

Quando se trata de fé, neutralidade não é sinônimo de isenção, é omissão. E a omissão, muitas vezes, se aproxima perigosamente da negação. A atitude de Pedro não deve apenas nos levar à crítica, mas sobretudo à reflexão. Em quais momentos temos permanecido firmes? E em quais situações permitimos que o medo, a conveniência ou o desejo de aceitação falem mais alto do que a nossa convicção em Jesus Cristo?

 

Todos nós enfrentamos pressões, no trabalho, na família, nos círculos sociais, ambientes onde declarar nossa fé pode parecer desconfortável. Mas o silêncio constante pode se tornar um eco de negação. Hoje, e em todos os dias que ainda virão, não deixe de testemunhar que você conhece Cristo de fato, não apenas com palavras, mas com atitudes, escolhas e posicionamentos. Desperte do sono espiritual, fortaleça sua fé e vigie, antes que o galo cante.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 

 SÁBADO DE LIBERTAÇÃO!

 


“E desceu Jesus a Cafarnaum, cidade da Galileia, e os ensinava nos sábados. E estava na sinagoga um homem que tinha o espírito de um demônio imundo, e exclamou em alta voz, Dizendo: Ah! Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste a destruir-nos? Bem sei quem és: O Santo de Deus. E Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te, e sai dele. E o demônio, lançando-o por terra no meio do povo, saiu dele sem lhe fazer mal” (Lucas 4:31,33,34,35).

  

Hoje é sábado, como naquele dia em que Jesus se deparou com uma situação que, aos nossos olhos, parece complexa e assustadora. Diante d’Ele estava um homem possuído por um espírito imundo. O espírito, usando a voz daquele homem, gritou de forma petulante: “Ah! Que temos nós contigo, Jesus Nazareno?”

 

A fala no plural parecia uma tentativa de intimidação, talvez para confundir os presentes. Mas não havia engano possível diante do Filho de Deus. Os demônios reconheceram quem Ele era: o Santo de Deus. Bastou uma palavra de autoridade. Sem rituais, sem espetáculo. Apenas uma ordem: “Cala-te, e sai dele.”

 

E o espírito teve que sair. Quantas pessoas, ainda hoje, vivem atormentadas, presas a opressões espirituais, emocionais ou mentais, sem perceber a origem de seus sofrimentos? Se fizéssemos uma estatística, certamente nos surpreenderíamos. A atuação desses espíritos é sutil: confundem, cegam o entendimento, geram dúvidas e aprisionam silenciosamente.

 

Mas há uma boa notícia: Jesus continua o mesmo. A autoridade que libertou aquele homem em Cafarnaum permanece ativa hoje. Ele continua libertando, restaurando e trazendo paz àqueles que decidem colocar sua vida e suas causas em Suas mãos. O sábado daquele tempo foi marcado por libertação. Que este sábado também seja marcado pela ação poderosa de Cristo em nossas vidas.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 A LUZ QUE NÃO SE APAGA!



“Mas, se andarmos na luz, como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” (João 1:7).

 

Em certa ocasião, uma forte chuva caiu sobre nossa casa, acompanhada de ventos intensos, raios e trovões. Para nossa surpresa, ao cair da tarde, a energia elétrica foi interrompida, permanecendo assim até as 22 horas. Estávamos protegidos dentro de casa, abrigados da tempestade, mas algo essencial nos faltava: a luz.

 

Imediatamente buscamos alternativas para suprir aquela necessidade. As velas de parafina entraram em ação e, embora tenham ajudado, percebemos que nada substitui a energia elétrica que ilumina plenamente o ambiente e nos oferece segurança e conforto. A luz elétrica cumpre sua finalidade de forma completa, permitindo-nos viver normalmente, mesmo em meio à escuridão da noite.

 

Assim também é a nossa vida espiritual. O texto bíblico nos ensina sobre nossa conduta diante de Deus e revela que Jesus Cristo é a verdadeira fonte de luz. Podemos até tentar substituir essa luz com “velas” humanas, esforços próprios, boas intenções ou soluções passageiras, mas nada se compara à presença de Cristo em nossa vida.

 

Quando andamos na luz, como Ele na luz está, desfrutamos comunhão uns com os outros e somos purificados de todo pecado pelo Seu sangue. Permanecer em Cristo nos impede de tropeçar nas trevas do pecado e nos conduz com segurança, mesmo em meio às tempestades da vida.

 

Que escolhamos sempre viver na luz verdadeira, que é Jesus, pois somente Ele ilumina plenamente o nosso caminho.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 O PODER DO AUTOCONTRE ESPIRITUAL!



“Mas o fruto do Espírito é amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gálatas 5:22,23).

 

Se descascarmos uma laranja, certamente encontraremos vários gomos semelhantes, mesma aparência, mesmo sabor, mesma essência. É natural que seja assim. Nunca esperamos abrir uma laranja e encontrar dentro dela um gomo de abacaxi, outro de manga ou de morango. O fruto é um só, e seus gomos mantêm a natureza idêntica a dele.

 

Contudo, quando o apóstolo Paulo escreve aos gálatas, ele nos apresenta um fruto diferente, o fruto do Espírito. Embora seja um único fruto, ele se manifesta em virtudes distintas, cada uma com sua característica própria. São nove expressões que revelam o caráter de Cristo sendo formado em nós.

 

Entre todas, quero destacar o domínio próprio. Ao “descascarmos” esse fruto espiritual, percebemos que o domínio próprio exerce um papel fundamental. Ele é a virtude que nos capacita a praticar todas as outras. Sem domínio próprio, como amar quando somos ofendidos? Como manter a paz em meio ao caos? Como exercer mansidão diante da provocação? Como permanecer em bondade quando somos injustiçados?

 

O domínio próprio nos fortalece a controlar impulsos, refrear palavras precipitadas, vencer desejos desordenados e agir guiados pelo Espírito, e não pelas emoções. Ele não é repressão, mas direção; não é frieza, mas maturidade espiritual. Quando esse “gomo” está saudável dentro de nós, viver os demais se torna mais leve e possível.

 

Diante disso, vale a reflexão: Você se considera alguém que exerce domínio próprio? Suas atitudes são governadas pelo Espírito ou pelas circunstâncias? Que possamos permitir que o Espírito Santo produza em nós esse fruto completo, transformando não apenas nossas ações, mas também nosso caráter.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 É DE GRAÇA...OU É PELA GRAÇA?   “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé...” (Efésios 2:8).   É importante distinguir as express...