ALVO, COISA SÉRIA!



Prossigo para o alvo!

“Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação (habilidade) de Deus em Cristo Jesus” – (Filipenses 3:14).

A Palavra de Deus é bastante enfática ao dizer que todos nós, os cristãos, necessitamos buscar bons planejamentos, visando nos favorecer fisicamente, emocionalmente e espiritualmente durante nossa existência neste mundo.

Muitas pessoas desejam possuir todas as bênçãos resultantes de uma vida entregue ao Senhor e Salvador Jesus Cristo instantaneamente, e não entendem que existem benefícios que somente serão alcançados através de alvos estabelecidos e investimento de tempo (processo) para atingi-los.

Logo, se nascemos em Cristo, devemos aspirar ardentemente o crescimento, tendo como alvo a maturidade espiritual. Quando falamos em amadurecimento, não podemos ignorar ou desprezar os estágios naturais que antecedem o ponto de maturação. O apóstolo Paulo cita em sua primeira Epístola aos Coríntios: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino” – (I Coríntios 13:11). “Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” – (Efésios 4:13).

O “tempo” quando bem administrado é um ingrediente, por assim dizer, riquíssimo e indispensável para solidificar ministérios e torná-los cheios de unção. Entretanto, há de se considerar que o período de maturidade cristã varia de um para outro, dependendo da intensidade da busca de cada um.


Os alvos funcionam como combustível precioso que nos impulsionam para caminharmos esperançosos e venturosos. Quanto mais alvos sadios submetermos nossas mentes, mais longe ficará a contagiante depressão que de perto espreita cada mente vazia e sem perspectiva de vida.

Pela Bíblia, Deus fala de forma inteligível a todas as classes de pessoas, sobre a importância de se manter a mente ocupada com coisas e ou projetos que contribuem para as saúdes - física, emocional e espiritual. Vamos conferir: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” – (Filipenses 4:8). “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança” – (Lamentações 3:21).
 

 A maioria de nós, é dotada de capacitação medíocre, isto é um fato. Todavia, é espantoso notar os enormes feitos executados por Deus através de pessoas modestas, muitas destas, sem qualificações intelectuais que poderiam “justificar” os resultados surpreendentes registrados nas esferas física e espiritual. Para Deus, o que conta não é o intelecto, importa sobre tudo, a irrestrita obediência a Ele, sabendo que todos os projetos dependerão dEle para sua realização.

É imperativo enfatizar a necessidade de se estabelecer alvos, a fim de manter acesa a chama da esperança que cada cristão conserva dentro de si, mostrando ao mundo que a vida cristã não se amolda em uma perspectiva inexpressível.

Existe edificantes  alvos e projetos para todo tipo de pessoas, todo tipo de gosto ou preferência. Contudo, cada projeto que nasce no coração de Deus e cresce no coração do homem cristão fiel, com certeza contribuirão para sua maturidade, para colheita de muitos frutos e para o engrandecimento do reino de Deus.

Você têm muitos projetos abençoadores? Espero que sim! Deus te abençoe e te capacite para alcançá-los. Amém?

_________________________Plínio Cavalheiro.

MISERICÓRDIA, MANDAMENTO E ATRIBUTO DE DEUS!



Lamentações 3:22,23
O caráter de Deus é composto de muitos atributos. Um dos atributos é a misericórdia. Este termo tem um significado de “auxílio não merecido”. Paulo chama à memória dos cristãos de Éfesos quando eles ainda estavam mortos por conta dos pecados e por causa disto andavam segundo o curso deste mundo fazendo a vontade da carne e mesmo assim foram alcançados pela misericórdia de Deus.

O apóstolo Paulo reporta sua experiência de vida, dizendo: “Entre os quais todos nós também anteriormente andávamos nos caminhos da carne. Entretanto, Deus aplicou em cada um de nós a misericórdia, oferecendo gratuitamente o perdão e salvação através de Cristo Jesus”.

Você pode estar se perguntando, o que leva uma pessoa fazer algo em benefício de alguém que não merece favores? O texto responde a esta questão referindo que a causa desta atitude não é outra, senão o amor. Sem amor não há cristianismo legítimo e, por conseguinte a misericórdia não desenvolve como ministério prático.

Paulo enfatiza este tema ao escrever ao povo de Corintos: “E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor” – (1 Coríntios 13:2,12,13).

