E PERDOA-NOS AS NOSSAS DÍVIDAS


“E perdoa-nos as nossas dívidas...” - (Mateus 6:12a).


O planeta é regido pelo grande mercado de consumo. A mídia é sustentada por inúmeras empresas, que investem fartamente em comerciais, com a finalidade de convencer o consumidor a adquirir cada vez mais os produtos que estão sendo fabricados.


A compra facilitada através de boleto, cheque pré-datado, cartão de crédito, carnês, letras promissórias, são algumas estratégias para “fisgar” o consumidor e levá-los a contrair dívidas, que, por vezes se transformam em objeto de constrangimento e muita ansiedade.

A dívida é algo que tem provocado insônia nas pessoas. Ela rouba, muitas vezes, a tranqüilidade e a capacidade de pensar racionalmente. Muitos, levados pela insensatez, chegam a praticar atos criminosos, como, roubo, seqüestro e até o suicídio.
 A dívida, por razões óbvias, promove a separação entre o devedor e o credor. Normalmente é o endividado que procura evitar a pessoa a quem se deve. Ele se sente humilhado por conta de não ter tido condições financeiras para saldar seu compromisso.

Entretanto, semelhantemente, no reino espiritual existe um mercado muito extenso patrocinado pelo reino das trevas, onde as mercadorias são oferecidas a preços promocionais, com o fim de convencer o homem a consumir cada dia mais. Os “bancos” infernais colocam seus empréstimos (com juros “baixos”), com a finalidade de atrair as pessoas e desta forma endividá-las gradativamente. Esta dívida é caracterizada na vida daqueles que se deixam seduzir pelo pecado. O pecado afasta o homem de Deus. O pecado oferece legalidade ao credor (satanás), de agir em detrimento do (devedor) pecador.
 
Diante disto, graças a Deus que em Cristo (e só por Ele), sempre há solução. O cristianismo é maravilhoso onde encontramos na Bíblia as advertências e os cuidados contra os planos diabólicos. O apóstolo Pedro disse o seguinte: “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” – (1 Pedro 5:8). Qual o significado de sobriedade? Significa agir com moderação, com prudência e até abstinência. O cristão necessita estar atento e abster-se das ofertas satânicas amparadas pelo diabo, e não contrair débitos desnecessários e comprometedores.
 
No entanto, se, porventura isto (o pecado) já se tornou uma realidade em sua vida, saiba que o quadro pode ser revertido de forma surpreendente e instantaneamente. Lembre-se que no parágrafo anterior consta uma declaração, onde Jesus é apresentado como a única solução para este tipo de problema. Na primeira epístola de João, está assim escrito: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” – (1 João 2:1,2).

Jesus é o único advogado que trabalha voluntariamente em benefício de seus discípulos. Jesus também por amor aos (endividados) pecadores se entregou como resgate (pagamento) da enorme dívida que o homem tem contraído durante sua existência. A Bíblia diz que todos nós sem exceção adquirimos uma dívida muito grande, e não há possibilidade alguma de quitação, exceto através da remição por Cristo na cruz do calvário. O profeta Isaias, muito antes de Jesus ter passado triunfante pela cruz, escreveu o seguinte: “Verdadeiramente ele (Jesus), tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” – (Isaías 53:4,5).

E perdoa-nos as nossas dívidas. Não vamos fazer desta frase uma retórica mecânica e sem nenhuma reflexão. Jesus nos convoca para algo que vai além de oratória. Ele nos exorta para um posicionamento de arrependimento perante a dívida que se chama pecado. Afinal, é isto que consta no livro de Atos: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor” – (Atos 3:19).
 
Medite neste princípio da oração “E perdoa-nos as nossas dívidas...”. Não despreze os benefícios da benevolência de Deus. Ore neste momento desta forma: Querido Senhor Deus, eu percebo que sou pecador e por conta disso estou endividado. Entretanto, reconheço que estou tendo a oportunidade neste dia de ter minha dívida quitada através do sacrifício de Jesus na cruz do calvário. Eu me arrependo dos meus pecados e peço o perdão por meio de Jesus Cristo e é em nome dEle que eu oro – Amém!


Dívidas? Nunca mais. Em Cristo e por Cristo o homem é liberto das culpas, dos pecados, das enfermidades e das maldições. Aleluia!




