ONDE ESTÁ O SEU TESOURO?

 

“Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33).

 

Deus não determina nossa espiritualidade pela quantidade de bens materiais que possuímos, seja muito ou pouco. O que Ele observa é a qualidade do nosso relacionamento com Ele e a maneira como administramos aquilo que colocamos sob nossa responsabilidade.

 

Afinal, de que adianta possuir abundância financeira, uma casa luxuosa, um bom emprego e um carro caríssimo na garagem, mas ter uma alma empobrecida e vazia dos valores que produzem tesouros no céu? As Escrituras não ensinam que Deus seja contra os bens materiais ou contra a prosperidade obtida de forma honesta. O que Ele avalia é a motivação do coração: por que acumulamos bens, qual lugar o dinheiro ocupa em nossa vida, de que forma adquirimos nossos recursos e em quem depositamos nossa confiança?

 

Jesus declarou: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt. 6:33). Essa promessa não significa que Deus concederá tudo o que desejamos, mas que cuidará de tudo o que realmente necessitamos para cumprir Sua vontade.

 

Também é verdade que a fidelidade a Deus não depende da condição financeira. Há cristãos fiéis em todas as classes sociais. A verdadeira riqueza não está na quantidade de bens que alguém possui, mas na sua comunhão com Deus e na paz que somente Ele pode conceder.

 

Deus espera de nós lealdade, gratidão e confiança, independentemente do que temos. Quando reconhecemos Suas bênçãos, inclusive nas pequenas coisas do dia a dia, demonstramos um coração contente e agradecido. E um coração assim agrada ao Senhor.

 

Aprendamos, portanto, a agradecer pelas dádivas simples e aparentemente insignificantes. Muitas vezes, é por meio delas que Deus nos ensina grandes lições e nos concede riquezas muito mais valiosas do que qualquer bem material: Sua presença, Sua paz, Sua graça e Seu amor. “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” (Mateus 6:21).

 

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Segundo o ensino de Jesus, onde deve estar a nossa maior preocupação?

🔘 Em acumular bens materiais.

🔘 Em garantir conforto para o futuro.

🔘 Em buscar primeiro o Reino de Deus.

🔘 Em conquistar reconhecimento diante das pessoas.

 

Plínio Cavalheiro – capelão. 

O BOM SAMARITANO ESTÁ PASSANDO!

 

“E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos de salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, retiraram-se, deixando-o meio morto” (Lucas 10:30).

 

Parafraseando a Parábola do Bom Samaritano, podemos imaginar que todo ser humano, ao nascer, inicia uma jornada. Nessa caminhada pela vida, são necessários esforço, coragem, disposição e perseverança para prosseguir até o destino, enfrentando os inúmeros desafios que surgem pelo caminho.

 

Ao percorrermos as veredas deste mundo, somos observados de perto por ladrões e salteadores espirituais que não medem esforços para nos assaltar, ferir e tentar nos despojar daquilo que Deus nos concede por direito. Quem poderia afirmar com absoluta certeza que jamais foi surpreendido, atacado ou machucado em sua trajetória de vida?

 

Em nossa caminhada, os maiores perigos não são a poeira da estrada, os buracos causados pela chuva ou as pedras que ferem os pés. O maior inimigo é Satanás, o ladrão por excelência, que possui um exército de demônios sempre pronto para atacar, especialmente aqueles que caminham distraídos, desprevenidos ou sem a proteção que Deus oferece aos que confiam nEle.

 

Entretanto, por mais vigilantes que sejamos, o inimigo é astuto e muitas vezes nos surpreende. Quando isso acontece, há esperança. O verdadeiro Bom Samaritano, Jesus Cristo, está sempre disposto a socorrer os feridos. Ele cura as nossas feridas, derrama sobre elas o bálsamo da Sua graça, restaura a nossa alma e nos conduz em segurança.

 

Assim como o samaritano da parábola levou o homem ferido para uma hospedaria e assumiu todas as despesas de seu tratamento, Jesus tomou sobre Si o preço da nossa salvação. Na cruz, Ele pagou integralmente a dívida que jamais poderíamos quitar, oferecendo-nos perdão, restauração e vida eterna.