Não deixe de agradecer a Deus pelo seu imenso amor e por sua incomensurável misericórdia para com o ser humano. Avalie seus sentimentos e dê nomes a cada um deles e descubra se a misericórdia está inserida nesta lista. Caso não esteja, ore pedindo perdão e peça a Deus que desperte dentro de você este magnífico dom. É bom lembrar mais uma vez, sem misericórdia estaríamos irremediavelmente perdidos, sem perdão, sem Deus e sem salvação.

“As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade” – (Lamentações 3:22-23).



______________________ Plínio Cavalheiro.


MISERICÓRDIA DE DEUS!



O Bom Samaritano.

O salmo 136 em seus 26 versículos enfatiza sobre a misericórdia de Deus. Por que a insistência e qual é a explicação teológica do termo “misericórdia”.

Em primeiro lugar, a repetição se faz necessária pelo fato de conscientizar a humanidade que sem ela o homem está predestinado à morte e separação permanente de Deus. Não obstante, o homem tem o direito de aceitá-la ou rejeitá-la.

E em segundo, a melhor exegese para esta palavra que encontramos na Bíblia, em minha opinião, é a parábola do bom samaritano – Lucas 10:25-37. Vamos examinar o seu comentário:

Em um contexto onde certo perito da lei levantou-se na tentativa de embaraçar Jesus, lhe perguntou: “Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?”. Respondeu Jesus: O que está escrito na lei, Como você a lê?

O conhecedor das letras respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento e amararás a teu próximo como a ti mesmo”.

Jesus retorna: “Você respondeu corretamente. Faça isso e viverá”. Entretanto, o inquiridor, não satisfeito e querendo justificar-se perguntou a Jesus: “E quem é o meu próximo?”.

E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo. E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão; E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele; E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar. Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira – (Lucas 10:30-37).

O sentimento de misericórdia, quando não acompanhado de atitudes práticas é inútil. O samaritano, vendo o homem extremamente necessitado, moveu-se de íntima compaixão e fez o imprescindível para salvá-lo, diferentemente do sacerdote e do levita que simplesmente passaram de largo.

Qual é a relevância desta parábola para os dias de hoje? Existem muitos ensinamentos. Entretanto, vou destacar alguns somente:

1). Cristianismo contemplativo. Não há espaço no reino de Deus para cristãos semelhantes ao sacerdote e o levita da parábola, apressados para outras prioridades e sem tempo para socorrer feridos que estão caídos pelas margens das estradas deste mundo tumultuado, repleto de salteadores (demônios) que visam – matar, roubar e destruir.

2). Desta água eu nunca bebi. Nenhum cristão autêntico consegue afirmar que nunca foi assaltado e que jamais esteve ferido mortalmente à beira do caminho. A Bíblia diz: “Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)” – (Efésios 2:5). “Tirou-os das trevas e sombra da morte; e quebrou as suas prisões” – (Salmo 107:14). “Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim” – (Atos 26:18). “O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” – (Colossenses 1:13). “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” – (I Pedro 2:9).

3). Conceito dinâmico sobre o próximo. Jesus abre um grande leque ao responder a pergunta: “Quem é o meu próximo?”. Ao contrário de uma interpretação cômoda, Jesus diz: “todos que necessitam de ajuda, inclusive os inimigos!” Próximo não significa necessariamente conviver junto dia e noite. Próximo significa amar, se interessar, se aproximar daquele que está sofrendo, mesmo não conhecendo sua identidade e fazer por onde sua situação tome um rumo diferente e melhor, saindo do risco de morte para desfrutar da certeza de vida permanente em Cristo Jesus.

4). Dois tipos de pecados. A parábola cita dois tipos de pecados praticados por dois tipos de pessoas. O primeiro, cometido por delinquentes que sem piedade usam de violência contra alguém que viaja, maltratando-o, roubando seu dinheiro e deixando-o como morto à margem da estrada. O segundo, praticado por duas pessoas semelhantes, o sacerdote e o levita. Estes praticaram o pecado da indiferença para com o necessitado. Passaram, olharam, perceberam a gravidade do problema, contudo, deram de ombros e continuaram viajando como se nada houvesse acontecido. A Bíblia cita: “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado” – (Tiago 4:17).

5). Demonstração de amor. O terceiro homem coincidentemente passa pelo mesmo caminho. Olha com olhos de compaixão e é compelido a tomar uma decisão em favor do semimorto. Não fora o sentimento de amor e atitudes corretas do samaritano, aquele homem certamente morreria sangrando naquele lugar despovoado.