________________Capelão – Plínio.

O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DÁ HOJE

“O pão nosso de cada dia nos dá hoje” - (Mateus 6:11).



Entendemos nesta frase a preocupação de Jesus em ensinar aos seus discípulos como se comportar diante de algo que é responsável pela sustentação do corpo - o alimento. Jesus, durante seu ministério nunca ignorou as necessidades físicas do ser humano. Ele mesmo, por se tornar homem, enfrentou os mesmos problemas que seus discípulos e o povo enfrentaram e continuam enfrentando.

Jesus saiu do ventre de uma mulher – (Lucas 2:6,7). Foi criança, cresceu em estatura física – (Lucas 2:40-42). Teve sono – (Lucas 8:23). Seu corpo experimentou a fadiga – (João 4:6). Chorou diante da morte de Lázaro, seu amigo – (João 11:35). Jesus também tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, sentiu fome – (Mateus 4:20. Conquanto Jesus tivesse a natureza humana, houve uma diferença que o distinguiu de nós. Jesus em momento algum se deixou seduzir pelo pecado. A Palavra de Deus testifica este fato da seguinte forma: “Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” – (Hebreus 4:14,15).



“O pão nosso de cada dia nos dá hoje”. Não se pode separar o corpo do espírito enquanto estamos de posse da vida que Deus nos deu. Recebemos de Deus algo significativo, que se chama corpo, para poder prioritariamente abrigar o Espírito Santo, conforme declaração do apóstolo Paulo: “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” – (1 Coríntios 6:19). E não somente para abrigar o Espírito de Deus, mas também através dele, (pelo Espírito) poder glorificar a Deus no dia-a-dia. Paulo completa dizendo: “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” – (1 Coríntios 6:20).


O Senhor ensina e motiva seus discípulos pela busca na medida necessária para o sustento diário. Jesus, certa ocasião quando pregava em um lugar que hoje é apontado como o Monte das Bem-aventuranças, disse: Por isso vos digo: “Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” – (Mateus 6:25,26,34).

Quando a ansiedade toma conta do coração do homem, fazendo-o desconfiar dos cuidados de Deus em relação ao seu futuro, ele acaba por não desfrutar dos benefícios do dia patrocinado pelo Senhor. Porção diária é para ser recebida e consumida na mesma proporção. O Crente é abençoado diariamente para poder abençoar outras pessoas na mesma dimensão.

O pão nosso de cada dia nos dá hoje. Outro ensinamento que podemos extrair desta frase, se relaciona com a dignidade de cada trabalhador. Muitas pessoas estão deliberadamente recebendo o pão (sustento) das mãos do diabo, e não somente o alimento diário, como também por estar entesourando riquezas para sua própria condenação. A Palavra, em Eclesiastes, nos exorta a buscar um nível de vida que redunde em gozo e satisfação plena diante de Deus e também diante do mundo naquilo que é considerado fruto de nosso trabalho: “Eis aqui o que eu vi, uma boa e bela coisa: comer e beber, e gozar cada um do bem de todo o seu trabalho, em que trabalhou debaixo do sol, todos os dias de vida que Deus lhe deu, porque esta é a sua porção” – (Eclesiastes 5:18).
 O homem não pode em hipótese alguma desdenhar das maquinações elaboradas por satanás. O diabo tem oferecido cursos “gratuitos” com o objetivo de preparar “profissionais” com a finalidade de agir livremente no mercado de trabalho. São pessoas “diplomadas” na arte de engodar o seu semelhante a qualquer custo.

Assim sendo, esteja preparado para pedir e receber das mãos do Pai o precioso alimento diário. Ele sabe exatamente quais são as necessidades e a intenção de cada coração. Receba a porção de cada dia com gratidão e alegria. Utilize as bênçãos recebidas com a finalidade de aplicá-las no ministério que Deus está colocando em suas mãos.



Ore desta forma: "Pai, o sustento meu de cada dia me dá hoje, para que seu nome seja tremendamente glorificado através de minha vida. Amém!"



______________Capelão – Plínio.

ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU

“Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu
(Mateus 6:10).


Permanece um conceito, que por sinal diverge dos pensamentos de Deus, que tem convencido inúmeras pessoas no meio evangélico. Esta ideia tem se alastrada, contaminando mentes, corações, ministérios, casamentos, famílias e porque não dizer até mesmo igrejas. Trata-se de algo recomendado por satanás e empregado como arma de ataque para alcançar o povo de Deus. Quando a Palavra de Deus menciona os dardos inflamados do diabo, com toda certeza o Senhor tem em mente este mal colocado entre todos eles. Que mal é este? Por que a preocupação de Jesus? Como detectá-lo? Como combatê-lo?

Satanás tem “trabalhado” nas pessoas, e conseguido seu desígnio usando estrategicamente os exageros, ou os chamados extremos. Por um lado, ele convence o cristão que ele é muito isto, muito aquilo, cheio de “poder” próprio, que ele não depende de mais ninguém para fazer a obra de Deus. É um demônio, chamado “orgulho” ou “vaidade”, que age com liberdade nestes casos mirando os corações dos “doutores” sabichões que pensam poder sustentar um ministério sem contar com o suporte do Senhor. “DIGA MISERICÓRDIA SENHOR!”

Por outro, o diabo não despreza a tática de lançar outro dardo não menos inflamado, que leva no rótulo o nome de inferioridade. Este demônio atua nas emoções do homem, fazendo-o crer na sua total inaptidão. Diante disto, fica a pergunta: Qual é a ligação dos extremos com o tema em questão? A conexão se dá precisamente pela razão do homem deixar seus pensamentos tomarem conta das atitudes praticadas pelo corpo. É a dificuldade ou não de aceitar e exercer o potencial que Deus coloca indistintamente à disposição daqueles que buscam uma vida de testemunho.

Assim na terra como no céu. E por que não? Qual tem sido o comportamento do cristão diante daqueles que não têm esperança de vida eterna? Que tipo de argumentação o crente tem usado para persuadir o ímpio, do pecado e do juízo? Estas interrogações relevantes não devem ser desprezadas, ao contrário, necessitam ser examinadas com carinho e atenção.

Assim na terra como no céu. Deus capacita o cristão a viver uma vida aqui na terra, de tal forma que identifica com aquilo que está porvir no céu. É interessante observar que as pessoas se preparam com certa antecedência quando necessitam viajar para qualquer lugar, principalmente quando visam sair de seu país. Alguns, até frequentam escolas para aprender falar o básico pelo menos da língua do lugar para onde se destina. Entretanto, não se preocupam em se preparar para “viajar” para a Cidade Celestial. Por que não estudar a língua dos anjos? Por que não saber e exercitar aqui na terra o comportamento dos anjos que estão a serviço de Deus? Se vamos morar eternamente neste lugar maravilhoso, então por que não iniciar as preliminares aqui na terra?

O diabo tem sugerido algo que tem levado muitas pessoas ao descrédito. Certos cristãos têm permanecido no pecado, crendo que tal atitude é inteiramente natural. Eles pensam que, pelo fato de estar ainda vivendo na terra, o mundo será benevolente para com eles, seja qual for o tipo de testemunho. Esta categoria de “cristão”, tem como lema uma frase popular como tentativa de justificativa para os seus erros: “Não olhe pra mim, porque eu sou falho, olhe pra Cristo porque Ele é perfeito”. Como esta frase é confortável aos descompromissados com o Reino de Deus! Como Satanás gosta de ouvir este som saindo da boca de alguém que se identifica como cristão. “DIGA MAIS UMA VEZ, MISERICÓRDIA!”

Assim na terra como no céu. Jesus disse aos seus discípulos algo que abalou as estruturas do inferno e deixou satanás e seus agentes com febre. O Senhor Jesus, antes de subir aos céus, fez uma promessa aos seguidores, dizendo: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim (e tem uma vida de santidade), também fará as obras que eu faço, (aqui na terra), e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai (que está no céu). E tudo quanto pedirdes em meu nome (aqui na terra), eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome (aqui na terra), eu o farei” – (João 14:12-14) – [grifo meu].



O apóstolo Paulo exorta seus seguidores para que tenham uma vida totalmente aliançada com Cristo, seguindo e vivendo como se fora o próprio Jesus aqui na terra. Paulo declarou: “Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Por isso todos quantos já somos perfeitos, sintamos isto mesmo; e, se sentis alguma coisa de outra maneira, também Deus vo-lo revelará. Mas, naquilo a que já chegamos, andemos segundo a mesma regra, e sintamos o mesmo. Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam” – (Fipenses 3:14-17).


