O PODER DO AUTOCONTRE ESPIRITUAL!
“Mas o fruto do Espírito é amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gálatas 5:22,23).
Se
descascarmos uma laranja, certamente encontraremos vários gomos semelhantes,
mesma aparência, mesmo sabor, mesma essência. É natural que seja assim. Nunca
esperamos abrir uma laranja e encontrar dentro dela um gomo de abacaxi, outro
de manga ou de morango. O fruto é um só, e seus gomos mantêm a natureza idêntica
a dele.
Contudo,
quando o apóstolo Paulo escreve aos gálatas, ele nos apresenta um fruto
diferente, o fruto do Espírito. Embora seja um único fruto, ele se manifesta em
virtudes distintas, cada uma com sua característica própria. São nove
expressões que revelam o caráter de Cristo sendo formado em nós.
Entre
todas, quero destacar o domínio próprio. Ao “descascarmos” esse fruto
espiritual, percebemos que o domínio próprio exerce um papel fundamental. Ele é
a virtude que nos capacita a praticar todas as outras. Sem domínio próprio,
como amar quando somos ofendidos? Como manter a paz em meio ao caos? Como
exercer mansidão diante da provocação? Como permanecer em bondade quando somos
injustiçados?
O
domínio próprio nos fortalece a controlar impulsos, refrear palavras
precipitadas, vencer desejos desordenados e agir guiados pelo Espírito, e não
pelas emoções. Ele não é repressão, mas direção; não é frieza, mas maturidade
espiritual. Quando esse “gomo” está saudável dentro de nós, viver os demais se
torna mais leve e possível.
Diante
disso, vale a reflexão: Você se considera alguém que exerce domínio próprio? Suas
atitudes são governadas pelo Espírito ou pelas circunstâncias? Que possamos
permitir que o Espírito Santo produza em nós esse fruto completo,
transformando não apenas nossas ações, mas também nosso caráter.
Plínio Cavalheiro – capelão.

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