TORNANDO-SE AMIGO DE DEUS

 

“Já não vos chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.” (João 15:15).

 

Durante nossa existência, é impossível evitar que acontecimentos marquem nossa vida, mesmo sem que façamos esforço para que isso aconteça. Ao interagirmos com pessoas e vivermos diferentes situações, algumas delas acabam ocupando um lugar especial em nossas emoções. Por isso, há pessoas que apenas conhecemos, enquanto outras podemos chamar de verdadeiros amigos.

 

Quando nos referimos a esses amigos, sabemos que são poucos os que conquistam essa insígnia tão preciosa, ficando gravados em nosso coração. São aqueles em quem confiamos e com quem podemos contar, não apenas por sua amizade, mas também por seu afeto, respeito e lealdade.

 

No âmbito espiritual, não é diferente. Deus criou o homem para que tivesse comunhão com Ele e desenvolvesse um relacionamento profundo e verdadeiro com seu Criador. Contudo, infelizmente, muitas pessoas se contentam em apenas conhecer a respeito de Deus, sem buscar uma intimidade maior com Ele.

 

Essas pessoas dizem: “Conheço Deus, mas percebo que Ele é tão poderoso que não está ao meu alcance, sendo eu tão pequeno e insignificante.” No entanto, esse pensamento não corresponde ao que as Escrituras revelam. Deus deseja relacionar-se com seus filhos e convida cada um a aproximar-se d’Ele com confiança.

 

O Senhor tem grande interesse em caminhar conosco diariamente. Podemos contar com Sua presença em todos os momentos: no calor das alegrias e nos períodos frios das tristezas, lutas e adversidades. Ele permanece fiel, pronto para ouvir, consolar, orientar e fortalecer aqueles que O buscam.

 

Para concluir, deixo uma pergunta para sua reflexão: Você é apenas alguém que conhece a Deus, ou pode dizer que é amigo de Deus?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 A OBEDIÊNCIA VALE MAIS QUE AS PALAVRAS!

 

“Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai hoje trabalhar na minha vinha. Ele respondeu: Não quero; mas depois, arrependendo-se, foi. Dirigindo-se ao segundo, disse-lhe a mesma coisa. E ele respondeu: Eu vou, senhor; mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram eles: O primeiro.” (Mateus 21:28-31).

 

O que essa parábola realmente me ensina? Ela estabelece uma distinção entre o discurso e o serviço, entre o que se fala e o que se faz. Um dos filhos respondeu: “Não quero”; o outro disse: “Eu vou, senhor”. Se considerássemos apenas as respostas iniciais, provavelmente elogiaríamos o segundo filho por sua aparente cortesia e respeito.

 

Entretanto, o desfecho da parábola revela uma realidade diferente. O primeiro filho respondeu de forma inadequada ao pai, mas depois se arrependeu e fez aquilo que lhe havia sido ordenado. Já o segundo, apesar de sua prontidão verbal, demonstrou desobediência por meio de suas atitudes.

 

Essa parábola nos ensina que Deus não se impressiona apenas com palavras bonitas ou promessas bem-intencionadas. Ele se agrada daqueles que, mesmo reconhecendo seus erros, se arrependem e obedecem. Afinal, uma palavra precipitada pode ser corrigida pelo arrependimento, mas uma promessa sem obediência revela um coração que ainda não se submeteu à vontade do Pai.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 CRISTÃOS SEM MÁSCARAS: VIVENDO A FÉ COM TRANSPARÊNCIA!

 

“Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus” (2 Timóteo 1:8).

 

Deus não nos resgatou para sermos “cristãos secretos”. Nossa liberdade em Cristo nos leva a glorificá-Lo tanto no secreto quanto em público, por meio de nossos pensamentos, palavras e, principalmente, de ações transparentes que reflitam o Seu caráter.

 

O apóstolo Paulo escreveu: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê...” (Romanos 1:16). Da mesma forma, ecoando o ensino do Senhor Jesus, a Escritura adverte: “Porquanto, qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos” (Marcos 8:38).

