UMA VEZ SALVO, SALVO PARA SEMPRE?

 


Um dos assuntos que, por vezes, causa dúvidas àqueles que gostam de se debruçar sobre a Bíblia Sagrada é: “Alguém salvo por Jesus Cristo pode perder a salvação?”

 

Entre os teólogos, existem duas vertentes. Uma defende a tese de que, de maneira alguma, se perde a salvação e se baseia em textos como: "E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão." (João 10:28); "Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora." (João 6:37); "Agora, pois, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus." (Romanos 8:1); "Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida... nos poderão separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor." (Romanos 8:38-39).

 

Entretanto, a segunda interpretação é a de que há, sim, a possibilidade de perder a salvação: "E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo." (Mateus 24:12-13); "Eu sou a videira... Toda vara em mim que não dá fruto, a tira." (João 15:1-6), embora, para esse versículo (a vara e a videira), exista uma interpretação diferenciada; "Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados... e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento." (Hebreus 6:4-6); "Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados." (Hebreus 10:26-27); "Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento." (2 Pedro 2:20-21).

 

Bem, não quero induzi-lo a escolher onde está a verdade absoluta, mas quero mostrar-lhe e incentivá-lo a ponderar seriamente sobre esse tema e, na dúvida, não correr riscos desnecessários. Nossa conduta como salvos necessita ter uma base sólida, e a solidez não nos deixa alternativa: somos salvos para servir enquanto vivermos.

 

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Na sua opinião, um cristão verdadeiro pode perder a salvação?

A) Sim, se abandonar a fé.

B) Não, uma vez salvo, salvo para sempre.

C) Tenho dúvidas sobre o assunto.

D) Ainda estou estudando o tema.

 

Plínio (servo do Senhor).

 AÍ DE VÓS!

 

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas, interiormente, estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia” (Mateus 23:27).

 

Ao ler e escrever as palavras de Jesus, somos tentados, por conveniência, a pensar que Jesus está exortando outras pessoas. Dificilmente concluímos que as palavras que saíram de Sua boca e continuam ecoando hoje por meio da Bíblia Sagrada são para nós. Sim, quando lemos as Escrituras, o correto é orar a Deus e perguntar: “O que o Senhor tem para mim neste momento?”

 

Deus é absolutamente justo em Seu modo de proceder e Se alegra quando enxerga transparência na vida de Seus filhos. Andar com máscara no rosto é andar na contramão de Deus. As atitudes dos cristãos têm que caminhar juntas com aquilo que está dentro de seus corações. De que adianta receber um sorriso de alguém se, por dentro, existe um coração peludo? E Jesus vai além: “Hipócritas! Pois sois semelhantes aos sepulcros pintados e decorados por fora com valiosas pedras de mármore, mas, por dentro, repletos de podridão e mau cheiro”.

 

Dentro da caminhada cristã existem várias bases, e uma delas é a transparência, que abrange ambos os lados: o interior e o exterior.

 

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Ao ler uma exortação bíblica, qual deve ser nossa primeira reação?

A) Pensar em quem precisa ouvi-la.
B) Criticar quem não a pratica.
C) Perguntar a Deus o que Ele quer nos ensinar.
D) Ignorá-la por não se aplicar aos dias atuais.

 O ALTAR DO FUTEBOL!

 

“Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.” (1 João 5:21).

 

Nós somos atletas de Cristo. Vivemos em um mundo onde muitas coisas boas podem acabar ocupando o lugar que pertence somente a Deus. Uma delas é o futebol.

 

Assim como o dinheiro, que por si só não é pecado, mas se torna um ídolo quando toma o lugar de Deus em nosso coração, o futebol também pode se transformar em objeto de idolatria. Enquanto milhões enfrentam necessidades básicas, vemos fortunas gigantescas sendo movimentadas em torno desse esporte.

 

Para termos uma ideia, o valor de mercado atual de Neymar é estimado em cerca de R$ 55 milhões. Isso significa que uma pessoa que ganhasse R$ 3.000 por mês e conseguisse guardar absolutamente todo o seu salário, sem gastar um centavo, precisaria trabalhar aproximadamente 18.333 meses, ou cerca de 1.528 anos, para acumular essa quantia.

 

E eu pergunto: quem enche esses cofres? Os próprios fanáticos, que muitas vezes dedicam tempo, recursos e paixão excessivos a algo passageiro. Não há problema em apreciar um esporte, torcer por um time ou acompanhar uma competição. O problema surge quando isso ocupa o primeiro lugar em nossa vida, roubando a atenção, o tempo e a devoção que pertencem a Cristo.

