NÃO ESFREGUE A LÂMPADA: ORE COM PROPÓSITO!

“Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro por sobre as águas” (Mateus 14:28).


Quantas vezes você já orou pedindo a Deus algo que, aos seus olhos, parecia impossível? A Escritura nos alerta a não “tentar o Senhor”, especialmente quando nossas orações têm como foco apenas vantagens pessoais ou benefícios materiais. Seria como dizer: “Senhor, se realmente existes, então resolve meus problemas financeiros e me dá um carro novo, completo e equipado.”


Mas pense comigo: E se Deus não fizer? Ele deixaria de existir só porque não realizou aquilo que você pediu? Claro que não. Deus não é Deus porque realiza nossos desejos; Ele é Deus porque é soberano. Ele também não é como o “gênio da lâmpada” das histórias árabes, uma figura fictícia que, depois de esfregar a garrafa, concede três pedidos ao seu dono. Deus não é “mágico”. Tudo o que Ele faz é real, autêntico, perfeito e alinhado com Sua vontade. E aqui está uma verdade fundamental: Deus nem sempre nos dá tudo o que pedimos, mas sempre nos dá aquilo que verdadeiramente precisamos.


Pedro, por exemplo, não pediu um barco melhor, nem que o vento cessasse, nem que a pesca daquele dia fosse abundante. Ele pediu algo muito maior: estar mais perto de Jesus, ainda que isso significasse caminhar por um caminho impossível aos olhos humanos. Da mesma forma, quando nossas orações nascem do desejo sincero de estar onde Cristo está, Ele nos conduz, sustenta e orienta, mesmo que ainda haja ventos, ondas e incertezas ao nosso redor.


Plínio Cavalheiro – capelão.✍🙏

 

 


AS CONSEQUÊNCIAS DA IMPRUDÊNCIA!

 

“O prudente vê o perigo e busca refúgio, mas o inexperiente segue adiante e sofre as consequências.” (Provérbios 22:3).

 

Todo tipo de transporte, quando está desgovernado, seja por falha técnica, negligência ou imprudência do condutor, motorista ou piloto, torna-se uma ameaça real. As chances de provocar acidentes, gerar transtornos e até causar mortes aumentam significativamente.

 

Em situações assim, cabe às autoridades investigar com rigor: exames técnicos, perícias e a utilização do bafômetro ajudam a identificar responsabilidades. Se ficar comprovada a culpa, recaem sobre o infrator as penalidades cabíveis, multas, processos e até prisão.

 

Da mesma forma, a vida exige vigilância e responsabilidade. Quando alguém perde o controle de suas ações, movido pela imprudência ou descuido, inevitavelmente colhe consequências. Manter-se lúcido, atento e responsável é essencial para preservar não só a própria vida, mas também a daqueles que estão ao redor.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 

 ENTRE O VAPOR E A ETERNIDADE!

Faze-me conhecer, Senhor, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil” (Salmos 39:4).


O ser humano, quanto mais jovem é, menos consciência tem da brevidade da vida. Ela se assemelha ao vapor que sai de uma chaleira: permanece por pouco tempo enquanto há fogo aceso, mas logo se dissipa ao encontrar o frio do ar. Assim é a existência, efêmera, sem exceções, desaparecendo diante dos olhos que a contemplam. O que resta é a saudade, que, mesmo ela, com o tempo, também se desfaz.


Davi, por ter um coração segundo o de Deus, tinha alguma compreensão dessa verdade. Ainda assim, ele ora ao Senhor pedindo que sua visão e entendimento se ampliem, para que possa reconhecer plenamente sua fragilidade e limitação. Ele desejava viver com sabedoria, remindo o tempo, consciente de que os dias do homem são breves. Assim também devemos nós proceder: buscar discernimento e nos preparar para a nova vida, aquela em que não haverá calendário, nem aniversários, nem sofrimento, uma vida eterna ao lado do Criador.


"Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece” (Tiago (4:14).


Plínio Cavalheiro – capelão.🙏✝


 FILHOS DE BELIAL E O ERRO DE ELI!


Em 1 Samuel 2:12, lemos: “Eram, porém, os filhos de Eli, filhos de Belial; não conheciam ao Senhor.”


A expressão “filhos de Belial” não indica que esses jovens tivessem o mesmo sangue de uma pessoa chamada Belial, pois Belial não é um nome próprio. É uma palavra hebraica que significa “sem valor”, “perverso”, “iníquo” ou “sem proveito”. Portanto, ao chamá-los de “filhos de Belial”, a Escritura revela que eles eram homens corrompidos, dominados pelo pecado e afastados de Deus.


Eli, de fato, era pai biológico dos dois moços mencionados, Hofni e Fineias. No entanto, a Bíblia mostra com clareza a falha de Eli como pai: ele sabia da conduta errada de seus filhos, mas não os repreendia com firmeza, permitindo que continuassem a agir de forma profana, até mesmo dentro da casa de Deus.


Eli era um homem piedoso, dedicado ao serviço do Senhor, mas negligenciou sua família, priorizando o ministério acima do lar. Isso nos ensina uma lição profunda: Deus não deseja que o zelo ministerial apague a responsabilidade familiar. O chamado de um servo do Senhor começa dentro de casa.


A história segue com um desfecho trágico. Certo dia, durante uma batalha, os dois filhos de Eli foram mortos. Ao receber a notícia, Eli, já idoso e debilitado, caiu da cadeira e morreu. Assim se cumpre a palavra de Deus sobre a casa de Eli, lembrando-nos de que a desobediência tem consequências, mesmo quando parte de quem serve no altar.


Como pais e servos de Deus, precisamos compreender que a educação espiritual dos filhos é parte essencial do ministério. Devemos ensinar-lhes o caminho em que devem andar, porque, como diz Provérbios 22:6, “Quando envelhecer, não se desviará dele.” Portanto, sejamos fiéis não apenas no serviço ao Senhor, mas também no cuidado com aqueles que Ele nos confiou dentro do lar.


Plínio Cavalheiro – capelão.

 

A RAIZ DO MAL E O FRUTO DO ORGULHO!

 

Naquela mesma hora chegaram os discípulos a Jesus, dizendo: Quem é o maior no reino dos céus? Jesus respondeu: ⁴ Aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus” (Mateus 18:1,4).

 

A Bíblia nos revela que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. É dessa raiz que brota uma árvore sombria, cujos frutos são amargos e letais, entre eles está o fruto do poder. Quem se alimenta desse fruto corre o risco de se afastar de Deus, pois o poder, quando mal desejado, embriaga o coração e corrompe a alma. O poder terreno tem o terrível poder de inverter valores: transforma servos em senhores, humildes em soberbos, e justos em opressores. Aqueles que deveriam servir acabam por dominar, pisando os simples e os pobres, esquecendo-se de que diante de Deus somos todos pós.

 

Foi assim desde o Éden. O primeiro homem e sua esposa foram seduzidos pela mesma promessa: “Sereis como Deus.” A sede por poder abriu as portas da rebelião e trouxe a ruína sobre toda a humanidade. Desde então, cada vez que o homem escolhe o poder em vez da obediência, ele repete o mesmo erro, e colhe os mesmos frutos da queda. Somente os que se tornam humildes como uma criança herdarão o Reino. Pois, no Reino dos Céus, o maior é aquele que se ajoelha, não o que se exalta.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

VOLTE ENQUANTO HÁ TEMPO!   "Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai" (Lucas 15:18).   A frase "Sempre há um caminho de v...