O CARÁTER DA PREGAÇÃO!


O caráter do pregador precisa ser moldado ao intelecto de cada ouvinte para que a pregação não seja preleção inútil. Paulo disse: “Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria” – (1 Cor 2:1).

É perfeitamente admissível que um intelectual consiga descer o nível de ensino para atender as expectativas de um público de conhecimento médio sem contanto deturpar os princípios estabelecidos pela Palavra de Deus. Descer não significa necessariamente abrir mão da essência Bíblica.

O texto não tem a intenção de dissuadi-lo a deixar de se preparar intelectualmente para trabalhar em prol do Evangelho, muito pelo contrário. Paulo é um excelente modelo neste quesito bem como em muitos outros. Os conhecimentos do apóstolo Paulo foram de grande valia no projeto que Deus deu a ele de pregação do evangelho.

Em certa ocasião Paulo inquirido por seus opositores, disse: “Homens, irmãos e pais, ouvi agora a minha defesa perante vós (E, quando ouviram falar-lhes em língua hebraica, maior silêncio guardaram). E disse: Quanto a mim, sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zeloso de Deus, como todos vós hoje sois” – (Atos 22:1-3).

Apesar de ser criado (instruído) aos pés de Gamaliel, Paulo não ostentava seus conhecimentos diante das pessoas. Para Paulo, conhecimento era dádiva de Deus destinada para alcançar também àqueles que possuíam informação acima da média. Afinal, o evangelho necessita alcançar todas as pessoas.

Diante disso, cabe a nós avaliarmos sempre o tipo de auditório que está diante de nós, sendo ele grande, pequeno ou mesmo quando estamos dialogando. O discernimento é um dom que tem que ser buscado em Deus para avaliar cada situação com sabedoria. Por vezes, vale mais uma palavra inteligível ao invés de um imenso discurso com palavras indecifráveis, e isto vale para pregação e outras áreas incluindo o dom de falar em língua.

O próprio Paulo escreveu sobre este comportamento: “E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete (ou seja, entendimento). Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus. E falem dois ou três profetas, e os outros julguem. Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro. Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos APRENDAM, e todos sejam consolados” – (1 Coríntios 14:27-31).

Seja sábio e busque a verdadeira humildade em Deus para alcançar todas as pessoas de forma simples e compreensível, lembrando que, “grandes” intelectuais são formados em faculdades renomadas, contudo, sábios são àqueles que são forjados aos pés do Mestre dos mestres – Jesus Cristo.

E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada” – (Tiago 1:5). Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia” – (Tiago 3:17).


________________ Capelão – Plínio.

A VERDADE LIBERTA!


O diabo é persuasivo e persistente. Sua intenção entre tantas é contaminar o caráter do homem, convencendo-o a desvirtuar a VERDADE.

Quando o homem cede aos “encantos” de Satanás, sua vida experimenta um declínio acentuado que parece não ter fim e com pouca ou nenhuma perspectiva de reversão.

A Bíblia cita: “Um abismo chama outro abismo” – (Salmos 42:7a). Assim sendo, o princípio deste versículo é alertar para que não caiamos no primeiro abismo. Os olhos têm que estar atentos para detectar os buracos que podem perfeitamente serem traduzidos como sugestões do diabo. Aceita-se uma proposta aparentemente “insignificante” e pronto, o desastre está predestinado. 


Entrar por esta rota é perder o senso de equilíbrio entre o sensato e insensato ou então não se importar com atitudes que denigrem o caráter. A Bíblia revela: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” – (Isaías 5:20).

Contudo, existe a boa notícia. Há solução. Não existe abismo tão profundo que os braços de Deus não possam alcançar. A Bíblia diz que Jesus tem as chaves do inferno. Precisa dizer mais? “E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno” – (Apocalipse 1:18).

Em Cristo e por Cristo o homem se liberta. Jesus disse: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” – (João 8:32,36).

Decida hoje em quem confiar e qual rota seguir. Escolha a VERDADE que liberta. Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” – (João 14:6). Amém?


_______________ Capelão – Plínio.



LAVANDO O CORAÇÃO!


Fiquei sabendo, após pesquisa que a prática de lavar as mãos adequadamente diminui em 42 % as ocorrências de enfermidades diarreicas e ¼ de infecções respiratórias.

Em um dos sites do governo consta que Ministério promove dia mundial de lavar as mãos. Está desta forma publicada: *“Ministro Alexandre Padilha vai pessoalmente a uma escola, em Teresina (PI), para conscientizar população sobre a importância do gesto para a saúde. Manter as mãos sempre limpas é uma das maneiras mais simples e eficientes de evitar doenças infecciosas transmitidas por bactérias, vírus, ou fungos. Para ajudar a difundir esta ideia, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participa de uma mobilização nacional que tem por objetivo alertar e conscientizar a população que ter mãos limpas é um direito e um dever”.

