LOUVOR QUE AGRADA DEUS

LOUVOR QUE AGRADA DEUS


Inevitavelmente os tempos mudam e pessoas tendem a modificarem suas preferências no modo de vestir, corte de cabelo, penteado, comportamento verbal e naturalmente nas preferências musicais.

O mercado da música é amplo e atrai multidões de pessoas por conta de propostas inovadoras que a cada dia cresce para atender a demanda de participantes que buscam neste artifício uma forma de entretenimento para seus ouvidos, mente e corpo.

Não há nada de errado quanto às diversidades de preferências. Deus criou o homem com capacitação de escolhas e aspirações. É bem verdade que nem todas as escolhas trazem benefícios àqueles que as escolhem. A Bíblia cita: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. Este princípio se aplica também para as escollhas. O sucesso de um futuro promissor depende de uma boa escolha hoje.

Josué em determinado momento trás à memória do povo os benefícios que Deus tinha feito por ele e oferece a eles oportunidade de escolha. Ele disse: “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR. Então respondeu o povo, e disse: Nunca nos aconteça que deixemos ao SENHOR para servirmos a outros deuses” – Josué 24:15,16).

Quando se trata especificamente de louvor, qual é a preferência de Deus? Deus tem preferência por timbre de voz e ou tipo de instrumento? Deus tem preferência por altos (a) decibéis ou por sons baixos e suaves? Deus se agrada de pulos, danças, gritos de júbilo? Enfim, você pode se lembrar de outras práticas que acontecem costumeiramente dentro das igrejas.

Nada contra as formas de expressão de louvor que cada um adota para oferecer culto a Deus. Contudo, há de se avaliar as motivações de cada atitude. O apóstolo João escreveu o seguinte sobre este assunto: “Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos por que a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” – (João 4:22-24).

O segredo DECLARADO de Deus fica claro nas palavras de João. Não é o formato do instrumento e muito menos a data de sua fabricação. A chave que abre o coração de Deus para se alegrar do louvor chama-se “espírito e verdade”. Ou seja, “espírito” (relação com a alma) e “verdade” (relação com a mente).

Qualquer “louvor” que perde o foco o “espírito” e “verdade”, não importa o tipo de instrumento ou o tipo de voz ou mesmo o volume não vai passar de barulho ou show. Nos tempos antigos não existiam muitos instrumentos que são utilizados hoje, os chamados modernos, entretanto, existia potencialmente no ser humano a motivação - ”espírito e a verdade” e isto fazia e continua fazendo toda diferença diante de Deus.

A Bíblia narra um fato curioso de alguém da alta sociedade que conseguiu abrir o coração de Deus com seu modo peculiar de adoração. Este personagem era reconhecido como um homem segundo o coração de Deus (At. 13:22). Vamos ao texto: “E Davi, e toda a casa de Israel, festejavam perante o SENHOR, com toda a sorte de instrumentos de pau de faia, como também com harpas, e com saltérios, e com tamboris, e com pandeiros, e com címbalos. E Davi saltava com todas as suas forças diante do SENHOR; e estava Davi cingido de um éfode de linho” – (II Samuel 6:5,14).

A Bíblia não relata qual o tipo de música Davi estava dançando naquele momento e nem precisamos tomar conhecimento. O importante é saber que com toda certeza Davi estava louvando em espírito e em verdade e isto faz toda diferença para quem presta adoração.

Paulo escreveu: “Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento” – (I Coríntios 14:15). Que Deus nos faça adoradores segundo o padrão que Ele estabeleceu e não segundo nossas convicções que nem sempre casa com a vontade dEle.

Oremos assim: "Tu, Senhor [e somente tu] e Deus nosso, és digno de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas, e por tua vontade elas existem e foram criadas” – (Ap 4:11) - [grifo meu]. Os holofotes não devem estar focando o adorador e sim àquele que é digno de todo nosso louvor - Deus. Os aplausos não devem ser dirigidos aos músicos, cantores e pregadores. Lembre-se que Deus condena a idolatria. Rejeite toda glória que não te pertence e tenha certeza que Deus vai se agradar de seu louvor. Amém?

