HÁ TEMPO PARA A CARNE, MAS NÃO PARA DEUS!

 


“Porque a carne luta contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; porque são opostos entre si, para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer” (Gálatas 5:17).

 

As estatísticas indicam que cerca de 6 milhões de pessoas devem participar das celebrações de rua do Carnaval de 2026, apenas no município do Rio de Janeiro. Esse número equivale a aproximadamente cinco vezes a população da cidade de Campinas, que hoje se aproxima de 1,2 milhão de habitantes. Isso revela, de forma contundente, o quanto as pessoas estão dispostas a se mover, investir tempo e energia para dar vazão aos desejos que buscam alegrar a carne, e não por acaso, essa festa recebe o nome de Carnaval.

 

A explicação mais aceita para a origem da palavra vem do latim “carne vale”, que significa “adeus à carne”. No entanto, o que se vê é justamente o oposto: corpos expostos, limites dissolvidos, sensualidade exaltada. Muitos se despem, não apenas de roupas, mas de pudor, para que tanto quem se exibe quanto quem observa se satisfaça em prazeres que alimentam a carne e, muitas vezes, carregam segundas intenções.

 

Entretanto, quando convidamos essas mesmas pessoas para participar da maior e mais importante celebração deste mundo, a de se reunir em uma igreja para cultuar o Deus dos deuses, o Criador dos céus e da terra, a resposta costuma ser: “Não tenho tempo.” Não tenho tempo para Deus, mas tenho dias, noites, recursos e disposição para a carne. Que contraste, doloroso. que inversão de valores. “MISERICÓRDIA, SENHOR!”

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 A CHAVE QUE LIBERTA A ALMA!

 


Estamos acostumados a manusear chaves todos os dias. Chaves da casa, do carro, do armário, da gaveta, do cadeado, do baú, e até das algemas. Todas elas têm um propósito em comum: proteger, guardar ou conter. Servem para nos resguardar de ações desastrosas, afastar o malfeitor da sociedade e manter delinquentes presos atrás de grades, trancas e grandes chaves.

 

Mas, de forma simbólica, quero lhe apresentar uma chave especial. Uma chave que não foi feita por mãos humanas, mas forjada no céu, sob medida, exclusivamente para você. Ela não serve para aprisionar, mas para libertar. “Como assim? Eu estou preso?” A resposta é: sim e não. Tudo depende do estado da sua alma.

 

Se nela há peso de mágoa, rancor, ressentimento ou ódio contra alguém, tenha absoluta certeza: você está aprisionado, não por grades visíveis, mas por correntes emocionais. Essas prisões silenciosas são profundas, sufocantes e roubam a paz. Para se libertar dessa cadeia cruel, é necessário pegar a chave certa: o perdão. Somente ele destranca as portas da alma, rompe as algemas do passado e conduz àquilo que todos desejamos, mas poucos experimentam de verdade: a verdadeira liberdade.

 

Plínio Cavalheiro - capelão

 A CHINELADA QUE VEM DO CÉU!

 


“Porque o Senhor corrige a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem” (Provérbios 3:12).

 

Houve um tempo, e muitos de nós ainda sentimos isso no coração, em que nossos pais nos chamavam de vez em quando com um tom de voz diferente, mais sério, mais firme:
“Pe-dri-nho, venha aqui já!”

 

Na mesma hora, algo acontecia dentro da gente. As pernas pequenas começavam a tremer, o coração acelerava, e enquanto caminhávamos lentamente em direção ao pai ou à mãe, a pergunta escapava quase em sussurro, carregada de medo e esperança:
“O que foi que eu fiz?”

 

Quase sempre não havia engano. Havíamos, sim, aprontado alguma coisa. Algo que feriu os valores da casa, ultrapassou os limites ensinados, e por isso vinham as consequências. Às vezes era um olhar severo, outras vezes uma conversa dura… e em alguns lares, o famoso chinelo ou a cinta entravam em cena. Doía. Ardía. Mas, naquele contexto, era disciplina, era correção, era cuidado.

 

No Reino espiritual, graças a Deus, temos um Pai que tudo vê, tudo sabe e tudo ama. Um Pai que não ignora nossos desvios, nem finge que nada aconteceu quando saímos da linha. E, por vezes, o “chinelo” também precisa ser usado. Não como punição cruel, mas como correção amorosa.

 

A Palavra chama isso de disciplina. E disciplina, embora não seja agradável no momento, produz frutos de justiça, maturidade e crescimento. Feliz é aquele que a recebe e entende que essa “chinelada” não é rejeição, mas prova de filiação. É a forma de Deus dizer: “Eu me importo com você. Eu te amo demais para te deixar continuar errado.”

 

Agora, a pergunta que fica, e que ecoa no coração: Quando foi a última vez que você recebeu uma “chinelada” de Deus, e teve humildade para aprender com ela?

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 

UM ENCONTRO COM DEUS LOGO AO AMANHECER!

 


“Pela manhã, Senhor, ouves a minha voz; de manhã te apresento a minha oração e fico esperando” (Salmos 5:3).

 

Se realizássemos uma pesquisa sobre os hábitos das pessoas ao se levantarem, descobriríamos que a maioria segue uma rotina parecida: levantar-se devagar, espreguiçar-se, sentar-se por alguns minutos na cama, respirar fundo e, após uma higiene rápida do rosto e das mãos, dirigir-se à cozinha para saborear o gostoso desjejum matinal.
E isso é errado? Claro que não.

 

Entretanto, surge uma pergunta importante: em que momento reservamos um tempo para louvar a Deus? A resposta mais comum é: “Não sobra tempo.” Mas precisamos lembrar que Deus não é o Deus das sobras. Pelo contrário, Ele nos concede as primícias, o melhor da terra, e nos convida a retribuir da mesma forma. Quando deixamos Deus para “quando der”, corremos o risco de nunca encontrarmos esse momento.

 

Que tal, então, incluir em nossa agenda diária, e de preferência como prioridade, um tempo especial para estar a sós com Deus? Antes das tarefas, das preocupações e da correria, separar os primeiros minutos do dia para oração, louvor e gratidão.

 

Você topa esse desafio?

 

Plínio Cavalheiro – Capelão.

 

 JESUS, A VERDADE QUE NOS LIBERTA!

 


“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).

 

Ninguém em pleno juízo se alegra por estar aprisionado, seja na mente, na alma ou no corpo. A prisão, em seus diversos sentidos, sempre representa limitação e sofrimento. De modo geral, podemos identificar três tipos de prisão: no sentido jurídico, trata-se da privação da liberdade de uma pessoa; no sentido físico ou material, refere-se ao ato de prender, segurar ou deter; e, no sentido figurado, diz respeito a qualquer condição que restrinja a liberdade do ser humano.

 

Diante disso, surge a pergunta: qual é o significado da prisão a que o evangelho de João se refere? A resposta é simples e profunda. Todos aqueles que ainda não conhecem verdadeiramente Jesus caminham aprisionados nas trevas espirituais, uma condição terrível, pois Jesus é a Luz do mundo. É por meio dessa luz que conseguimos enxergar o caminho, identificar os obstáculos e evitar os tropeços que nos conduzem ao sofrimento e à dor.

 

Conhecer a verdade, portanto, é conhecer a Cristo. E somente Ele tem o poder de libertar o ser humano das prisões invisíveis que o impedem de viver plenamente.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

  TUDO VAI BEM!   "Vai tudo bem contigo?... Ela respondeu: 'Tudo vai bem” (2 Reis 4:26).   Você gosta de ouvir histórias? Eu,...