Como instrumentador cirúrgico sei da importância de se aplicar uma assepsia correta usando a técnica de escovação rigorosa nas mãos antes de vestir o avental e calçar as luvas esterilizadas. Lavar as mãos também antes das refeições faz parte de nossa cultura e isto só redunda em benefícios àquele que o faz.

Entretanto, por que não aplicar o mesmo princípio quando nos alimentamos espiritualmente? Por que “comemos” a Palavra sem se preocupar com a assepsia do coração?

Jesus em certa ocasião, em sua peculiaridade apresentou uma parábola a uma grande multidão conhecida como “A Parábola do Semeador” – (Lucas 8:1-15). Contou Ele sobre um homem que saiu para semear. E, quando estava espalhando as sementes caíram em vários tipos de terra, ocasionando resultados diferenciados.

Não obstante ter falado por parábola a um grande número de pessoas, quando em particular com seus discípulos, Jesus explicou o significado da parábola. Cada semente teve sua sina traçada. Jesus traduz “semente” por “Palavra” de Deus.

Neste texto quero dar ênfase àquela semente que caiu à beira do caminho. “As sementes que caíram na beira do caminho são as pessoas que ouvem a mensagem. Porém o Diabo chega e tira a mensagem do coração delas para que não creiam e não sejam salvas” - (v.12).

Existe um ditado popular que diz: “Entrou por um ouvido e saiu por outro”. É comum pessoas ignorarem até mesmo princípios bíblicos, usando literalmente o adágio popular, “entra por um ouvido e sai por outro”, impedindo desta forma que a Palavra promova seus efeitos reparadores para o qual foi destinada.

No entanto o versículo doze diz que a Palavra chegou até o coração e se chegou até o coração ela não cumpriu seu propósito? Sim ou não? Eu diria que o chegar até o coração é bom, mas não é excelente. Não é o suficiente permitir que a Palavra chegue até o coração. O importante, e isto faz toda diferença em nós, é limpar o coração antes de “comer” a Palavra.

Jesus disse: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus – (Mateus 5:8). Limpar o coração é dever de todo cristão. A “comida” espiritual (Palavra) não pode conviver com impudências e quando o cristão ignora este princípio, vem, a seguir, o diabo e arrebata-lhes do coração a Palavra, conforme verso doze.

Outro quesito não menos importante além de limpar o coração, é guardar a Palavra. O salmista escreveu: Guardo no coração as tuas palavras – (Salmo 119:11). Em outra tradução bíblica diz: “Escondi a tua palavra”.

Estamos acostumados a proteger coisas valiosas. Até mesmo esconde-las para que os ladrões não às encontrem. Em contrapartida, descuidamos do bem maior que é a Palavra de Deus em nossos corações, dando assim oportunidade para que o diabo (ladrão) roube os preceitos de Deus que nos norteiam para uma vida vitoriosa. Salomão escreveu: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” – (Provérbios 4:23).

Diante deste fato, quero desafiá-lo a assumir um compromisso diante de Deus. Diga a Ele que você vai tratar a Palavra dEle com seriedade. Diga a Ele que você vai adquirir o hábito de lavar o coração constantemente, principalmente antes de “comer” a Palavra. Diga também que você vai GUARDAR a Palavra e vigiar para que o diabo não consiga roubar absolutamente nada que Deus te deu, está dando e vai te dar. Amém? Assim espero.

________________ Capelão – Plínio.

QUANDO TUDO PARECE ESTAR PERDIDO!


QUANDO TUDO PARECE ESTAR PERDIDO!
Seria possível ter status, sucesso social, financeiro, fazer parte de uma bela família e mesmo assim passar por momentos de insegurança e pensar que tudo está irremediavelmente perdido? Sim. Queria ter outra resposta, mas, diante dos fatos não consigo me esquivar da realidade do cotidiano.

É admissível que alguém seja tido como milionário, mas ser alguém mendigo em suas perspectivas de vida não conseguindo visualizar e desfrutar de coisas tremendas que o dinheiro não compra.

Por trás de uma fisionomia “tranquila” pode-se esconder os desajustes que levam o homem a perder a razão em determinadas situações. Haja vista um dos muitos exemplos que presenciamos recentemente pela mídia onde um homem estabilizado financeiramente demonstrou pelo seu gesto tresloucado total desajuste emocional, mata cruelmente sua esposa e na sequência comete suicídio.

E por falar em suicídio, compensa abrir um parêntese e citar Augusto Cury e seu livro “O Mestre dos Mestres”. O escritor renomado escreveu: “Os que pensam em suicídio não querem de fato matar a vida, dar fim a existência, mas “matar” a dor emocional, a angústia, o desespero que abate suas emoções. A idéia de suicídio é uma tentativa inadequada e desesperada de procurar transcender a dor da existência, e não pôr fim a ela”.

Pegando um gancho nesta linha de raciocínio do grande escritor, psiquiatra e psicoterapeuta eu pergunto: “O que ocasiona esta dor emocional nas pessoas?” Eu arriscaria dizer com grande possibilidade de acerto que a causa de chama – “situações que aparentemente não têm soluções”, ou seja – “quando tudo parece estar perdido”.