 

Portanto, se você foi ferido pelos ataques da vida, não perca a esperança. Se foi assaltado espiritualmente, machucado pelas circunstâncias ou abatido pelo pecado, saiba que o Bom Samaritano continua passando pelo caminho. Clame a Ele, estenda a sua mão pela fé, e Ele virá ao seu encontro para salvá-lo, restaurá-lo e conduzi-lo em segurança até a presença de Deus.

 

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Qual lição da Parábola do Bom Samaritano mais fala ao seu coração?

🔘 Todos nós já fomos feridos na caminhada da vida.
🔘 Jesus é o verdadeiro Bom Samaritano que nos socorre.
🔘 Precisamos estar vigilantes contra os ataques do inimigo.
🔘 Deus nos chama a ajudar os feridos pelo caminho.

 

Plínio Cavalheiro – capelão. 

 VOCÊ O RECONHECERIA?

 

“E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles” (Lucas 24:15).

 

Não sei se isso acontece apenas comigo ou se também acontece com outras pessoas. Na semana passada, fui convidado para participar de uma reunião que reuniu representantes de várias igrejas da cidade. A sala estava lotada. Na fileira à minha frente, havia um casal sentado. Em determinado momento, depois que fiz uma breve participação, a esposa olhou para trás, sorriu e disse: Irmão Plínio, o irmão continua realizando esse trabalho? Sim! respondi.

 

No entanto, por mais que me esforçasse, não consegui me lembrar de quem ela era nem de onde a conhecia. Embora eu não tenha deixado transparecer meu esquecimento, saí daquela conversa preocupado, curioso e até um pouco descontente comigo mesmo por não a ter reconhecido.

 

Situações como essa são compreensíveis. Ao longo da vida, conhecemos inúmeras pessoas. Muitas delas se tornam amigas, sabemos seus nomes, conhecemos suas histórias e até onde moram. Com o passar do tempo, porém, é natural que nossa memória falhe.

 

Entretanto, existe um reconhecimento que jamais pode nos faltar: reconhecer a presença de Jesus em nossa caminhada. No caminho de Emaús, dois discípulos caminharam lado a lado com o próprio Cristo ressuscitado, mas não O reconheceram de imediato, porque seus olhos estavam impedidos de percebê-Lo. Somente mais tarde, quando Jesus partiu o pão, seus olhos foram abertos e eles compreenderam quem estava com eles o tempo todo (Lucas 24:13-31).

 

Hoje, o Senhor continua caminhando ao lado daqueles que O buscam. Ele fala conosco por meio de Sua Palavra, dirige nossos passos pelo Espírito Santo e revela Sua vontade diariamente. Sua voz é reconhecida por aqueles que vivem em íntima comunhão com Ele, pois, como o próprio Jesus afirmou: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem." (João 10:27).

 

Enquanto ainda estamos em nossa "caminhada para Emaús", isto é, enquanto Deus nos concede o privilégio da vida, cultivemos um relacionamento profundo com Cristo. Que nossos olhos espirituais estejam sempre abertos para reconhecer Sua presença, ouvir Sua voz e segui-Lo fielmente. Que jamais deixemos de reconhecer Aquele que entregou Sua vida para que pudéssemos receber a vida eterna. Você o reconheceria?

 

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Como podemos reconhecer a presença de Jesus em nossa caminhada?

1)       Pela comunhão com Sua Palavra.

2)       Pela oração e direção do Espírito Santo.

3)        Pela obediência à Sua vontade.

4)       Todas as alternativas.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

MEIA VERDADE, GRANDE MENTIRA!

 

“Para um bom entendedor, meia palavra basta”. No contexto da comunicação cotidiana, esse ditado popular pode até fazer sentido. Entretanto, quando o assunto é transmitir uma mensagem importante, e, principalmente, quando se trata da Palavra de Deus, meia palavra nunca basta.

 

Todos sabemos que as palavras são formadas por sílabas. Quando uma palavra é interrompida ou "cortada" ao meio, ela pode perder completamente seu sentido ou até dar origem a outra palavra. Por exemplo, a palavra "marido", dividida ao meio, resulta em "mar" e "ido", duas palavras totalmente distintas entre si. Isso ilustra que uma mensagem incompleta pode ser facilmente mal compreendida. O correto é comunicar a palavra ou a frase por inteiro, evitando dúvidas ou interpretações equivocadas.