 

A transparência e a autenticidade devem marcar a vida do cristão. Quem foi alcançado pela graça de Deus é chamado a viver de modo coerente com a fé que professa, refletindo o caráter de Cristo em suas atitudes. Permanecer indiferente ao chamado de Deus e rejeitar Sua vontade conduz a uma vida distante dos Seus propósitos e ao risco de ouvir, naquele dia, as solenes palavras do Senhor: “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim...” (Mateus 7:23).

 

Plinio Cavalheiro – capelão.

O ALERTA QUE EU NÃO OUVI!

 

“Sede, pois, prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mateus 10:16).

 

Certa vez, fui enganado por um golpista que se passava por vendedor de utensílios domésticos pela internet. Fechei negócio com ele porque acreditei estar negociando com uma pessoa honesta. No entanto, a realidade era bem diferente.

 

Ao realizar o PIX, recebi um alerta do banco recomendando cautela, pois havia indícios de que a transação poderia se tratar de um golpe. Ignorei o aviso e, utilizando uma segunda conta bancária, concluí o pagamento. Somente depois percebi que havia sido vítima de uma fraude.

 

Essa experiência me levou a refletir que Deus, em Sua sabedoria, muitas vezes permite que enfrentemos as consequências de nossas decisões para aprendermos lições valiosas. No meu caso, havia recebido um alerta claro sobre o perigo, mas decidi não dar a devida atenção.

 

Entre os ensinamentos importantes que Deus deixa aos Seus filhos está a necessidade de unir prudência e simplicidade. Jesus disse: “Sede, pois, prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mateus 10:16). A fé não dispensa o discernimento; ao contrário, ela nos incentiva a agir com sabedoria, atenção e responsabilidade diante das situações da vida.

 

Essa experiência me ensinou que ouvir os alertas, avaliar os riscos e agir com prudência também fazem parte da caminhada de quem deseja viver segundo os princípios de Deus.

 

Plínio Cavalheiro – capelão. 

A PRIMEIRA MACHADADA!

 

“A ilustração a seguir não é minha. Ela existe em diferentes versões há muitos anos”.

 

Conta-se que alguém visitou o inferno, ou um lugar onde o diabo guardava suas ferramentas, e encontrou, entre instrumentos aparentemente terríveis, uma pequena cunha. Ao perguntar por que aquela ferramenta era tão valorizada, ouviu que ela servia para abrir pequenas brechas, como as utilizadas pelo madeireiro para começar a rachar o tronco de uma árvore.

 

Essa ilustração não está na Bíblia com essas palavras, mas sua mensagem nos leva a uma reflexão profundamente bíblica: pequenas concessões podem abrir caminho para consequências maiores. Uma grande árvore começa a tombar com o primeiro golpe. Depois vêm outros, até que ela finalmente cai.

 

Na vida espiritual também precisamos vigiar. Uma tentação aparentemente pequena, quando alimentada, pode dar lugar ao pecado. Tiago nos alerta: “Cada um, porém, é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tiago 1:14–15).

 

Por isso, não devemos brincar com aquilo que pode nos afastar de Deus. O inimigo pode tentar, mas nossas escolhas também são responsabilidade nossa. A Palavra nos orienta: “Sede sóbrios e vigilantes... resisti-lhe firmes na fé” (1 Pedro 5:8–9).

 

Não espere a última machadada. Não permita o primeiro golpe. Vigie seus pensamentos, suas escolhas e seus desejos. Não abra espaço para aquilo que, aparentemente pequeno hoje, poderá produzir grandes consequências amanhã. Permaneça firme na Palavra e resista à primeira “cunha”.

 

Plínio Cavalheiro – capelão. 

  CRISTO: NOSSO MODELO DE OBEDIÊNCIA!   “Então desceu com eles para Nazaré e era-lhes sujeito. Sua mãe, porém, guardava todas estas cois...