O resultado final é descobrir se estamos vivendo aqui na terra em perfeita harmonia com aquilo que Deus estabeleceu no céu e já tem experimentado por seus anjos. De acordo com Seus planos e propósitos, Deus espera não menos que isto: “Que vivamos aqui na terra, de tal forma que as pessoas vejam em nós a glória de Deus sendo manifestada”. Amém!



________________Capelão – Plínio.

SEJA FEITA A TUA VONTADE

“Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” – (Mateus 6:10).

 
Ninguém pode saber dos desígnios íntimos de outra pessoa, sem primeiro experimentar sua amizade, convívio, confiança e caminhar com ela em todas as situações. Assim feito, se descobre no outro naturalmente os hábitos e também seus desejos, inclusive, muitas vezes aqueles guardados na intimidade. Existe um ditado popular que diz: “Para se conhecer uma pessoa, você deve comer com ela um saco de sal”. Há fundamento no adágio, não se pode familiarizar-se com alguém desprezando a base que se chama comunhão.

Deus quando criou o homem, estabeleceu um nível íntimo de relacionamento com Ele. Não existia censura ou bloqueios na convivência entre ambos. O homem, antes do pecado, gozava do privilégio pleno de conhecer a vontade de Deus para sua vida, para seu casamento, e para todas as demais coisas existentes no planeta. Em decorrência da rebeldia do ser humano para com seu criador, ele foi fadado a perder a prerrogativa de contar com a presença absoluta de Deus ininterruptamente em seu dia-a-dia. No entanto, esta não era a vontade de Deus. Qual é a vontade de Deus? Existem muitas coisas que compõem a vontade de Deus. Vejamos algumas:


Primeiro: Deus deseja ardentemente que o homem volte a Ele. Para que isto aconteça de fato, é necessário descobrir o único caminho que proporciona esta ligação. No evangelho segundo João encontra-se o registro patente das palavras de alguém com autoridade máxima para esclarecer o assunto de forma contundente, ou seja, o próprio Senhor e Salvador Jesus Cristo disse: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” – (João 14:6). A vontade de Deus, quando se trata do homem, é manifesto pelo seu grandioso amor, comprovado no calvário através do sacrifício de Seu Filho Jesus. É isto que relata uns dos versículos mais conhecidos da Bíblia: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” – (João 3:16).


Segundo: A vontade de Deus é manter um diálogo com seus filhos. Através de Jesus, nós, além da salvação, recebemos também o direito de permanecer na presença do Pai e conversar com Ele livremente. É nesta oportunidade que o cristão abre seu coração, solicita as bênçãos, confessa seus pecados, se arrepende, intercede pelos aflitos e necessitados, glorifica e exalta o nome do Pai, etc., etc. E é bom recordar, que, agindo desta forma o homem está praticando a Oração Modelo ou Dominical. Jesus advertiu aos seus discípulos que não cometessem justamente o inverso daquilo que Ele estava ensinando. Ele disse muito claramente: “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos” – (Mateus 6:7).


Terceiro: Além de querer a volta do homem para junto dEle, e também manter um canal sempre aberto e franco de comunicação, Sua vontade também está voltada para uma vida de plena comunhão com Ele. O Senhor Jesus tem buscado vidas, desejando ardentemente consolidar este propósito de harmonia entre Ele e seus filhos. Jesus gentilmente diz: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” – (Apocalípse 3:20). Comunhão é sinônimo de harmonia, é estar afinado e poder emitir som na mesma tonalidade. Assim que, se alguém agora está na presença de Deus, por Cristo, nova criatura é, afinado e preparado para esquecer-se das coisas velhas imprestáveis do passado, e se firmando no Novo que é o Senhor e salvador Jesus Cristo. Por Cristo se vive harmonicamente com Deus sem correr o risco de desafinar nesta grandiosa orquestra mundial que se chama mundo.

