| QUANDO TUDO PARECE ESTAR PERDIDO! |
É admissível que alguém seja tido como milionário, mas ser alguém mendigo em suas perspectivas de vida não conseguindo visualizar e desfrutar de coisas tremendas que o dinheiro não compra.
Por trás de uma fisionomia “tranquila” pode-se esconder os desajustes que levam o homem a perder a razão em determinadas situações. Haja vista um dos muitos exemplos que presenciamos recentemente pela mídia onde um homem estabilizado financeiramente demonstrou pelo seu gesto tresloucado total desajuste emocional, mata cruelmente sua esposa e na sequência comete suicídio.
E por falar em suicídio, compensa abrir um parêntese e citar Augusto Cury e seu livro “O Mestre dos Mestres”. O escritor renomado escreveu: “Os que pensam em suicídio não querem de fato matar a vida, dar fim a existência, mas “matar” a dor emocional, a angústia, o desespero que abate suas emoções. A idéia de suicídio é uma tentativa inadequada e desesperada de procurar transcender a dor da existência, e não pôr fim a ela”.
Pegando um gancho nesta linha de raciocínio do grande escritor, psiquiatra e psicoterapeuta eu pergunto: “O que ocasiona esta dor emocional nas pessoas?” Eu arriscaria dizer com grande possibilidade de acerto que a causa de chama – “situações que aparentemente não têm soluções”, ou seja – “quando tudo parece estar perdido”.
Não conseguir enxergar uma luz no fim do túnel é desesperador para a maioria das pessoas e isto se tem caracterizado com uma epidemia que se alastra no meio da sociedade tornando-a refém do medo.
Jesus Cristo era eloquente, amoroso, brando, humilde e agia até com certa flexibilidade diante de situações difíceis, mas em alguns casos agia com extrema determinação quando seus discípulos demonstravam “medo”. Em certa ocasião Ele precisou falar firme com os discípulos diante de uma adversidade. Vamos ao texto: “E, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram; E eis que no mar se levantou uma tempestade, tão grande que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo. E os seus discípulos, aproximando-se, o despertaram, dizendo: Senhor, salva-nos! que perecemos. E ele disse-lhes: POR QUE TEMEIS, HOMENS DE POUCA FÉ? Então, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se uma grande bonança. E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?” – (Mateus 8:23-27).
As pessoas necessitam hoje confiar no poder de Deus que em absolutamente nada mudou em relação aos tempos passados. Deus é indescritível e inalterável em poder, glória e majestade.
Confiar no poder de Deus é ter o privilégio de visualizar uma luz no final do túnel. Confiar em Deus é saber que “nossos” problemas já estão agendados por Ele para solução em dia e hora oportuna. Jesus disse e vale a pena abraçar este oferecimento: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” – (Mateus 11:28-30).
Quando tudo parece estar perdido? Não creia na derrota. Busque, ore faça sua parte, não se desespere, não temas e descanse no Senhor. “Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará?” – (Romanos 8:24).
“Ora o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz em CRENÇA, para que abundeis em ESPERANÇA pela virtude do Espírito Santo” – (Romanos 15:13).
________________ Capelão Plínio.


