A CHINELADA QUE VEM DO CÉU!
“Porque o Senhor corrige a
quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem” (Provérbios 3:12).
Houve um tempo, e muitos de
nós ainda sentimos isso no coração, em que nossos pais nos chamavam de vez em
quando com um tom de voz diferente, mais sério, mais firme:
“Pe-dri-nho, venha aqui já!”
Na mesma hora, algo acontecia
dentro da gente. As pernas pequenas começavam a tremer, o coração acelerava, e
enquanto caminhávamos lentamente em direção ao pai ou à mãe, a pergunta
escapava quase em sussurro, carregada de medo e esperança:
“O que foi que eu fiz?”
Quase sempre não havia engano.
Havíamos, sim, aprontado alguma coisa. Algo que feriu os valores da casa,
ultrapassou os limites ensinados, e por isso vinham as consequências. Às vezes
era um olhar severo, outras vezes uma conversa dura… e em alguns lares, o
famoso chinelo ou a cinta entravam em cena. Doía. Ardía. Mas, naquele contexto,
era disciplina, era correção, era cuidado.
No Reino espiritual, graças a
Deus, temos um Pai que tudo vê, tudo sabe e tudo ama. Um Pai que não ignora
nossos desvios, nem finge que nada aconteceu quando saímos da linha. E, por
vezes, o “chinelo” também precisa ser usado. Não como punição cruel, mas como
correção amorosa.
A Palavra chama isso de
disciplina. E disciplina, embora não seja agradável no momento, produz frutos
de justiça, maturidade e crescimento. Feliz é aquele que a recebe e entende que
essa “chinelada” não é rejeição, mas prova de filiação. É a forma de Deus
dizer: “Eu me importo com você. Eu te amo demais para te deixar continuar
errado.”
Agora, a pergunta que fica, e
que ecoa no coração: Quando foi a última vez que você recebeu uma “chinelada”
de Deus, e teve humildade para aprender com ela?
Plínio Cavalheiro – capelão.

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