Bíblia Sagrada
Deste modo, é evidente que Deus tem muitos outros desejos, intenções e planos que gostariam de vê-los realizados nas vidas de seus seguidores. Entretanto, para finalizar gostaria de enfatizar mais um de seus desejos: Ele almeja de coração, o desenvolvimento espiritual de cada um. Deus coloca sua Palavra como alimento, um dos meios para fortalecimento da fé do cristão. A Palavra é considerada uma das peças de grande valia que compõe a armadura de Deus (com base em Efésios 6:17). A Palavra de Deus é ferramenta poderosa para vencer o diabo. Afinal, foi com a Palavra que Jesus aniquilou e venceu satanás quando tentado no deserto. As Escrituras funcionam como farol para clarear o caminhar do cristão, impedindo os tropeços e as possíveis quedas patrocinadas pelo império das trevas. (fundamentado em Salmo 119:105). Os escritos contidos na Bíblia são vivos e sua eficácia é algo sobrenatural, servindo para discernir até os pensamentos e intenções do coração (conf. Hebreus 4:12).


Assim sendo, a vontade clara de Deus certamente será conhecida por você e por todos, a partir do momento que cada um reconheça que necessita da graça e da misericórdia de Deus sobre ele. Por Jesus o homem é salvo e recebe a garantia da salvação que é o Espírito Santo. Pelo Espírito Santo, as revelações do Senhor são manifestas em cada vida, concedendo a todos a completa vontade de Deus.

Ore assim: “Pai dê-me discernimento da tua vontade e que ela seja regra de comportamento em meu viver diário, amém".




________________Capelão – Plínio.

SANTIFICADO SEJA O TEU NOME





"Santificado seja o teu nome"

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome” - (Mateus 6:9).

Observação: Favor inverter a ordem deste princípio. Por engano acabei publicando “Venha o Teu Reino” primeiro como foi bem observado pela Lorena.



O nome de Deus tem sido vulgarizado entre os homens que não têm uma aliança com o cristianismo autêntico. Certas pessoas têm usado o nome de Deus até para praticar a criminalidade. O delinquente, por exemplo, muitas vezes se expressa da seguinte forma: “Se Deus quiser, um dia vou matar fulano de tal”. Outros juram por Deus, mesmo sabendo que estão faltando com a verdade. Não se estabelecem critérios para se usar o nome de Deus adequadamente.

O quarto mandamento recebido de Deus por Moisés no Monte Sinai define a intenção do Senhor em relação ao seu nome. Ele disse: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão” _ (Ex 20:7). Em momento algum Deus teve a intento de popularizar o seu nome, ao contrário, sua intenção sempre foi voltada para o respeito absoluto à sua pessoa e também ao uso adequado de seu nome.


* Tão grande era o respeito do antigo povo hebreu pelo nome de Deus, que nem mesmo ousavam pronunciá-lo, nem tentar pô-lo em linguagem humana. Era representado, na escrita, pelas letras YHWH. Mais tarde foram aumentadas para YAHWEH, que se tornou em JEOVÁ, e na tradução que usamos é representado pela palavra - “Senhor”.


Santificado seja o teu nome. Qual é o sentido desta frase? Por que o respeito de Jesus para com o nome do Pai? Tal indicação pode ser que não tenha um significado especial para nós, a menos que entendamos o quanto Deus deseja que nos relacionemos com Ele de forma correta e excelente.


Deus é integralmente santo, puro e sem mácula alguma. Sendo assim, Ele espera no mínimo que seus filhos tenham as mesmas características dEle. Ter qualidades idênticas às de Deus, não quer dizer necessariamente que o homem (filho) se tornará em Deus (Pai). Quer dizer sim, que, o filho mesmo com suas limitações estará atuando (imitando) o Pai em sua forma com espontaneidade de coração.


O apóstolo Paulo, autoridade no assunto, indica algo aos crentes de Éfeso, e também aos cristãos de hoje: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados” – (Efésios 5:1). Filho que se sente amado, por conseguinte também ama, desta forma, o respeito pelo nome do pai é algo que acontece com muita naturalidade na vida do filho.


Santificar o nome de Deus não deve permanecer tão somente na esfera do pensamento. A santificação do nome do Pai deve de igual modo acontecer através da maneira de agir diariamente. Viver em santidade é santificar o nome de Deus. Esta é a recomendação de Pedro em sua primeira epístola: “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” - (1 Pedro 1:15,16).


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* O 3º parágrafo foi extraído do livro – “Meditações de um leigo” – de W. Phillip Keller, Editora Vida.

_____________Capelão – Plínio Cavalheiro.
 

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