LOUVOR IMUTÁVEL

LOUVOR IMUTÁVEL
Aprendendo com o rei Davi.


“Bendirei o Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios” – [Salmo34:1].


Qual é a diferença básica entre a vida de quem é cristão genuíno que enfrenta lutas e a de quem passa por dificuldades e não tem compromisso com o reino de Deus? O primeiro vive em total dependência do Senhor e glorifica o nome de Deus em todas as coisas, o segundo vive "independente" do Senhor e nas provações não sabe fazer outra coisa senão murmurar.

Davi oferece uma receita infalível para o cristão não precisar “jogar a toalha”. Não importa se ele está na lona, ouvindo a contagem do juiz. Não importa se pessoas estão gritando para ele desistir. Não importa se está ferido. Davi diz: Bendiga o Senhor em todo tempo.

Pelo que se nota neste início de capítulo, o ditado – “água mole em pedra dura, bate, bate até que fura” – não teve significado ativo na vida de Davi. Davi faz uma declaração profética aos seus inimigos, e também àqueles que estavam junto dele, deixando claro seu posicionamento presente e futuro, diante de qualquer situação – “Bendirei o Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios”.

A primeira coisa imediata que normalmente acontece após uma derrota é a ausência do louvor nos lábios do derrotado.

O diabo tem acompanhado a criação humana por vários milênios e sabe das deficiências que há no homem, inclusive dentro do povo de Deus.

Satanás estava presente quando os Israelitas não cumpriram a aliança que Deus havia feito com eles e não quiseram obedecer a lei estabelecida. Esqueceram os milagres que ele havia feito na presença deles. Quantas vezes se voltaram contra Deus no deserto! Quantas vezes o fizeram ficar triste! Pelo fato de Moisés permanecer muito tempo no Monte Sinai recebendo as leis e os mandamentos, o povo exigiu que Arão erigisse um bezerro de ouro para ser adorado no lugar de Deus. O povo não conseguia bendizer e louvar o Senhor quando (erradamente), entendiam estar passando por adversidade.

Davi retrata o cristão que tem uma alma tratada e um espírito voltado para prestar culto de louvor a Deus independente das circunstâncias vividas. O cristão genuíno bendiz o Deus que serve pelo que Ele é, e não necessariamente por favores recebidos ou conquistas alcançadas e o louvor será uma constância em seus lábios o dia inteiro.




________________________Capelão - Plínio Cavalheiro.

ALTO REFÚGIO

ALTO REFÚGIO


“O Senhor será também um alto refúgio para o oprimido; um alto refúgio em tempos de angústia” – (Salmo 9:9).

Um dos assuntos que não podemos deixar de considerar é o papel do diabo dentro da sociedade e porque não dizer, dentro da própria igreja.

É importante notar que o primeiro Adão juntamente com sua mulher Eva não experimentaram opressões antes do pecado. Contudo, após cair na armadilha do diabo suas vidas ficaram vulneráveis para o aviltamento do diabo e seus demônios.

Apesar de o dicionário oferecer várias definições para o termo “opressão”, eu particularmente entendo que “humilhação” se destaca entre todas. Contudo, se faz necessário avaliar o contexto desta palavra quando em uso, sabendo que ela oferece dois significados conflitantes.

Primeiramente, convém ser dito que a humilhação é ensinamento bíblico. Jesus ensinou esta doutrina quando exerceu seu ministério. Em seu sermão do Monte Ele disse: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” – (Mateus 5:3).

Vamos tentar entender um pouco sobre este ensinamento. Jesus está falando sobre a postura necessária na vida do cristão para que ele seja reconhecido no mundo espiritual (diante de Deus e do diabo), e, por conseguinte perante o mundo físico.

É necessário ponderar nossos sentimentos e ações como formas de ajuizamentos de nosso espírito e ter o discernimento para entender que Jesus está mostrando para seus discípulos sobre a importância de reconhecimento de suas limitações diante da grandeza e poder de Deus.

Esta característica – humildade - é tão importante nos cristãos, que Jesus diz: “porque deles é o reino dos céus”. “O Senhor eleva os humildes, e abate os ímpios até à terra” – (Salmo 147:6). Paulo ensinou aos seus discípulos: ”Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos” – (Romanos 12:16). E como última referência, a palavra de Tiago: “Antes, ele dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” – (Tiago 4:6).