 

Por incrível que pareça, vivemos em uma época de intensa comunicação, mas também de uma verdadeira economia de palavras. As pessoas abreviam quase tudo. José vira Zé; João, Jô; Antônio, Tonho; Francisco, Chico. Nas conversas do dia a dia, um jovem encontra o outro e diz apenas: "E aí... belê?", em vez de "beleza?".

 

Embora esse hábito pertença à linguagem informal e, em muitos casos, não cause grandes problemas, no âmbito espiritual a situação é completamente diferente. Ali, uma palavra omitida, um versículo incompleto ou uma mensagem parcialmente transmitida pode produzir sérios prejuízos. Uma verdade apresentada pela metade pode conduzir ao erro.

Foi exatamente essa estratégia que Satanás utilizou ao tentar Jesus no deserto. Em Mateus 4:6, ele citou parte do Salmo 91, mas omitiu uma expressão essencial: "...para te guardarem em todos os teus caminhos." (Salmo 91:11).

 

Ao retirar essa parte do texto, Satanás deu ao versículo um sentido que Deus nunca pretendeu. A promessa de proteção divina não era uma autorização para colocar Deus à prova, mas uma garantia para aqueles que andam nos caminhos estabelecidos por Ele. Jesus respondeu imediatamente com outra passagem das Escrituras: "Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus." (Mateus 4:7).

 

Essa experiência nos ensina uma importante lição: o maior perigo não está apenas em negar a Palavra de Deus, mas também em citá-la pela metade. Uma meia verdade continua sendo um caminho para o erro. Por isso, não basta saber o que está escrito; é preciso conhecer todo o ensino das Escrituras e respeitar o contexto em que cada passagem foi revelada.

 

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Ao estudar a Bíblia, o que é mais importante?

A.      Ler o contexto completo.

B.      Comparar textos bíblicos.

C.      Pedir orientação ao Espírito Santo.

D.      Fazer tudo isso.

 

Plínio Cavalheiro – capelão. 

 EIS-ME AQUI, ENVIA-ME A MIM!

 

“Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então, disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.” (Isaías 6:8).

 

Por vezes, devido à pressa e à ansiedade para cumprir nossos compromissos diários, abrimos a Bíblia aleatoriamente, escolhemos um único versículo e o lemos rapidamente. Agindo assim, corremos o risco de não extrair toda a riqueza da mensagem que Deus deseja nos transmitir.

 

Tomemos como exemplo a segunda parte de Isaías 6:8: “Então, disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.” À primeira vista, essa declaração parece expressar apenas a disposição de Isaías em servir ao Senhor. No entanto, quando observamos o contexto, percebemos um detalhe muito importante logo no início do versículo: “Depois disto...” Surge, então, uma pergunta inevitável: Depois de quê? Essa expressão indica que algo significativo aconteceu antes da resposta do profeta.

 

Nos versículos anteriores (Isaías 6:1-7), Isaías teve uma extraordinária visão da santidade de Deus no templo. Diante da majestade do Senhor, reconheceu sua própria impureza e confessou seu pecado: “Ai de mim! Estou perdido, porque sou um homem de lábios impuros...” Em seguida, um serafim tocou seus lábios com uma brasa viva retirada do altar, simbolizando sua purificação e o perdão concedido por Deus.

 

Somente depois de reconhecer sua condição pecaminosa, ser purificado e receber o perdão divino, Isaías ouviu o chamado do Senhor: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” Foi então que respondeu prontamente: “Eis-me aqui, envia-me a mim.”

 

Esse relato nos ensina que Deus não procura apenas pessoas dispostas, mas pessoas que reconhecem sua necessidade da graça divina e se deixam transformar por Ele. O chamado para servir é precedido pelo arrependimento, pelo perdão e pela santificação.

 

Portanto, ao lermos as Escrituras, devemos evitar interpretações isoladas de um versículo. Precisamos considerar seu contexto para compreender plenamente a mensagem de Deus. Assim como Isaías, somos chamados a reconhecer nossos pecados, receber o perdão do Senhor e estar prontos para obedecer ao Seu chamado, cumprindo a ordem de Cristo: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15).

 

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Antes de dizer "Eis-me aqui", o que aconteceu com Isaías?

A.      Foi purificado por Deus.

B.      Foi coroado rei.

C.      Venceu uma batalha.

D.      Escreveu um livro.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

SE MELHORAR, ESTRAGA?   “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos ...