ANTES DE PEDIR, ESTEJA PRONTO PARA MUDAR

 


“Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé produz a perseverança” (Epístola de Tiago 1:2,3)

 

Embora saibamos que Deus nem sempre concede exatamente o que pedimos, mas sim aquilo que realmente precisamos, é importante entender que certos pedidos exigem preparo do nosso coração para receber a resposta conforme a vontade dEle.

Quando pedimos, por exemplo, que Deus trabalhe em áreas específicas da nossa vida, como o controle da ira, da impulsividade ou de um temperamento explosivo, precisamos estar dispostos a passar por situações que irão nos moldar. E nem sempre essas situações serão confortáveis.

 

Deus pode permitir circunstâncias que nos confrontem diretamente: um momento constrangedor, uma fechada no trânsito, uma palavra dura ou uma atitude injusta. Nessas horas, aquilo que está dentro de nós vem à tona. É nesse ponto que a transformação acontece.

 

Diante dessas situações, temos uma escolha: reagir da mesma forma de sempre ou permitir que Deus nos conduza a uma resposta diferente, com mansidão, equilíbrio e sabedoria.

 

Por isso, antes de pedir, esteja disposto a ser transformado. Porque a resposta de Deus muitas vezes vem em forma de processo, e nele, você decide como vai reagir.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 COMO DISCERNIR A VOZ DE DEUS?

 


Conta-se que um alto funcionário do governo dos Estados Unidos era especialista em identificar notas falsas de dólar. Certo dia, durante uma entrevista, um repórter lhe perguntou: Como o senhor consegue reconhecer uma nota falsa tão rapidamente? Imagino que o senhor passe muito tempo estudando as falsificações, não é verdade?

 

O especialista respondeu com tranquilidade: Não, meu amigo. Eu não gasto tempo estudando o falso. Dedico meu tempo estudando profundamente o verdadeiro. Assim, quando algo falso aparece, eu reconheço imediatamente.

 

Esse exemplo ilustra perfeitamente uma verdade espiritual: para discernir a voz de Deus, precisamos conhecer profundamente a voz verdadeira. No Evangelho de João 10:27 está escrito: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço, e elas me seguem."

 

A convivência diária com Deus, por meio da oração, da Palavra e da comunhão com Ele, faz com que aprendamos a reconhecer Sua voz. Assim como uma ovelha reconhece a voz do seu pastor no meio de muitos sons, o cristão aprende a discernir quando é Deus quem fala ao seu coração.

 

Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais familiar se torna a Sua voz. Mesmo em meio ao barulho deste mundo, ela se torna clara para aqueles que caminham com Ele.

 

Agora eu deixo uma pergunta para reflexão: Você realmente conhece a voz de Deus?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 EXISTE ALGUÉM QUE PRECISA DO SEU PERDÃO?

 


“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós” (Mateus 6:14).

 

Há coisas na Bíblia que pertencem exclusivamente a Deus. Por mais que o ser humano se esforce, jamais poderá competir com o Senhor em certas áreas. Um exemplo claro é a salvação. Salvar alguém é obra da graça de Deus. Nós somos apenas instrumentos em Suas mãos para anunciar a salvação por meio de Jesus Cristo.

 

Entretanto, o texto de Mateus 6:14 nos apresenta algo muito sério: a questão do perdão. O perdão possui uma via de mão dupla, perdoamos para sermos perdoados. Essa é uma ordem clara do Senhor e revela nossa responsabilidade diante de Deus.

 

Quando nos recusamos a perdoar, permanecemos em dívida espiritual. Isso é extremamente grave, pois o rancor e a falta de perdão criam barreiras em nossa comunhão com Deus.

 

Por isso, reflita por um momento: Existe alguém que precisa do seu perdão? Se houver, libere esse perdão hoje. Perdoar não apenas liberta o outro, liberta também o nosso próprio coração.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 SALVAÇÃO: UM PRESENTE DE DEUS!

 


“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8,9).

 

Quem não consegue lembrar de um momento marcante em que recebeu um presente sem ter feito absolutamente nada para merecê-lo? Não era aniversário, Natal ou qualquer outra data especial. De repente, chega um pacote bonito e, ao abri-lo, a surpresa é ainda maior. O coração se enche de alegria, mas logo surge a pergunta inevitável: “O que essa pessoa viu em mim para me dar um presente assim?”

 

Essa simples experiência nos ajuda a entender, ainda que de forma limitada, o que significa a graça de Deus. A salvação que Ele nos oferece não é resultado de nossos méritos ou de boas obras. Não depende de frequentarmos a igreja, de termos uma família cristã, de ocuparmos cargos religiosos ou mesmo de procurarmos cumprir mandamentos.

 

A salvação é um dom divino, um presente oferecido por puro amor. É a manifestação da graça de Deus que alcança o ser humano, mesmo quando este jamais poderia conquistá-la por si mesmo. Pela fé somos conduzidos a Jesus, e é por meio d’Ele que recebemos a vida nova, o perdão e a certeza da salvação.

 

Por isso, ela é o presente mais valioso que alguém pode receber. Deus a concede dessa forma para que ninguém se glorie em si mesmo, mas para que toda honra, gratidão e louvor sejam dados somente a Ele.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 NÃO É PARA “FICAR” COM DEUS, É PARA VIVER COM ELE!

 


“Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Evangelho de Mateus 15:8).

 

O mundo moderno criou um tipo de relacionamento que, na verdade, pouco acrescenta ao ser humano, embora muitos pensem que seja algo interessante ou vantajoso. Trata-se do chamado “ficar”.

 

Para muitos, o “ficar” parece trazer liberdade e praticidade, pois elimina responsabilidades e compromissos. Pessoas se encontram, passam algumas horas juntas, dividem momentos íntimos, mas muitas vezes não sabem quase nada uma da outra, às vezes sequer sabem o nome. No dia seguinte, cada um segue o seu caminho como se nada tivesse acontecido, prontos para repetir a mesma história com outra pessoa. O que parece ser liberdade, na verdade revela a superficialidade dos relacionamentos de hoje.

 

Infelizmente, esse mesmo comportamento tem se repetido também na vida espiritual. Há pessoas que não assumem um compromisso verdadeiro com Deus, mas apenas “ficam” com Ele quando a situação aperta. Quando a adversidade chega, elas clamam, pedem socorro, chamam o nome do Senhor e imploram por misericórdia.

 

Porém, assim que o problema passa, viram as costas para Deus e seguem suas vidas como se Ele fosse apenas uma solução momentânea para tempos difíceis.

Mas Deus não quer ser apenas um recurso emergencial na vida de alguém. Ele deseja um relacionamento verdadeiro, profundo e permanente com aqueles que o buscam.

 

Deus não procura pessoas que apenas “ficam” com Ele nos momentos de necessidade, mas filhos que caminhem com Ele todos os dias, em fidelidade, amor e compromisso. Diante dessa verdade, vale a pena fazer uma reflexão sincera: como tem sido o seu relacionamento com Deus? Você apenas se aproxima dEle quando a dor aperta, quando o medo chega ou quando os problemas parecem maiores que suas forças? Ou você tem vivido uma caminhada constante com Ele, buscando Sua presença não apenas nas crises, mas também nos dias comuns da vida?

Essa é uma pergunta que cada precisamos responder no silêncio do próprio coração. Afinal, Deus não deseja visitas ocasionais, Ele deseja comunhão diária.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

  ENQUANTO HÁ VIDA, HÁ PROPÓSITO   “Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai para a terra que ...