Consideremos agora o outro lado da moeda, ou seja, a diferente versão do termo “humilhação = opressão”:

Humilhação pode ser considerada uma das ferramentas que o diabo usa para afrontar Deus através do homem. Negar a existência do diabo em nada contribui na sua realidade. O diabo existe, quer você aceite ou não! Todos os meios mecânicos de comunicação proclamam sua existência e sua maldade imperante no mundo. Só não enxerga quem não quer ver. Caso contrário, como entender os crimes hediondos, os homicídios, os latrocínios, o banditismo, o aborto provocado e tantas outras aberrações, sem a presença do diabo? Quem inspiraria tanto ódio? Quem sugeriria tanta ganância? Quem colocaria num coração materno, feito para amar, o intento de assassinar o seu próprio filho antes de nascer?

Se pesquisarmos atenciosamente a Bíblia chegaremos a uma terminação óbvia sobre a origem da opressão na vida do homem. A raça humana, nas pessoas criadas por Deus, Adão e na seqüência sua mulher Eva, viveram um tempo, não sabemos quanto, sem experimentar a opressão maligna como já foi dito neste texto.

Entretanto, após cometer o primeiro pecado, eles puderam sentir na pele os efeitos da opressão. Perceberam que estavam nus e por conta da vergonha cozeram folhas de figueira para cobrir a nudez. Sentiram medo esconderam-se da presença de Deus, por causa da vergonha da nudez – (Gênesis 3:8-11).

É evidente que existe uma vasta lista de características de opressão, pelas quais o ser humano poderá (se não tomar os devidos cuidados), ser contaminado e sofrer efeitos devastadores. Apesar disso, o salmista diz: “O Senhor será também um alto refúgio para o oprimido; um alto refúgio em tempos de angústia” – (Salmo 9:9).

É evidente que Deus está se disponibilizando para tratar das causas de cada opressão e, por conseguinte, eliminar os efeitos que têm maltratado e impelido tantas pessoas ao desespero, miséria, sofrimento e morte. Não obstante, se o oprimido não reconhecer a causa (pecado), e não se arrepender e não buscar o perdão através do sacrifício remidor de Jesus Cristo no calvário, nem Deus pode impedir o opressor de agir. Pense nisto e não admita em sua vida nenhum tipo de opressão. Procure hoje mesmo o alto refúgio que Deus oferece!

__________________________Capelão - Plínio Cavalheiro.

RECORDAR É VIVER

RECORDAR É VIVER


A mente humana, mais especificamente a área da memória permite ao homem guardar dentro dela bilhões de informações durante o trajeto que se chama período de vida. Por conta deste maravilhoso recurso somos capacitados para tomar decisões rápidas e elaborar projetos que visam o bem estar próprio, familiar e da sociedade em geral.

A grandeza de informações alojadas dentro do cérebro, segundo os estudiosos, equivale a um número imensurável de livros acomodados em seus devidos lugares (arquivos), prontos para serem usados no momento imediato de cada situação vivida pelo ser pensante. Não é sem sentido que a Palavra de Deus nos exorta a ensinar a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele (P. 22:6). O princípio deste ensinamento é preencher o número máximo possível de arquivos na mente da criança com ensinos hábeis, principalmente os bíblicos, dando a elas condições para manuseá-los enquanto viver. A ênfase “não se desviará dele” não significa necessariamente que ela nunca fará o contrário daquilo que aprendeu e sim que “nunca vai se esquecer do que aprendeu”. Entre outras coisas, o livre-arbítrio oferece “direito” ao homem de ignorar o arquivo bom e lançar mão do arquivo corrompido para tomar certas decisões na vida.

Hipoteticamente, vamos imaginar o homem tendo que ir à escola de primeiro grau cada vez que alguém pedisse a ele para falar ou mais difícil ainda, escrever seu nome. No entanto, aprendemos falar, andar e tomar decisões na infância que servirão para nos nortear enquanto vivermos.

Afinal, onde quero chegar com esta introdução? Seria eu um defensor do apego ao passado, ou seja, um saudosista nato? Não, claro que não. Pretendo meditar nas palavras do apóstolo Paulo. Ele escreveu: “Não julgo que tenha alcançado a perfeição, mas uma coisa faço, esquecendo-me daquilo que fica para trás e avançando para as coisas que estão adiante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação celestial – (Fp 3:13,14).

