OUVIDOS ATENTOS, VIDA ABENÇOADA

 


“Ouve-me, povo meu, e eu te atestarei: Ah, Israel, se me ouvires! Não haverá entre ti deus alheio, nem te prostrarás ante um deus estranho” (Salmos 81:8,9).

 

Quantas vezes ouvimos filhos dizerem aos pais: “Ah, se eu tivesse te ouvido!” Na maioria das vezes, a voz dos pais é prudente, experiente e carregada de valores que nos conduzem ao bem. A Palavra de Deus confirma essa verdade quando declara: “Filho meu, ouve a instrução de teu pai e não deixes o ensino de tua mãe” (Provérbios 1:8).

 

Ouvir pai e mãe faz parte do temor do Senhor e do caminho de uma vida abençoada. No entanto, acima de toda orientação humana, está o chamado divino: ouvir a Deus e render-se a Ele. Submeter-se à Sua voz e prostrar-se diante d’Ele é o ato mais sábio que o ser humano pode praticar, pois é somente em Deus que encontramos direção segura, verdade e vida.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 O CARTÓRIO DO CÉU

 


“Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões e sobre toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos se vos sujeitam; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus” (Lucas 10:19–20).

 

Lucas, inspirado por Deus, apresenta nesse texto uma ordem de prioridades espirituais ao destacar dois temas centrais: poder e salvação. Jesus reconhece que seus discípulos receberam autoridade, mas faz questão de deixar claro que o maior motivo de alegria não é o poder, e sim a salvação.

 

De que adiantaria ao homem ter recursos e capacidade para construir uma belíssima casa e, depois de pronta, ser impedido de morar nela? Da mesma forma, de nada vale possuir poder espiritual, dons ou autoridade, se o nome não estiver registrado nos céus. Se fosse possível escolher, o ideal seria desfrutar de ambos, poder e salvação, mas sempre lembrando que o poder só tem valor quando está ligado à vida eterna.

 

A Bíblia nos adverte que, muitas vezes, o ser humano inverte essa lista de prioridades, buscando ser “grande aos olhos dos homens” e deixando em segundo plano aquilo que é eterno. No entanto, quando uma criança nasce, seus pais se apressam em registrá-la no cartório; só depois vêm as demais providências. Esse registro garante sua identidade e seus direitos.

 

Da mesma forma, Deus nos ensina que a prioridade é ter o nome registrado no “Cartório do Céu”, no Livro da Vida. Quando alguém nasce de novo em Cristo, seu nome é ali escrito, e todas as demais bênçãos passam a ser consequência natural dessa nova vida.

Portanto, antes de buscar poder, conquistas ou reconhecimento, busquemos a certeza da salvação, pois o maior milagre não é expulsar demônios, mas ter o nome escrito nos céus.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 REFÚGIO EM MEIO À AFLIÇÃO

 


“No dia da minha angústia clamo a ti, porque tu me respondes. Entre os deuses não há semelhante a ti, Senhor, nem há obras como as tuas” (Salmos 86:7–8).

 

Na hora da adversidade, quando parece que o céu desabou sobre a nossa cabeça, o coração humano se vê tomado por fragilidade. O remédio já não traz alívio, o leito se transforma em lugar de aflição, as pernas enfraquecem e a visão se turva, mesmo sob um dia ensolarado. Nesse estado de dor, muitos não sabem a quem recorrer; e, quando recorrem, muitas vezes o fazem de forma equivocada. Buscam soluções onde não há, pedem socorro a quem também está ferido, e se voltam para fontes onde o Altíssimo não habita.

 

O salmista nos ensina um caminho mais alto: direcionar nossa angústia ao Deus que fez os céus e a terra. Ele não é como os falsos deuses, que prometem e não cumprem, que iludem e não salvam. Somente o Senhor tem poder para sustentar, restaurar, curar e salvar aqueles que o buscam em espírito e em verdade. Nele há resposta para a dor, refúgio para a alma e esperança para os dias mais escuros.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 O PECADO QUE NINGUÉM VÊ!

 


“Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra” (Colossenses 3:2).

 

Mas pensar no mal, mesmo sem praticá-lo, é pecado? Vamos ao próprio Mestre para responder. Jesus declara: “Eu, porém, vos digo que qualquer que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mateus 5:28).

 

Em termos simples, o pecado não começa no ato, mas no coração que o concebe. Antes de se manifestar em ações, ele nasce nos pensamentos, desejos e intenções. É ali que o mal é planejado, alimentado e consentido, mesmo que nunca chegue a se tornar visível.

Portanto, pecar não é apenas “fazer”, mas também querer, cultivar e permitir no interior aquilo que se opõe à vontade de Deus.

 

Por isso o Espírito Santo nos exorta por meio de Paulo: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Filipenses 4:8). A batalha pela santidade começa na mente, e vence quem aprende a pensar segundo o céu.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 QUANDO O CORAÇÃO VOLTA A ARDER NO CAMINHO!

 


“E disseram um ao outro: Porventura não ardia o nosso coração quando Ele, pelo caminho, nos falava e nos explicava as Escrituras?” Lucas 24:32).

 

No caminho de Emaús, os discípulos só perceberam a presença de Jesus quando seus corações voltaram a arder. Isso nos ensina que a fé viva não acontece no automático, mas nasce do relacionamento, da escuta e da sensibilidade à voz do Senhor. Não se trata de julgar, pois longe de nós ocupar o lugar de juiz. Fomos chamados como sacerdotes, atalaias, pastores e mensageiros para anunciar o Evangelho de Cristo.

 

Advertir o cristão sobre o perigo de viver uma fé mecânica não é condenação, é obediência e misericórdia. Assim como um veículo emite sinais quando algo não vai bem, e imediatamente buscamos um mecânico para evitar danos maiores, também precisamos estar atentos aos sinais da nossa vida espiritual. Nosso “carro” é a nossa própria vida, e ela precisa estar bem cuidada para cumprir seu propósito neste mundo. As estradas são tortuosas, cheias de buracos e lombadas, e o desgaste é inevitável se não houver manutenção.

 

Quando o coração deixa de arder, é sinal de alerta. É tempo de parar, ouvir novamente a Palavra, permitir que Jesus caminhe conosco e nos explique as Escrituras. Só assim retomamos o rumo certo, com fé renovada, propósito restaurado e o coração novamente aquecido pela presença do Senhor.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

  TUDO VAI BEM!   "Vai tudo bem contigo?... Ela respondeu: 'Tudo vai bem” (2 Reis 4:26).   Você gosta de ouvir histórias? Eu,...