_____________    Capelão – Plínio cavalheiro.

(a) Decibéis
 A intensidade ou volume dos sons é medida em unidades chamadas decibéis, abreviadas para dB. Sessenta dB é a intensidade do som de uma conversa, e 120 dB a de um avião a jato. Se uma pessoas "perder" 25 dB de volume, poderá ter problemas de audição. A perda de 95 dB pode ensurdecer totalmente uma pessoa.

    A competência auditiva é classificada como normal, perda leve, moderada, severa e profunda (Quadro II). É difícil imaginar o que perdem aqueles que têm uma deficiência auditiva. Portanto, para ilustrar, examinemos a tabela a seguir:
 
QUADRO I
Qualidade do Som
Decibéis
Tipo de Ruído
muito baixo
0-20
farfalhar das folhas
baixo
20-40
conversação silenciosa
moderado
40-60
conversação normal
alto
60-80
ruído médio de fábrica ou trânsito
muito alto
80-100
apito de guarda e ruído de caminhão
ensurdecedor
100-120 
ruído de discoteca e de avião decolando
Classificação das Perdas Auditivas de Davis - para crianças

 
QUADRO II
Grau de Deficiência
Perda em dB
Normal
0 a 15
Leve
16 a 40
Moderada
41 a 55
Moderada Severa
56 a 70
Severa
71 a 90
Profunda
+ de 90 


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Decibel
Volume é o correlato psicoacústico da intensidade sonora. A percepção do volume está relacionada à variação de pressão gerada por uma onda sonora e, portanto, à sua intensidade.
Nosso sistema auditivo tem dois limites de audibilidade:
- limiar de audibilidade (mínima intensidade audível)
- limite de dor (máximo nível de intensidade audível sem danos fisiológicos ou dor)
A gama entre os 2 limites é muito grande. Para uma frequência pura de 1000 Hz, esses limites vão de 10-12 watt/m2 a 1 watt/m2, ou seja, uma razão de 1 trilhão para 1.

Extraído ­- Veja mais:

Aos pés da cruz!

Aos pés da cruz!

Almejar estar aos pés da cruz onde o Filho do Deus altíssimo decidiu deliberadamente assumir os pecados da humanidade de forma cruel pelas mãos dos carrascos a serviço de uma classe de pessoas totalmente alheia àquilo que estavam fazendo é algo misterioso e ao mesmo tempo admirável.

Por que o homem deve ambicionar estar aos pés da cruz e o que se encontra de atraente neste lugar tão divulgado durante estes últimos dois milênios, principalmente pelos seguidores de Cristo, designados de cristãos?

Aspirar estar aos pés da cruz é um dos sentimentos que resultam em benefícios que solidificam a fé do cristão. Almejar este local é dar provas de que a fé não pode ser sustentada unicamente no mundo abstrato e sim na busca da materialização dos sentimentos dando vazão para que eles se tornem realidade no campo da visão espiritual que resultam em benefícios no mundo físico. Não é isto que Paulo escreveu aos Hebreus? Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem” – (Hebreus 11:1). Paulo está sugerindo que as coisas que não se veem sejam provadas dentro dos corações que alimentam a crença por conta de crer na veracidade das Escrituras Sagradas e em particular no sacrifício de Jesus Cristo na cruz erguida no calvário.

Estar aos pés da cruz significa ter a oportunidade de aprender com Jesus a importância do auto-controle. Controlar as emoções diante das adversidades é de suma importância no ministério do cristão. Jesus foi desafiado pelas autoridades que zombavam dele a fazer algo sobrenatural para provar sua legitimidade como escolhido de Deus. Entretanto, não o fez. A Bíblia cita: “Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade. a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei” – (Gálatas 5:22, 23). Para enriquecimento do parágrafo dou ênfase e grifo o dom – “domínio próprio”. 

A Palavra de Deus esclarece: “Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio; de outra forma não se sujeitarão” – (Salmo 32:9). Ao contrário, Deus capacitou o homem para ter as rédeas de suas emoções e ações em suas próprias mãos podendo avaliar cada uma delas e tomar decisões que trarão resultados positivos ou negativos. Via de regra, o auto-controle é uma dádiva de Deus que determina a bênção ou maldição na vida de cada pessoa.

Este carisma (dom) não deve ser usado como instrumento de entretenimento de pessoas escarnecedoras como foi o caso daqueles que blasfemava de Cristo na cruz e nem para promover a ostentação. Os dons na verdade são ferramentas que Deus distribui àqueles que os buscam com um coração contrito sabendo que a honra e a glória pertencem a Deus.