 

Que nós, como cristãos verdadeiros, saibamos dosar nossas preferências e manter nossas prioridades em ordem, colocando Jesus sempre acima de qualquer ídolo moderno.

“Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.” (1 João 5:21).

 

Plínio.

 

 QUANDO ESCONDEMOS NOSSO CRACHÁ DE CRISTÃO

 


“E lembrou-se Pedro das palavras de Jesus, que lhe dissera: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo dali, chorou amargamente” (Mateus 26:75).

 

Podemos imaginar a cena como uma verdadeira peça ao ar livre. Era noite, fazia frio, havia um pátio, um átrio, algumas criadas, guardas e uma fogueira acesa para aquecer os que ali estavam. Tudo parecia transcorrer normalmente, até que Pedro, tomado pelo medo e pelo instinto de preservar a própria vida, negou conhecer Jesus. Não apenas uma vez, mas três vezes.

 

Essa atitude nos causa espanto, mas também nos leva a uma importante reflexão: omitir nossa identidade espiritual é, de certa forma, negar a Cristo. Quantas pessoas que se dizem discípulas de Jesus guardam o seu “crachá de cristão” no bolso quando estão fora da igreja? Trabalham anos em uma empresa, convivem diariamente com dezenas de pessoas e ninguém sequer sabe que são cristãs. Muitas vezes isso acontece por vergonha, receio de críticas ou medo de serem ridicularizadas.

 

Entretanto, a história de Pedro não termina na negação. Quando o galo cantou e o dia começou a amanhecer, ele se lembrou das palavras do Mestre. A consciência foi despertada, o arrependimento tomou conta do seu coração e ele chorou amargamente. Aquele choro não era apenas de tristeza, mas de profunda contrição diante de Deus. Pedro caiu, mas reconheceu seu erro. Seu arrependimento sincero abriu caminho para sua restauração.

 

Que possamos aprender com essa experiência. Não tenhamos vergonha de dizer quem somos e de testemunhar quem Jesus é para nós. O mundo precisa conhecer a esperança que encontramos em Cristo. E você? Hoje já falou de Jesus para alguém que está ao seu redor?

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Qual personagem da cena mais representa um perigo para a fé cristã hoje?

A.      Pedro (medo).

B.      As criadas (pressão social).

C.      Os guardas (oposição).

D.      A fogueira (comodismo e conforto).

 

Plínio.

 DEMÔNIOS PRECISAM DE UM CORPO PARA AGIR?

 

“Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?” (Gênesis 3:1).

 

Entre os estudiosos da Bíblia existe uma corrente de pensamento que defende que Satanás e seus demônios só conseguem agir na Terra por meio de um ser vivente. Embora seja verdade que grande parte de suas investidas ocorra através de pessoas que se deixam influenciar por ele, as Escrituras apresentam evidências de que sua atuação não está necessariamente limitada a isso.

 

Um exemplo é a tentação de Jesus no deserto. O texto bíblico relata que Satanás se apresentou diretamente a Jesus e dialogou com Ele, procurando desviá-lo de sua missão (Mateus 4:1-11). Em nenhum momento a narrativa sugere que ele estivesse utilizando outra pessoa para realizar essa tentação.

 

Outro caso marcante é o de Jó. Satanás comparece diante de Deus, acusa o servo fiel e recebe permissão para prová-lo (Jó 1–2). Em seguida, desencadeia uma série de tragédias que resultam na perda dos bens, dos filhos e da saúde de Jó. O relato não menciona que Satanás tenha precisado possuir alguém para executar seus intentos.

 

Esses exemplos nos mostram que devemos permanecer vigilantes não apenas contra as influências malignas que chegam por meio de outras pessoas, mas também contra as ciladas espirituais que podem ser armadas diretamente pelo inimigo. Como escreveu o apóstolo Paulo: "Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo" (Efésios 6:11).

 

Concluo com uma pergunta para reflexão: A serpente do Éden era apenas um animal utilizado por Satanás, ou Satanás se manifestou nela de forma sobrenatural para enganar Eva?

 

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Se Satanás precisasse obrigatoriamente de um corpo para agir, como explicar a tentação de Jesus no deserto?

🔘 Ele não precisa de um corpo para agir.

🔘 Estava usando algum meio invisível não revelado.

🔘 O relato é simbólico.

🔘 Preciso estudar mais o assunto.

 

Plínio.

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