CANTANDO NA PRISÃO!



É possível cantar em uma cela de presídio, quando tudo está escuro e a dor bate forte no coração? É possível glorificar o nome do Senhor quando a enfermidade está presente? É possível adorar Jesus Cristo quando o desemprego é uma realidade?

A Bíblia narra um fato que aconteceu com Paulo e Silas. Na prisão, eles sofriam injustamente pelas feridas causadas pelas torturas. Estavam algemados e amarrados com correntes e por conta disso sentiam dores. O ambiente era sombrio, nada agradável. Não tinha rádio, televisão, internet; mas mesmo assim, os dois homens de Deus cantavam.  O texto diz: “E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam” – (Atos 16:25).

Como explicar este comportamento? Simples! Paulo e Silas não estavam abandonados. Jesus estava lá. É impossível as trevas prevalecerem diante da presença de Jesus. Ele disse: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” – (João 8:12).

Quando o homem deixa Jesus habitar em seu coração, ele se torna consciente de que tudo aquilo que acontece servirá para o seu fortalecimento físico. emocional e espiritual. Confira em sua Bíblia a história completa em Atos capítulo 16, e tome pra si o exemplo destes dois homens que não se deixaram contaminar com a murmuração diante da adversidade.

_____________________Plínio Cavalheiro.


APARTA-TE DO MAL!




(Aprendendo com o rei Davi)

“Aparta-te do mal e pratica o que é bom; procura a paz e empenha-te por alcançá-la” - [Salmo 34:14].

Deus pretende que os ensinamentos contidos na Bíblia nos direcionem a uma intimidade pessoal com Ele, porém, não pode fazê-lo se nós não meditarmos em Sua palavra sistematicamente.

Mais do que nunca, temos necessidade de ler, estudar e praticar os preceitos inseridos nas escrituras, para que as promessas do Senhor se evidenciem em nós. É bom ressaltar que o verso quatorze deste Salmo apresenta quatro comandos:

1. “Ficar longe do mal”. Você talvez tenha feito essa pergunta a si mesmo, ou tenha tentado responder para outra pessoa: “O que é mal?” Quem sabe, por comodidade ou por falta de conhecimento alguém sintetizaria sua resposta da seguinte forma: “Mal é a ausência do bem”. Você se daria por satisfeito com esta resposta?

Isto me faz lembrar meu neto Daniel, em um período quando tinha seus cinco aninhos. Quando dizia a ele, por exemplo: “Daniel, não faça isso”. Imediatamente, a maioria das vezes, ele rebatia o comando com uma pergunta: “Por quê?” Para testá-lo, eu respondia: “Porque não”. Enfático ele contestava: “Porque não, não é resposta”.

Deus em nenhum momento sonegou informações ao seu povo e nem passou comandos equívocos e desnecessários. Existia e continua valendo para os nossos dias uma razão para cada orientação de Deus. Um texto que exemplifica esta situação encontra-se no Salmo primeiro: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” –(Salmo 1:1). Neste texto o Senhor diz a razão das recomendações de não andar, não se deter e nem se assentar com certos tipos de pessoas. Veja o início da conversa: “Para ser muito feliz”.

2. “Pratica o que é bom”. Muitos cristãos inadvertidamente estão buscando cumprir somente a primeira parte do verso e se esquecem da importância que há na totalidade, onde o povo de Deus é conclamado a fazer o que é bom. O maior bem que está ao alcance do cristão não é outro senão o anúncio de Jesus Cristo àqueles que estão caminhando para a perdição eterna sem esperança e sem salvação. O apóstolo Tiago adverte aos negligentes: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando” – (Tiago 4:17).

3. “Procura a paz”. Onde seguramente o homem poderá encontrar algo tão precioso sugerido pelo salmista? Como identificar a verdadeira paz? O salmista escreveu: “Grande paz têm os que amam a tua lei; para eles não há tropeço” – (Salmo 119:165).

Esta lei não deve ser confundida com qualquer preceito legal, que por vezes é elaborado por homens egocêntricos. O termo hebraico é torah, que significa, “instrução” ou “ensino”, equivalendo à vontade de Deus sendo cumprida através do comportamento diário.

Jesus disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” – (João 14:27). A paz de Jesus está avaliada em um nível de excelência – qualidade e durabilidade, e nada pode se comparar a ela.


4. “Empenha-te por alcançá-la”. Por fim, a palavra de ordem que deve acompanhar o cristão em sua trajetória ministerial – “perseverança”. Com o avanço da tecnologia, e a construção de equipamentos cada vez mais poderosos e eficientes, o que se tem verificado nas últimas décadas é uma priorização em máquinas velozes que oferecem respostas imediatas aos anseios do homem.


Não há como negar, que muitas das descobertas científicas têm contribuído positivamente, favorecendo a população. Contudo, não podemos aceitar que o cristão queira que as coisas relacionadas com o reino de Deus aconteçam necessariamente da mesma forma. Ou seja, aciono o “botão” que me liga a Deus e instantaneamente tenho todas as respostas para os meus problemas. Cristão não perseverante pede hoje e exige a resposta para ontem, caso contrário ele ameaça apostatar ou mudar de igreja. Isto se chama - chantagem contra Deus!

“Procura a paz e empenha-te por alcançá-la”, e quando tiver alcançado, compartilhe com as multidões que estão em meio a uma guerra, morrendo sem Deus e sem salvação. Lembrando que, o cristão é um pacificador usado como instrumento de Deus para levar a reconciliação entre o homem pecador e Deus Santo, através de Jesus Cristo. 

Diga ao Senhor Deus neste dia: “Amado Senhor, capacita-me para que eu tenha visão e conduta de pacificador e que consiga me apartar do mal. Desejo ainda que o Senhor me use poderosamente como instrumento para abençoar muitas vidas que ainda não estão desfrutando da paz que é oferecida por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. Amém!



___________Capelão - Plínio Cavalheiro.

LONGEVIDADE!




[Aprendendo com o rei Davi]

Quem é o homem que ama a vida e quer longevidade para ver o bem?
[Salmo 34:12]

Se você tivesse que responder sobre sua vida, qual seria o seu discurso? Quanto tempo você necessitaria para apresentar um relatório detalhado sobre sua existência? Quem é você, o que você fez e quais são suas perspectivas de vida para o futuro?

Não obstante, o verso terminar com um ponto de interrogação, não há porque pensar que Deus não tenha a resposta para este questionamento. Deus é conhecedor de todas as coisas pelo fato de possuir o atributo da Onisciência. “Sabendo que, se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas” – (I João 3:20).

Para muitas pessoas, no entanto, chega um momento na vida em que elas subestimam o poder de Deus, superestimando seu próprio conhecimento, capacidade e força. Davi escreve: “Quem é o homem que ama a vida?”. Jesus, em seu sermão do Monte, em um dos pontos, sintetiza e define a capacitação limitada que o homem possui: “Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?” – (Mateus 6:27).  

A primeira parte do verso oferece base para extração de pelo menos duas linhas de interpretação: a) – Amar a vida pela ótica do mundo. Neste caso, certamente contrariando os princípios da Palavra de Deus, as pessoas entendem que para alcançar a felicidade há de se priorizar e usar as coisas que estão disponíveis no mundo, patrocinadas por Satanás. Evidentemente, esses sempre vão ignorar palavras como esta: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” – (1 João 2:15); 

b) – Amar a vida pela visão de Deus. Basicamente é colocado um mandamento (não significa que não há outros), para sustentar as promessas do Senhor para uma vida feliz. Desta vez é Pedro que oferece a dica: “Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente” – (1 Pedro 3:10). 

A segunda parte do verso está ligada à expectativa de vida – “longevidade”. Expectativa de vida é o cálculo estimado de quantos anos em média se espera que uma pessoa sobreviva em determinado local. É calculado tendo em conta, além dos nascimentos e obituários, o acesso a saúde, educação, cultura e lazer, bem como a violência, criminalidade, poluição e situação econômica do lugar em questão - (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre).

Neste século, contamos com o aumento da longevidade, por conta do progresso no meio ambiente, como, exemplo, tratamento da água, serviço de esgoto, e drogas que eliminam as epidemias. As doenças como infecções, que no passado não distante dizimavam populações inteiras, hoje podem perfeitamente ser controladas com relativa facilidade. As vacinas têm dado valorosas contribuições no campo preventivo das enfermidades. Máquinas moderníssimas oferecem diagnósticos precisos e contribuem ao ser humano viver mais tempo. Mesmo assim, fica uma pergunta: “Será que estamos vivendo melhor?”

É bem possível que a ênfase sobre este assunto – longevidade - ocupe uns dos primeiros lugares, senão o primeiro lugar em termos de divulgação pela mídia. São toneladas e mais toneladas de produtos e métodos que são despejados nas mentes dos consumidores, com o propósito de oferecer beleza e vida longa.

Entretanto, mais uma vez a Palavra de Deus vem para dar sua contribuição em relação a este assunto: “Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos”. “Porque os meus dias, como fumaça, se desvanecem, e os meus ossos ardem como em fornalha” – (Salmos 90:10; 102:3). É óbvio que nesta “regra” de oitenta anos, felizmente existe exceção. Por exemplo, minha mãe, graças a Deus completa neste mês 93 anos, gozando de saúde e lucidez.  

Não importa quanto vivemos e sim como vivemos. O ideal seria colocar quantidade com qualidade de vida, desfrutando cada dia como se fora seu último dia de existência, sabendo que o futuro pertence a Deus e que os seus dias são destinados para promover o bem na face da terra.

Quem é o homem que ama a vida e quer longevidade para ver o bem? Não há mal em se buscar a longevidade, cuidando do físico por se tratar do templo do Espírito Santo de Deus. O problema está em adiar aquilo que deve ser realizado no momento. O bem está disponível ao homem no presente, sem que haja necessidade de se viver muito para conquistá-lo. Deste modo, respeitando profundamente a Bíblia, eu coloco este verso da seguinte forma: “Feliz é o homem que ama a vida (que Deus lhe deu) e quer longevidade (santificando o seu corpo), para ver o bem (contribuindo para ver o bem acontecer)” [grifo meu]. Amém?

___________________Plínio Cavalheiro.

O QUE DECIDIR?



A Bíblia diz em Provérbios 18:13: “Responder antes de ouvir, é estultícia e vergonha”. Quando estamos inseguros para tomar decisão, a melhor coisa é observar todos os fatos e procurar orientação dentro da palavra de Deus ou não se acanhar em pedir ajuda a pessoas que demonstram no dia-a-dia uma vida de retidão.

Confie em Deus e não em si mesmo quando necessitado de orientação. A Bíblia diz em Provérbios 3:4-6 “Assim acharás favor e bom entendimento à vista de Deus e dos homens. Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas”.

A oração ajuda no processo de tomar decisões. Jesus usou este método antes de escolher os discípulos. A Bíblia diz em Lucas 6:12: “Naqueles dias retirou-se para o monte a fim de orar; e passou a noite toda em oração a Deus”.
É importante ter humildade quando pedimos a Deus para nos ajudar a tomar boas decisões. A Bíblia diz em Salmo 25:9 “Guia os mansos no que é reto, e lhes ensina o seu caminho”.

Eis uma questão para você decidir neste momento: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” – (Apocalipse 3:20). Só você pode tomar esta decisão de abrir a porta de seu coração e convidar Jesus a entrar e assumir o controle de sua vida. “Decidir ou não decidir, uma questão de vida ou morte”.



______________Plínio Cavalheiro.

DE ONDE ME VIRÁ O SOCORRO?




Os cultos idólatras dos baalins eram realizados nos lugares altos, nos montes. A Bíblia diz: “Em todos os vossos lugares habitáveis, as cidades serão destruídas, e os lugares altos assolados; para que os vossos altares sejam destruídos e assolados, e os vossos ídolos se quebrem e se acabem, e as vossas imagens sejam cortadas, e desfeitas as vossas obras” – (Ezequiel 6.6).

O Salmista se volta para os montes e muito provavelmente meneia a cabeça enquanto fala: “Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra’ – (Salmo 121:1,2). O pregador, apesar de não aceitar a idolatria, e isto fica patente em seu sermão, prefere destacar os atributos de seu Deus, afirmando - “Que fez o céu e a terra”.


Poderia ter questionado os frequentadores dos montes: O que seu ídolo criou neste universo? Nada, seria a resposta correta. Um ídolo não pode fazer nem o bem e nem o mal por si só. O profeta Jeremias escreveu: “Ouvi a palavra que o Senhor vos fala a vós, ó casa de Israel. Assim diz o Senhor: Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis dos sinais dos céus; porque com eles se atemorizam as nações. Porque os costumes dos povos são vaidade; pois corta-se do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, feita com machado; Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova. São como a palmeira, obra torneada, porém não podem falar; certamente são levados, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer mal, nem tampouco têm poder de fazer bem” – (Jeremias 10:1-5).

Já tive oportunidade de ouvir pessoas dizendo: "Elevo meus olhos para o monte de onde me virá o socorro". Quando mudamos ponto, acentuação ou vírgula em determinados versículos, estamos nos arriscando a mudar também o sentido da mensagem. Neste caso específico, temos que tomar os devidos cuidados de respeitar os dois pontos após “montes” e em seguida notar a pergunta e não uma afirmação como alguns têm feito inadvertidamente.


O nosso socorro não veem necessariamente do monte, pode até vir, pelo fato de Deus ser soberano sobre todas as coisas. Se dependêssemos de monte para o auxílio de Deus, como ficaria àqueles que moram em planícies? O nosso socorro veem do Senhor que fez o céu e a terra e está presente em todos os lugares que Ele julgar necessário estar, seja na planície, nas montanhas, no céu ou na terra. Ele é Onipresente. No entanto, a Palavra de Deus é fonte inesgotável de ensinamentos e oferece oportunidade para extrair de um só texto várias lições edificantes, como por exemplo: É considerável admitir que “montes” representem os problemas diante de nós. 

Espero que você tenha aprendido com o salmista esta maravilhosa lição dos cuidados de Deus Onipotente. Não se curve diante de algo que não tem poder para soluciona o seu problema, por mais simples que possa parecer. Clame e se curve diante do Deus que criou todas as coisas, sabendo que não há limite para o seu poder. Amém?



_____________________________Plínio Cavalheiro.

VOLTE ENQUANTO HÁ TEMPO!   "Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai" (Lucas 15:18).   A frase "Sempre há um caminho de v...