Ambicionar estar aos pés da cruz é ter o privilégio de descobrir, a exemplo dos malfeitores que foram pendurados juntos de Jesus, que, no mundo, existem duas  classes de pessoas. Ou seja, o pecador que tem seu coração inflexível, endurecido e insensível a qualquer palavra ou ação e o pecador disposto a se quebrantar, se arrepender e crer que somente por Jesus Cristo sua vida pode tomar outra direção por onde se desfruta a vida eterna. 

Se achegar aos pés da cruz é aprender com o Mestre dos mestres que não há condicionamento para a prática do perdão. Perdoar deve-se acontecer em duas situações, uma quando o ofensor reconhece seu erro e solicita o perdão e outra quando ele ignora a situação e não admite sua falha. Perdoar é mandamento incondicional de Deus e ponto – [ref.:Mateus 18:23-35]. 

Os fatos históricos registrados nas Escrituras Sagradas revelam que Jesus foi aprisionado, desprezado, escarnecido, castigado, zombado, sentenciado a morte sendo inocente e mesmo assim orou ao pai dizendo: “Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem...” – (Lc 23:34ª).

Ao aproximarmos da cruz somos surpreendidos com as palavra de Jesus direcionada aos que nEle crê: “Amado, por conta de seu reconhecimento dos pecados e por causa de seu arrependimento sincero, em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”.  

Ele carregou os meus pecados.
Diante do fato incontestável, ou seja, morte e ressurreição de Jesus Cristo, convido-o a não deixar de estar diariamente buscando os ensinamentos preciosos na cruz do calvário. Todavia, é bom lembrar que Jesus não permaneceu morto na cruz. Jesus venceu a morte e vivo está para continuar salvando todos quantos desejam o paraíso eterno. Faça como um dos malfeitores crucificado com Cristo e diga: “Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino” – (Lc 23:42a). Amém?


                              Capelão – Plínio Cavalheiro.

TRIBULAÇÕES, NUNCA MAIS!

TRIBULAÇÕES, NUNCA MAIS!
(Aprendendo com o rei Davi)

“Clamou este aflito, e o Senhor o ouviu e o livrou de todas as suas tribulações” – [Salmo 34:6,17].

O fato de alguém ter recebido a salvação através do Único meio – Jesus Cristo – não significa necessariamente que esta nova criatura está imune contra todos os ataques do inimigo. A Bíblia diz: Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” – (I Pedro 5:8). Uma coisa é ataque, outra é derrota. O cristão tem a promessa de vitória garantida por Deus: Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” – (Romanos 8:37). Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece” – (Filipenses 4:13).

No reino espiritual não há como dizer “meu ex-inimigo“. O diabo foi e sempre será inimigo da criação de Deus, principalmente do homem, por ter recebido as características do criador. (Confira as palavras de Deus quando criou o homem: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra” – (Gênesis 1:26).

Por outro lado, existe o consolo por saber que o Senhor está atento ao clamor de seus filhos indistintamente. O Senhor diz: “Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes” – (Jeremias 33:3).

Davi se auto-denomina pobre, se referindo a sua posição humana diante da riqueza de Deus. Contudo, ele afirma: “Clamou este aflito, e o Senhor o ouviu e o livrou de todas as suas tribulações”.

Davi não omite as tribulações vividas por vezes em vários períodos de sua vida. Entretanto, ele faz questão de testemunhar sobre os livramentos de Deus quando experimentou os sofrimentos.

A tendência, em alguns casos, quando o cristão está passando por aflição intensa é aceitar os “conselhos” mentirosos oferecidos pelo inimigo e seus agentes: “Deus se esqueceu de você”, “Não há solução para o seu problema”, “Pode esquecer, desista”, “Você é um caso perdido”, etc.

Se você está vivenciando algo semelhante, aprenda com o rei Davi e clame ao Senhor Deus e peça a Ele que o livre das tribulações. Não existe caso insolúvel para Deus. Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir” – (Isaías 59:1).