Paulo assegura: “esquecendo-me daquilo que fica para trás”. O que na verdade Paulo quis passar quando fez tal afirmação? Muitos pensam, aceitam e praticam que o homem, principalmente o cristão deve assumir uma postura radical de viver de tal forma que o passado seja literalmente “apagado da memória”, incluindo no exercício de amnésia as coisas boas e as coisas desagradáveis. Contudo, Paulo não teve a intenção de indicar esta atitude. Paulo foi o que foi por causa dos ensinamentos que recebera no passado de um excelente mestre. Ele escreveu com muita autoridade e cheio do Espírito Santo: “Irmãos e pais, ouvi a minha defesa, que agora faço perante vós. (...) Eu sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade, instruído aos pés de Gamaliel, conforme a precisão da lei de nossos pais, sendo zeloso para com Deus, assim como o sois todos vós no dia de hoje. E persegui este Caminho até a morte...” (Atos 22:1-4).

“Esquecendo-me daquilo que fica para trás”! Se fosse possível cumprir literalmente esta recomendação, teríamos que nos submeter a um transplante de cérebro, recebendo outro onde não houvesse espaço algum para armazenar lembranças. No entanto, não foi assim que Deus criou o homem.

Com toda certeza, Paulo ao afirmar que se esquecia do passado e avançava para as coisas que estavam diante dele, sua intenção era testemunhar de sua capacidade de filtrar os pensamentos. Uma coisa é se esquecer e outra é habilitação para filtrar determinados registros e não permitir que eles aflorem para produzir frutos envenenados que venham provocar morte e destruição. O próprio Paulo escreveu: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” – (Fp 4:8).

Recordar é viver? Sim e não. Como já foi dito, vai depender daquilo que se recorda. É esta a lição que extraímos das palavras de Paulo. No texto acima ele termina enfatizando – “nisso praticai”. Com certeza Paulo procurava se “esquecer” do tempo de Saulo (velho homem) por conta das atitudes desvairadas que tomara contra os cristãos. No período de Saulo suas atitudes redundavam em morte e isto certamente não trazia a ele nenhum benefício ou prazer dos velhos tempos. Paulo avançava para as necessidades que estavam diante dele. Ele tinha uma meta. Seus olhos estavam fixados em um alvo. Paulo buscava a vitória que resultaria em prêmio e é por causa disso que ele não se permitia perder tempo com acontecimentos do passado que não contribuíam para sua vocação ministerial e vitória em Cristo.

Recordar é viver? Sim, vamos nos lembrar de detalhes bons e passá-los adiante, sobretudo do extraordinário acontecimento na cruz do calvário envolvendo a morte e ressurreição de Jesus Cristo para salvar o pecador da condenação eterna.


_____________Capelão – Plínio Cavalheiro.



ADVERSIDADE!

ADVERSIDADE!

“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” – (Romanos 8:28).

Quem não enfrenta adversidade? Mostra-me um, só não vale procurar dentro de uma sepultura.

Enquanto estamos desfrutando do dom da vida que Deus nos oferece, não há como anular os problemas que fazem parte do dia-a-dia de cada um. Existem formas diferentes e ineficientes de enfrentar o infortúnio – exemplos: Usar a força do braço, confiar no intelecto, depender da sorte, destino, horóscopo, astrologia, cartomancia, curandeirismo e outras formas místicas. Entretanto, a palavra de Deus nos ensina: “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” – (Romanos 8:37).  “Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” – (I Coríntios 2:5).

Diga ao seu problema que você tem um Deus infinitamente maior que ele e que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que (você pede) ou (pensa), segundo o poder que em (você) opera - (Efésios 3:20).

Deus te abençoe e te dê entendimento para enfrentar todas as adversidades e sair triunfante em Cristo Jesus. Amém? 


_______________________Capelão – Plínio Cavalheiro.

A VONTADE DE DEUS

A VONTADE DE DEUS


Deus é o maior interessado em revelar sua vontade ao homem e causar nele as mudanças necessárias. Seu objetivo é ver cada pessoa sendo liberta, curada, transformada, afastada do pecado, desfrutando e testemunhando da salvação adquirida através de Jesus Cristo.

