REFÚGIO EM MEIO À AFLIÇÃO

 


“No dia da minha angústia clamo a ti, porque tu me respondes. Entre os deuses não há semelhante a ti, Senhor, nem há obras como as tuas” (Salmos 86:7–8).

 

Na hora da adversidade, quando parece que o céu desabou sobre a nossa cabeça, o coração humano se vê tomado por fragilidade. O remédio já não traz alívio, o leito se transforma em lugar de aflição, as pernas enfraquecem e a visão se turva, mesmo sob um dia ensolarado. Nesse estado de dor, muitos não sabem a quem recorrer; e, quando recorrem, muitas vezes o fazem de forma equivocada. Buscam soluções onde não há, pedem socorro a quem também está ferido, e se voltam para fontes onde o Altíssimo não habita.

 

O salmista nos ensina um caminho mais alto: direcionar nossa angústia ao Deus que fez os céus e a terra. Ele não é como os falsos deuses, que prometem e não cumprem, que iludem e não salvam. Somente o Senhor tem poder para sustentar, restaurar, curar e salvar aqueles que o buscam em espírito e em verdade. Nele há resposta para a dor, refúgio para a alma e esperança para os dias mais escuros.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

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