Não conseguir enxergar uma luz no fim do túnel é desesperador para a maioria das pessoas e isto se tem caracterizado com uma epidemia que se alastra no meio da sociedade tornando-a refém do medo.

Jesus Cristo era eloquente, amoroso, brando, humilde e agia até com certa flexibilidade diante de situações difíceis, mas em alguns casos agia com extrema determinação quando seus discípulos demonstravam “medo”. Em certa ocasião Ele precisou falar firme com os discípulos diante de uma adversidade. Vamos ao texto: “E, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram; E eis que no mar se levantou uma tempestade, tão grande que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo. E os seus discípulos, aproximando-se, o despertaram, dizendo: Senhor, salva-nos! que perecemos. E ele disse-lhes: POR QUE TEMEIS, HOMENS DE POUCA FÉ? Então, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se uma grande bonança. E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?” – (Mateus 8:23-27).

As pessoas necessitam hoje confiar no poder de Deus que em absolutamente nada mudou em relação aos tempos passados. Deus é indescritível e inalterável em poder, glória e majestade.

Confiar no poder de Deus é ter o privilégio de visualizar uma luz no final do túnel. Confiar em Deus é saber que “nossos” problemas já estão agendados por Ele para solução em dia e hora oportuna. Jesus disse e vale a pena abraçar este oferecimento: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” – (Mateus 11:28-30).

Quando tudo parece estar perdido? Não creia na derrota. Busque, ore faça sua parte, não se desespere, não temas e descanse no Senhor. “Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará?” – (Romanos 8:24).

“Ora o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz em CRENÇA, para que abundeis em ESPERANÇA pela virtude do Espírito Santo” – (Romanos 15:13).


________________ Capelão Plínio.

O PERDÃO!


É difícil encontrar alguém que insiste em manter uma vida distanciada de Deus capaz de nos surpreender com atitudes de complacência para com nossos erros, sejam eles voluntários ou involuntários. Alguém que diante das falhas do próximo desenvolve dentro de si sentimento de vingança não pode ostentar o título de cristão.

Todo bônus exige ônus. O cristianismo é fantástico em todos os sentidos, iniciando no aspecto físico passando pelo emocional e culminando no espiritual que é eterno. Entretanto, para usufruir dos benefícios que ele oferece, é necessário pagar um preço.

Não encontramos na Bíblia base para julgar que o cristianismo é barato. Ao contrário, ao examinarmos as Escrituras Sagradas notamos o quanto custou. A Bíblia narra os passos de Jesus em direção ao calvário. Leia com atenção: “Então, os soldados do governador levaram Jesus ao Pretório e reuniram toda a tropa ao seu redor. Tiraram-lhe as vestes e puseram nele um manto vermelho; fizeram uma coroa de espinhos e a colocaram em sua cabeça. Puseram uma vara em sua mão direita e, ajoelhando-se diante dele, zombavam: "Salve, rei dos judeus! ". Cuspiram nele e, tirando-lhe a vara, batiam-lhe com ela na cabeça. Depois de terem zombado dele, tiraram-lhe o manto e vestiram-lhe suas próprias roupas. Então o levaram para crucificá-lo” – (Mateus 27:27-31).

Graças a Deus não existe hoje necessidade de derramamento de sangue para se alcançar a salvação. A salvação é graça de Deus. A Bíblia diz: “Mas quando se manifestaram a bondade e o amor pelos homens da parte de Deus, nosso Salvador, não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós generosamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador. Ele o fez a fim de que, justificados por sua graça, nos tornemos seus herdeiros, tendo a esperança da vida eterna” – (Tito 3:4-7).

No entanto, viver o cristianismo requer uma postura digna de quem foi regenerado pelo sangue de Jesus Cristo sendo transformado de tal forma que o perdão aos devedores não é sacrificial. O cristão não discute os ensinos de Jesus. Jesus diz que é para fazer, ele faz. Certa vez Pedro, um dos discípulos perguntou a Jesus: "Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? "  Jesus respondeu: "Eu lhe digo: não até sete, mas até setenta vezes sete” – (Mateus 18:21-22).

Avalie sua alma neste momento. Deixe-a desnuda e visualize se existe alguma raiz de amargura dentro dela. Caso exista, não hesite em liberar perdão ao devedor INCONDICIONALMENTE. Lembre-se, o devedor não precisa necessariamente chegar até você, reconhecer que errou e solicitar o perdão. O perdão independe de circunstâncias. Faça isto, preferencialmente em voz alta para que o inferno seja frustrado em seus intentos. Perdoe e desfrute dos benefícios que o evangelho oferece a todos os cristãos autênticos. Amém? 

[Recomendo Mateus 18:23-35 como leitura adicional]

_______________ Capelão – Plínio.

VOLTE ENQUANTO HÁ TEMPO!   "Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai" (Lucas 15:18).   A frase "Sempre há um caminho de v...