________________________Capelão - Plínio Cavalheiro.

FIXANDO OS OLHOS EM DEUS

FIXANDO OS OLHOS EM DEUS
(Aprendendo com o rei Davi)


“Contemplai-o e sereis iluminados, e o vosso rosto jamais sofrerá vexame”
[Salmo 34:5]


Quando desceu Moisés do monte Sinai, depois de ter contemplado o Senhor, tendo nas mãos as duas tábuas do Testemunho, sem que ele soubesse, seu rosto resplandecia, depois de haver Deus falado com ele.

Nos dias de Moisés, somente ele pode admirar e desfrutar da presença de Deus. O povo, por causa da culpa do pecado, era incapaz de contemplar o Senhor, ou de ver o resplendor da face de Moisés. Entretanto, hoje o homem que tem um encontro com Jesus e reconhece que Ele levou seus pecados no madeiro, pode perfeitamente contemplar a glória de Deus na face de Cristo. Não temos que cobrir nosso rosto e sim permitir que a luz de Cristo dentro de nós seja visível e contagiante nas vidas que estão caminhando em trevas. Somos diferentes de Moisés no fato que a glória de Moisés desvaneceu, e a nossa deve intensificar de glória em glória até o dia final.

O sinônimo de contemplar é “olhar demoradamente” para algo, sem sentir vontade de voltar sua visão para outro foco. Assim fez Moisés, permaneceu no monte por quarenta dias e quarenta noites. E durante este tempo, não comeu pão, e nem bebeu água - (Dt 34:28).

Quando o homem encontra o Senhor Deus e visualiza sua glória, seu rosto passa por uma metamorfose sobrenatural, impossível de não ser notado. Aqueles que contemplam a presença de Deus são semelhantes às estrelas que brilham durante o período da noite. Elas, em si mesmas não poderiam irradiar a beleza da luz, sem a existência do sol. Por conseguinte, o cristão também não brilha sem a fonte que se chama – Jesus Cristo.

Os vossos rostos jamais experimentarão o vexame, assim termina o verso cinco. Entendemos que o melhor significado para esta palavra está voltado para o comportamento de Deus. Como assim? Eu explico: Deus nunca foi e nunca será “estático”. Ao contrário, Deus é “dinâmico”. Jesus disse: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” – (João 5:17). O profeta Isaías escreveu em seu livro: “Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento” – (Isaías 4:28).

Vamos imaginar uma criança Isenta de malícia diante do comportamento de seu pai. Para ele, o pai é um herói, “onipotente”, “onisciente” e “infalível”. Contudo, quando cresce um pouco mais as coisas mudam. Ela não deposita mais a mesma confiança em seu pai. Ele já não sabe tanto das coisas e comete muitos erros. Sente vergonha de estar e sair com o pai. Prefere que o pai não estacione na porta do colégio, e de preferência, que não beije na frente dos amigos.

Diante disso, não estou querendo insinuar que o filho nunca deveria sentir vergonha por conta de algo errado praticado por seu pai. A má índole do pai deve provocar vergonha no filho, e vice versa. Não obstante, é impossível um filho de Deus se envergonhar de qualquer comportamento do Pai. O seu rosto jamais sofrerá humilhação.

Pare e olhe demoradamente para Deus. Faça como Moisés e o rei Davi. Não seja frenético. O verdadeiro cristão se agrada de refletir a glória de Jesus em seu caráter diário em qualquer ambiente. “Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo” – (II Coríntios 2:15ª). “Contemplai-o e sereis iluminados, e o vosso rosto jamais sofrerá vexame”.


___________________Capelão - Plínio Cavalheiro.

DESTINO DOS TÍMIDOS!

DESTINO DOS TÍMIDOS!



"Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicários, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte" – (Apocalipse 21:8).


Ao ler a Bíblia encontramos situações que nos deixam com algumas dúvidas, principalmente quando não temos muita intimidade com ela. É bom lembrar que a Bíblia é uma enciclopédia riquíssima de ensinamentos que norteiam o homem para que ele tenha uma vida abençoada por Aquele que a escreveu. Mas, apesar de parecer um tanto quanto complicado alguns textos, a Bíblia foi escrita para todos.

Um dos textos que despertam preocupações nos leitores é o citado acima. Nele, o escritor faz referência que o lugar dos “tímidos” será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.

Como entender esta drástica sentença, se, ao analisarmos o sentido da palavra segundo o dicionário português ela não sugere o exercício de um pecado como as outras práticas mencionadas no mesmo texto?

Vamos ao significado, segundo o discionário: “Significado de Timidez” = Caráter de quem é tímido; falta de coragem; Insegurança; acanhamento; inibição. Perceba que a falta de coragem é sinônimo de timidez. Ou seja, o medo está relacionado com a timidez.

É exatamente neste ponto que a palavra escrita nas Escrituras Sagradas entra em concordância e necessita de uma hermenêutica mais cuidadosa. Poderíamos fazer a conversão sem receio de adulterar a palavra colocando da seguinte forma: "Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicários, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte".

Digamos que neste caso, com a mudança, o texto passou a impactar menos. Entretanto, ainda resta uma dose de preocupação por condenar as pessoas que sentem medo. Afinal, medo de quê? Afinal, quem por acaso jamais sentiu medo por algo?

Complicado? Nem tanto. Neste caso há de se buscar a motivação de cada medo. Para exemplificar, vejamos alguns medos: Medo de dirigir; medo de altura; medo de avião; medo de elevador, medo de trovão; medo de barata; medo de falar em público, etc.

Teria Deus uma sentença de morte para todas as pessoas que passam por estes problemas, igualando-as àqueles que são incrédulos, abomináveis, homicidas, fornicários, feiticeiros, idólatras e mentirosos? A resposta é NÃO, graças a Deus.

Deus é justo e sabe que o ser humano é frágil em seus sentimentos. O próprio Moisés quando requisitado por Deus para uma tarefa importantíssima “tremeu nas bases”. Ele disse (com medo): “Quem sou eu, para que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel? Ah, Senhor! eu não sou eloquente, nem o fui dantes, nem ainda depois que falaste ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua”.

Em outra oportunidade os próprios discípulos estando ao lado de Jesus dentro de um barco não disfarçaram seus medos. Vamos ao texto: “E eles, deixando a multidão, o levaram consigo, assim como estava, no barco; e havia com ele também outros barcos. E se levantou grande tempestade de vento, e as ondas batiam dentro do barco, de modo que já se enchia. Ele, porém, estava na popa dormindo sobre a almofada; e despertaram-no, e lhe perguntaram: Mestre, não se te dá que pereçamos? E ele, levantando-se, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E cessou o vento, e fez-se grande bonança. Então lhes perguntou: Por que sois assim tímidos [medrosos]? Ainda não tendes fé? Encheram-se de grande temor, e diziam uns aos outros: Quem, porventura, é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?” – (Marcos 4:36-41). (grifo meu).

Notamos que os temores fazem parte da natureza humana, ainda que em alguns casos em pequenas e insignificantes proporções. Não obstante, qual é o tipo de medo que determina o futuro eterno do homem? Vamos a ele:

O medo que sentencia o destino da criatura humana é àquele que faz com que o homem negue o Senhor Jesus. Os candidatos ao lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte não consegue manter-se fiel diante de uma perseguição e quando questionado sobre sua fé, seu comportamento não é outro senão ao de um medroso covarde.

O apóstolo Pedro passou por uma situação semelhante quando confrontado após a prisão de Jesus. Vamos ao texto: “Então Pedro disse: — Juro que não conheço esse homem! Que Deus me castigue se não estou dizendo a verdade! Naquele instante o galo cantou, e Pedro lembrou que Jesus lhe tinha dito: “Antes que o galo cante, você dirá três vezes que não me conhece.” Então Pedro saiu dali e chorou amargamente” – (Mateus 26:74,75).

Pedro naquele momento foi tímido e ficou com medo que as autoridades o prendessem também como acontecera com o Senhor Jesus. Felizmente para ele, sua consciência o incomodou para o arrependimento que o livrou da sentença de Apocalipse 21:8.

A postura do cristão tem que ser corajosa e transparente custe o que custar. Caso contrário, inevitavelmente terá que ouvir palavras duras do Senhor Jesus. Ele disse e vale para os nossos dias: “Mas, se uma pessoa disser publicamente que não pertence a mim, eu também, no Dia do Juízo, direi diante do meu Pai, que está no céu, que ela não pertence a mim – (Mateus 10:33) e a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte" – (Apocalipse 21:8).


_______________Capelão – Plínio Cavalheiro.
 


VOLTE ENQUANTO HÁ TEMPO!   "Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai" (Lucas 15:18).   A frase "Sempre há um caminho de v...