O CARTÓRIO DO CÉU

 


“Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões e sobre toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos se vos sujeitam; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus” (Lucas 10:19–20).

 

Lucas, inspirado por Deus, apresenta nesse texto uma ordem de prioridades espirituais ao destacar dois temas centrais: poder e salvação. Jesus reconhece que seus discípulos receberam autoridade, mas faz questão de deixar claro que o maior motivo de alegria não é o poder, e sim a salvação.

 

De que adiantaria ao homem ter recursos e capacidade para construir uma belíssima casa e, depois de pronta, ser impedido de morar nela? Da mesma forma, de nada vale possuir poder espiritual, dons ou autoridade, se o nome não estiver registrado nos céus. Se fosse possível escolher, o ideal seria desfrutar de ambos, poder e salvação, mas sempre lembrando que o poder só tem valor quando está ligado à vida eterna.

 

A Bíblia nos adverte que, muitas vezes, o ser humano inverte essa lista de prioridades, buscando ser “grande aos olhos dos homens” e deixando em segundo plano aquilo que é eterno. No entanto, quando uma criança nasce, seus pais se apressam em registrá-la no cartório; só depois vêm as demais providências. Esse registro garante sua identidade e seus direitos.

 

Da mesma forma, Deus nos ensina que a prioridade é ter o nome registrado no “Cartório do Céu”, no Livro da Vida. Quando alguém nasce de novo em Cristo, seu nome é ali escrito, e todas as demais bênçãos passam a ser consequência natural dessa nova vida.

Portanto, antes de buscar poder, conquistas ou reconhecimento, busquemos a certeza da salvação, pois o maior milagre não é expulsar demônios, mas ter o nome escrito nos céus.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

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