PEDIR, BUSCAR E BATER

 

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á” (Mateus 7:7-8).

 

Pedir o quê?
Buscar o quê?
Em qual porta devemos bater?

 

Quando Jesus disse “pedi, buscai e batei”, não estava ensinando que Deus é obrigado a conceder tudo o que desejamos. Ele estava ensinando a confiar no Pai, que conhece perfeitamente nossas necessidades.

 

Você que é pai, ou ainda é filho, entende isso muito bem. Amamos nossos filhos a ponto de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para protegê-los e vê-los felizes. Entretanto, nenhum pai responsável diria: “Peça o que quiser e eu lhe darei.”

 

O amor também sabe dizer “sim”, “não” e “ainda não”. Imagine uma criança de sete anos pedindo ao pai um carro zero-quilômetro para passear com os amigos. O pai certamente recusaria o pedido, não por falta de amor, mas justamente porque ama o filho e sabe que ele ainda não tem maturidade para receber aquilo.

 

O mesmo aconteceria se essa criança quisesse ir sozinha a uma festa e voltar às onze da noite. O pai provavelmente diria: “Filho, você ainda não tem idade nem maturidade para assumir determinadas responsabilidades.” Mas o que é maturidade? Podemos compará-la ao amadurecimento de uma fruta. Ela precisa de tempo para chegar ao ponto certo. Se for colhida ainda verde, poderá ter um sabor desagradável. Há coisas que também precisam do tempo certo para serem recebidas.

 

Assim acontece conosco. Há pedidos que não são necessariamente ruins, mas talvez ainda não sejam bons para nós naquele momento. Outros simplesmente podem não fazer parte da vontade de Deus. Por isso, orar não é tentar convencer Deus a fazer aquilo que queremos. É apresentar nossos pedidos ao Pai, confiar em Sua sabedoria e submeter nossos desejos à Sua vontade.

 

A Bíblia também nos alerta: “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites”(Tiago 4:3). Então: Pedir o quê? Aquilo que apresentamos a Deus com fé e coração sincero. Buscar o quê? Acima de tudo, buscar a Deus, Sua vontade e Seu Reino. Em qual porta bater? Na porta que conduz à presença do Pai, confiando que Ele sabe quando abrir e quando dizer “não”.

 

A grande questão não é apenas saber pedir, mas aprender a pedir com maturidade, buscar com perseverança e bater na porta certa. Afinal, quando estamos diante de Deus, podemos confiar que a mão que segura a maçaneta pelo lado de dentro pertence ao nosso Pai. Se Ele abrir, receberemos; se mandar esperar, esperaremos; e, se fechar uma porta, continuaremos confiando, porque Sua sabedoria é maior que a nossa. Deus não deixa de ser Pai quando diz “não”. Às vezes, Seu “não” é justamente uma das maiores expressões do Seu amor.

 

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Qual é a atitude correta diante de uma resposta negativa de Deus?

A) Desistir de orar.
B) Ficar decepcionado com Deus.
C) Insistir até Deus mudar de ideia.
D) Confiar que Deus sabe o que é melhor, mesmo quando Sua resposta não é aquilo que desejávamos.

 

Plínio Cavalheiro – capelão. 

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