Assim sendo, é evidente que Deus tem muitos desejos, intenções e planos que gostaria de vê-los cumpridos no homem, a começar pela salvação, em seguida a santificação e atingindo o ponto culminante que é o projeto de ganhar vidas para Cristo.

Deus deseja que todos os homens se salvem, e desfrutem dos ensinamentos verdadeiros inseridos na Bíblia – (1 Timóteo 2:4). A vontade de Deus é esvaziar o inferno, resgatando aqueles que estão aprisionados, acorrentados e torturados por satanás e seus agentes diabólicos. A maior prova registrada na Bíblia, confirmando o desejo de Deus, em ver todos sendo alcançados pela bênção da salvação, foi descrita por João da seguinte forma: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” – (João 3:16).

Deus cumpriu sua parte no plano de restauração do homem. O preço do resgate, com o fim de livrar as vítimas [os homens] das mãos do seqüestrador [o diabo], foi pago com o derramamento do sangue precioso de seu amado filho [Jesus], proporcionando ao homem oportunidade de um novo nascimento em Cristo Jesus, o único meio de se alcançar a salvação – (ref. João 14:6).

Santificação é projeto de Deus subseqüente ao novo nascimento. É algo indispensável pelo qual cada discípulo de Jesus consegue crescer em busca da maturidade cristã. A Bíblia diz: “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação” – (1 Tessalonicenses 4:3a). “Porque eu sou o Senhor vosso Deus; portanto vós vos santificareis, e sereis santos, porque eu sou santo” -  (Levítico 11:44a).

Não se trata de um ensino facultativo. Ao contrário, é mandamento indispensável de Deus direcionado aos cristãos. A Bíblia diz: “Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra” – ( 1 Tessalonicenses 4:4).

Perseguir o alvo da santificação é demonstrar fruto de obediência ao senhorio de Jesus Cristo e desfrutar do privilégio da presença de Deus e suas bênçãos diárias. O diabo na função de adversário tem investido contra este projeto de Deus, colocando obstáculos na trajetória dos discípulos de Cristo. O inferno tem pleno conhecimento dos resultados devastadores que uma vida santificada pode causar em seu território, principalmente o resgate de vidas aprisionadas nas trevas.

Ganhar vidas para o Reino é a meta principal estabelecida por Deus aos cristãos verdadeiramente comprometidos com o evangelho. O Senhor Jesus deixou bem claro o seguinte: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” – (Mateus 28:19,20).

Não somente ganhar vidas no sentido superficial, crendo que com uma oração rápida e repetitiva, declarando Jesus como seu salvador, tudo está resolvido de forma definitiva. Claro que não! O Senhor estabelece diretrizes muito mais amplas e complexas naquilo que se refere à salvação e desenvolvimento espiritual do homem perdido. Ele exige dos cristãos (seus filhos), nada menos que, perseverança, e uma grande medida de amor, com a finalidade de investir no ministério de fazer discípulos.

Gerar não é tudo, existe uma necessidade de cuidar do novo convertido e ajudá-lo no crescimento espiritual através dos ensinos da palavra de Deus. Creia, este é o propósito (Vontade), de Deus para cada vida comprometida com seu reino.

Rich Warren comenta em seu livro – Vida com propósitos: “Você foi posto na terra para fazer uma contribuição. Você não foi criado apenas para consumir recursos – comer, respirar e ocupar espaço. Deus te projetou para que sua vida faça uma diferença. Apesar de muitos livros de sucesso informarem sobre como tirar o máximo da vida, não foi para isso que Deus o criou. Jesus ensinou que a maturidade espiritual nunca é um fim em si mesma. Maturidade é para o ministério! Nós crescemos para nos doar. Seguir aprendendo mais e mais não é o suficiente. Precisamos agir de acordo com o que sabemos e pôr em prática o que afirmamos acreditar. Impressão sem expressão causa depressão. Estudar sem trabalhar leva à estagnação espiritual”.

Deste modo, ao crente (a você) não existe outra alternativa, senão ouvir a voz de Deus, e obedecer sem questionar, sabendo que: A Vontade de Deus é Perfeita e Justa em Todos os Aspetos – Amém!



________________________Capelão -  Plínio Cavalheiro.

VOLTE ENQUANTO HÁ TEMPO!   "Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai" (Lucas 15:18).   A frase "Sempre há um caminho de v...