Esta parábola é uma declaração sobre a bênção da salvação que chega ao homem quando ele está potencialmente morto no mundo espiritual. Jesus enviado pelo Pai foi e continua sendo o bom samaritano, livrando o homem da morte. A Bíblia diz: “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” – (Isaías 53:5).

Reconheça que você se enquadra entre uma ou outra situação. Ou você já foi salvo pelo bom samaritano Jesus Cristo, ou você ainda está ferido à beira do caminho e precisa ser alcançado pelo Salvador. Se a segunda hipótese for seu caso, ore agora e clame a Ele por socorro e Ele virá.


________________Plínio Cavalheiro.

PARÁBOLA DOS TRABALHADORES DA VINHA


Mateus 20:1-16
1º de Maio – Dia Mundial do Trabalho. A história registra que o Dia Mundial do Trabalho surgiu em Paris através de um Congresso Socialista em 1889. A partir de então, por decreto, passou-se a comemorar este dia como sendo o “dia dos trabalhadores”. Contudo, se pergunta: Quem criou ou quando se deu início ao trabalho propriamente dito?

Trabalho é incontestavelmente criação de Deus desde o início da criação do mundo. Deus após criar o homem delegou a ele tarefas para mantê-lo ocupado. A Bíblia diz: “E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar” – (Gênesis 2:15) – antes do pecado. “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” – (Gênesis 3:19 – período pós-pecado.

A parábola dos trabalhadores da vinha representa um espetáculo dividido basicamente em duas cenas, passado e presente. As cenas se desencadeiam mostrando o reino dos céus, um proprietário (Senhor), trabalhadores (empregados) e uma vinha (local de colheita).

Assim começa a parábola: Porque o reino dos céus é semelhante a um dono de casa (Deus) que saiu de madrugada para assalariar (contratar) trabalhadores (cristãos) para a sua vinha (mundo) pagando um denário (dinheiro da época) por dia.

Os trabalhadores que foram contratados logo na primeira hora do dia representam os primeiros cristãos que no passado receberam a incumbência de anunciar o evangelho e fazer novos discípulos. Consequentemente os outros que assumiram o trabalho em horários subseqüentes são os discípulos dos discípulos, chegando até os últimos que são representados por nós.

Entendemos que, por conta dos acontecimentos e prenúncios registrados na Bíblia, vivenciamos a hora undécima descrita no texto. Estamos próximos do encerramento do expediente, final dos tempos, quando não mais será possível trabalhar na grande vinha colhendo frutos para o dono da casa.

Nesta parábola o Senhor está falando de vidas (frutos) que necessitam serem colhidas enquanto é dia. No reino dos céus todos os participantes, sem exceção, fizeram parte da vinha e foram colhidos por trabalhadores contratados por Deus. Deus é o maior interessado em não deixar nenhum fruto se perder. Todos são preciosos aos olhos do Senhor da vinha.

A vontade de Deus está direcionada no sentido de ver todos alcançados pela salvação através de Jesus Cristo. Jesus vai voltar em dia e hora que não sabemos. Entretanto, sabemos que existe uma multidão imensurável de homens e mulheres que necessitam serem alcançados pelo e colhidos, ainda que, na última hora.

Diante desta parábola faça uma avaliação de sua vida. Onde você se encaixa nela? Você se considera um “trabalhador” omisso, um TRABALHADOR obediente ou um fruto que ainda não foi colhido?

Caso sua resposta tenha sido a última alternativa, convido você a se deixar colher hoje. Não resista algo tão maravilhoso capaz de lhe conceder o privilégio de participar eternamente do reino dos céus.

Na prática isto significa abrir o coração para Jesus, confiar nele, aceitá-lo e confessá-lo como único meio de salvação e vida eterna. “A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” – (Romanos 10:9).

A luta do trabalhador no dia de hoje continua sendo a busca pelos direitos constitucionais e galgar novos degraus em direção ao reconhecimento do seu trabalho. Entretanto, todas as conquistas não satisfazem a maior e mais importante necessidade que o homem tem. Qual? O Desejo de viver eternamente. Em Cristo o homem adquire este direito para sempre. Aceite-O JÁ!

_________________Plínio Cavalheiro.

  A OBEDIÊNCIA VALE MAIS QUE AS PALAVRAS!   “Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai ...