FILHOS DE BELIAL E O ERRO DE ELI!


Em 1 Samuel 2:12, lemos: “Eram, porém, os filhos de Eli, filhos de Belial; não conheciam ao Senhor.”


A expressão “filhos de Belial” não indica que esses jovens tivessem o mesmo sangue de uma pessoa chamada Belial, pois Belial não é um nome próprio. É uma palavra hebraica que significa “sem valor”, “perverso”, “iníquo” ou “sem proveito”. Portanto, ao chamá-los de “filhos de Belial”, a Escritura revela que eles eram homens corrompidos, dominados pelo pecado e afastados de Deus.


Eli, de fato, era pai biológico dos dois moços mencionados, Hofni e Fineias. No entanto, a Bíblia mostra com clareza a falha de Eli como pai: ele sabia da conduta errada de seus filhos, mas não os repreendia com firmeza, permitindo que continuassem a agir de forma profana, até mesmo dentro da casa de Deus.


Eli era um homem piedoso, dedicado ao serviço do Senhor, mas negligenciou sua família, priorizando o ministério acima do lar. Isso nos ensina uma lição profunda: Deus não deseja que o zelo ministerial apague a responsabilidade familiar. O chamado de um servo do Senhor começa dentro de casa.


A história segue com um desfecho trágico. Certo dia, durante uma batalha, os dois filhos de Eli foram mortos. Ao receber a notícia, Eli, já idoso e debilitado, caiu da cadeira e morreu. Assim se cumpre a palavra de Deus sobre a casa de Eli, lembrando-nos de que a desobediência tem consequências, mesmo quando parte de quem serve no altar.


Como pais e servos de Deus, precisamos compreender que a educação espiritual dos filhos é parte essencial do ministério. Devemos ensinar-lhes o caminho em que devem andar, porque, como diz Provérbios 22:6, “Quando envelhecer, não se desviará dele.” Portanto, sejamos fiéis não apenas no serviço ao Senhor, mas também no cuidado com aqueles que Ele nos confiou dentro do lar.


Plínio Cavalheiro – capelão.

 

A RAIZ DO MAL E O FRUTO DO ORGULHO!

 

Naquela mesma hora chegaram os discípulos a Jesus, dizendo: Quem é o maior no reino dos céus? Jesus respondeu: ⁴ Aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus” (Mateus 18:1,4).

 

A Bíblia nos revela que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. É dessa raiz que brota uma árvore sombria, cujos frutos são amargos e letais, entre eles está o fruto do poder. Quem se alimenta desse fruto corre o risco de se afastar de Deus, pois o poder, quando mal desejado, embriaga o coração e corrompe a alma. O poder terreno tem o terrível poder de inverter valores: transforma servos em senhores, humildes em soberbos, e justos em opressores. Aqueles que deveriam servir acabam por dominar, pisando os simples e os pobres, esquecendo-se de que diante de Deus somos todos pós.

 

Foi assim desde o Éden. O primeiro homem e sua esposa foram seduzidos pela mesma promessa: “Sereis como Deus.” A sede por poder abriu as portas da rebelião e trouxe a ruína sobre toda a humanidade. Desde então, cada vez que o homem escolhe o poder em vez da obediência, ele repete o mesmo erro, e colhe os mesmos frutos da queda. Somente os que se tornam humildes como uma criança herdarão o Reino. Pois, no Reino dos Céus, o maior é aquele que se ajoelha, não o que se exalta.

 

Plínio Cavalheiro – capelão.

 

 A ORAÇÃO DE PEDRO!

 

Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador” (Lucas 5:8)

 

Às vezes, encontramos dificuldades para compreender certos episódios narrados na Bíblia. Um exemplo disso é quando Pedro se dirige a Jesus e diz: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador”. Diante dessa declaração, é comum que, em nossa ignorância ou ingenuidade, sugiramos uma mudança na oração: “Senhor, aproxime-se de mim pois sou pecador”.

 

É importante reconhecer que a oração realizada por um discípulo, ou por qualquer outra pessoa, mesmo que carregue um profundo significado espiritual, não deve ser vista como uma regra ou mandamento universal aplicável a todos em todas as situações. Cada oração reflete a experiência e os sentimentos pessoais de quem ora naquele momento. Isso contrasta com a oração modelo que Jesus ensinou em Mateus 6:9-13, a qual serve como um guia mais amplo para a prática da oração.

 

Podemos observar que o comportamento de Pedro, que ainda está em seus primeiros passos na fé diante de Jesus, não indica um desejo de se afastar, mas sim um profundo sentimento de vergonha por se sentir indigno da imensa honra de ter Jesus ao seu lado. Essa atitude, sob nossa perspectiva, revela uma humildade significativa na vida de Pedro. De certa forma, ele acertou ao “errar”, mostrando que, mesmo em sua vulnerabilidade, há um reconhecimento de sua boa intenção.


Capelão, Plínio Cavalheiro.

 NEGUE-SE A SI MESMO!

 

“E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lucas 9:23).

 

Você há de concordar comigo que na vida somos invariavelmente colocados diante de alternativas, ocasiões em que opções precisam ser feitas. Essas decisões podem variar desde situações singelas do cotidiano até dilemas que definem o rumo da nossa existência e indo mais além, em questões que envolvem a vida eterna do ser humano.

 

Peço licença, para argumentar a frase de Billy Graham, homem de Deus que ainda prega nos dias de hoje, quando ele menciona "Negue-se a si mesmo". Na prática, Jesus está se referindo ao homem para renunciar a desejos impudicos, anseios ou aspirações egocêntricas, para priorizar e focar na boa e perfeita vontade de Deus. É um apontamento para fazer de Cristo a sua bússola perfeita.

 

Capelão, Plínio Cavalheiero.

 SEJA CURADO DA ANSIEDADE!

 

“Em ti confiarão os que conhecem o teu nome; porque tu, Senhor, nunca desamparaste os que te buscam” (Salmo 9:10).

 

Ansiedade é um sintoma natural do corpo a circunstâncias abrangidas como assustadoras ou desafiadoras, distinta por anseios de apreensão, afobação ou medo, podendo ser baseada em diferentes magnitudes, desde uma aflição leve até aparições físicas ou emocionais mais intensas, chegando a um estágio insuportável.

 

Entretanto, tenho uma boa notícia: A “ansiedade” não é nada incurável. Estudo bíblicos comprovam que este método é um tratamento simples, barato e eficaz, com uma taxa de sucesso 100%.

 

Ansiedade é distração. Sim! Todas às vezes que nos distraímos desviando nossos olhos de Jesus para fixar naquilo que a maioria das vezes não existe, o resultado é “ansiedade”.

 

Confira um exemplo bíblico. A narrativa de Pedro desviando o olhar de Jesus, sentindo medo e começando a afundar ocorre no episódio relatado em Mateus 14:22-33. Este evento se dá durante a famosa passagem em que Jesus caminha sobre as águas e Pedro pede para ir ao Seu encontro.

 

Portanto, jamais diria a você, simplesmente, “não seja ansioso” e sim, “não se distraia” e continue focando Jesus diante de todas suas adversidades, sabendo, como diz o texto: “Em ti confiarão os que conhecem o teu nome; porque tu, Senhor, nunca desamparaste os que te buscam” (Salmo 9:10).

 

Capelão, Plínio Cavalheiro.

VOLTE ENQUANTO HÁ TEMPO!   "Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai" (Lucas 15:18).   A frase "Sempre há um caminho de v...